O presidente Lula afirmou nesta sexta (26) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa diante do cenário internacional e detonou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por suas falas sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá. A fala ocorreu durante o batismo da Fragata “Cunha Moreira”, em Santa Catarina.
Ao defender investimentos na área militar, Lula afirmou: “Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa. Não quero constatar que eu não tenho nada, tenho que me cuidar”. Ele ainda citou as invasões lideradas pelo presidente paraguaio Francisco Solano López, que causaram a Guerra do Paraguai.
“Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano, ele quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar estado dele. Vai tomar o Canal do Panamá, sabe, onde que nós estamos?”, prosseguiu.
O presidente também citou o aumento dos conflitos internacionais e afirmou que o país precisa estar preparado para proteger sua soberania.
“Eu quero que vocês saibam que isso aqui, para mim, não é um navio, não é um monte de ferro, é um produto tecnológico de primeira linha. É o começo de um país que vai ser soberano e tomar conta do seu nariz”, completou.
As referências feitas por Lula dizem respeito às declarações de Trump no início de 2025, quando o presidente americano afirmou que não descartava o uso da força para assumir o controle da Groenlândia e do Canal do Panamá.
O tema ganhou novo peso após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Brasil e Estados Unidos também têm vivido uma crise comercial. O governo Trump propôs tarifas de até 25% sobre produtos, medida detonada pelo Palácio do Planalto. O secretário de Estado do país, Marco Rubio, reafirmou a posição americana em carta enviada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Uma audiência pública marcada para 6 de julho deve discutir a proposta de sobretaxas antes da decisão final do governo americano. O processo permitirá manifestações de empresas, associações e representantes dos dois países sobre a política comercial.
Fonte: DCM
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