sexta-feira, 19 de junho de 2026

Após estreia medíocre, Ancelotti prepara mudanças no Brasil contra o Haiti e evita confirmar estreia de Endrick

Técnico da seleção brasileira cobra melhora no equilíbrio e na qualidade do jogo, elogia maturidade de Endrick e prega respeito ao Haiti

      Endrick e Carlo Ancelotti (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Após a estreia medíocre no empate por 1 a 1 com Marrocos, o técnico Carlo Ancelotti admitiu nesta quinta-feira (18) que deve fazer mudanças na seleção brasileira para o confronto contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), às 21h30, horário de Brasília, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva no palco da partida, segundo a Agência Brasil. O treinador italiano evitou antecipar a escalação e não confirmou quem pode sair ou entrar em relação ao time que iniciou a competição no último sábado (13), em Nova Jersey.

☉ Ancelotti admite mudanças e cobra evolução da seleção

Pressionado pela atuação abaixo do esperado diante de Marrocos, Ancelotti reconheceu que a equipe precisa apresentar mais equilíbrio e qualidade. O técnico indicou que a condição física dos jogadores também pode pesar na escolha da formação titular contra o Haiti.

"Alguma mudança vamos fazer. Pode ser de alguns jogadores mais frescos que outros. Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo. Acho que temos qualidade para fazermos um jogo com mais entretenimento. Temos jogadores de qualidade, fortes, potentes. O pensamento comum é que podemos e temos que fazer melhor", afirmou o treinador.

Apesar de admitir alterações, Ancelotti evitou revelar a escalação. Segundo ele, a definição já está tomada internamente, mas será comunicada primeiro ao grupo.

"Na minha cabeça [o time] está definido. Vou comunicar a eles [jogadores] amanhã. Não tenho problema nenhum de passar a escalação, futebol não tem segredos, mas prefiro comunicar primeiro aos jogadores", disse.

☉ Endrick é elogiado, mas segue sem garantia de espaço

A ausência de Endrick na estreia contra Marrocos gerou críticas de torcedores e questionamentos sobre o real espaço do atacante nos planos de Ancelotti. O jovem, que completa 20 anos em 21 de julho, não foi utilizado no empate e voltou a ser tema da entrevista coletiva.

O treinador elogiou o talento e a maturidade do atacante, mas desconversou ao ser perguntado sobre a possibilidade de utilizá-lo diante do Haiti.

"Pessoalmente, [considero Endrick] um talento extraordinário e o Brasil vai aproveitar suas qualidades nesta e na próxima Copa do Mundo. Ele é paciente. Não tem pressa. É muito maduro para a idade, o que é um aspecto importante. Tem a família perto dele. Isso é importante para um jovem", declarou Ancelotti.

Ao resumir quando pretende dar minutos ao atacante, o técnico foi evasivo.

"[Vou utilizá-lo] No momento correto. Tem que esperar um pouco, mas será importante", afirmou.

☉ Brasil deve ter alterações no meio e no ataque

Com base nos treinos realizados durante a semana no Columbia Park, em Nova Jersey, a seleção brasileira pode ir a campo com Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro ou Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique ou Lucas Paquetá, Raphinha, Vinícius Júnior e Igor Thiago.

A possibilidade de mudanças reflete a tentativa de Ancelotti de encontrar uma equipe mais equilibrada depois da estreia irregular. Contra Marrocos, o Brasil teve dificuldades para controlar o jogo, criar volume ofensivo e transformar a superioridade técnica em domínio consistente.

O duelo contra o Haiti passou a ser tratado como oportunidade para corrigir falhas, recuperar confiança e evitar que a seleção chegue pressionada à rodada final da fase de grupos.

☉ Técnico prega respeito ao Haiti

Apesar da diferença histórica e técnica entre as seleções, Ancelotti adotou tom cauteloso ao falar sobre o Haiti, que ocupa a 85ª posição no ranking da Fifa. O Brasil iniciou a Copa do Mundo em sexto lugar. A distância de 79 posições entre as equipes é a maior registrada nesta edição do Mundial.

Os haitianos vêm de derrota por 1 a 0 para a Escócia na estreia, no último sábado, em Boston. Ainda assim, o técnico brasileiro afirmou que o adversário mostrou organização e capacidade competitiva.

"O jogo contra a Escócia foi muito equilibrado e o Haiti mostrou qualidade. Uma equipe bem organizada, com jogadores de ataque bons e fortes. Temos de respeitar como todos os rivais. A Copa do Mundo já nos mostrou que não há partidas com resultados claros. São sempre jogos competitivos", concluiu Ancelotti.

☉ Pressão aumenta após empate com Marrocos

O empate na estreia deixou a seleção brasileira sob cobrança imediata. Embora ainda dependa apenas de si para avançar no Grupo C, o desempenho contra Marrocos acendeu o alerta sobre a necessidade de maior intensidade, criatividade e precisão ofensiva.

A partida contra o Haiti, portanto, ganha peso não apenas pela pontuação, mas também pela resposta que o Brasil precisa dar dentro de campo. A expectativa é que Ancelotti use o jogo para ajustar a equipe, testar alternativas e reduzir a tensão provocada por uma estreia considerada abaixo do padrão esperado para a seleção.

A possível manutenção de Endrick no banco, porém, deve continuar alimentando o debate. Enquanto parte da torcida cobra a presença do atacante, Ancelotti insiste em conduzir o jovem com cautela e afirma que ele será utilizado no momento que considerar adequado.

Fonte: Brasil 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário