Equipes internacionais reforçam buscas por sobreviventes na Venezuela após tremores que deixaram centenas de mortos e milhares de feridos
A Venezuela recebe uma ampla operação internacional de resgate após os terremotos que devastaram áreas de Caracas e do litoral do país, mobilizando quase 900 socorristas estrangeiros na busca por sobreviventes sob os escombros. Segundo a CNN Brasil, equipes de diferentes países começaram a chegar ao território venezuelano cerca de 48 horas depois dos tremores, em meio ao avanço da crise humanitária.
De acordo com a emissora, os primeiros profissionais estrangeiros a desembarcar foram enviados pela República Dominicana. Em seguida, outros governos anunciaram apoio com equipes especializadas, equipamentos, cães farejadores, suprimentos e ajuda logística para reforçar as operações nas regiões mais atingidas pelos terremotos na Venezuela.
O México comunicou o envio de 250 profissionais, enquanto a Espanha destinou quase 100 especialistas para auxiliar nas buscas. Uma equipe da Colômbia também estava a caminho do país. Suíça e Alemanha mobilizaram técnicos, cães farejadores e equipamentos voltados à localização de vítimas soterradas.
França, Itália, Índia, Panamá e Equador também prometeram apoio com materiais, suprimentos e equipes de busca e salvamento. Os Estados Unidos anunciaram US$ 150 milhões em ajuda humanitária, valor equivalente a cerca de R$ 550 milhões, além do envio de equipes de resgate e apoio logístico.
O governo norte-americano suspendeu temporariamente parte das sanções que poderiam restringir o apoio à Venezuela. A medida foi apontada, segundo a cobertura jornalística, como um reflexo da gravidade da tragédia, capaz de romper barreiras políticas diante da urgência humanitária.
Delci Rodrigues agradeceu nesta sexta-feira (26) o apoio internacional e informou que as equipes estrangeiras já haviam sido distribuídas entre as áreas mais afetadas. As próximas horas são consideradas decisivas para ampliar as chances de localização de sobreviventes com vida sob os escombros.
O Brasil também confirmou participação na operação humanitária. Um avião da Força Aérea Brasileira era esperado na Venezuela para levar apoio ao país vizinho. Em evento realizado em Santa Catarina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu um minuto de silêncio pelas vítimas dos terremotos.
Durante o pronunciamento, Lula citou o balanço de 589 mortos e 2.850 feridos registrado até aquele momento. O presidente também determinou que o ministro da Defesa, José Múcio, viaje à Venezuela na semana seguinte para discutir de que forma a Defesa brasileira poderá contribuir com o atendimento ao povo venezuelano.
Há brasileiros confirmados entre as vítimas da tragédia, segundo as informações divulgadas na cobertura. A expectativa indicada pela equipe jornalística é de que o número de mortos possa ultrapassar 10 mil pessoas, diante da magnitude da destruição provocada pelos tremores.
Os terremotos deixaram um cenário de colapso em regiões densamente povoadas e áreas costeiras, ampliando a necessidade de uma resposta coordenada entre autoridades locais, organismos internacionais e governos estrangeiros. A prioridade das equipes de resgate segue concentrada na retirada de vítimas dos escombros e no envio de assistência médica, alimentos, água potável e abrigo emergencial às populações afetadas.
A mobilização internacional ocorre em meio a uma corrida contra o tempo. Em desastres desse porte, as primeiras horas após os tremores são consideradas essenciais para aumentar as chances de sobrevivência das pessoas soterradas, especialmente em áreas com estruturas comprometidas e dificuldade de acesso.
Com equipes estrangeiras já distribuídas nas zonas mais atingidas, a Venezuela enfrenta uma das maiores operações humanitárias recentes da região. O avanço das buscas deve definir, nas próximas horas, a dimensão real da tragédia e a capacidade de resposta diante da destruição causada pelos terremotos.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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