quarta-feira, 5 de agosto de 2026

‘Não vamos nos curvar a chantagens nem aceitar interferência’, diz Lindbergh após revogação de visto de embaixadora (vídeo)

 Deputado também acusou a família Bolsonaro de conspirar contra a soberania brasileira

Lindbergh Farias  -  Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou nesta terça-feira (4) a decisão dos Estados Unidos, que revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.  

“Temos que repudiar essa decisão. Não vamos nos curvar a chantagens nem vamos aceitar qualquer tipo de interferência ou ameaça. O Brasil de Lula é altivo e destemido!”, afirmou. 

“Inaceitável”, disse o petista, acrescentando que o “Brasil é dos brasileiros”. “A gente tem um presidente da República Altivo, que é Luiz Inácio Lula da Silva, e o Brasil não vai se render a provocações como essa”. 

Ao longo deste ano, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez algumas viagens para os EUA. Irmão do senador, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) mora no território estadunidense e se juntou ao presidenciável para fazer articulações com a extrema direita trumpista, e estimular sanções contra o Brasil, que usará a Lei da Reciprocidade contra o governo Trump. 

“Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro devem estar comemorando. Toda essa conspiração contra o Brasil, as tarifas, toda essa campanha junto à extrema direita norte-americana, a Marco Rubio do Departamento do Estado norte-americano”.

As agressões dos EUA têm dois motivos. Um deles é interno (nacional), que é a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da trama golpista. Ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram o político da extrema direita a 27 anos de cadeia. Ele está em prisão domiciliar atualmente. 

Outra causa das investidas dos EUA contra o Brasil é a aproximação do governo Lula com regiões que fazem frentes de resistência à hegemonia estadunidense na economia internacional (China, BRICS e Sul Global). 


Além da revogação do visto da embaixadora, os EUA haviam aplicado dois tarifaços contra o Brasil (um de 25% e outro de 12,5%). Outra decisão do governo Trump foi classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As tarifas e a classificação das facções estimulam sanções contra o país sul-americano, que usará a Lei da Reciprocidade e denuncia violação da soberania brasileira.

Fonte: Brasil 247

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