O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, até o limite de R$ 119,2 milhões, em uma investigação da Polícia Federal sobre suspeita de indicação irregular de emendas parlamentares.
A PF sustenta que Valdemar, que não tem mandato, controlava indicações de emendas dentro da Câmara dos Deputados com auxílio de três servidores da Casa. A investigação se baseia em diálogos encontrados no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-servidora da Câmara.
Em uma das mensagens citadas pela investigação, um assessor escreve: “Marquei com o Valdemar amanhã 10:30”. Na sequência, ele afirma: “Acho que ele vai jogar no turismo os 24. Pode ser?”. Para a PF, os “24” correspondem a R$ 24 milhões em emendas parlamentares.
Dino também suspendeu imediatamente todos os pagamentos das emendas sob suspeita. A PF identificou pelo menos 21 emendas empenhadas ou pagas, com valor total de R$ 119.216.703,15, quantia que os investigadores calculam como possível desvio.


