sábado, 27 de junho de 2026

Natuza Nery fica indignada com a “equipe de transição” oferecida por Flávio aos EUA: “Onde já se viu?”


O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A jornalista Natuza Nery, apresentadora da GloboNews, questionou ao vivo o trecho da carta em que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, menciona uma “generosa oferta” de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para colocar uma equipe de transição à disposição do governo estadunidense caso o senador seja eleito presidente.

No comentário, Natuza demonstrou surpresa com a formulação usada por Rubio. “Que história é essa? Onde é que já se viu um governo eleito que coloca um time de transição de governo à disposição dos Estados Unidos?”, afirmou a jornalista, em diálogo com Gerson Camarotti.

A apresentadora destacou que, no sistema brasileiro, uma equipe de transição serve para organizar a passagem de informações entre o governo que está saindo e o governo eleito, não para atuar sob demanda de outro país. “Transição de governo é a transição do governo que está de saída para o governo que está chegando. Não é transição de governo à disposição de nenhum país”, disse.


Natuza também levantou dúvidas sobre o que Flávio Bolsonaro teria oferecido a Rubio. “Tá estranho. O que será que o Flávio ofereceu para o Rubio?”, questionou. Em seguida, leu o trecho atribuído ao secretário estadunidense: “Nós recebemos, tomamos ciência da sua generosa oferta de colocar um time de transição de governo à disposição do governo dos Estados Unidos”.

A jornalista afirmou ter ficado alarmada com a passagem. “Eu fiquei particularmente preocupada com esse trecho, Camarotti”, disse. O comentário repercutiu nas redes sociais nesta sexta-feira (26), em meio à crise aberta pela articulação de Flávio Bolsonaro com integrantes do governo Donald Trump.

A carta de Rubio foi enviada em resposta a uma manifestação de Flávio, que tentava se desvincular do desgaste provocado pela proposta de novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O secretário agradeceu o contato do senador, mas manteve a pressão sobre o Brasil e disse que Washington ainda vê divergências substanciais em temas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual, etanol e desmatamento.

O trecho sobre transição ampliou a controvérsia porque Flávio Bolsonaro ainda é pré-candidato. Pela legislação brasileira, a transição formal de governo só ocorre depois da eleição, com equipe indicada pelo candidato eleito para receber dados da administração pública federal e preparar os primeiros atos do novo governo.

Fonte: DCM

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