sábado, 14 de março de 2026

Bolsonaro completa 24 horas em UTI sem previsão de alta

Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral na sexta-feira (13)

       Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução / Instagram)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília, sem previsão de alta, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral na sexta-feira (13). As informações foram divulgadas pelos médicos responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente.

Segundo reportagem da CNN Brasil, a equipe médica informou que a evolução do quadro clínico ainda é incerta e depende da reação do organismo ao tratamento e da eficácia dos medicamentos administrados.

De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, não é possível estabelecer um prazo para que Bolsonaro deixe a UTI. “Nós não podemos falar em data, porque na verdade nós não sabemos. Precisamos da resposta do medicamento e também do próprio organismo se defendendo”, afirmou o médico.

A pneumonia que atinge o ex-presidente foi provocada por um episódio de broncoaspiração — situação em que conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entram nas vias respiratórias e alcançam os pulmões, podendo causar inflamação e evoluir para infecção pulmonar.

Conforme explicou a equipe médica, o quadro é considerado grave, sobretudo devido à idade do paciente. Bolsonaro está prestes a completar 71 anos, e em pessoas acima de 70 anos a pneumonia pode evoluir rapidamente para septicemia, uma infecção generalizada potencialmente fatal.

Ainda segundo os médicos, a internação em ambiente hospitalar é necessária porque o tratamento envolve a administração de antibióticos por via intravenosa e monitoramento constante. “Isso é um padrão para todo tipo de pneumonia bronco aspirativa num paciente na idade dele. Todo mundo é tratado no ambiente hospitalar, com remédio venoso, sendo monitorado 24 horas por dia com equipe multidisciplinar”, explicou Caiado.

Apesar das medidas adotadas para estabilizar o estado de saúde, os profissionais alertam que o risco de morte ainda não pode ser descartado. A evolução do tratamento dependerá da resposta clínica nas próximas horas e dias.

O cardiologista Leandro Echenique ressaltou que o histórico médico do ex-presidente também exige atenção especial. Este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado por Bolsonaro, sendo considerado o mais grave até agora. “Ele vai continuar nesse risco no futuro. Claro que as medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece”, afirmou.

Na semana anterior à internação, Bolsonaro havia passado por consultas médicas enquanto estava detido no complexo da Papudinha, em Brasília. Segundo relatório da Polícia Militar do Distrito Federal, os atendimentos ocorreram entre os dias 5 e 11 de março e foram realizados pelo próprio cardiologista Brasil Caiado e por profissionais da Secretaria de Saúde do DF.

Durante esse período, o ex-presidente também realizou caminhadas diárias dentro da unidade prisional. Nos dias 5 e 9 de março, ele passou por sessões de fisioterapia.

O relatório também registra que Bolsonaro recebeu visitas de familiares em três ocasiões ao longo da semana, incluindo os filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, além da esposa, Michelle Bolsonaro.

Desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro acumula um histórico de diversas cirurgias e procedimentos médicos relacionados às complicações decorrentes do episódio. A atual internação ocorre poucos dias antes de o ex-presidente completar 71 anos.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

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