quarta-feira, 1 de julho de 2026

Após deixar o PL Mulher, Valdemar diz que Michelle vive “momento difícil”


O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro – Reprodução

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota após se reunir com Michelle Bolsonaro e disse que a ex-primeira-dama “passa por um momento difícil” ao deixar a presidência do PL Mulher em meio à crise pública com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na manifestação, Valdemar afirmou que Michelle “sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando”, em referência a Jair Bolsonaro. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde março.

Michelle anunciou nesta terça-feira (30) a saída do comando nacional do PL Mulher. Em nota própria, ela afirmou que decidiu deixar o cargo para se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e a filha.

Segundo a ex-primeira-dama, a decisão saiu após uma reflexão com Jair Bolsonaro sobre o momento vivido pela família. Valdemar tentou reduzir a tensão entre Michelle e Flávio depois da divulgação de um vídeo em que ela critica o enteado.



Crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro pressionou o PL

No vídeo, Michelle disse que Flávio a maltratou e a humilhou. O senador, filho mais velho de Jair Bolsonaro, é pré-candidato do PL à Presidência da República e foi escolhido pelo ex-presidente como candidato à eleição de outubro, segundo a pauta.

Após a publicação do vídeo, Flávio pediu desculpas e afirmou que não quis ofender Michelle. A crise abriu uma disputa pública dentro do núcleo político bolsonarista e levou Valdemar a se reunir com a ex-primeira-dama.

Depois do anúncio, o presidente do PL declarou: “Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL mulher mas, nesse momento, decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão”.

Jair Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022 para mantê-lo no poder mesmo após a derrota eleitoral. Alexandre de Moraes concedeu a prisão domiciliar ao considerar que o estado de saúde do ex-presidente justificava a medida.

Fonte: DCM

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