Editorial avalia que presidente evitou transformar discurso em palanque e destacou soberania, democracia, multilateralismo e meio ambiente
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde defendeu soberania brasileira, democracia e fortalecimento do multilateralismo - Crédito: REUTERS/Brendan McDermid
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom predominantemente institucional em seu discurso nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, segundo avaliação do jornal O Globo. Em editorial, o veículo afirmou que o brasileiro manteve uma “postura sóbria” e utilizou a tribuna para defender posições tradicionais da política externa do país.
A análise de O Globo foi publicada após o décimo discurso de Lula em uma abertura da Assembleia Geral da ONU. Para o jornal, apesar de momentos considerados excessivos ou associados ao debate eleitoral brasileiro, o presidente evitou transformar a participação internacional em um ato de campanha e exerceu, de maneira geral, seu papel de chefe de Estado.
Entre os pontos ressaltados pelo editorial estão a defesa do multilateralismo, da democracia, da proteção ambiental, da regulação do ambiente digital e de soluções diplomáticas para conflitos internacionais. O discurso de Lula também foi marcado por referências à soberania brasileira e por críticas à interferência estrangeira em processos políticos na América Latina.
Ao tratar das eleições brasileiras, Lula afirmou que o país dispõe de instituições capazes de proteger a manifestação dos eleitores contra pressões internas ou externas.
“Possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto. Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros”, declarou.
A fala também aparece na íntegra divulgada após o discurso e foi repercutida por veículos nacionais e internacionais.