terça-feira, 4 de agosto de 2026

Palácio do Planalto era principal alvo de plano de atentado, diz Polícia Civil do DF

 Operação Rede Interrompida levou à busca e apreensão contra os envolvidos, que divulgavam propaganda nazista

Palácio do Planalto - Crédito: Antônio Cruz/Agência Brasil

O principal alvo dos investigados na Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4) em vários estados, era o Palácio do Planalto, afirmou o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Maurílio Coelho.

“Eles compartilharam principalmente os prédios da área central de Brasília. A título de exemplo, eles marcaram quais ministérios eram de quais pastas, em busca de uma definição do que eles chamaram de alvos primários”, disse Coelho em coletiva de imprensa na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).


“Então eles fizeram um desenho da área central marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, e estavam a definir qual seria o alvo primário. Em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”, disse Coelho.

Segundo ele, o plano não tinha como alvo uma autoridade específica e, ao que tudo indica, a intenção dos envolvidos era realizar um atentado como forma de expressar uma suposta revolta generalizada ao sistema político.

“Não citavam nomes específicos. Essa é uma característica que a gente observou, eles eram como se fossem contra o sistema política, sem determinar esquerda, direito, centro, mas contra o sistema político como um todo”, disse Coelho.

“Eles planejavam para outubro desse ano durante o período eleitoral”, disse Coelho.

“A investigação vai apontar ainda onde eles adquiriram esse material”, disse Coelho.

Coelho detalhou que o objetivo principal da operação era o cumprimento de mandados de busca e apreensão. “Não tinha mandado de prisão. Nesse primeiro momento, a investigação optou por não pedir a prisão dos investigados”, disse ele, acrescentando que a idade dos envolvidos varia entre 19 e 31 anos.

Coelho destacou que a divulgação de propaganda nazista ocorria de forma frequente por meio de grupos no Telegram dos envolvidos.

De acordo com o MJSP, os grupos na rede social serviam para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, recrutar novos integrantes e discutir o planejamento de atos violentos.

Fonte: Brasil 247

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