sexta-feira, 1 de maio de 2026

Reinaldo Azevedo desmonta teoria sobre Moraes e Alcolumbre contra Messias: “Parece piada”


        O jornalista Reinaldo Azevedo. Foto: Reprodução

O jornalista Reinaldo Azevedo criticou, em sua coluna no Metrópoles, a tese de que Alexandre de Moraes teria atuado em conjunto com Davi Alcolumbre para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF. Para o colunista, a hipótese não se sustenta porque implicaria uma atuação do ministro contra seus próprios interesses.

Ele questiona a lógica da versão ao apontar que Moraes estaria ajudando a abrir espaço para um cenário que poderia fortalecê-lo adversários no Supremo. “Nessa hipótese, Moraes ajudou a cavar a cova em que seus adversários sonham enterrá-lo caso logrem o seu intento? Mais do que isso: como é quem é, teria ajudado a derrotar Messias para, na hipótese de Flávio vencer, dar ao o extremista de direita que quer destruí-lo uma vaga a mais no Supremo?”, questionou.

Reinaldo também ironizou a leitura que tenta vincular os movimentos políticos ao Banco Master. Segundo ele, há uma tentativa de transformar o tema em explicação universal para qualquer fato recente:

“Todos os caminhos levam ao Master segundo o fanatismo anti-Supremo e anti-Master. A explicação alucinada: como nem Alcolumbre nem Moraes estariam interessados numa apuração rigorosa contra o banco, então fariam essa aliança, mas aí em parceria com o próprio Flávio, que suspenderia temporariamente suas restrições ao ministro que mandou seu pai para a cadeia para atender a esse arranjo…”.

Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes. Foto: reprodução
Para o jornalista, trata-se de uma “tese conspiratória” que apresenta Moraes como alguém disposto a agir contra si mesmo. “Parece uma piada, eu sei”, escreveu, ao rebater a hipótese.

Nem o blogueiro golpista Paulo Figueiredo, crítico de Moraes, sustenta integralmente essa versão. Em publicação no X, ele afirmou que, se houve atuação contra uma terceira indicação de Lula, seria por acreditar que Flávio Bolsonaro não vencerá a próxima eleição.

“Não consigo deixar de pensar: As indicações de Lula ao STF consolidaram dois dos três principais aliados de Alexandre de Moraes no STF. Em contrapartida, os dois indicados por Bolsonaro são seus maiores opositores. Se Moraes trabalhou contra uma terceira indicação de Lula, é por convicção absoluta que Flavio não vencerá a próxima eleição; assim, um Lula reeleito faria a nova indicação sob total influência de quem hoje detém o poder no tribunal”, escreveu Figueiredo, indicando que a tese não se encaixa nem mesmo entre aliados do bolsonarismo.

Fonte: DCM

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