Em discurso após ter candidatura homologada, presidente disse que quer sociedade que respeite as mulheres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, que eleitores que praticam violência contra mulheres não integram sua base política. “Quem bate em mulher não vota em mim”, disse Lula, em discurso no Expo Center Norte, em São Paulo.
O Presidente buscou associar a campanha à defesa de direitos, ao respeito às mulheres e à continuidade do projeto político iniciado em 2022. “Quero criar uma sociedade que respeita mulher”, afirmou.
Lula foi incisivo ao tratar da violência de gênero. Ao dirigir sua fala aos homens, o presidente afirmou: “Quando ele [homem] sentir raiva de uma mulher, ele tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher”.
A fala ocorreu no mesmo ato em que o PT homologou oficialmente a candidatura de Lula à reeleição. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, anunciou a confirmação da chapa por volta das 10h. “Terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial e, daqui a pouco, nós vamos dar início ao nosso ato político. Vamos celebrar essa construção política que é histórica, a construção política que vai reeleger o presidente Lula”, declarou.
No discurso, Lula também afirmou que não pretende basear a campanha em promessas desvinculadas da trajetória de seu governo. “O que motiva um governo nas eleições é seu legado. Quem não fez [nada], não tem o que prometer”, disse.
O presidente ainda elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que repetirá a chapa vencedora de 2022. Lula destacou a atuação de Alckmin como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. “O Brasil nunca teve um ministro da indústria com a sua competência. É essa competência que faz você ser o meu vice”, afirmou.
Lula também atribuiu a aproximação com Alckmin a uma conversa com Fernando Haddad. “Se não fosse uma conversa que eu tive com Haddad, você não entraria na minha vida”, disse.
A convenção também teve participação de aliados que reforçaram o tom político da campanha. A ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) criticou Flávio Bolsonaro (PL) e o campo bolsonarista. “Não tem dois democratas disputando a eleição. O lado de lá é extrema direita. É aquele que quer tirar e eliminar direitos já conquistados. Que acha que lugar de mulher é só dentro de casa, que discute até o direito do voto feminino. Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista. E a população brasileira está começando a perceber isso”, afirmou.
Já Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, disse que Lula é uma liderança reconhecida internacionalmente. “As pessoas gostariam de ter um Lula à sua disposição. Só que o Lula é brasileiro. Só que o Lula é nosso”, afirmou.
Haddad também defendeu a postura soberana do Brasil diante de pressões externas. “O Brasil está sendo reconstruído e vai continuar seguindo em frente, de cabeça erguida, sem baixar a cabeça para presidente de nenhum outro país, sem botar boné de presidente de nenhum outro país, defendendo os interesses nacionais, independentemente do teor das ameaças que possam nos ser feitas”, disse.
A candidatura de Alckmin a vice foi confirmada pelo PSB em convenção nacional realizada em Brasília em 29 de julho, com a presença de Lula e de lideranças partidárias.
Fonte: Brasil 247
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