Por Amanda Audi, publicado na Agência Pública
Sem licitação, a gestão Ricardo Nunes (MDB-SP) contratou artistas pouco conhecidos do grande público por cachês em alguns casos superiores aos de nomes consagrados, contornando a lei municipal que rege o setor. De 2023 até o primeiro semestre de 2025, ao menos 14 músicos com baixa audiência em plataformas de streaming e redes sociais custaram R$ 5,1 milhões aos cofres municipais.
As informações foram apuradas em documentos internos da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) aos quais a Agência Pública teve acesso com exclusividade, na série de reportagens Festival de Irregularidades. Elas revelam que, em diversos casos, as contratações ocorreram apesar de pareceres desfavoráveis e alertas da própria assessoria jurídica da pasta. Há, ainda, episódios em que não existem registros oficiais de que as apresentações tenham sido realizadas.
