terça-feira, 10 de março de 2026

Vieira protocola pedido de CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso do banco Master

Senado recebe pedido de CPI com 35 assinaturas, oito a mais do que o mínimo necessário para instalação

      Alessandro Vieira (Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou nesta segunda-feira (9) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado destinada a investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido alcançou 35 assinaturas, oito a mais do que o mínimo necessário para a instalação do colegiado. As informações são do jornal O Globo.

A proposta busca apurar a conduta dos dois magistrados no contexto do escândalo envolvendo o banco Master. Entre os parlamentares que apoiaram a iniciativa há predominância de senadores da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. Nenhum senador do PT assinou o requerimento. O único integrante da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).

Em nota divulgada após o protocolo do pedido, Vieira afirmou que o caso envolve suspeitas graves que alcançaram o Judiciário. Segundo ele, "o caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras". A instalação da CPI, contudo, depende da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O dirigente da Casa tem resistido à abertura de uma comissão para tratar do tema. Também há um pedido para a criação de uma CPI mista sobre o escândalo do banco Master, que reúne assinaturas no Congresso, mas ainda não tem previsão de instalação.

Reportagem da coluna da jornalista Malu Gaspar, também publicada por O Globo, informou que uma das últimas supostas mensagens enviadas por Daniel Vorcaro no dia em que foi preso foi direcionada ao ministro Alexandre de Moraes. Às 17h26 do dia 17 de novembro, o empresário escreveu ao magistrado pelo WhatsApp: "Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?".

O ministro respondeu em seguida, porém o conteúdo da resposta não pôde ser identificado porque as mensagens foram enviadas com recurso de visualização única, que desaparece após a leitura pelo destinatário.

Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou nota sobre o contrato firmado com o banco Master. Segundo o comunicado, a banca produziu 36 pareceres e participou de 94 reuniões de trabalho entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. O texto afirma ainda que o escritório não atuou em processos no STF.

No caso de Dias Toffoli, o ministro era o relator do processo envolvendo o banco Master no STF, mas deixou a função em fevereiro após relatório da Polícia Federal apontar mensagens de Daniel Vorcaro que mencionavam o magistrado. A relatoria passou então ao ministro André Mendonça.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

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