Maior entidade empresarial estadunidense defende negociação bilateral e rejeita tarifas amplas contra produtos brasileiros
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos, principal entidade empresarial do país, protocolou pedido para participar da audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação aberta contra o Brasil. A organização afirmou que negociações entre os dois países são o melhor caminho para enfrentar divergências comerciais e se posicionou contra a imposição de tarifas amplas sobre produtos brasileiros.
O pedido, segundo a CNN Brasil, foi encaminhado na segunda-feira (22) ao USTR, órgão responsável pela investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial estadunidense. Em carta enviada ao embaixador Jamieson Greer, a vice-presidente do Programa para as Américas da entidade, Anne McKinney, destacou a importância da relação econômica entre os dois países.
No documento, a Câmara afirma que o Brasil permanece como um parceiro comercial relevante para empresas dos Estados Unidos e sustenta que o fortalecimento dessa relação depende de maior acesso ao mercado, transparência regulatória e redução de barreiras comerciais.
"O Brasil é um importante parceiro comercial para uma ampla gama de empresas americanas de todos os portes, setores e estados", afirma a carta. A entidade ressalta ainda que quase 6.500 pequenas empresas dos EUA dependem de importações brasileiras e que cerca de 4.000 mantêm operações em território brasileiro.
