quinta-feira, 25 de junho de 2026

'Situação é desoladora. A fraternidade precisa prevalecer', dizem lideranças ao prestar solidariedade à Venezuela (vídeo)

Os fortes terremotos, de 7.2 e 7.5 graus na escala Ritcher

    Área atingida por terremoto na Venezuela (Foto: Reuters)

Parlamentares e dirigentes partidários defenderam apoio humanitário imediato ao povo venezuelano e destacaram a necessidade de cooperação internacional diante da destruição causada pelos tremores que atingiram o país sul-americano, onde ao menos 188 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas. Os fortes terremotos, de 7.2 e 7.5 graus na escala Ritcher.

A bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados afirmou que presta "profunda solidariedade ao povo venezuelano diante da tragédia". Em nota, o grupo expressou condolências às famílias das vítimas e ressaltou a capacidade de resistência da população venezuelana.

"Neste momento de imensa dor, expressamos nossas condolências às famílias das vítimas e nossa confiança na capacidade de resistência do povo venezuelano para a reconstrução do país, num momento em que enfrenta uma dura provação com coragem e espírito de solidariedade", afirmou a bancada.

"Registramos, igualmente, nosso reconhecimento à pronta mobilização da comunidade internacional. Saudamos a iniciativa do governo brasileiro, que colocou sua estrutura humanitária à disposição para apoiar as ações de socorro, assim como a solidariedade de diversos países que já anunciaram o envio de equipes de resgate, assistência médica e ajuda humanitária", continuou.

A bancada também defendeu que a articulação entre países pode acelerar a resposta às áreas afetadas e salvar vidas. "A cooperação entre as nações é essencial para salvar vidas e acelerar a recuperação das áreas atingidas. Em momentos como este, a fraternidade entre os povos deve prevalecer acima de qualquer diferença, reafirmando os valores da cooperação, da paz e da defesa da vida", acrescentou.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também manifestou solidariedade à Venezuela e classificou a situação como uma grave crise humanitária. "Minha solidariedade ao povo venezuelano que enfrenta, neste momento, uma grave crise causada pelo mais intenso terremoto dos últimos 100 anos, que devastou o país. O presidente Lula já manifestou disposição de adotar medidas assistenciais para ajudar os irmãos e irmãs venezuelanos", disse.

O petista cobrou participação de outras nações no apoio à Venezuela e direcionou críticas aos Estados Unidos, governados pelo presidente Donald Trump. "É fundamental que outras nações também o façam, principalmente os EUA, que invadiram o país recentemente para rapinar seu petróleo", afirmou.

A pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a população venezuelana enfrenta "uma tragédia de enormes proporções" e pediu união internacional em torno das vítimas e da reconstrução. "Neste momento de dor e incerteza, é fundamental que a comunidade internacional se una para apoiar as vítimas e contribuir com os esforços de reconstrução. A solidariedade entre os povos deve sempre prevalecer!", declarou.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) também lamentou os efeitos do terremoto e defendeu que o Brasil disponibilize apoio humanitário dentro de suas possibilidades. "São desoladoras as imagens da devastação causada pelo terremoto ocorrido na Venezuela. Nosso pesar e solidariedade às vítimas e ao povo venezuelano. O governo do Brasil deve disponibilizar todo apoio humanitário dentro de nossas possibilidades", afirmou.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também se manifestou sobre a tragédia e prestou solidariedade às vítimas, aos feridos e aos profissionais envolvidos nas buscas. "Destruição e dor", lamentou Brandão. "Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e todos os profissionais que trabalham nas buscas e no atendimento à população."

Terremotos

O abalo sísmico atingiu a Venezuela durante um feriado nacional, período em que muitos moradores permaneciam em suas residências no momento dos tremores. Pelos registros históricos, Caracas enfrentou seu último terremoto de grande impacto em 1967. O abalo, de magnitude 6,6, provocou entre 225 e 300 mortes e deixou mais de 1.500 feridos.

Sobre os dois terremotos que ocorreram nessa quarta-feira (24) na Venezuela, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o epicentro do tremor mais forte ocorreu na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 quilômetros de Caracas, em uma profundidade de 13 km. O intervalo entre os dois terremotos foi de 39 segundos.

Os dois abalos receberam a classificação de terremotos rasos em razão da profundidade. O USGS classifica como rasos os tremores que ocorrem entre 0 e 70 km de profundidade. Os intermediários se formam entre 70 e 300 km, enquanto os profundos ocorrem entre 300 e 700 k.

Terremotos ocorrem na crosta terrestre ou no manto superior, em uma faixa que vai da superfície até cerca de 800 km de profundidade. A intensidade percebida na superfície diminui conforme aumenta a distância em relação ao ponto de origem do tremor. Por isso, um terremoto a 500 km de profundidade tende a provocar impacto menor na superfície do que um abalo semelhante registrado a 20 km.

Um terremoto acontece quando uma falha geológica sofre ruptura súbita. As placas tectônicas se deslocam lentamente de forma contínua, mas o atrito pode travar suas bordas. Quando a pressão acumulada supera essa resistência, a energia se libera em ondas sísmicas, atravessa a crosta terrestre e provoca o tremor sentido na superfície.

Solidariedade internacional

A tragédia provocada pelos terremotos na Venezuela gerou uma ampla onda de solidariedade internacional. Governos e organismos multilaterais manifestaram apoio ao povo e ao governo venezuelano, além de indicarem disposição para enviar assistência humanitária ao país.

Entre os que expressaram solidariedade estão lideranças da França, Brasil, Irã, Arábia Saudita, Cuba, Turquia, China, Índia, Rússia, Paquistão, Itália, Espanha, Bolívia, Chile, Colômbia, Argentina, Peru, México, Panamá e Estados Unidos, além da União Africana e da União Europeia.

EUA

O governo dos Estados Unidos se pronunciou pelas redes sociais do atual presidente Donald Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio. Trump afirmou que Washington está preparado para auxiliar a Venezuela, enquanto Rubio informou que equipes de busca e resgate, recursos médicos e ajuda humanitária seriam enviados ao país. “Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons”, declarou o chefe da Casa Branca.

Guiana

Os tremores também provocaram uma manifestação de solidariedade da Guiana, país que mantém uma disputa territorial com a Venezuela pela região de Essequiba. Apesar da rivalidade, o presidente guianense, Irfaan Ali, ofereceu apoio aos venezuelanos.

“Como vizinhos, estamos prontos para oferecer assistência dentro de nossa capacidade. Nosso amor, nossas orações e nossos pensamentos estão com as famílias dos afetados e o povo da Venezuela”, afirmou Ali em uma rede social.

China

A China também se colocou à disposição para prestar auxílio à Venezuela. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que Pequim confia na capacidade de recuperação do país após os terremotos. “Estamos confiantes de que, sob a liderança do governo, o povo da Venezuela se recuperará e reconstruirá em breve”, declarou Lin Jian.

Minha solidariedade ao povo Venezuelano que enfrenta, neste momento, uma grave crise causada pelo mais intenso terremoto dos últimos 100 anos, que devastou o país.

O presidente Lula já manifestou disposição de adotar medidas assistenciais para ajudar os irmãos e irmãs…— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) June 25, 2026


Minha solidariedade ao povo venezuelano, que enfrenta uma tragédia de enormes proporções após o forte terremoto que atingiu o país. Neste momento de dor e incerteza, é fundamental que a comunidade internacional se una para apoiar as vítimas e contribuir com os esforços de…— Gleisi Hoffmann (@gleisi) June 25, 2026

São desoladoras as imagens da devastação causada pelo terremoto ocorrido na Venezuela. Nosso pesar e solidariedade às vítimas e ao povo venezuelano.

O governo do Brasil deve disponibilizar todo apoio humanitário dentro de nossas possibilidades. pic.twitter.com/LmcZEKypCD Orlando Silva (@orlandosilva) June 25, 2026


Minha solidariedade ao povo da Venezuela, diante dos terremotos que causaram tanta destruição e dor. Neste momento, nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e todos os profissionais que trabalham nas buscas e no atendimento à população. https://t.co/dq4Z1WGKwBCarlos Brandão 🇧🇷 (@carlosbrandaoma) June 25, 2026

Fonte: Brasil 247

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