A Justiça de São Paulo aceitou um acordo entre o Ministério Público estadual (MPSP) e o jogador Damián Bobadilla, do São Paulo Futebol Clube, para evitar um processo penal por injúria racial. Durante partida pela Copa Libertadores em maio de 2025, o atleta chamou um adversário de “venezuelano de morto de fome”. O acordo foi possível após o paraguaio confessar a xenofobia às autoridades.
O MPSP estabeleceu requisitos que incluem assistir a vídeos educativos e gravar comentários, visita ao Museu da Imigração, publicação de quatro postagens de combate à xenofobia e doação de 100 kits com livros sobre o tema à Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Caso cumpra as obrigações, a investigação será encerrada sem oferecimento de denúncia.
As ofensas ocorreram em jogo contra o Talleres, da Argentina. O lateral venezuelano Miguel Navarro, vítima da xenofobia, chorou em campo. O colega Augusto Schott expôs a situação após a partida, acusando Bobadilla de racismo. O acordo evita um processo penal e eventual condenação ao jogador.
Fonte: DCM
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