O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da cúpula do G7, marcada para terça-feira (16) e quarta-feira (17), em Évian-les-Bains, na França, em meio à possibilidade de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo integrantes do governo, não houve pedido de reunião bilateral com Donald Trump durante o encontro. Auxiliares de Lula afirmam, no entanto, que os dois presidentes poderão conversar de forma informal durante a cúpula.
Lula confirmou a ida ao G7 um dia após a divulgação da conclusão das investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O procedimento sugeriu tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O Brasil não integra o grupo das maiores economias do mundo, mas foi convidado pela França para participar do encontro. Lula já tem reuniões previstas com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

Além da taxa de 25%, os Estados Unidos avaliam aplicar tarifa de 12,5% a 60 países, incluindo o Brasil, por supostas falhas relacionadas ao “trabalho forçado”. O governo brasileiro também acompanha a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Outro ponto citado por auxiliares de Lula foi a recepção de Trump ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca. Entre as medidas estadunidenses em relação ao Brasil, integrantes do governo avaliam que a sugestão da tarifa de 25% é a que pode ser revista no curto prazo.
O tema já é tratado em um grupo de trabalho criado após a visita de Lula a Trump, em 7 de maio. No sábado (13), o ministro do Desenvolvimento, Marcio Elias Rosa, participou de uma reunião virtual com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que haverá nova reunião técnica nos próximos dias.
Durante a cúpula, Lula deve abordar a questão das tarifas em sua fala sobre desequilíbrios macroeconômicos globais. O presidente também deve tratar da decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender carnes ao bloco, medida ligada ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Na quinta-feira (11), Lula afirmou que Trump “não foi eleito para ser imperador do mundo”. Contém informações do jornal O Globo.
Fonte: DCM com informações do jornal O Globo
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