Decisão ocorre em meio ao debate sobre código de ética para ministros do STF e questionamentos sobre atuação de familiares de magistrados
A filha e o genro do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encerraram as atividades do escritório de advocacia que mantinham no Paraná, especializado em contencioso.
A decisão foi comunicada no mês passado e ocorre em um contexto de discussão pública sobre a elaboração de um Código de Ética para ministros da Corte.
Segundo informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Melina Fachin e Marcos Gonçalves informaram o encerramento das atividades do escritório que administravam no estado. O movimento acontece em meio a questionamentos sobre a atuação profissional de familiares de magistrados em tribunais.
Melina Fachin e Marcos Gonçalves atuavam profissionalmente no Paraná e não mantinham vínculo com o Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, o debate sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo parentes de integrantes da Corte tem ganhado espaço nas discussões institucionais que tratam de regras de conduta para ministros do STF.
Com o fechamento da banca, os dois advogados passarão a se dedicar a novas atividades na área jurídica. Conforme comunicado, ambos atuarão agora em “atividades próprias de consultoria jurídica estratégica, com foco em direitos fundamentais, governança, contratos complexos, contencioso estratégico e assessoria institucional”.
A reorganização profissional também envolveu outros integrantes do antigo escritório. Os demais sócios decidiram constituir novas bancas de advocacia para continuar trabalhando com contencioso, área que era o foco principal da atuação da estrutura anterior no Paraná.
Fonte: Brasil 247 com informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo
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