sexta-feira, 2 de outubro de 2026

‘O Brasil merece comentaristas políticos melhores’, diz Celso Rocha de Barros (vídeo)

 Sociólogo critica a cobertura da mídia sobre o cancelamento do debate da TV Globo e aponta falta de responsabilidade dos analistas com o cenário democrático de 2026

                Celso Rocha de Barros - Crédito: Reprodução/Instagram/@revistapiaui

O sociólogo Celso Rocha de Barros, doutor pela Universidade de Oxford, criticou duramente a postura da grande imprensa e de analistas políticos diante do cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno na TV Globo.

Em gravação divulgada em seu perfil no Instagram na madrugada desta sexta-feira (2), Celso Rocha de Barros analisou o cenário que levou ao cancelamento do confronto televisivo, ressaltando que a ausência do presidente Lula (PT) e do candidato Flávio Bolsonaro (PL) se deu por escolhas de estratégia eleitoral. “O debate da Globo foi cancelado porque nem o Lula nem o Flávio foram, cada um por seus motivos de estratégia. É legítimo e a gente pode gostar ou não”, afirmou o sociólogo.

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Pedro Rousseff por post sobre Nossa Senhora Aparecida

 Campanha pede retirada de publicação e direito de resposta; Candidato do PT diz que processo representa tentativa de censura

Pedro Rousseff e Flávio Bolsonaro - Crédito: Cristina Medeiros/CMBH I Divulgação

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Pedro Rousseff (PT), candidato a deputado federal por Minas Gerais, por uma publicação que relaciona o presidenciável à controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A representação pede a retirada imediata do conteúdo e a concessão de direito de resposta.

Segundo a ação apresentada ao TSE em 30 de setembro, a postagem de Rousseff utiliza um vídeo gravado em 2023, em Bastos, no interior de São Paulo, no qual um pastor critica uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ao compartilhar as imagens, o petista afirmou que, “com Flávio Bolsonaro no poder”, aquele seria “o ódio” que se espalharia pelo Brasil.

A defesa do candidato do PL argumenta que o episódio ocorreu cerca de três anos antes da atual disputa eleitoral, sem participação de Flávio Bolsonaro, e que o responsável pelas declarações posteriormente publicou uma retratação. Com isso, sustenta que o material foi apresentado de forma descontextualizada para estabelecer uma ligação política entre o presidenciável e o ataque religioso.

Além da exclusão cautelar da postagem, a campanha de Bolsonaro pede que, no julgamento definitivo, o TSE reconheça o direito de resposta. Caso o pedido seja aceito, a manifestação deverá ser divulgada no mesmo perfil utilizado por Rousseff.

VÍDEO: “O político honesto que você quer, está dentro de você”, diz Lula em chamado aos brasileiros


      Lula durante entrevista ao Flow. Foto: reprodução

O presidente Lula (PT) fez um apelo para que brasileiros insatisfeitos com seus representantes deixem de apenas reclamar da política e passem a participar diretamente dela. Durante entrevista ao Flow Podcast, na noite de quinta-feira (1º), o petista afirmou que quem procura políticos honestos pode encontrar em si mesmo uma alternativa para ocupar esses espaços.

“Então, ao invés de você ficar chateado, desanimado e não acreditar em ninguém, por que você não entra na política? O político honesto que você quer está dentro de você”, afirmou Lula.

O presidente desenvolveu o raciocínio defendendo participação em partidos, movimentos comunitários e eleições como forma de substituir representantes considerados ruins ou corruptos.

“Ao invés de ficar protestando, entre na política, seja candidato de alguma coisa, participe de um partido político, da comunidade do seu bairro. Não fique paralisado, achando que ninguém presta. A pessoa boa que você quer que eu seja, talvez seja você. Então, ao invés de ficar parado, seja eu”, completou.


A declaração ocorreu durante uma entrevista de aproximadamente 100 minutos ao Flow, realizada na reta final da campanha presidencial. Lula abordou temas políticos e econômicos e também explicou por que decidiu não participar do último debate da TV Globo antes do primeiro turno.

Ao justificar a escolha pelo podcast, o presidente afirmou preferir conversas mais longas ao formato tradicional dos debates televisivos. “Porque eu gosto mais de você do que da Globo. Eu há tempos tenho questionado os debates da Globo. Eu fui em todos”, disse ao apresentador.

Lula argumentou que debates com muitos concorrentes oferecem pouco tempo para aprofundar assuntos e acabam favorecendo interrupções, provocações e frases de efeito. Durante a entrevista, ele defendeu formatos que permitam aos candidatos desenvolver melhor suas propostas e responder às mesmas questões. Veja a entrevista completa:

Xuxa nega ofensas a Lula e denuncia fake news: “se pensam que estou atacando o presidente, não me conhecem”

 O material é de 2022 e foi produzido quando Xuxa reagiu a declarações feitas naquele ano pelo então presidente Jair Bolsonaro

       Xuxa - Crédito: Reprodução/TV Globo

A apresentadora Xuxa Meneghel denunciou nesta quinta-feira (1º) a circulação de uma montagem que utiliza sua imagem para atribuir a ela uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Xuxa, o conteúdo reaproveita um vídeo gravado em 2022 e altera seu contexto original para fazer parecer que ela teria se manifestado contra Lula.

As informações foram publicadas pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles. A montagem compartilhada nas redes sociais afirmava que “Xuxa se revolta contra Lula e pede para brasileiros não votarem nele”. Ao divulgar uma imagem da publicação, a apresentadora escreveu “fake” sobre o conteúdo e afirmou que sua imagem estava sendo utilizada indevidamente.

“Achei que não ia precisar vir aqui falar que estão usando a minha imagem indevidamente com deepfakes… mas vamos lá!”, afirmou Xuxa.

Real Time: Renan Filho tem 49% e JHC marca 46% no 1º turno em Alagoas

 Senado em Alagoas tem Marina JHC à frente com 27%, seguida por Renan com 23% e Lira com 22%

Renan Filho e JHC - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Divulgação

Levantamento divulgado pelo instituto Real Time Big Data nesta sexta-feira (2) traz os cenários para as disputas do governo estadual e do Senado em Alagoas. Na corrida para o governo, o primeiro turno apresenta empate técnico na liderança. Renan Filho (MDB) aparece numericamente à frente com 49% das intenções de voto, enquanto JHC (PSDB) registra 46%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois postulantes estão empatados dentro do limite amostral.

A pesquisa aplicou a seguinte pergunta aos entrevistados: “Em outubro teremos eleições. Se a eleição para governador de Alagoas fosse hoje, em quem o(a) senhor(a) votaria se os nomes fossem estes?”. Os resultados do cenário estimulado para o Palácio dos Palmares são os seguintes:

  • Renan Filho (MDB): 49%
  • JHC (PSDB): 46%
  • Lenilda Luna (UP): 0%
  • Márcio Jambo (Democrata): 0%
  • Brancos/nulos: 3%
  • Indecisos: 2%

Em comparação com a sondagem anterior do mesmo instituto, realizada em 25 de setembro, Renan Filho registrava 47% das intenções de voto, enquanto JHC marcava 44%. No levantamento sobre uma eventual disputa de segundo turno, Renan Filho também aparece numericamente à frente, anotando 49% contra 46% do adversário tucano.

Em live com o fujão Flávio, picareta Marçal ameaça deixar o Brasil se Lula vencer


      Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal. Foto: reprodução

Em live com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência que fugiu do debate da Globo aos 45 do segundo tempo, o coach Pablo Marçal disse que, se a extrema-direita não vencer as eleições no próximo domingo (4), ele terá que sair do Brasil.

“Vou ajudar [o Flávio] sim. Sabe por quê? Porque, se não, eu tenho que ir embora desse país com meus filhos e levar meu patrimônio embora. Eu confio no Flávio Bolsonaro”, disse Marçal.

Na sequência, o coach apelou aos demais candidatos de direita, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) que desistam das eleições antes do primeiro turno para que já cedam apoio ao senador de imediato. “Falo para o Caiado que ele poderia ser o melhor ministro da Segurança Pública da história”, iniciou antes de se virar diretamente para a câmera: “Caiado, estou do lado do Flávio, ele gosta de você, faz o final ser o melhor”.

Marçal também enviou um recado direto aos demais candidatos: “Zema, por favor, você já que não tracionou, venha andar com a gente. Cury, eu sei, te respeito, mas nós estamos contra um mal maior e temos que quebrar nossas diferenças”, disse se referindo ao presidente Lula.

Justiça autoriza ato de Lula na Paulista após veto da prefeitura

 TRE-SP afirma que município não pode impedir ato eleitoral e determina que caminhada ocorra sem bloquear o trânsito

   Lula na festa da vitória na Avenida Paulista - Crédito: Ricardo Stuckert

 O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a realização de uma caminhada de campanha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo paulista Fernando Haddad neste sábado (3), na Avenida Paulista, após a Prefeitura de São Paulo tentar impedir o evento.

A Justiça Eleitoral suspendeu um ofício da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que havia barrado a mobilização, prevista para ocorrer na véspera do primeiro turno das eleições.

Na decisão provisória, a juíza Maria Claudia Bedotti afirmou que o município não tem competência para condicionar a realização de propaganda eleitoral a uma autorização prévia da prefeitura.

“A autoridade municipal, que não detém poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, acabou por condicionar e, na prática, impedir ato de campanha que a lei expressamente autoriza”, escreveu a magistrada.

O TRE-SP determinou, porém, que o evento seja realizado sem bloqueio do trânsito de veículos. A concentração está prevista para as 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A caminhada deverá começar às 11h, seguir pela Rua Augusta em direção ao Centro e terminar por volta das 13h, na região da Praça Franklin Roosevelt.

“A caminhada poderá ser realizada, mas a concentração, o deslocamento e a dispersão deverão ocorrer sem obstrução do leito carroçável e sem impedimento do fluxo regular de veículos nas vias abrangidas pelo percurso e em seus acessos, especialmente na Avenida Paulista e na Rua Augusta, mantendo-se, durante todo o evento, corredor de circulação suficiente para o deslocamento de servidores, equipamentos, urnas eletrônicas e demais meios necessários aos trabalhos eleitorais”, estabelece a decisão.

O mimimi da Globo: empresa protesta por não ter conseguido fazer Lula cair em sua armadilha

 Editorial do jornal O Globo transforma cancelamento do debate em defesa da emissora e critica ausência do presidente, que fez a coisa certa

           O palco vazio da Globo - Crédito: Reprodução

O jornal O Globo publicou nesta sexta-feira (2) um editorial em defesa da decisão da TV Globo de cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno e criticou a ausência do presidente Lula. A argumentação apresentada pelo jornal sustenta que intervenções judiciais de última hora teriam comprometido a liberdade da emissora para organizar o encontro.

O pano de fundo, porém, é outro: Lula decidiu não participar do debate e preferiu conceder uma entrevista ao Flow Podcast, enquanto Flávio Bolsonaro também desistiu horas antes do programa. A Globo acabou cancelando o evento depois de decisões judiciais alterarem aspectos das regras e da composição do encontro.

Em sua manifestação pública na noite de quinta-feira, a Globo afirmou que a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a manutenção do púlpito vazio identificado com o nome de Lula e a formulação de perguntas ao candidato ausente. Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos, do Missão. Romeu Zema também havia conquistado judicialmente o direito de participar.

⦾ O púlpito vazio como espetáculo

É justamente o episódio do púlpito que expõe a fragilidade do discurso da Globo. Se o propósito central de um debate eleitoral é, como sustenta a própria emissora, permitir a discussão de ideias e a comparação de projetos, qual seria a contribuição democrática de manter durante todo o programa um púlpito vazio identificado com o nome de Lula?

Malu Gaspar faz ataque vil a ministra do TSE que impediu Globo de linchar Lula no debate




Malu Gaspar resolveu atacar a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que a magistrada impediu a Globo de transformar a ausência de Lula no debate em um espantalho para ser linchado.

Fez isso usando um expediente clássico de seu repertório: recorreu a supostos “ministros”, “ex-ministros” e especialistas ouvidos “reservadamente”. Tudo em off. Como se precisasse: os nomes são André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Entre outros. As outras declarações ela pode inventar, já que não têm autor.

Na coluna publicada pelo Globo, Malu afirmou que a decisão de Estela representaria uma “intervenção inédita da Justiça Eleitoral”. Um “ministro do TSE” não identificado teria dito: “Isso é interferência e censura evidente.”

Um ex-ministro do TSE, também sem nome, afirmou: “Não me lembro de momento tão intervencionista do STF e do TSE.”

E outro ex-ministro, igualmente protegido pelo anonimato, teria decretado: “Isso é totalmente inédito e esdrúxulo. Estela conseguiu dar uma decisão pela qual sempre será lembrada.”

O mesmo personagem anônimo ainda teria acrescentado: “É uma decisão totalmente intervencionista e contrária ao que se tem entendido e praticado há anos nos debates da TV.”

O ataque de pelanca é sintomático. A ministra Estela Aranha determinou que a Globo não exibisse de forma destacada a cadeira vazia de Lula e proibiu a dinâmica pela qual os candidatos presentes poderiam formular perguntas ao candidato ausente, sem que ele estivesse ali para responder. Para Estela, a regra poderia criar desequilíbrio entre os participantes.

“A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada, enquanto o debate continua segundo as regras previamente acordadas”, escreveu Estela. Segundo ela, não poderiam existir consequências “coercitivas”, pois isso configuraria cerceamento dos direitos políticos do candidato.

É especialmente conveniente que os “ministros” só apareçam quando é para detonar uma ministra — e desapareçam quando chega a hora de assumir publicamente o que disseram. Tem também a tentativa de execração pública de uma mulher, mas isso só vale quando ela é de direita.

PF investiga empréstimo do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de mansão de R$ 6 milhões

 Inquérito apura possível favorecimento ao senador com taxas abaixo daquelas praticadas pelo próprio Banco de Brasília

     Crédito: ABr | Reprodução

O empréstimo vantajoso e com taxas abaixo daquelas praticadas pelo mercado e pelo próprio Banco de Brasília (BRB) concedido ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) está na mira da Polícia Federal. A compra de uma mansão em Brasília pelo valor de R$ 6 milhões, sendo R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB, é um dos focos do inquérito que investiga Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com a instituição financeira da capital federal, informa Bela Megale, do jornal O Globo.

Na época do financiamento, concedido em 2021, o parlamentar foi beneficiado com uma taxa de juros de 3,71% ao ano, valor significativamente abaixo da média praticada pelo próprio BRB naquele ano, que girava em torno de 4,85%. Na ocasião, a instituição financeira era presidida por Paulo Henrique Costa, que se encontra hoje preso por envolvimento no esquema de fraudes ligado a Vorcaro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Sem participação de Lula e Flávio Bolsonaro, Globo cancela debate e alega “insegurança jurídica”

 Emissora recebeu intimações do TSE e do STF sobre regras para candidatos ausentes e participação de Renan Santos

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: REUTERS/Adriano Machado e Pilar Olivares

Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos à Presidência da República previsto para a noite desta quinta-feira (1º), após receber duas intimações judiciais relacionadas à realização do programa. As decisões foram proferidas pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O cancelamento ocorreu também após Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que não participaria do debate.

Segundo o G1, a primeira decisão atendeu a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida tornou inválida a regra do debate que previa a manutenção do púlpito de candidatos ausentes, com uma placa identificando o nome do concorrente.

Flávio Bolsonaro dá desculpa esfarrapada sobre “censura” e foge de debate da Globo


Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente do Brasil. Foto: Felipe Medeiros/Folhapress

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira (1º) que não participará do debate da TV Globo, marcado para esta noite. A desistência ocorre em meio a duas decisões judiciais que alteram o encontro: o veto à exibição destacada do púlpito vazio de Lula (PT) e às perguntas dirigidas ao presidente ausente, além da determinação para incluir Renan Santos, do Missão.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, escreveu Flávio em publicação no X. O senador afirmou que dará mais detalhes sobre a desistência. Segundo a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a campanha considera as intervenções judiciais uma forma de censura às regras do programa.

A primeira decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a regra de exposição do púlpito vazio identificado com o nome de Lula. A liminar, concedida a pedido do PT, também impede a formulação de perguntas destinadas ao candidato ausente. A ordem suspende o item 7 da ata do debate e prevê multa em caso de descumprimento.

A medida atinge uma estratégia que o candidato do PL vinha preparando. Nos ensaios, a equipe de Flávio simulou perguntas ao púlpito vazio para explorar a ausência do petista. O senador também treinou respostas sobre sua relação com Daniel Vorcaro e a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, temas considerados possíveis pontos de ataque dos adversários.


Bolsonaristas usam vídeo de Xuxa contra Bolsonaro para distorcer fala de Lula


   Xuxa e o presidente Lula. Foto: reprodução

Perfis bolsonaristas passaram a divulgar nos últimos dias dois conteúdos fora de contexto para associar o presidente Lula (PT) à pedofilia. Primeiro, recortaram uma fala do petista sobre exames preventivos de saúde. Depois, recuperaram um vídeo de Xuxa Meneghel, gravado em 2022 contra Jair Bolsonaro (PL), e passaram a compartilhá-lo como se a apresentadora estivesse reagindo agora ao presidente.

Na esteira da repercussão, também voltou a circular um vídeo no qual Xuxa fala sobre pedofilia, abuso sexual e pede que as pessoas não votem em determinado candidato. Publicações recentes passaram a sugerir que a manifestação teria sido motivada pela fala de Lula.

Isso é falso. Não há registro de manifestação recente da apresentadora sobre esse episódio. O vídeo foi gravado em outubro de 2022 e tinha Jair Bolsonaro como alvo.

Na ocasião, Bolsonaro concorria à reeleição e havia contado, em entrevista a um podcast, que encontrou meninas venezuelanas de 14 e 15 anos em São Sebastião, no Distrito Federal, e que “pintou um clima”. A declaração provocou ampla repercussão durante a campanha daquele ano.

Xuxa, que revelou ter sofrido abusos sexuais durante a infância, gravou então um longo desabafo contra o então presidente. “Não vote nesse homem, não deixe isso por menos, vamos falar, vamos gritar por essas meninas, por essas crianças, por essas adolescentes”, afirmou na gravação de 2022.


Flávio Bolsonaro desiste de participar do debate da Globo e alega “interferência do Judiciário”

 Candidato do PL recua após decisão sobre púlpito de Lula e expectativa de inclusão de Renan Santos

Flávio Bolsonaro - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, desistiu de participar do debate da TV Globo marcado para a noite desta quinta-feira (1º), último confronto televisivo entre presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições. A mudança de posição ocorreu após decisões e movimentações judiciais que atingiram a configuração prevista para o programa.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, postou Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

Gilmar Mendes determina participação de Renan Santos no debate da Globo

 Ministro do STF atende pedido do Solidariedade e inclui candidato do Missão no último debate antes do primeiro turno

     Renan Santos - Crédito: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (1º) a participação do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo. A decisão ocorreu após uma disputa judicial envolvendo a presença do candidato no último encontro entre presidenciáveis antes do primeiro turno.

Gilmar atendeu a um pedido apresentado pelo Solidariedade para estender a Renan os efeitos de uma decisão anterior relacionada à liberdade de expressão no período eleitoral. O partido também solicitou a cassação da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que havia rejeitado a participação do candidato.

Segundo Gilmar, a Globo criou uma “legítima expectativa” de participação de Renan ao incluí-lo anteriormente em entrevistas e sabatinas da cobertura eleitoral, inclusive no Jornal Nacional. Para o ministro, houve “comportamento contraditório da emissora responsável pela organização do debate”, em violação ao princípio da boa-fé objetiva.

O pedido do Solidariedade foi apresentado em uma ação na qual Gilmar havia derrubado, em maio, uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que determinava a retirada de uma manifestação política sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol.

A defesa do partido argumentou que o caso de Renan envolve os limites da intervenção estatal no debate eleitoral, além de princípios relacionados à liberdade de expressão, ao pluralismo político e ao direito à informação.

⦾ Critério estabelecido pela Globo

Na decisão, Gilmar considerou que a própria Globo havia estabelecido uma regra para situações de desistência. Conforme o critério registrado pela emissora no TSE, poderia ser convidado o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro entre aqueles que não tinham participação assegurada pela legislação.

Renan Santos aparecia com 3% das intenções de voto e era o candidato mais bem colocado entre os nomes que não estavam contemplados pelos critérios legais de participação.

A Globo havia registrado que, em caso de desistência de um dos candidatos, poderia, “a seu exclusivo critério”, convidar o candidato mais bem colocado na pesquisa entre aqueles que não atendiam às exigências previstas na legislação eleitoral.

Com a desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan passou a ocupar essa posição.

Datafolha: Lula cresce e derrota Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno

 Presidente Lula tinha 40% há uma semana, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 36%

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto para a Presidência da República, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento considera o cenário de primeiro turno, que ocorre em três dias.

Segundo os dados publicados pelo g1, Lula tinha 40% na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 36%. Os dois candidatos, portanto, oscilaram dois pontos percentuais para cima.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 4% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, mesmo percentual de Renan Santos (Missão). Romeu Zema (Novo) registra 1%.

Samara Martins (UP) também aparece com 1%, assim como Wilson Grassi (Democrata), que não havia registrado percentual na pesquisa anterior.

Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) aparecem com 0%.

Entre os entrevistados, 5% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% permanecem indecisos.

Marcos Coimbra: “Lula faltar ao debate não fará diferença”

 Cientista político diz que eleitorado que decide na reta final acompanha pouco debates e tende a escolher a partir de questões concretas

Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate da TV Globo antes do primeiro turno não deverá produzir impacto relevante sobre seu desempenho nas urnas, segundo avaliação do cientista político e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra. Para ele, o segmento do eleitorado ainda capaz de alterar o quadro da disputa acompanha pouco a política, decide o voto nos últimos dias e tende a fazer sua escolha a partir de questões concretas do cotidiano, e não do desempenho dos candidatos em confrontos televisivos.

A análise foi apresentada por Coimbra em entrevista à TV 247, na reta final da campanha presidencial. Ao avaliar previamente a decisão de Lula de não comparecer ao debate da Globo, realizado nesta quinta-feira (1º), o cientista político sustentou que o encontro teria maior repercussão entre os eleitores mais interessados em política — justamente aqueles que, a poucos dias da votação, já tendem a ter suas escolhas consolidadas.

“A importância do debate da TV Globo para essas pessoas que decidem a eleição? Zero”, afirmou Coimbra.

TSE proíbe Globo de mostrar púlpito vazio de Lula no debate


       Estúdio de debates da Globo. Foto: reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito reservado e vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial desta quinta-feira (01). A ministra Estela Aranha concedeu uma liminar solicitada pelo PT.

Lula, candidato à reeleição, recebeu convite para o encontro, mas decidiu não comparecer. No horário do debate, ele dará entrevista ao podcast “Flow”.

Na decisão, obtida pelo Metrópoles, o TSE suspendeu o item 7 da ata do debate presidencial de 2026, que previa a exibição da cadeira vazia identificada com o nome do candidato ausente. A medida também alcança a dinâmica de perguntas dirigidas a Lula durante o programa.

“Defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da ‘Ata Debate Presidencial 2026’”, escreveu Estela Aranha. A ministra determinou que a Globo se abstenha de aplicar o dispositivo no debate de 1º de outubro.

Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto
Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

Liminar também veta perguntas ao candidato ausente

No despacho, a ministra citou expressamente a vedação à “exibição destacada da cadeira vazia identificada” e à formulação de perguntas destinadas ao candidato que não estará presente.

Estela Aranha fixou que a emissora poderá sofrer multa caso descumpra a ordem. A decisão trata exclusivamente das regras previstas para a participação ou ausência de Lula no debate.

Estão confirmados no encontro Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A Globo organizará o debate sem o púlpito de Lula em destaque.

A liminar vale para o debate presidencial marcado para esta quinta-feira (01), quando Lula participará da entrevista ao “Flow” em vez do programa da TV Globo.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Datafolha: Celina Leão chega a 46% e Grass marca 22% no DF

 Pesquisa mostra Celina com 53% dos votos válidos. Paula Belmonte alcança 9% e aparece em terceiro lugar na disputa pelo governo do DF

Celina Leão e Leandro Grass - Crédito: Divulgação

A candidata Celina Leão (PP) alcançou 46% das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, enquanto Leandro Grass (PT) aparece com 22% e Paula Belmonte (PSDB), com 9%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). No levantamento anterior, ela tinha 42%, o petista registrava 23% e a tucana, 7%.

A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro DF-00905/2026. Não consegui localizar a publicação original nas buscas disponíveis para fazer uma verificação independente dos números informados.