A definição da eleição dependerá da capacidade de cada campanha de levar seus eleitores às urnas e conquistar indecisos
A Colômbia encerra campanha presidencial em clima de forte polarização. O levantamento Guarumo/Ecoanalítica apontou o candidato de extrema direita com 52,6% das intenções de voto, contra 45% de Cepeda. Já a pesquisa do Centro Nacional de Consultoría, publicada pela revista Cambio, indicou uma diferença menor: 48,6% para De la Espriella, 44,7% para Cepeda e 6,7% de voto em branco.
Apesar da pequena vantagem de De La Espriella, a campanha de Iván Cepeda, candidato das forças progressistas, mobiliza eleitores jovens, movimentos sociais, sindicatos e setores que se abstiveram no primeiro turno. O senador de esquerda também buscou ampliar sua presença digital nos últimos dias e reduzir resistências no eleitorado de centro.
A disputa ganhou tensão adicional com acusações cruzadas, questionamentos sobre garantias eleitorais e debates sobre segurança.
No primeiro turno, De la Espriella terminou à frente, com cerca de 43,7% dos votos, enquanto Cepeda ficou próximo, com 40,9%. A margem estreita reforça a importância da mobilização final, do voto em branco e dos eleitores que apoiaram candidatos derrotados em maio.
Embora as pesquisas indiquem vantagem para De la Espriella, o cenário segue indefinido. A definição da eleição dependerá da capacidade de cada campanha de levar seus eleitores às urnas e conquistar indecisos em um país dividido entre propostas opostas para segurança, economia e continuidade ou ruptura com o ciclo político de Gustavo Petro.
Fonte: Brasil 247
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