Relatório indica alta na taxa de juros e terceira queda seguida na previsão para o câmbio, enquanto projeções para inflação e PIB permanecem estáveis
Vista aérea do Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília. O Banco Central do Brasil também conhecido pelas siglas BC e BCB ou pelo acrônimo BACEN é uma autarquia federal autônoma integrante do Sistema Financeiro Nacional sem vinculação a nenhum Ministério. Foto: Pedro França/Agência Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
O mercado financeiro revisou para cima a projeção da taxa Selic para 2026 e reduziu a estimativa para o dólar no mesmo período, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9). O relatório reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras e consultorias econômicas para os principais indicadores da economia brasileira.
O levantamento do Banco Central mostra mudanças pontuais nas expectativas para juros e câmbio, enquanto as previsões para inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram praticamente estáveis nas projeções de médio prazo.
☉ Selic tem nova alta nas projeções para 2026
A expectativa do mercado para a taxa básica de juros em 2026 subiu para 12,13% ao ano, acima dos 12,00% projetados na semana anterior. O movimento indica uma leve revisão para cima nas perspectivas de política monetária.
Para os anos seguintes, o cenário segue inalterado. A projeção da Selic para 2027 permanece em 10,50%, nível que se mantém há 56 semanas. Já para 2028, a estimativa continua em 10,00%, estável há sete semanas. Para 2029, o mercado mantém a previsão de 9,50% ao ano, patamar que não sofre alteração há 19 semanas.
☉ Mercado reduz previsão para o dólar em 2026
No caso do câmbio, o relatório aponta uma nova redução nas expectativas para o dólar em 2026. A projeção caiu para R$ 5,41, registrando a terceira queda consecutiva.
Para 2027, o mercado mantém a estimativa de R$ 5,50 por dólar, valor que permanece estável há cinco semanas. As previsões para 2028 e 2029 também não foram alteradas e seguem em R$ 5,50, com estabilidade de quatro semanas e uma semana, respectivamente.
☉ Projeções de inflação permanecem próximas da estabilidade
As estimativas para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentaram poucas mudanças no levantamento mais recente.
Para 2026, a projeção foi mantida em 3,91%, repetindo o resultado da semana anterior. Já para 2027, houve leve aumento, com a expectativa passando para 3,80%.
Nas projeções de longo prazo, o mercado mantém o mesmo cenário: tanto para 2028 quanto para 2029, a expectativa para o IPCA segue em 3,50%, patamar que permanece estável há 18 semanas e 27 semanas, respectivamente.
☉ IGP-M apresenta leve ajuste nas expectativas
No caso do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), as projeções indicam uma pequena revisão para cima em 2026, com estimativa agora em 3,19%. Para 2027, a expectativa permanece em 4,00%, estável há três semanas. Já para 2028, a previsão avançou para 3,83%, enquanto para 2029 o mercado manteve a estimativa em 3,73%, sem alterações nas últimas duas semanas.
☉ Preços administrados seguem com estimativas estáveis
O levantamento também traz as expectativas para os preços administrados dentro do IPCA, que incluem tarifas públicas e combustíveis. Para 2026, a projeção foi mantida em 3,67%, estável pela segunda semana consecutiva. Em 2027, o mercado mantém a estimativa em 3,74%. Já para 2028 e 2029, as previsões seguem em 3,50%, níveis mantidos há 15 semanas e 34 semanas, respectivamente.
☉ Crescimento do PIB permanece sem mudanças
As projeções para a atividade econômica também permaneceram estáveis no levantamento desta semana. O mercado mantém a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,82% em 2026, patamar que permanece inalterado pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a estimativa segue em 1,80%, nível mantido há dez semanas.
Nas projeções de longo prazo, o cenário permanece o mesmo: o mercado espera expansão de 2,00% do PIB em 2028 e 2029, previsões que se mantêm estáveis há 104 semanas e 51 semanas, respectivamente.
Fonte: Brasil 247
Nenhum comentário:
Postar um comentário