
O governo brasileiro avalia convocar novamente o embaixador argentino no Brasil, Guillermo Raimondi, para pedir explicações após o presidente Javier Milei chamar Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão”, “corrupto” e “ex-presidiário” neste domingo (2).
As ofensas ocorreram em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasília e Buenos Aires. A convocação de um embaixador é um instrumento usado pela diplomacia para formalizar a insatisfação de um governo diante de atos ou declarações de outro país.
A nova iniciativa brasileira ainda está em avaliação. Caso avance, Raimondi terá de prestar esclarecimentos ao Itamaraty sobre as declarações de Milei contra o presidente brasileiro.
Os ataques também devem adiar o retorno do embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, a Buenos Aires. O diplomata está em Brasília desde que o Itamaraty o chamou para consultas como gesto de protesto.

A diplomacia brasileira planejava que Bitelli retomasse suas funções na embaixada até o fim desta semana. As novas declarações de Milei, porém, levaram o governo a reavaliar o cronograma, conforme apuração da CNN Brasil.
O Itamaraty chamou Bitelli após Milei se referir a Lula como “presidiário” durante passagem pelo Brasil. O presidente argentino participou da convenção do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
A retirada temporária do embaixador para consultas não rompe relações diplomáticas, mas sinaliza uma reação política do país que o convoca. A permanência de Bitelli em Brasília prolonga esse gesto diante da Casa Rosada.
Lula tem recebido aconselhamento para não responder diretamente às provocações de Milei. A orientação busca evitar uma escalada da crise diplomática às vésperas das eleições presidenciais.
Fonte: DCM
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