sábado, 12 de setembro de 2026

Eduardo Bolsonaro pediu a Vorcaro o “máximo possível” de recursos para filme Dark Horse, diz PF

 Conversa enviada a Daniel Vorcaro detalha tratativas financeiras para produção inspirada no ex-presidente

      Eduardo Bolsonaro e Vorcaro  - Crédito: Reprodução

Mensagens atribuídas ao ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro indicam que ele teria defendido o envio do “máximo possível” de recursos aos Estados Unidos para financiar Dark Horse, filme inspirado em seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). O material integra uma investigação da Polícia Federal que procura esclarecer o destino do dinheiro e as circunstâncias dos repasses relacionados à produção.

Segundo a CNN Brasil, a conversa consta de uma captura de tela incluída em relatório da PF. O documento registra que o empresário Thiago Miranda encaminhou a imagem a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em 21 de março de 2025.

A troca de mensagens apresenta orientações atribuídas a Eduardo Bolsonaro sobre como os recursos destinados ao filme poderiam ser movimentados nos Estados Unidos.

STF: Mendonça derruba sigilo de casos Dark Horse, Cláudio Castro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner

 Decisão do ministro do STF atende a pedido da Procuradoria-Geral da República

               André Mendonça  - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (11) retirar o sigilo de investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e alcança apurações envolvendo o filme “Dark Horse”, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o senador Jaques Wagner (PT-BA), entre outros casos.

Moraes diz que Mendonça faz ‘levantamento direcionado’ de sigilo para ‘proteger grupo político’ no caso Master

 Ministro afirma que 18 petições e 180 documentos referentes ao caso Banco Master seguem fora do alcance dos integrantes do STF

André Mendonça e Alexandre de Moraes  - Crédito: Luiz Silveira/STF

Um novo confronto entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aberto nesta sexta-feira (11), depois que Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de promover um levantamento “seletivo e direcionado” de documentos sigilosos relacionados às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Moraes, a conduta teria ocorrido para a “proteção ostensiva de determinado grupo político”.

A acusação consta de um novo ofício enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. No texto, Moraes afirma que os demais integrantes da Corte ainda não têm acesso integral a documentos relacionados ao processo sobre sua conduta que deverá ser analisado pelo plenário na próxima terça-feira.

A manifestação responde diretamente a um despacho de Mendonça. Relator dos procedimentos, o ministro afirmou que os sigilos relacionados ao processo já haviam sido levantados e que o conteúdo estava integralmente disponível aos gabinetes dos integrantes do Supremo.

⦾ Moraes contesta versão sobre acesso aos documentos

Moraes rejeitou a afirmação do colega de maneira direta: “não é o que consta dos autos”.

Como sustentação para a contestação, Moraes anexou ao ofício imagens do sistema do STF que, segundo ele, indicam a existência de peças que permanecem classificadas como sigilosas e não podem ser consultadas em diferentes procedimentos relacionados ao caso.

Na manifestação, o ministro fez uma acusação direta contra a atuação de Mendonça.

“O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, escreveu Moraes.

Moraes pede a Fachin liberação integral dos dados do celular de Vorcaro ao plenário do STF

 Ministro afirma que o relator não pode decidir sozinho quais documentos serão examinados pelo colegiado

O ministro Alexandre de Moraes  - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira (11), que disponibilize imediatamente ao colegiado a íntegra dos dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master.

Moraes também requereu o acesso à indexação dos arquivos produzida pela Polícia Federal por meio dos sistemas Cellebrite e IPED. O aparelho, um iPhone 17 Pro, está identificado no Termo de Apreensão nº 4473731/2025 e é mencionado em documento da Petição 16.662.

O ministro sustentou que todos os integrantes do colegiado precisam examinar o mesmo conjunto de provas. “Não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento”, afirmou Moraes no ofício encaminhado a Fachin.

O pedido foi apresentado depois de o ministro André Mendonça, relator da Petição 15.556, informar que uma cópia de segurança dos dados extraídos do telefone havia sido entregue pela PF ao seu gabinete em um envelope lacrado. O conteúdo está armazenado em um disco rígido criptografado.

Zanin cobra acesso a dados do celular de Vorcaro antes de julgamento: “imprescindível”

 Ministro afirma que “a não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento”

O ministro Cristiano Zanin durante sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A poucos dias da sessão marcada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cristiano Zanin reiterou nesta sexta-feira (11/9) a cobrança para que todos os integrantes da Corte tenham acesso à íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, antes do julgamento previsto para terça-feira.

No ofício encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, Zanin sustenta que é “imprescindível” disponibilizar aos ministros todo o conteúdo relacionado ao processo. O material está ligado à Petição 15.556, sob relatoria do ministro André Mendonça.

Zanin pediu que o HD contendo a cópia do conteúdo extraído do aparelho, atualmente no gabinete de Mendonça, seja encaminhado aos demais integrantes do Supremo. Como alternativa, defendeu que a Polícia Federal disponibilize uma cópia dos dados a cada um dos gabinetes.

“A não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento”, argumentou Zanin.

⦿ Zanin rebate Mendonça

A nova manifestação também contesta a posição apresentada por André Mendonça a respeito da disponibilidade do material.

Zanin ressaltou que, embora o aparelho celular de Vorcaro não esteja sob a guarda de Mendonça, o gabinete do relator dispõe de uma cópia dos dados extraídos do dispositivo.

“Com o devido respeito, a mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo”, afirmou.

“Cada sigilo que cai leva Flávio Bolsonaro junto”, diz Boulos sobre ordem de Fachin no STF

 Ministro associa a decisão do presidente do STF à investigação do presidenciável sobre o financiamento do filme Dark Horse

     Guilherme Boulos  - Crédito: Flickr da Secretaria Geral da Presidência da República

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (11) que a ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para a abertura dos documentos do caso Banco Master amplia a pressão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Em publicação no X, Boulos relacionou a decisão à investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Passaram quase dois anos tentando colocar o esquema do INSS no colo do Lula. Agora o cerco se fecha! Cada sigilo que cai leva Flávio Bolsonaro junto!”, escreveu.

Mendonça recusa abrir dados do celular de Vorcaro que deixam em pânico os parceiros do Master

 Divulgação integral das mensagens pode repetir efeito da Operação Spoofing, que expôs conversas da Lava Jato em 2019

       André Mendonça  - Crédito: Gustavo Moreno/STF

Ao requisitar os dados completos extraídos do celular apreendido pela Polícia Federal com Daniel Vorcaro, o ministro do STF Cristiano Zanin colocou em xeque o ministro André Mendonça, pois estes dados são o ponto central da suspensão de sigilo no inquérito do Banco Master, solicitada quinta-feira pelo presidente da corte, Edson Fachin. Mesmo reconhecendo que recebeu estas informações e as mantém “em envelope lacrado” da Polícia Federal, Mendonça se recusou, em despacho ao presidente Fachin no final da tarde, a distribuir o material aos demais ministros. A recusa de Mendonça, que também sonegou a quebra do sigilo sobre as investigações sobre Flávio Bolsonaro, o deixa ainda mais exposto às suspeitas de parcialidade e direcionamento.

É no celular de Vorcaro que se encontram os registros das mensagens trocadas com todos os seus interlocutores, e que até agora foram divulgados apenas parcialmente por Mendonça, com evidente direcionamento aos contatos com o ministro Alexandre de Moraes. E é a possibilidade de se revelarem todos esses contatos que está deixando em pânico quem fez negócios com Vorcaro.

O argumento que justifica a requisição de Zanin é forte: se o plenário do STF foi convocado para analisar, terça-feira, o pedido de investigação de Moraes com base em parte das mensagens do celular de Vorcaro, é essencial que todos os ministros do STF tenham o mesmo acesso que Mendonça teve a estas informações completas. Só assim os ministros terão como conferir a veracidade e o contexto das mensagens divulgadas e até mesmo avaliar se houve ou não seletividade e direcionamento na composição do relatório, conforme sustenta Moraes.

Na GloboNews, Natuza denuncia lentidão de Mendonça no caso “Dark Horse”: “Não fez nada”

Natuza Nery na GloboNews

Durante o programa Central das Eleições na GloboNews, a jornalista Natuza Nery fez duras críticas ao ritmo das apurações conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça. A discussão girou em torno do caso “Dark Horse”, além de outros inquéritos sob a mesma coordenação.

Ao rebater Gérson Camarotti sobre a falta de desdobramentos públicos e a presença apenas de vazamentos no processo, Natuza cravou: “Sabe por quê? Eu vou te responder: porque quase não há diligência do caso ‘Dark Horse'”.

Estadão: Flávio Bolsonaro vive ‘falência ética’ e não está qualificado para governar


Reprodução do título do editorial do Estadão deste sábado (12)
O Estadão publicou neste sábado (12) um editorial duro contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o candidato à Presidência “não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos”. O texto, intitulado “Flávio é um candidato sob suspeita”, trata da investigação da Polícia Federal sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”. Confira trechos:

“É gravíssimo o fato de um candidato favorito, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, concorrer à Presidência da República na condição de investigado – e sob tão sérias suspeitas. Isso só reforça que Flávio Bolsonaro não reúne condições morais nem sequer para disputar cargos eletivos, quanto mais para ser chefe de Estado e de governo. (…)

TSE forma maioria contra candidatura presidencial de Pablo Marçal

 Corte consolida votos para barrar registro após questionamento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral

             Pablo Marçal  - Crédito: Reprodução/YouTube/Flow News

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (11) para rejeitar a candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. Quatro ministros votaram pelo indeferimento do registro apresentado pelo PRTB para a disputa de outubro.

A maioria acompanhou o voto da relatora, ministra Estela Aranha. Também se manifestaram contra a candidatura os ministros André Mendonça, Ricardo Bôas Villas Cueva e Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.

Em seu voto, Estela Aranha afirmou que a liminar obtida por Marçal na Justiça Eleitoral de Santana de Parnaíba, em São Paulo, não poderia assegurar definitivamente sua participação na eleição. Segundo a relatora, o próprio magistrado responsável pela decisão havia registrado que a medida não tinha caráter definitivo para regularizar a candidatura.

Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44% no 2º turno


         Presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Fotomontagem

O presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Os percentuais repetem o levantamento divulgado em 3 de setembro, quando Lula também registrava 46% e Flávio, 44%. Na segunda quinzena de agosto, o petista tinha 47%, ante 43% do senador, uma diferença de quatro pontos percentuais.

Na simulação atual entre Lula e Flávio, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, ante 9% anteriormente. Os indecisos passaram de 2% para 1%.

O Datafolha também colocou Lula diante de Ronaldo Caiado (PSD). Nesse cenário, o presidente marca 46%, mesmo índice da rodada anterior, enquanto o governador de Goiás aparece com 41%, também sem alteração. Brancos, nulos ou nenhum somam 10%, e 2% estão indecisos.

Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 48% e o governador de Minas Gerais, 39%. Os dois mantiveram os índices do levantamento anterior. Outros 11% escolheriam branco, nulo ou nenhum, enquanto 2% não souberam responder.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

TRE-MG concede liminar em ação que pode tornar Nikolas Ferreira inelegível

 Ação movida por Rogério Correia apura divulgação de suposto relatório da PF e pode levar deputado bolsonarista à inelegibilidade

Rogério Correia e Nikolas Ferreira  - Crédito: Agência Câmara

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) concedeu, nesta sexta-feira (11), liminar em uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A decisão determina a preservação e o fornecimento de dados relacionados à divulgação de um suposto relatório da Polícia Federal, cuja autoria foi negada pela própria corporação.

Segundo a decisão, o processo poderá resultar na cassação do registro ou do diploma de Nikolas Ferreira e em sua inelegibilidade por oito anos. A ação questiona a publicação do material nos perfis oficiais do deputado no Instagram e no X.

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso atribuído à PF

Parlamentares afirmam que publicação atribuída indevidamente à PF foi usada nas redes sociais após revelações sobre conversas com Daniel Vorcaro

Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana acionaram a PGE e pediram investigação que pode levar à inelegibilidade de Nikolas Ferreira por oito anos; representação cita divulgação de documento falso atribuído à Polícia Federal  -  Crédito: Agência Câmara | IA

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) acionaram a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra Nikolas Ferreira (PL-MG) e pediram a abertura de uma investigação que poderá resultar na cassação do registro ou do diploma do parlamentar, candidato à reeleição, além de sua inelegibilidade por oito anos.

Segundo informações divulgadas pelos parlamentares nesta sexta-feira (11), a notícia de fato apresentada à PGE acusa Nikolas de compartilhar em suas contas oficiais e verificadas no Instagram e no X um documento falso atribuído à Polícia Federal. O material simulava uma conclusão da corporação segundo a qual não teriam sido encontrados indícios de crime em conversas entre o deputado e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF negou publicamente ser autora do documento.

O episódio ocorreu após a divulgação de reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Vorcaro que vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com a representação, a publicação do documento foi feita poucas horas depois das revelações jornalísticas.

Zanin pede íntegra das mensagens de Vorcaro apreendidas pela PF


          André Mendonça e Cristiano Zanin no STF. Foto: Reprodução

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso aos dados apreendidos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido ocorre antes da sessão extraordinária em que os ministros discutirão procedimentos relacionados ao Banco Master.

O plenário do STF começará a examinar o caso na próxima terça (15), às 10h. Fachin convocou a reunião extraordinária na quarta (9), diante da crise interna envolvendo documentos e conversas atribuídas a ministros da Corte.

Além de Zanin, Moraes também quer mais informações sobre o caso. Também nesta sexta, o ministro enviou um ofício a Fachin para pedir o levantamento integral do sigilo dos procedimentos ligados ao Banco Master. Ele argumentou que a liberação parcial dos dados não permite que os integrantes do STF conheçam todo o conjunto de provas antes da sessão.

Moraes vota para rejeitar recurso e manter condenação de Eduardo Bolsonaro a 4 anos de prisão

 Relator no STF negou embargos da defesa ao destacar que o ex-deputado usou redes sociais para coagir o Judiciário

Alexandre de Moraes e Eduardo Bolsonaro - Crédito: Rosinei Coutinho/STF | Mario Agra/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (11) para rejeitar o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) e manter na íntegra a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso do processo.

A sanção fixada pela Primeira Turma do Supremo estabeleceu a pena de 4 anos e 2 meses de prisão para o ex-parlamentar. A análise dos embargos de declaração ocorre no plenário virtual da Corte e está pautada para se estender até 18 de setembro. A condenação original havia sido proferida pelo colegiado no dia 16 de junho, o que levou a DPU — responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro — a recorrer da decisão.

Fachin acolhe pedido da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo do caso Master

 Presidente do Supremo também manda retirar sigilo dos procedimentos da Compliance Zero após PGR apontar que parte relevante das apurações não foi compartilhada

      Edson Fachin e André Mendonça  -  Crédito: STF I Divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça encaminhe, no prazo de 24 horas, todos os procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero à Presidência da Corte e aos gabinetes dos demais ministros. A investigação apura suspeitas envolvendo o Banco Master.

Fachin também ordenou o levantamento do sigilo dos procedimentos vinculados à operação. A exceção alcança diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações. O conjunto do material deverá ser entregue aos ministros em um HD próprio.

A medida amplia o acesso dos integrantes do STF às investigações do caso Master às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar uma das frentes da crise que atingiu a Corte.

 PGR pediu abertura de todos os procedimentos

A decisão de Fachin acolheu uma solicitação do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Em manifestação encaminhada ao presidente do Supremo, ele afirmou que “grande parte” dos procedimentos relacionados à Compliance Zero não constava da lista de processos cujo sigilo havia sido levantado por Mendonça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que todas as peças e procedimentos vinculados ao caso fossem abertos, “sem exceção”.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

Dino leva para o STF investigação sobre suspeitas de fraudes em contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo

 Decisão suspendeu pagamentos ao Instituto Conhecer Brasil e unificou apurações sobre esquema com emendas parlamentares

     Karina Ferreira Gama  -  Crédito: Reprodução / IA/Dall-E

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a abertura de um inquérito exclusivo na Polícia Federal para investigar o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), voltado à prestação de serviços de conexão wi-fi na periferia da capital paulista. Na mesma decisão, que se encontra sob sigilo judicial, o magistrado determinou que a Polícia Civil do Estado de São Paulo transfira para a Suprema Corte as investigações estaduais que envolvem a organização não governamental vinculada à empresária Karina da Gama, além de ordenar a suspensão imediata de quaisquer repasses do Poder Público para a entidade.

PGR cobra abertura total de arquivos do caso Master e aponta procedimentos omitidos

 Vice-procurador-geral afirma que “grande parte” das apurações da Compliance Zero ficou fora da relação tornada pública por André Mendonça

Ministro André Mendonça, do STF, enfrenta críticas de integrantes da Polícia Federal após Daniel Vorcaro ser ouvido por seu gabinete sem a participação de investigadores da corporação - Crédito: IA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que todos os documentos e procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, tenham o sigilo retirado, sem exceções.

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou nesta sexta-feira (11) que “grande parte” dos procedimentos vinculados à investigação não aparece na relação de processos cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça.

A manifestação foi enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, que havia solicitado a Mendonça o compartilhamento dos procedimentos relacionados ao caso Master com os demais ministros da Corte e sugerido a retirada dos sigilos.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, afirmou Hindenburgo.

Com isso, a PGR defendeu que a transparência alcance todas as frentes da investigação e não apenas os procedimentos já disponibilizados por Mendonça.

Lula registra a menor inflação acumulada às vésperas de uma eleição em mais de 30 anos

 Com IPCA de 17,9% entre 2023 e 2026, atual mandato tem o menor avanço de preços antes do pleito presidencial desde o início do Plano Real

Luiz Inácio Lula da Silva  -  Crédito: Ricardo Stuckert

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou uma taxa de inflação de 17,9% ao longo dos três primeiros anos e oito meses do terceiro mandato do presidente Lula (PT), abrangendo o período de janeiro de 2023 a agosto de 2026. O resultado representa a menor alta de preços registrada em um mandato presidencial até as vésperas do pleito eleitoral desde a implementação do Plano Real, em julho de 1994.

A análise histórica considera a variação acumulada do indicador oficial de inflação do país até o mês de agosto do quarto ano de cada gestão presidencial. Como o primeiro turno das eleições de 2026 está agendado para o dia 4 de outubro, o IPCA referente ao mês de setembro só será divulgado posteriormente, no dia 9 de outubro. Os dados do indicador até agosto foram oficializados e publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11).

Análise comparativa e percepção do consumidor

Antes da atual marca registrada no governo Lula 3, o patamar mais baixo de inflação acumulada antes de uma eleição pertencia ao segundo mandato do próprio presidente Lula (2007-2010), quando o IPCA registrou alta de 19% no período entre janeiro de 2007 e agosto de 2010. Na sequência do histórico recente, a gestão Jair Bolsonaro (2019-2022) acumulou uma inflação de 25,3% na janela comparável de janeiro de 2019 a agosto de 2022.

Abaixo estão os produtos alimentícios que apresentaram as variações mais expressivas no índice oficial referente ao mês de agosto de 2026:

Principais quedas registradas no mês:

        Batata-inglesa: -19,89%

        Cenoura: -11,22%

        Cebola: -11,07%

    ●    Tomate: -10,94%

        Ovo de galinha: -4,15%

        Café moído: -1,86%

Principais altas registradas no mês:

        Leite longa vida: 1,78%

        Frutas: 0,84%

        Carnes: 0,61%


Fonte: Brasil 247


Moraes pede a Fachin levantamento total do sigilo do caso Master

 Ministro Alexandre de Moraes diz que Mendonça, parte “diretamente interessada” no julgamento, suspendeu o sigilo apenas do que lhe é “conveniente”

Alexandre de Moraes e André Mendonça - Crédito: Victor Piemonte/STF | Gustavo Moreno/STF

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, no qual solicita o levantamento completo e irrestrito do sigilo das investigações do chamado caso Master. No documento entregue à Presidência do tribunal, Moraes contesta a postura do relator do processo, ministro André Mendonça, e argumenta que a divulgação seletiva realizada até agora compromete a transparência do julgamento.

A crítica do magistrado baseia-se no fato de que o relator liberou apenas uma fração do conteúdo dos autos, adotando um critério de divulgação fracionado. Segundo o trecho do ofício assinado por Moraes, a conduta de André Mendonça ao cumprir a ordem da Presidência do STF acabou por manter em segredo trechos cruciais das apurações.

“Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente”, registrou Alexandre de Moraes no pedido formal endereçado a Fachin. “Houve o levantamento do sigilo de 15 (quinze) procedimentos, o que não corresponde a totalidade dos procedimentos”, prosseguiu.

“A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 procedimentos o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória”, destacou Moraes.

Fachin envia a ministros íntegra de petição que envolve Andrei Rodrigues e Alexandre de Moraes

 A petição será apreciada, conforme anunciado por Fachin, em sessão plenária do STF no dia 15 de setembro

Edson Fachin -  Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disponibilizou nesta quinta-feira (10) aos gabinetes dos demais ministros da Corte a cópia integral da Petição 16.662 (PET. 16.662). A petição será apreciada, conforme anunciado por Fachin, em sessão plenária do STF no dia 15 de setembro.

No âmbito da petição, o ministro André Mendonça ordenou mais cedo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que foi restaurado no cargo por uma decisão posterior do ministro Flávio Dino. Fachin então reverteu as decisões anteriores e a definição sobre a permanência de Rodrigues no comando da PF está em suas mãos.

Fachin determinou mais cedo o sobrestamento da PET 16.662. No âmbito da PET, o ministro Mendonça apontou, além do afastamento, revertido, de Andrei Rodrigues, supostas ilicitudes cometidas pelo ministro Alexandre de Moraes, ao publicizar relatórios de inteligência da PF.

A petição se fundamenta em mensagens obtidas do celular do banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-chefe do Banco Master.

Fonte: Brasil 247

“Vorcaro virou banqueiro com Bolsonaro e presidiário no meu governo”, diz Lula


                 Presidente Lula durante entrevista o SBT Brasil nesta quinta-feira (10)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou as investigações sobre o Banco Master à crise do Banco PanAmericano e afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro passou de “banqueiro” a “presidiário” durante seu governo. As declarações foram dadas em entrevista às jornalistas Marina Demori e Basília Rodrigues no SBT Brasil.

Lula relembrou uma conversa com o empresário e apresentador Silvio Santos durante a crise do PanAmericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos. O presidente disse que o empresário o procurou para tratar da situação do banco.

Segundo Lula, ele garantiu a Silvio Santos que não haveria perseguição e que as autoridades realizariam uma apuração regular. “Silvio Santos, você não será perseguido. Nós iremos fazer a investigação correta e, se você não tiver culpa, está livre”, relatou o presidente. “E foi o que aconteceu.”

Ao tratar do Banco Master, Lula disse que adotou a mesma orientação de deixar os órgãos responsáveis atuarem, mas afirmou que o caso teve outro desfecho. “Só que ele não estava livre. Ele efetivamente fez o maior rombo no sistema financeiro brasileiro, de R$ 60 bilhões”, declarou sobre Vorcaro. O valor e as responsabilidades citados pelo presidente são alvo de investigações.

‘Se Moraes e Mendonça forem culpados, eles têm que pagar’, diz Lula (vídeo)

 O presidente também afirmou que o STF não pode ser palco de “balbúrdia”, sendo necessário colocar “ordem na casa” 

      Presidente Lula  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (10) a independência das investigações sobre a relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Em entrevista ao SBT, Lula citou o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente também afirmou que não se pode deixar o STF virar uma “balbúrdia” e é necessário colocar “ordem na casa” para preservar as relações entre as instituições brasileiras nos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. 

“Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição”, disse Lula.