quarta-feira, 11 de março de 2026

Haddad e Alckmin lideram corrida ao Senado em São Paulo, diz Datafolha

Nomes ligados a Lula superam os da direita em diferentes cenários, mostra pesquisa

Lula, Haddad e Alckmin participam de cerimônia no Palácio do Planalto 13/08/2025 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de São Paulo aponta que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) aparecem à frente na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O levantamento indica ainda que nomes associados ao campo progressista apresentam desempenho superior ao de possíveis candidatos da direita.

O estudo foi realizado antes de Haddad anunciar que deixará o Ministério da Fazenda para disputar o governo paulista. Em 2026, os eleitores escolherão dois senadores pelo estado, já que dois terços das cadeiras da Casa estarão em renovação.

Cenário com Haddad na disputa

No primeiro cenário testado pelo instituto, sem a presença de Geraldo Alckmin, Fernando Haddad lidera com 30% das intenções de voto para a primeira vaga. Logo atrás aparecem outros integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), surge com 25%. Em seguida aparecem o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), com 20%, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), com 18%, e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), com 14%.

Entre os nomes ligados à direita, os melhores colocados são os deputados federais Guilherme Derrite (PP), com 14%, e Ricardo Salles (Novo), com 13%. Na sequência aparecem o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), com 10%, a deputada Rosana Valle (PL), com 7%, e o deputado estadual Gil Diniz (PL), com 3%.

Ainda nesse cenário, 4% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar para a primeira vaga, enquanto 15% declararam intenção de votar em branco ou nulo. Para a segunda vaga, 6% se disseram indecisos e 21% afirmaram que pretendem anular ou votar em branco.

Preferências entre eleitores de presidenciáveis

O levantamento também analisou a preferência de eleitores de possíveis candidatos à Presidência. Entre os entrevistados que afirmam votar em Lula, 58% escolheriam Haddad para o Senado e 38% optariam por Simone Tebet.

Já entre os que indicam voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, a preferência se divide entre Márcio França (27%), Guilherme Derrite (27%) e Ricardo Salles (25%). Eleitores que apontam intenção de voto em Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo demonstram preferência por Derrite (28%), França (26%) e Salles (24%).

Cenário alternativo com Alckmin

O Datafolha também simulou um cenário sem Fernando Haddad. Nesse caso, o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera com 31% das intenções de voto para o Senado.

Atrás dele aparecem Simone Tebet, com 25%, Marina Silva, com 21%, Márcio França, com 20%, e Guilherme Boulos, com 15%. Na sequência surgem Ricardo Salles e Guilherme Derrite, ambos com 13%, seguidos por Paulinho da Força, com 9%, Rosana Valle, com 6%, e Gil Diniz, com 3%.

Nesse cenário, 4% dizem não saber em quem votar para a primeira vaga e 14% afirmam que votariam em branco ou nulo. Para a segunda vaga, 6% se dizem indecisos e 20% pretendem anular ou votar em branco.

Disputa indefinida entre esquerda e direita

Apesar da vantagem de nomes ligados ao governo Lula nas simulações, os campos políticos ainda não definiram oficialmente seus candidatos. Segundo a reportagem da Folha, dentro do grupo alinhado ao governo federal a tendência é que Simone Tebet e Marina Silva disputem o Senado em São Paulo na chapa encabeçada por Haddad ao governo estadual.

No campo da direita, a primeira vaga é considerada consolidada em torno de Guilherme Derrite, que foi secretário de Segurança Pública na gestão de Tarcísio de Freitas e conta com apoio do governador.

A segunda vaga, porém, permanece indefinida. Havia expectativa de que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) disputasse o cargo, mas o cenário mudou após ele se autoexilar nos Estados Unidos e passar a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal por supostamente atuar para que o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aplicasse sanções contra autoridades brasileiras, entre elas o ministro Alexandre de Moraes.

Diante desse quadro, aliados defendem que Eduardo Bolsonaro tenha prioridade para indicar um nome em seu lugar. Entre os citados estão o deputado estadual Gil Diniz, a vereadora Sonaira Fernandes e o deputado federal Mario Frias (PL). Mais recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro também teria manifestado apoio ao coronel Mello Araújo (PL), vice-prefeito da capital paulista.

Outro nome que segue na disputa é Ricardo Salles, que afirma manter sua candidatura ao Senado. Contudo, aliados do ex-presidente avaliam que, após o rompimento político entre os dois, seria difícil para o deputado reunir apoio unificado dos partidos de direita.

Metodologia da pesquisa

O levantamento do Datafolha foi realizado entre os dias 3 e 5 de março, com 1.608 entrevistas presenciais em 71 municípios do estado de São Paulo, envolvendo eleitores com 16 anos ou mais.

A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Fonte: Brasil 247

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