Presidenciável do partido Missão estreia na disputa com retórica de extermínio incompatível com a Constituição, que não admite pena de morte no Brasil, salvo em caso de guerra declarada
O empresário Renan Santos lançou sua candidatura à Presidência da República neste sábado (1º), durante o primeiro congresso nacional do partido Missão, na zona leste de São Paulo, recorrendo a um discurso radical de direita e a uma promessa incompatível com a Constituição brasileira: “nós vamos matar quem roubar”.
Segundo a Folha de S.Paulo, Renan atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, chamou os dois de “vagabundos” e procurou apresentar sua legenda como uma alternativa aos dois principais campos políticos da disputa presidencial.
A frase sobre “matar quem roubar”, no entanto, ultrapassa o terreno da truculência verbal e expõe uma concepção autoritária de Estado, na qual agentes públicos poderiam decidir, sem julgamento, quem merece viver ou morrer.













