quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Em clima de paz, fé e união, grande público compareceu à Praça Rui Barbosa na abertura da festa dos 82 anos de Apucarana

Shows de Ton Carfi e da dupla Ramon e Rafael marcaram a primeira noite da programação oficial, reunindo milhares de pessoas e reforçando mensagens positivas e de celebração




Apucarana completa, neste dia 28 de janeiro, 82 anos de emancipação política, e a primeira noite das comemorações reuniu milhares de pessoas na Praça Rui Barbosa, nesta terça-feira (27/01), marcando oficialmente a abertura da programação festiva preparada pela Prefeitura. Em um clima de fé, união e celebração, o público acompanhou os shows do cantor evangélico Ton Carfi e da dupla católica Ramon e Rafael, em uma noite dedicada à paz, aos valores cristãos e ao encontro das famílias apucaranenses.

Pela primeira vez, a Festa de Apucarana conta com o Palco Geo Space, estrutura moderna utilizada nos maiores eventos do país. Trata-se de uma cobertura em formato de concha acústica, que garante excelente qualidade sonora e uma estética imponente. A festa também conta com praça de alimentação, barracas típicas e a participação organizada de ambulantes locais.

Na abertura oficial, o prefeito Rodolfo Mota destacou o simbolismo do momento e o propósito das festividades. Segundo ele, o aniversário da cidade é uma oportunidade de celebrar a história de Apucarana com eventos que transmitam mensagens positivas, valorizem a vida, a prosperidade e os valores que fazem parte da identidade do município. O prefeito também reforçou o chamado à união de esforços entre poder público e comunidade para que a cidade siga prosperando e cuidando das pessoas.

Mota também ressaltou o cuidado especial com a segurança, o acolhimento das famílias e a diversidade da programação. Ele destacou a atuação integrada das forças de segurança, com uso de câmeras de reconhecimento facial, sistema de monitoramento e a participação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Departamento de Trânsito e demais setores. “Tudo foi preparado com muito carinho para que as pessoas venham à praça com tranquilidade e segurança”, reforçou.


O secretário municipal de Cultura, Rodrigo Recife, celebrou o início da festa e destacou o trabalho intenso das equipes envolvidas na organização do evento. “Trabalhamos muito, dia e noite, durante cinco meses, para chegar a este momento. Agora começamos a desfrutar e a celebrar a história de Apucarana. Agradeço a confiança do prefeito Rodolfo Mota, que esteve conosco em todos os momentos, acompanhando de perto para que tudo fosse preparado com carinho e responsabilidade”, afirmou.

O secretário convidou a população a participar das próximas noites de shows que celebram os 82 anos de Apucarana com atrações de diferentes estilos, como sertanejo, pagode e pop rock nacional, fortalecendo o sentimento de pertencimento e o orgulho de ser apucaranense.

Para facilitar o deslocamento da população, a Prefeitura solicitou à Viação Apucarana Ltda (VAL) um horário extra de transporte. Foi disponibilizada uma linha extra com saída à meia-noite e trinta do Terminal Urbano com destino aos bairros, estendendo o horário regular que termina às 23h.

AGENDA DE SHOWS

28/01 (quarta-feira)
* Maiara & Maraísa – 22h
29/01 (quinta-feira)
* Paralamas do Sucesso – 22h
30/01 (sexta-feira)
* Mumuzinho – 22h
31/01 (sábado)
* Edson & Hudson – 22h


63ª CORRIDA PEDESTRE 28 DE JANEIRO

Local: Praça Rui Barbosa
Data: 31 de janeiro
Horários das largadas:
* Prova Vinteoitinha – 9h
* Prova de 5 km – 19h
* Prova de 10 km – 20h15


Fonte: Prefeitura de Apucarana

VÍDEO – Ana Paula ironiza ira de Vega e faz sugestão a Cowboy no BBB: “Vira psicólogo dela”


     Ana Paula Renault no “BBB 26”. Foto: reprodução

Uma discussão entre Ana Paula Renault, Juliano Floss e Alberto Cowboy agitou a casa do “BBB 26” a última terça-feira (27). O desentendimento começou após Ana Paula criticar o comportamento da participante Sol Vega na dinâmica do Sincerão, que aconteceu na noite anterior. “Enquanto a Sol estiver aqui, não dá para colocá-la em nenhuma dinâmica”, afirmou a jornalista.

Cowboy saiu em defesa de Sol Vega. “Cada um tem seu jeito de se expressar”, comentou. Juliano Floss discordou e rebateu: “Aqui não funciona esse papinho. É uma questão de respeito”. O veterano Alberto manteve sua posição, dizendo que “pensa diferente” e incentivou o embate direto com a atriz.

Ana Paula ironizou a postura de Cowboy. “Cowboy, sobe para o quarto de coração e vai ser o psicólogo dela. Está precisando”, afirmou. O dançarino complementou, reforçando que Sol Vega deveria deixar os outros falarem. Cowboy insistiu que era possível abordar a questão sem mandar a colega calar a boca.

Fonte: DCM

Campos Neto sabia, mas escolheu ignorar irregularidades do Banco Master; entenda


     Roberto Campos Neto, bolsonarista que presidiu o Banco Central até 2025. Foto: reprodução

O bolsonarista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, tinha conhecimento dos graves problemas de liquidez enfrentados pelo Banco Master durante sua gestão à frente da autoridade monetária, mas evitou adotar medidas mais duras contra a instituição. À época, a avaliação interna era de que o banco poderia encontrar uma saída de mercado que reduzisse os impactos sistêmicos e o custo ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Segundo uma reportagem do Estadão, a expectativa era de que o Master conseguisse separar seus ativos em um modelo de “good bank” e “bad bank”, permitindo a revenda da parte considerada saudável ao mercado e limitando os prejuízos.

O crescimento acelerado do banco controlado por Daniel Vorcaro ocorreu entre 2019 e 2024, período em que Campos Neto chegou a impor um ultimato informal para que fosse encontrada uma “solução definitiva” até março de 2025. A liquidação, no entanto, acabou sendo decretada apenas em novembro do ano passado, já sob a presidência de Gabriel Galípolo.

A interlocutores, Campos Neto tem afirmado que as decisões do Banco Central são técnicas e passam por instâncias colegiadas. Segundo ele, durante sua gestão não houve proposta formal levada à diretoria colegiada para intervenção ou liquidação do Master. Ainda assim, o Estadão apurou que, ao menos duas vezes em 2024, Campos Neto teria atuado para evitar medidas mais extremas contra o banco, em março e novembro.

Esses períodos coincidem com o endurecimento da fiscalização, conforme relato do Banco Central ao Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o documento, no primeiro semestre de 2024, o BC passou a realizar “acompanhamento contínuo da gestão de risco de liquidez” do Master, diante de um cronograma intenso de pagamentos e de um “baixo estoque de ativos líquidos”.

Entrada do Banco Master. Foto: reprodução

“Nessas circunstâncias, o Banco Central determinou a adoção de providências com vistas a assegurar a liquidez em níveis suficientes e adequados, assim como a apresentação de plano de contingência de liquidez atualizado”, afirma o BC.

No segundo semestre de 2024, a situação se agravou com o fracasso do plano de captação de R$ 15 bilhões em recursos institucionais de longo prazo, dos quais apenas R$ 2 bilhões foram obtidos.

“Ainda assim, a instituição financeira manteve a contratação de operações estruturadas de longo prazo e reduzida liquidez, sem gerar fluxos financeiros relevantes. O gerenciamento inadequado do risco de crédito contribuiu para o agravamento da crise de liquidez do conglomerado”, diz o documento.

O BC também relata a identificação de irregularidades como insuficiência de capital, informações incorretas prestadas à autarquia, inexistência de ativos líquidos no fundo de liquidez e falhas no gerenciamento do risco de crédito. A partir de novembro de 2024, o Master passou a não conseguir rolar dívidas nas plataformas de investimento e deixou de recolher integralmente os depósitos compulsórios.

“Diante das dificuldades de captação de recursos de investidores institucionais e mesmo após iniciar cessões de carteiras em conformidade com o plano de contingência implementado, a partir de novembro de 2024 o Banco Master S.A. não conseguiu mais rolar a totalidade de obrigações vencidas captadas via plataformas de investimento”, informou o BC, que alertou sobre a possibilidade de aplicação de medidas “prudenciais preventivas”.

“Seus dirigentes foram cientificados pelo Banco Central de que essa situação poderia dar azo à aplicação de medidas prudenciais preventivas previstas na Resolução CMN nº 4.019, de 29 de setembro de 2011”.

A autorização para a compra do então banco Máxima por Daniel Vorcaro foi concedida em outubro de 2019. Entre o fim de 2019 e 2024, o Master saltou de R$ 3,7 bilhões para R$ 82 bilhões em ativos. “Em menos de quatro anos, o Master se tornou a 25ª maior instituição financeira do Brasil, em junho de 2024, quando era a 77ª em 2021”, apontou a Moody’s.

A Polícia Federal investiga se esse crescimento ocorreu de forma desordenada e criminosa, no âmbito da Operação Compliance Zero, após a venda de carteiras falsas ao BRB, considerada um “crime novo” ocorrido em janeiro de 2025.

Fonte: DCM 

VÍDEO: Paolla Oliveira samba e é ovacionada em retorno à Grande Rio

Paolla Oliveira sambando na Grande Rio. Foto: reprodução

A atriz Paolla Oliveira foi ovacinada no ensaio da Acadêmicos do Grande Rio, na noite de terça-feira (27), em Duque de Caxias. Ex-rainha de bateria da escola por sete carnavais, ela foi cumprimentada pelo público e por integrantes. “A Grande Rio é a minha casa, meu amor”, disse Paolla à imprensa, destacando seu vínculo afetivo com a comunidade.

Durante a apresentação oficial, a atriz voltou a ser aplaudida ao se aproximar da plateia. “Sei tudo o que acontece aqui, não perco nada. Hoje vim aqui para sambar com vocês, para vibrar com vocês. Bora brilhar”, afirmou, sob aplausos intensos. Sua presença reforçou o simbolismo do momento para a escola.

Sobre sua vida pessoal, Paolla manteve discurso sereno. “Nem melhor, nem pior, é só um momento diferente. As pessoas é que criam emoções”, comentou ao gshow. A atriz circulou pela quadra com leveza, sorrindo e interagindo, reafirmando a forte ligação construída ao longo dos anos com a agremiação.

Fonte: DCM

Pesquisa que põe Flávio à frente de Lula é de consultoria mexicana sem registro no TSE

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

Uma pesquisa que aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno foi divulgada nas redes sociais por uma empresa mexicana sem registro prévio no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigência prevista na legislação eleitoral brasileira. O caso foi revelado pelo portal Jota.

O levantamento foi produzido pela consultoria Áltica Research e divulgado na segunda-feira nas redes sociais da própria empresa. Os dados indicam Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, contra 47% de Lula, diferença que está dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

A sondagem teria sido realizada entre os dias 23 e 25 de janeiro, com 1.200 entrevistados maiores de 18 anos, em todos os estados do país. Segundo o relatório, a coleta foi feita por meio de painel online e recrutamento via internet, utilizando a metodologia conhecida como river sampling. A empresa afirma que o estudo foi executado e financiado de forma independente.

Falta de registro no TSE

De acordo com a legislação eleitoral, toda pesquisa divulgada em ano de eleição precisa ser previamente registrada na Justiça Eleitoral. A divulgação sem esse procedimento pode resultar em multa que varia de R$ 53.205 a R$ 106.410.

Procurado, o TSE não informou quais providências serão adotadas especificamente neste caso, limitando-se a citar as punições previstas em lei. A Corte também informou que realizará, no próximo mês, audiências públicas para receber sugestões da sociedade sobre as resoluções que vão orientar as eleições de 2026.

TSE recebe lista de 9,7 mil pessoas com contas irregulares | Agência Brasil

Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Reprodução

Avaliação de especialistas

Professor de direito eleitoral da FGV-SP, Fernando Neisser afirmou que a exigência de registro existe porque pesquisas divulgadas em ano eleitoral têm impacto direto no ambiente político.

“Outros países adotam um sistema semelhante, que permite a fiscalização das pesquisas. Isso ocorre para evitar que eventuais relatórios fraudulentos possam influenciar de forma indevida a corrida eleitoral. No caso em discussão, vemos uma empresa estrangeira veiculando a pesquisa sem o registro. O fato de ela ser mexicana não a isenta de sofrer um processo no âmbito da Justiça brasileira e ser apenada”, disse ao Globo.

A metodologia utilizada também foi alvo de críticas. O estatístico Raphael Nishimura, diretor de amostragem na Universidade de Michigan (EUA), afirmou que estudos baseados nesse tipo de painel enfrentam problemas recorrentes.

“Há problemas relacionados a vieses de seleção, decorrentes do fato de que, em geral, pessoas mais engajadas politicamente tendem a responder a anúncios desse tipo de pesquisa online. Também há inúmeras questões com a qualidade dos dados, desde respondentes que não prestam muita atenção às perguntas até, mais recentemente, a atuação de robôs respondendo essas pesquisas, que estão cada vez mais difíceis de serem detectados”, disse Nishimura.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Adélio tem delírios na cadeia e precisa de hospital psiquiátrico, aponta laudo


Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro em 2018. Foto: Reprodução

Um novo laudo médico concluiu que Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, apresentou piora significativa do quadro de saúde mental no sistema prisional, com delírios persistentes, comprometimento da realidade e necessidade de internação em hospital psiquiátrico de custódia, conforme informações da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles.

O documento aponta diagnóstico de esquizofrenia paranoide e classifica a situação como de “risco contínuo”, destacando que Adélio não tem perspectiva de melhora em ambiente prisional e não pode conviver sem medidas de segurança.

A recomendação médica é de “internação em hospital psiquiátrico de custódia”, sem qualquer indicação de concessão de liberdade.

Encaminhado em caráter sigiloso à 5ª Vara Criminal de Campo Grande, o laudo indica mudança em relação à perícia de 2019, quando Adélio foi considerado inimputável por transtorno delirante permanente paranoide. Sete anos depois, os peritos apontam deterioração do quadro, com alucinações frequentes e prejuízo funcional significativo.

Recusa terapêutica e agravamento no cárcere

Segundo os peritos, Adélio não reconhece que está doente, não compreende a necessidade de tratamento e recusa medicação, afirmando que “não é doido”. O laudo descreve isolamento social, baixa integração institucional e episódios de instabilidade emocional ao longo do acompanhamento.

“A análise clínica longitudinal do Sr. Adélio Bispo de Oliveira demonstra um quadro de transtorno mental crônico, com características compatíveis com transtorno esquizofrênico, manifestado por sintomas positivos persistentes, prejuízo afetivo, ausência de insight e recusa terapêutica decorrente da própria psicose. Trata-se de condição clínica que, pela natureza e gravidade, exige cuidado especializado, contínuo e estruturado, conforme a literatura psiquiátrica consolidada”, diz trecho do laudo.

Os peritos também consideram o ambiente prisional um fator agravante, apontando que a vigilância intensa contribui para a manutenção e o agravamento do quadro, apesar de não haver registro recente de agressividade.

Perícia, recomendações e situação atual

A perícia foi elaborada a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e buscou avaliar se Adélio teria condições de deixar o sistema prisional. O exame foi realizado no início de novembro do ano passado.

Os especialistas sugerem encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Montes Claros (MG), cidade natal do detento, mas destacam que a permanência em presídio federal não é indicada.

Ainda assim, Adélio tem permanência garantida no sistema prisional até, pelo menos, 2038, quando completará 60 anos, conforme decisão judicial. Atualmente, ocupa uma cela de cerca de seis metros quadrados e, desde que ingressou no sistema, não mantém convívio com outros detentos.

De acordo com os peritos, todas as avaliações do processo indicam que o ataque ocorreu durante um “surto psicótico, com evidente incapacidade de autocrítica”. Os laudos mencionam delírios autorreferenciais e persecutórios e perda do juízo de realidade, interpretação compartilhada por peritos oficiais e assistentes técnicos.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Flamengo confirma retorno de Lucas Paquetá como maior reforço da história

Meia volta à Gávea após oito anos em negociação recorde com o West Ham e assina contrato de cinco temporadas

      Lucas Paquetá (Foto: Ag. Brasil)

O Flamengo acertou a contratação de Lucas Paquetá e confirmou o retorno de um de seus jogadores mais emblemáticos dos últimos anos. Revelado pelas categorias de base do clube, o meia volta à Gávea após oito temporadas no futebol europeu, em uma operação que se torna a mais cara da história do rubro-negro e também do futebol brasileiro. O acordo foi fechado depois de semanas de negociações com o West Ham, da Inglaterra, segundo informações publicadas pelo ge.

O clube carioca elevou a proposta final para 42 milhões de euros, valor que corresponde a cerca de R$ 260 milhões, para destravar o negócio. O West Ham havia sinalizado positivamente a uma oferta ligeiramente menor, de 41,25 milhões de euros, mas divergências sobre o modelo de parcelamento impediram o fechamento inicial. Com o ajuste financeiro, o Flamengo concordou em realizar os pagamentos de forma escalonada até 2028, garantindo o desfecho da negociação.

Paquetá retorna ao clube onde iniciou a carreira profissional com um contrato válido por cinco anos. Formado no Ninho do Urubu, o meia estreou no time principal em 2016 e ganhou espaço definitivo na temporada seguinte, tornando-se peça-chave antes de ser negociado com o Milan, da Itália, no início de 2019. Na Europa, o jogador também defendeu o Lyon, da França, até ser contratado pelo West Ham em 2022.

A transação estabelece um novo patamar no mercado nacional. O valor supera a até então maior compra envolvendo um clube brasileiro, que havia sido a transferência de Gerson para o Cruzeiro. Internamente, o retorno de Paquetá é tratado como um movimento estratégico para elevar o nível técnico da equipe e reforçar o protagonismo do Flamengo no cenário sul-americano.

Nesta janela de transferências de janeiro, o clube já havia anunciado outros dois reforços: o zagueiro Vitão, que atuava no Internacional, e o goleiro Andrew, vindo do Gil Vicente, de Portugal. Com a chegada de Lucas Paquetá, o Flamengo fecha a principal negociação do período e adiciona ao elenco um atleta com forte identificação com o clube e ampla experiência internacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do GE

Síndico confessa que matou corretora, guia polícia até mata e revela motivação do crime

A investigação apura o grau de envolvimento de cada pessoa no caso

Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio (Foto: TV Globo/ Reprodução)

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou à Polícia Civil o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo a investigação, foi o próprio investigado quem conduziu os policiais até uma área de mata onde o corpo da vítima foi localizado, já em avançado estado de decomposição. As informações foram divulgadas originalmente pelo Metrópoles.

Cléber está detido sob suspeita de homicídio e passou a colaborar com as autoridades durante o interrogatório. De acordo com o depoimento, ele afirmou que matou Daiane após uma discussão acalorada no subsolo do prédio onde ambos estavam, na noite de 17 de dezembro, data em que a corretora foi vista pela última vez.

Ele declarou que agiu sozinho e que, depois do crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio. A versão apresentada pelo síndico contradiz o primeiro depoimento prestado à polícia. Inicialmente, Cléber havia afirmado que não saiu do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram o síndico deixando o condomínio por volta das 20h, dirigindo o veículo citado na confissão.

Segundo a Polícia Civil, o filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. O porteiro do condomínio onde Daiane morava e trabalhava administrando apartamentos da família do síndico foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos.

A investigação apura o grau de envolvimento de cada pessoa no caso. Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não existem imagens que mostrem a vítima deixando o prédio ou retornando ao apartamento.

Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é que Daiane tinha o hábito de filmar seus deslocamentos com o celular e enviar os vídeos a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo do prédio, nunca foi localizado ou entregue às autoridades.

No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou objetos pessoais. Ela tinha uma viagem programada para Uberlândia, em Minas Gerais, durante o período do Natal, mas não embarcou e também não manteve contato com familiares após aquela manhã, o que reforçou as suspeitas desde o início do caso.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime, analisando provas técnicas, imagens e depoimentos para esclarecer completamente a dinâmica do homicídio e a eventual participação de outras pessoas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Motta define com líderes prioridades da Câmara para 2026, sob pressão da oposição e do Planalto

Presidente da Câmara terá que conciliar as pautas governistas e oposicionistas com o calendário legislativo mais curto, em razão das eleições

     Hugo Motta (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), promove nesta quarta-feira (28) a primeira reunião de 2026 com líderes partidários para estabelecer a agenda de votações do ano legislativo. O encontro ocorre às vésperas da retomada oficial dos trabalhos no Congresso e expõe o desafio do novo comando da Casa: conciliar interesses antagônicos de governo e oposição em um calendário encurtado pelas eleições de outubro. A expectativa dos parlamentares é concentrar as principais deliberações até junho, evitando o esvaziamento do plenário no segundo semestre, segundo a Folha de São Paulo.

De acordo com relatos de líderes, a oposição chega à mesa de negociações com uma pauta de confronto. Um dos principais objetivos é pressionar Motta a autorizar a criação da CPI do Abuso de Autoridade, iniciativa que ganhou impulso após reportagens sobre vínculos dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o caso Banco Master. O grupo também pretende cobrar esclarecimentos sobre as cassações dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por excesso de faltas, e Alexandre Ramagem (PL-RJ), em razão de condenação por tentativa de golpe de Estado, ambas efetivadas durante o recesso parlamentar.

Além disso, parlamentares oposicionistas devem solicitar que o presidente da Câmara atue junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para destravar duas frentes consideradas estratégicas. A primeira é a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao projeto da Dosimetria, que reduziria as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros envolvidos na trama golpista. A segunda é a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

O governo Lula, por sua vez, chega à reunião com uma agenda oposta. Integrantes da articulação política avaliam que a base aliada trabalhará para manter o veto presidencial ao projeto da Dosimetria e para barrar novas CPIs, vistas como instrumentos de desgaste político e entraves ao andamento das votações em um ano de tempo legislativo reduzido. A prioridade do Planalto é assegurar a apreciação da Medida Provisória do Gás do Povo já na próxima terça-feira (3), antes do Carnaval, prazo-limite para evitar a perda de validade do texto. O programa prevê gratuidade ou subsídio parcial na compra do gás de cozinha para famílias de baixa renda.

Outra aposta do governo para o início do ano legislativo é a votação, ainda em fevereiro, da Medida Provisória que trata do Piso dos Professores, considerada essencial pela base governista. Paralelamente, Motta terá de arbitrar disputas em torno do Projeto de Lei Antifacção e da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, classificados por deputados como temas sensíveis e de difícil consenso.

No caso da PEC da Segurança, o Planalto já mapeou trechos do relatório do deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) que pretende modificar ou suprimir. Já no PL Antifacção, o governo defende a manutenção do texto aprovado no Senado em dezembro, relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A oposição, em contrapartida, quer preservar a maior parte do parecer elaborado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas em São Paulo. Como o Senado alterou o conteúdo aprovado pela Câmara em novembro, o projeto terá de passar por nova análise do plenário.

A regulação da inteligência artificial também deve entrar na pauta da reunião, segundo um líder parlamentar. Ele aponta que a Câmara vem sendo pressionada pelo STF a avançar no tema, que igualmente está em debate no Tribunal Superior Eleitoral. O projeto, aprovado pelo Senado no fim de 2024 após compromisso do então presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tramita atualmente na Comissão Especial sobre Inteligência Artificial, presidida pela deputada Luísa Canziani (PSD-PR).

Por fim, o governo pretende submeter aos líderes discussões sobre a implementação da tarifa zero no transporte público e sobre o fim da escala de trabalho 6x1. A redução da jornada máxima, incorporada às prioridades do PT no ano passado, teve origem em uma PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). O Planalto, no entanto, optou por apoiar uma alternativa com tramitação mais rápida: o projeto de lei relatado pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), que passou a concentrar os esforços do Executivo no Congresso.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Jovem atingido por raio em ato de Nikolas Ferreira sofre hemorragia nos ouvidos e queimaduras graves

Adolescente de 17 anos ficou inconsciente, perdeu os movimentos temporariamente e recebeu alta após três dias internado

Jovem atingido por raio em ato de Nikolas Ferreira sofre hemorragia nos ouvidos e queimaduras graves (Foto: Reprodução redes sociais)

O adolescente Eduardo Linhares, de 17 anos, sofreu hemorragias nos dois ouvidos e queimaduras médias e graves por quase todo o corpo após ser atingido por um raio durante uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), realizada na Praça do Cruzeiro, em Brasília, no último domingo (25). Apesar da gravidade dos ferimentos, ele recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (27).

As informações são do Metrópoles. Em relato à reportagem, Eduardo descreveu momentos de intenso desespero logo após a descarga elétrica, que o deixou inconsciente e com dificuldades motoras e auditivas.

Segundo o adolescente, ao recobrar a consciência, ainda no local do ato, ele percebeu que não conseguia sentir o próprio corpo do pescoço para baixo. “Senti que ia viver por mais uma hora, não conseguia sentir nada”, afirmou. A sensação de paralisia temporária fez com que ele temesse ter sofrido lesões internas graves.

Eduardo também relatou que a força do raio destruiu os objetos que ele carregava no momento do acidente. A capa de chuva que usava derreteu e a bandeira que segurava chegou a pegar fogo. Além disso, suas costas foram rasgadas pela descarga elétrica, segundo avaliação médica, e ele apresentou queimaduras extensas.

Em outro trecho do depoimento, o jovem descreveu o instante em que foi atingido. “Estava chovendo muito e, de repente, no espaço de um segundo, olhei uma explosão em cima de mim e, depois, senti como se meu corpo tivesse sido jogado para trás. Parecia que a minha alma tinha se descolado. Depois, não me lembro de mais nada”, relatou.

Após o choque, Eduardo ficou inconsciente e só retomou parcialmente os sentidos ao perceber a movimentação da família. Ele contou que viu a mãe tentando ajudar o pai, que estava com a mão no peito, o que o fez acreditar que o homem estaria sofrendo um infarto. “Nessa hora, eu me espantei e comecei a raciocinar o que tinha ocorrido”, comentou.

O temor aumentou quando o adolescente tentou se levantar e percebeu que não conseguia se mexer. “Naquela hora, algumas pessoas vieram me socorrer e me levar a uma das ambulâncias. Fiquei com medo de ter atingido alguma coisa internamente”, disse. Ele foi levado inicialmente para uma unidade de saúde particular na Asa Sul e, em seguida, transferido para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde começou a recuperar os movimentos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), ao menos 89 pessoas receberam atendimento médico na Praça do Cruzeiro durante o evento, a maioria com quadros de hipotermia. Ao todo, 47 pessoas foram transportadas para unidades de saúde do DF, sendo 11 com necessidade de cuidados mais complexos em razão da descarga elétrica provocada pelo raio.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Belluzzo alerta para “luta entre civilização e barbárie” e diz que vitória de Lula é crucial

Economista relaciona sequestro de Maduro, ofensiva das bigtechs e declínio da hegemonia dos EUA ao risco de regressão democrática no Brasil e no mundo

Belluzzo alerta para “luta entre civilização e barbárie” e diz que vitória de Lula é crucial (Foto: Brasil247)

O economista e professor Luís Gonzaga Belluzzo avaliou que o mundo vive uma escalada de tensões geopolíticas e democráticas marcada pela perda de hegemonia dos Estados Unidos e pelo avanço de práticas autoritárias, com impactos diretos na América Latina e no Brasil. Para ele, o segundo mandato de Donald Trump — atual presidente dos Estados Unidos — expõe de forma mais explícita uma lógica histórica de imposição de poder nas Américas, agora acompanhada por uma retórica “agressiva” até em relação a aliados tradicionais de Washington.


A análise foi feita em entrevista gravada concedida ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247 (publicada no YouTube), na qual Belluzzo discutiu desde a Doutrina Monroe e a Operação Condor até a disputa estratégica com a China, o papel das bigtechs e as condições políticas para a reeleição do presidente Lula em 2026. Ao final, sintetizou a disputa política brasileira com uma formulação contundente: “Nós estamos diante de um conflito entre a civilização e a barbárie”.

☉ Trump, a lógica do “hemisfério ocidental” e o declínio da hegemonia

Belluzzo afirmou que as ações recentes dos Estados Unidos precisam ser lidas à luz de uma tradição histórica que atravessa a política externa norte-americana. Segundo ele, o que se vê hoje é uma “exacerbação” de um padrão antigo, acomodado em uma liderança que ele descreve como “egótica”, mas que não se explica apenas por traços pessoais.

Ao lembrar golpes e intervenções no continente, ele citou explicitamente a Operação Condor e ditaduras apoiadas pela CIA: Argentina, Chile e outros episódios que, em sua leitura, decorreram da ideia de “submeter” a região ao poder norte-americano. Para Belluzzo, a diferença atual é o grau de explicitação desse projeto, o que se combinaria com uma sensação de perda de hegemonia que atravessa a política norte-americana contemporânea.

Nessa interpretação, o slogan “Make America Great Again” seria menos um programa econômico consistente e mais um sintoma político do declínio relativo dos EUA diante do avanço chinês. Belluzzo associou esse processo a decisões do passado, citando o choque de juros do Federal Reserve no fim dos anos 1970 e seus efeitos: dólar valorizado, perda de competitividade e deslocamento de empresas para a China, num movimento que teria ajudado a impulsionar o salto industrial chinês.

☉ Venezuela, petróleo e China: o sequestro como recado regional

Questionado sobre o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Belluzzo o inseriu diretamente na disputa entre Estados Unidos e China. Ele afirmou que a ofensiva começou por um objetivo claro: bloquear o fluxo de petróleo venezuelano que abastecia o mercado chinês.

Em sua formulação, a sequência dos fatos é reveladora: “Ele atacou, em primeiro lugar os navios petroleiros que conduziam petróleo da Venezuela para a China… [e] começou a atacar antes de intervir diretamente na Venezuela e prender o Maduro.” Na leitura do economista, trata-se de uma forma “aguda” de imperialismo, associada ao objetivo maior de conter a China na América do Sul e em outras frentes globais.

Belluzzo ampliou o argumento para além da Venezuela e citou a Groenlândia como exemplo de como a rivalidade com Pequim e Moscou atravessaria decisões estratégicas. Ao mencionar as “terras raras”, sugeriu que a disputa por insumos e cadeias produtivas também impulsiona a escalada.

☉ Lula, negociação e multilateralismo: BRICS como eixo de reconfiguração

Ao falar sobre o Brasil, Belluzzo avaliou que Lula reúne experiência política e capacidade de negociação para lidar com Trump sem “trombada”, tentando construir um campo de diálogo preservando os interesses nacionais. Ele recordou a trajetória de Lula na construção do PT e afirmou que o presidente tende a agir com prudência e inteligência em cenários de alta pressão.

Na mesma linha, Belluzzo apontou que a reorganização do sistema internacional passa pela consolidação dos BRICS, que ele tratou como peça central de uma “reconfiguração” das relações globais. Para ele, não é casual que China e Brasil defendam o multilateralismo como contraponto à lógica de unilateralismo que ele atribuiu ao trumpismo.

Em um trecho em que tratou diretamente dessa disputa, ele observou que a mudança já ocorre de modo pouco percebido e enfatizou: “Vamos relembrar a criação dos bricks… Os bricks incomodam muito os Estados Unidos.” Na entrevista, ele relacionou esse incômodo ao crescimento do grupo e à capacidade de agregar novos membros, alterando o eixo de poder e as possibilidades de articulação do Sul Global.

Belluzzo também avaliou que, embora Trump tenha tentado um confronto direto com a China, haveria limites internos nos EUA, já que empresas norte-americanas dependem de importações chinesas baratas e de cadeias produtivas já consolidadas.

☉ China é imperialista? “Não tem incorporação de território”, diz Belluzzo

Ao responder a uma crítica recorrente — a ideia de que o mundo estaria apenas trocando um imperialismo por outro — Belluzzo rejeitou a equivalência entre a China e o padrão imperial norte-americano. Para ele, a China amplia influência, atrai países para sua órbita e busca hegemonia econômica e tecnológica, mas sem a lógica de anexação territorial que caracterizou impérios clássicos.

Ele foi taxativo: “Eu acho muito difícil que a China se transforme numa potência imperial, porque isso não faz parte das regras sociais e políticas chinesas.” E completou: “Você não tem uma incorporação de território feito pela China. Não tem nenhum exemplo.” Na entrevista, usou ainda o caso histórico do Texas — “território mexicano” incorporado pelos EUA — para contrastar comportamentos.

Belluzzo também descreveu o modelo chinês como “muito peculiar”, com um nexo incomparável entre Estado e setor privado. Segundo ele, essa estrutura impede que o capital privado “domine” a política, como ocorre em sistemas em que grandes conglomerados capturam o Estado.

☉ Economia, juros e eleição: do “cupom cambial” à disputa “civilização e barbárie”

Ao tratar do cenário doméstico, Belluzzo avaliou que a reeleição de Lula em 2026 tende a ser uma disputa “difícil”, marcada por polarização e por transformações na sociedade de massas, potencializadas por estruturas de comunicação e mobilização. Ele comparou o autoritarismo contemporâneo a experiências históricas e afirmou não ver diferença substantiva entre métodos de intimidação e culto à força.

No debate econômico, ele comentou o desempenho do ministro Fernando Haddad e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, situando a discussão de juros e câmbio numa economia aberta ao fluxo de capitais. Ao justificar decisões monetárias, associou a elevação de juros à valorização do real e ao combate inflacionário, ressaltando a relação entre “dois preços fundamentais” — câmbio e juros — em países com moeda não conversível.

Belluzzo também criticou leituras simplistas sobre dívida pública, diferenciando-a da dívida privada e defendendo que, na relação entre Tesouro e Banco Central, é possível estabelecer condições de estabilidade mesmo com endividamento elevado, desde que se compreenda o papel estrutural dos títulos públicos como base do sistema financeiro.

No fecho político, ele sintetizou a gravidade do momento e a centralidade de Lula na contenção do avanço autoritário. Em uma passagem forte, afirmou: “Nós estamos diante de um conflito entre a civilização e a barbárie.” E definiu o campo que combate Lula como expressão dessa barbárie, vinculando o fenômeno a crises típicas de sociedades de massas e ao efeito de mobilizações irracionais na vida pública.

A entrevista, conduzida em tom de alerta, também apontou a dimensão internacional do impasse, com Belluzzo sugerindo que o mundo entra em um período de maior instabilidade, no qual a disputa entre unilateralismo e multilateralismo, entre coerção e negociação, deve moldar a política global — e, por extensão, o futuro da democracia brasileira.

Fonte: Brasil 247

Apartamento de falecido tio de Suzane von Richthofen é arrombado e itens são furtados

Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo

     Polícia investiga como suspeita a morte do tio de Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, relata o furto de diversos bens da casa onde vivia o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, encontrado morto no imóvel no início de janeiro. O crime teria ocorrido dias após a morte e em meio a uma disputa judicial envolvendo a herança deixada por ele .As informações constam em reportagem publicada originalmente pelo jornal O Globo, assinada por Ullisses Campbell.

Segundo o registro policial, o imóvel estava fechado e desabitado desde o dia 9 de janeiro, data em que o corpo do médico foi localizado, quando uma movimentação considerada suspeita chamou a atenção de um vizinho, que alertou familiares.

O boletim foi registrado por Ricardo Abdala de Freitas, também sobrinho de Miguel Abdalla Netto. Ele relatou à polícia que, ao ir até a residência após o aviso, encontrou a porta blindada da sala arrombada, indicando invasão recente ao local.

De acordo com o documento, foram levados da casa uma máquina de lavar roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa que continha documentos pessoais e dinheiro. O registro policial não especifica quais documentos desapareceram nem o valor em dinheiro subtraído. A ocorrência foi classificada como furto, com autoria desconhecida, e a polícia requisitou perícia no imóvel.

Em depoimento formal, Ricardo afirmou que o tio havia morrido no início do mês e que ninguém frequentava a casa desde então. Ele disse ainda que só se dirigiu ao local após ser avisado pelo vizinho sobre a movimentação atípica. Até o momento, não há suspeitos identificados.

Miguel Abdalla Netto é tio de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, e sua morte passou a ser investigada como suspeita pela Polícia Civil. Paralelamente, abriu-se uma disputa judicial pela herança, estimada em milhões de reais, envolvendo Suzane e a prima Silvia Magnani.

Silvia Magnani tenta ser reconhecida judicialmente como companheira do médico para ter direito a parte dos bens. Diante desse conflito familiar, coube a Ricardo Abdala de Freitas a responsabilidade de registrar o boletim de ocorrência sobre o furto no imóvel.Antes mesmo da invasão, o prédio onde Miguel morava já havia sido alvo de pichações com frases como “Suzane é assassina” e “foi a Suzane?”. As manifestações aumentaram a tensão entre familiares e vizinhos e reforçaram o clima de desconfiança em torno da morte e do destino do patrimônio do médico.

Nesse contexto, a invasão e o esvaziamento parcial da residência passaram a ser interpretados por pessoas próximas como uma tentativa de dificultar o acesso aos bens deixados por Miguel Abdalla Netto. Enquanto isso, a Polícia Civil segue apurando tanto as circunstâncias da morte quanto a autoria do furto registrado no imóvel.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo