Declarações de Romeu Zema sobre a relação do senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ampliam tensão entre PL e Novo
Uma nova divergência entre lideranças da direita brasileira elevou a tensão entre o PL e o Partido Novo. Neste sábado (13), o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro defendeu publicamente o rompimento da aliança entre as duas legendas após declarações do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo o Valor Econômico, a reação ocorreu após uma entrevista em que Zema comentou a relação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As declarações repercutiram no meio político e provocaram uma resposta contundente de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais.
◎ Críticas de Zema desencadeiam reação
Durante a entrevista, Romeu Zema afirmou ter ficado indignado com informações divulgadas sobre o caso envolvendo Daniel Vorcaro. O ex-governador de Minas Gerais também sustentou que pessoas próximas a indivíduos envolvidos em irregularidades devem ser observadas "com cautela".
As declarações foram interpretadas por aliados de Flávio Bolsonaro como uma crítica indireta ao senador e ampliaram o desgaste entre setores do PL e do Novo.
◎ Eduardo acusa Zema de agir por interesse político
Ao responder às declarações, Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir por conveniência política e sugeriu que o ex-governador estaria tentando ocupar um espaço de liderança hoje associado a Flávio Bolsonaro dentro do campo conservador.
"Que postura vagabunda, critica o Flávio apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Partido Novo", escreveu Eduardo Bolsonaro nas redes sociais.
◎ Tensão entre PL e Novo aumenta
A manifestação de Eduardo Bolsonaro aprofunda o atrito entre lideranças das duas siglas. Embora PL e Novo compartilhem pautas semelhantes em diversos temas, as divergências entre seus principais representantes têm se tornado mais frequentes. O episódio também evidencia a disputa por protagonismo dentro do campo conservador.
Fonte: Brasil 247 com informações do jjornal Valor Econômico
Nenhum comentário:
Postar um comentário