segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Justiça manda apreender passaporte de bolsonarista dono da Polishop por dívida com banco


       João Appolinário. Foto: Renato Pizzutto

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio e a apreensão do passaporte do empresário bolsonarista João Appolinário, fundador da Polishop, pelo prazo de 2 anos. A ordem foi expedida pelo juiz Douglas Ravacci e atende a um pedido do banco Itaú, que cobra uma dívida estimada em cerca de R$ 1,9 milhão.

Segundo o processo, obtido pela coluna de Rogério Gentile no UOL, a Polishop contratou em 2020 um empréstimo de R$ 5 milhões, a ser quitado em 42 parcelas mensais, com vencimento final previsto para dezembro de 2024.

O Itaú afirma que os pagamentos foram interrompidos em abril de 2024, o que motivou o ajuizamento da ação no ano passado. Appolinário assinou o contrato como devedor solidário, assumindo responsabilidade direta pela dívida.

Diante da inadimplência, o banco pediu a apreensão do passaporte como forma de pressionar o cumprimento da obrigação financeira. A medida também foi estendida a outro sócio da empresa. Na ação, o Itaú citou o perfil patrimonial do empresário.

Entrada de loja Polishop. Foto: reprodução
“Estamos diante de uma execução movida em face de ninguém menos do que o ‘tubarão’, João Appolinário, que declarou ao Fisco patrimônio superior a R$ 170 milhões”, afirmou o banco, citando a participação do empresário no programa “Shark Tank Brasil”.

A instituição financeira alegou ainda que, apesar da adoção de medidas tradicionais de cobrança, não houve pagamento de “um único real”. Para o Itaú, “a ausência de satisfação da dívida não é uma coincidência qualquer, mas sim decorrência do animus dos devedores em perpetrarem manobras para fins de frustrar a recuperação do crédito”.

Ao autorizar a apreensão do passaporte, o juiz afirmou que a medida é “adequada, necessária e proporcional”, podendo ser revista caso haja cooperação dos executados ou indicação de bens suficientes para garantir o crédito. A defesa de Appolinário pode recorrer.

Fonte: DCM com informações do UOL

VÍDEO: Cleitinho culpa a esquerda por raio em ato de Nikolas e transforma tragédia em palanque

O senador bolsonarista Cleitinho Azevedo (Republicanos). Foto: Reprodução

O senador bolsonarista Cleitinho Azevedo (Republicanos) atribuiu à esquerda a responsabilidade pelas reações ao incidente que deixou dezenas de pessoas feridas ao final da caminhada liderada por Nikolas Ferreira, realizada neste domingo, em Brasília.

Cleitinho criticou progressistas após a queda de um raio nas proximidades do ato organizado pelo deputado federal, afirmando que adversários políticos e influenciadores estariam debochando das vítimas.

Segundo o parlamentar, o episódio ocorreu durante a caminhada em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e estaria sendo explorado politicamente por setores da oposição.

O raio caiu por volta das 12h50, no momento em que manifestantes aguardavam a chegada de Nikolas ao local que marcou o fim da marcha iniciada em Minas Gerais. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 89 pessoas receberam atendimento no local e 47 foram levadas ao pronto-socorro. Até a noite de domingo, ao menos nove permaneciam internadas.

Ao comentar o episódio, Cleitinho disse prestar solidariedade às vítimas, mas direcionou críticas à esquerda. “Pessoas infelizmente foram atingidas por raios. Fica aqui minha solidariedade, minha oração. (…) Agora, o que mais me chama a atenção disso tudo é esse pessoal de esquerda. Inclusive, já tem político e influencer debochando dessas pessoas, em vez de ter empatia. (…) Foram essas pessoas que falaram que o amor ia vencer o ódio. (…) E pode ter certeza de que neste ano a gente vira o jogo”, disse.

Na legenda da publicação, o bolsonarista reforçou o ataque: “Esse é o nível de mau caratismo da esquerda, comemorando o raio que atingiu pessoas que estavam esperando a chegada de Nikolas na caminhada pela liberdade — isso é justiça”.

De acordo com os bombeiros, os manifestantes estavam apoiados em um gradil na Praça do Cruzeiro, o que potencializou os efeitos da descarga elétrica.

Assista abaixo:

Fonte: DCM

Quem financiou e foi cúmplice do desastre de Nikolas em Brasília

Ato liderado por Nikolas Ferreira, em Brasília, neste domingo (25). Foto: Sergio Lima/AFP

O que seria o encerramento simbólico de uma caminhada de centenas de quilômetros liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou em correria, gritos e ambulâncias abrindo caminho entre apoiadores feridos. A queda de um raio nas proximidades do evento, em área aberta de Brasília, deixou dezenas de pessoas machucadas e levantou uma pergunta inevitável: quem sustentou politicamente e institucionalmente uma mobilização mantida sob condições climáticas já classificadas como perigosas?

De acordo com os dados divulgados pelos serviços de emergência, 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 precisaram ser encaminhadas ao Hospital de Base do DF e ao Hospital Regional da Asa Norte. Oito apresentavam estado grave. Houve registro de queimaduras, especialmente em mãos e tórax, além de torções e quadros de exaustão térmica ligados ao esforço físico prolongado e ao tempo instável.

Não se tratava de uma mudança repentina do clima. Desde a sexta-feira anterior, o Distrito Federal estava sob alerta laranja para chuvas intensas, com risco de descargas elétricas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Manter um ato político de grande porte em campo aberto, com estruturas metálicas elevadas — como guindastes e grades — significou expor milhares de pessoas a um cenário já descrito como perigoso por órgãos técnicos.

Testemunhos e registros em vídeo indicam que a descarga elétrica atingiu um guindaste que sustentava uma bandeira, estrutura que funcionou, na prática, como ponto de atração para o raio no meio da multidão. Manifestantes que tentavam se proteger da chuva acabaram atingidos ou feridos na confusão que se seguiu.

O Corpo de Bombeiros do DF atuou rapidamente, mobilizando dezenas de profissionais e viaturas. Ainda assim, a dimensão do atendimento revela o tamanho do risco ao qual o público foi submetido.

● Responsabilidade política e silêncio no palanque

A discussão sobre responsabilidade não se limita ao instante do raio. Minutos depois de apoiadores serem retirados em macas, o discurso final do deputado priorizou ataques a instituições e pautas eleitorais. Não houve referência direta às pessoas que, naquele momento, estavam sendo socorridas ou levadas a hospitais.

Além de Nikolas Ferreira, outros parlamentares participaram da mobilização e da organização do ato na capital, entre eles a deputada Bia Kicis (PL-DF). A decisão de manter a programação mesmo com alertas meteorológicos em vigor passa, portanto, por um conjunto de lideranças que convocaram público, estruturaram o evento e definiram sua continuidade.

● O apoio do setor produtivo

A caminhada que terminou em Brasília também recebeu respaldo público de entidades de peso do setor produtivo de Minas Gerais. Federações ligadas à indústria, ao comércio, ao agronegócio e a associações empresariais divulgaram nota defendendo mobilizações em nome da “liberdade” e da participação cívica. O texto não citava nominalmente o evento, mas fazia referências claras à iniciativa liderada por Nikolas.

Assinam o documento entidades como FIEMG, Fecomércio MG, FAEMG, Federaminas, FCDL-MG e CIEMG. Ao oferecerem apoio institucional e simbólico à mobilização, essas organizações ajudaram a conferir legitimidade política ao ato e a ampliar seu alcance.

Esse apoio não significa, por si só, responsabilidade direta pela logística ou pelas decisões operacionais do evento. Ainda assim, levanta um debate sobre o papel de atores econômicos influentes ao endossar grandes concentrações públicas sem cobrar garantias explícitas de segurança, sobretudo quando há alertas oficiais de risco climático.

● Um desastre que não veio do nada

Tempestades com descargas elétricas são fenômenos previsíveis e monitorados. Protocolos básicos de segurança recomendam evitar áreas abertas, estruturas metálicas altas e aglomerações durante esse tipo de condição. Ignorar esses parâmetros em nome de um ato político transforma um risco conhecido em escolha consciente.

O resultado foi uma cena que contrasta com o discurso de celebração planejado: pessoas feridas, equipes médicas sobrecarregadas e famílias buscando informações em meio ao caos. Mais do que um episódio isolado, o caso escancara como decisões políticas, apoio institucional e desprezo por alertas técnicos podem convergir para produzir tragédias anunciadas.

A apuração sobre responsabilidades legais e administrativas ainda deve avançar. No plano político e moral, porém, a pergunta já está posta: quem convocou, quem incentivou e quem deu aval público para que milhares de pessoas permanecessem expostas a um perigo que já estava no radar?

Fonte: DCM

Moraes cobra relatório da PM-DF sobre rotina de Bolsonaro na Papudinha

De acordo com a decisão, o documento deverá reunir informações como registros de visitas, atendimentos de saúde e demais atividades

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) apresente, no prazo de cinco dias, um relatório detalhado sobre as atividades de Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da PM, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (26) e consta de despacho do próprio STF.

Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, o documento deverá reunir informações completas sobre a rotina de Bolsonaro, incluindo registros de visitas, atendimentos de saúde e demais atividades realizadas durante o período de custódia na unidade conhecida como “Papudinha”.

Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar no último dia 15, após permanecer detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A mudança de local ocorreu no contexto do cumprimento da pena imposta pelo STF no inquérito que apurou a tentativa de golpe de Estado.

No despacho, Moraes solicita dados específicos sobre visitas de advogados, familiares e amigos, além de informações relativas a sessões de fisioterapia, práticas de atividades físicas, consultas e exames médicos. O relatório também deverá apontar eventuais atividades laborais, leituras e qualquer outra ocorrência relevante durante o período de detenção.

Papudinha e a trama golpista

A unidade onde Bolsonaro está preso dispõe de oito celas estruturadas como alojamentos coletivos. Cada espaço conta com cozinha, quarto, sala, banheiro com box, lavanderia e chuveiro. A cela destinada ao ex-mandatário possui 54 metros quadrados, além de uma área externa adicional de 10 metros quadrados.

O político da extrema direita foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista. A pena foi definida após a Corte considerar Bolsonaro culpado por cinco crimes: golpe de Estado, organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado cometido com violência e grave ameaça.

A solicitação do relatório ocorre no contexto do acompanhamento contínuo das condições de custódia determinadas pelo Supremo e integra as medidas de fiscalização adotadas pela Corte após a condenação definitiva de Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247

Disputa pela herança do tio de Suzane von Richthofen tem reviravolta judicial


De acordo com investigadores, a inexistência de um testamento formal pode favorecer Suzane von Richthofen

      Polícia investiga como suspeita a morte do tio de Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

A morte do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, ocorrida em São Paulo, abriu uma nova frente de disputa judicial envolvendo a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões. Segundo informações apuradas pelas autoridades policiais e judiciais, o médico não deixou testamento definindo o destino de seus bens, que incluem imóveis, aplicações financeiras e um sítio. Os relatos foram publicados no Metrópoles.

De acordo com dados reunidos pela investigação e por registros judiciais, a inexistência de um testamento formal pode favorecer Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel Abdalla Netto, que disputa judicialmente o patrimônio com Silvia Magnani, mulher que afirma ter mantido uma união estável com o médico.

O corpo de Miguel Abdalla Netto foi localizado no dia 9 de janeiro em sua residência, situada na Vila Congonhas, na Zona Sul da capital paulista. O cadáver estava em avançado estado de decomposição e não apresentava sinais aparentes de violência. O médico vivia sozinho no imóvel, segundo informações levantadas pela polícia.

As autoridades trabalham com a hipótese de morte por causas naturais. No entanto, a confirmação oficial sobre a causa do falecimento depende da conclusão dos laudos periciais, que ainda estão em análise.

◎ Disputa pela herança

A ausência de um testamento abriu caminho para que os herdeiros legais reivindiquem os bens deixados pelo médico. Nesse contexto, Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel, passou a figurar como uma das possíveis beneficiárias diretas do patrimônio.

O embate judicial se dá principalmente contra Silvia Magnani, que declarou às autoridades ter sido companheira do médico e afirmou que ambos mantinham uma união estável. Caso essa relação seja reconhecida pela Justiça, Silvia poderá ter direito a parte ou até à totalidade da herança.

Entretanto, a alegação é contestada nos autos. Em 2024, Miguel Abdalla Netto ingressou com uma ação de reintegração de posse contra Silvia Magnani, que residia em um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado. Na decisão, a Justiça determinou que Silvia deveria pagar valores retroativos pelo uso do imóvel e registrou que Miguel negava a existência de união estável entre eles.

◎ Reviravolta após a morte

Após o falecimento do médico, uma nova controvérsia surgiu quando Suzane tentou liberar o corpo do tio em uma delegacia, mas foi impedida porque o procedimento já havia sido realizado por Carmen Silvia Magnani, prima de Miguel. À polícia, Carmen se apresentou como responsável pelas decisões relacionadas ao sepultamento e declarou ser a última companheira do médico.

As declarações foram posteriormente questionadas judicialmente, especialmente diante da decisão anterior que afastava o reconhecimento da união estável alegada.

Caso a Justiça rejeite o pedido de reconhecimento da relação, a herança deverá ser destinada exclusivamente aos herdeiros legais, que são os sobrinhos Andreas e Suzane von Richthofen.

◎ Histórico de Suzane

Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos próprios pais, Marísia von Richthofen, irmã de Miguel Abdalla Netto, e Manfred von Richthofen. O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002, na residência da família, na capital paulista.

Ela admitiu participação no homicídio, executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. À época, o irmão mais novo de Suzane, Andreas, tinha 15 anos e não participou do crime.

Suzane foi condenada a 39 anos e quatro meses de prisão. Desde 2023, cumpre pena em regime de liberdade condicional. Atualmente, estuda Direito, é casada e tem um filho nascido em janeiro de 2024, vivendo no interior do estado de São Paulo.

A definição sobre o destino do patrimônio deixado por Miguel Abdalla Netto dependerá das decisões judiciais em andamento, especialmente quanto ao reconhecimento ou não da alegada união estável, o que será determinante para o desfecho da disputa sucessória.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Fachin diz que ministros do STF são "perseguidos" e alerta sobre "erosão democrática"

Presidente do STF afirma que perseguição a magistrados e ataques à imprensa corroem o Estado democrático de Direito

      Edson Fachin (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (26) que a perseguição a ministros pelo exercício de suas funções integra um processo de avanço silencioso do autoritarismo. Segundo ele, esse fenômeno atua de forma gradual, conforme o conceito de "erosão democrática”, enfraquecendo as instituições democráticas “por dentro” e comprometendo o funcionamento do Estado democrático de Direito. As informações são da Folha de São Paulo.

A declaração foi feita durante discurso na solenidade de posse do juiz brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na Costa Rica, em meio à crise de imagem enfrentada pelo STF após os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

☉ Autoritarismo silencioso e corrosão institucional

Em sua fala, Fachin destacou que o autoritarismo contemporâneo não se manifesta apenas por rupturas explícitas, mas também por mecanismos menos visíveis, associados ao conceito de erosão democrática. “São tempos em que a estrutura de freios e contrapesos é tensionada até quase à exaustão; em que a liberdade de imprensa é hostilizada; em que magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício”, afirmou o ministro.

Para o presidente do STF, esse tipo de corrosão institucional compromete a confiança pública e fragiliza o equilíbrio entre os Poderes, criando um ambiente propício ao enfraquecimento das normas democráticas.

☉ Pressão sobre o STF e o caso Banco Master

O discurso ocorre em um contexto de forte pressão sobre o Supremo, especialmente em razão da investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O caso tem colocado o ministro Dias Toffoli, relator do processo, sob questionamentos públicos após revelações sobre negócios familiares que associam seus irmãos a um fundo de investimentos ligado à instituição financeira. Apesar disso, Toffoli descarta declarar-se suspeito para atuar no caso.

☉ Discursos de ódio e crise da democracia liberal

Fachin também apontou outros elementos que, segundo ele, integram o processo de erosão democrática, como discursos de ódio contra mulheres, imigrantes e minorias étnicas e religiosas, além da devastação ambiental e de situações em que “a desigualdade se reverte em humilhação”.

Ao ampliar a análise para o cenário internacional, o ministro afirmou: “Vivemos no mundo uma era de incertezas. Há uma crise da democracia liberal. (...) A democracia não cumpriu todas as suas promessas — sobretudo a de igualdade material — e é desse vácuo que se nutrem populismos autoritários que pretendem miná-la por dentro”.

☉ Memória democrática e os atos de 8 de Janeiro

Ao lembrar os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro, Fachin ressaltou a importância da memória institucional como instrumento de proteção democrática. “A democracia requer memória, não para despertar ressentimentos, mas para prevenir recaídas”, declarou.

☉ Democracia não é neutra diante de ameaças

O presidente do STF também comentou o debate em torno do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, que deve retornar à pauta do Congresso Nacional. Segundo Fachin, a resposta institucional aos ataques à democracia foi marcada por unidade e firmeza. “A resposta dos Poderes foi firme, conjunta e inegociável”, afirmou, ao mencionar a responsabilização dos envolvidos, com respeito à ampla defesa.

“Até que sejamos capazes de demonstrar que a democracia pode oferecer dignidade e bem-estar ao menos favorecidos, impõe-se defendê-la contra os seus detratores. Tolerar a intolerância é sepultar a própria tolerância”, destacou Fachin. “Não sejamos ingênuos. Democracia não é neutra diante de quem a pretende destruir”, acrescentou mais à frente.

Segundo Fachin, embora não ofereça certezas absolutas, a democracia cria possibilidades que permitem a evolução contínua do processo social e político, preservando os fundamentos do Estado democrático de Direito.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Gilmar Mendes defende Toffoli em meio a críticas sobre o caso Master

Decano do STF diz que Toffoli “tem trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição” e pede “respeito às instâncias institucionais”

Dias Toffoli e Gilmar Mendes (Foto: Andressa Anholete/SCO/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa do colega Dias Toffoli diante do agravamento das críticas relacionadas à condução do chamado caso Master. Em meio a avaliações internas e externas que apontam desgaste crescente, o decano da Corte ressaltou a trajetória institucional de Toffoli e afirmou que sua atuação judicial segue os parâmetros constitucionais e legais.

A manifestação foi feita em uma postagem pública do próprio Gilmar Mendes, divulgada nesta segunda-feira (26). No texto, o ministro afirmou: “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”. Segundo ele, no exercício da jurisdição, a atuação de Toffoli “observa os parâmetros do devido processo legal” e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso.

Gilmar Mendes também enfatizou a dimensão institucional do debate ao afirmar que “a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”. A declaração ocorre em um momento de crescente tensão em torno do processo, que extrapola o plano estritamente jurídico.

Investigadores que acompanham o caso avaliam que a situação envolvendo Toffoli alcançou um estágio considerado insustentável, com tendência de agravamento, segundo Andréia Sadi, do G1. A leitura predominante é a de que não há um fato isolado capaz de encerrar a crise de forma abrupta, mas sim uma sequência de desdobramentos que escapam, inclusive, ao controle direto do relator no Supremo.

De acordo com esse diagnóstico, o problema é estrutural. Há frentes de apuração que não estão sob a condução direta de Toffoli nem concentradas no STF. Em São Paulo, por exemplo, seguem em curso investigações relacionadas a fundos e estruturas financeiras, capazes de produzir novos fatos a qualquer momento, independentemente de decisões tomadas pela Corte.

Nesse contexto, investigadores alertam que mesmo uma tentativa de reorganizar o caso dentro do Supremo não seria suficiente para conter o desgaste. O risco apontado é o surgimento de novas revelações fora do alcance do relator, ampliando a crise. Esse alerta já teria sido levado à maioria dos ministros do STF, com a advertência de que o caso tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, transformando um problema individual em uma ameaça institucional.

Ministros do Supremo estariam cientes da gravidade do cenário. Nos bastidores, a avaliação interna é descrita como dura e pragmática. Parte da Corte considera o quadro complexo demais para que Toffoli permaneça à frente do processo e defende uma solução técnica: o envio do caso à primeira instância. Essa alternativa é vista como juridicamente defensável, por não criar tese nova, retirar o ministro do centro da controvérsia e reduzir a pressão direta sobre o STF.

A mesma avaliação reconhece que essa não seria uma saída honrosa, mas sim a opção menos traumática para a instituição. Ainda assim, ministros ponderam que a decisão dependeria do próprio Toffoli. A hipótese de um afastamento voluntário da condução do caso é considerada pouco factível, já que não haveria expectativa de concordância do ministro com essa alternativa.

Há também, segundo relatos de bastidores, uma queixa interna sobre a condução política da crise. A avaliação é de que faltou uma iniciativa institucional coordenada de diálogo que buscasse construir uma saída antes que o impasse ganhasse dinâmica própria. Com isso, a crise teria extrapolado os limites jurídicos e antecipado a politização do tribunal.

Nesse ambiente, integrantes da Corte avaliam que o STF foi colocado “na linha de tiro da campanha”. O tribunal deixou de ser alvo apenas de setores da extrema direita e passou a integrar de forma mais ampla o radar eleitoral, tornando-se tema de disputa em um momento de elevada sensibilidade institucional.

Para uma ala do Supremo, o impasse central permanece: manter o caso no STF concentra o desgaste no relator e amplia o risco de o tribunal ser percebido como juiz em causa própria. Com a possibilidade de novos fatos surgirem fora do controle da Corte, cresce a avaliação de que a contenção da crise pode se tornar inviável.

A leitura predominante entre investigadores e ministros é que prolongar a situação tende a agravar o cenário e empurrar o Supremo para o centro de uma crise política contínua. A crise envolvendo Dias Toffoli, segundo essa avaliação, não tem prazo definido para terminar, restando apenas a possibilidade — ainda em aberto — de ser contida antes de contaminar toda a Corte.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Ministros do STM participam da posse de brasileiro na presidência da Corte Interamericana de Direitos Humanos

O evento marcou a posse do jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente do tribunal

    CIDH (Foto: Karla Cordero/CIDH)

Por Denise Assis (247) - A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, e o ministro do STM, general de exército Guido Amin Naves, participaram, nesta segunda-feira (26), da abertura do ano Judicial Interamericano e da cerimônia de posse da nova junta diretiva da Corte Interamericana de Direitos Humanos, realizada em São José, na Costa Rica.

O evento marcou a posse do jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch como presidente do tribunal e da magistrada chilena Patricia Pérez Goldberg para a vice-presidência, reforçando a relevância da presença brasileira em um dos principais órgãos do sistema interamericano de direitos humanos. O mandato da atual gestão se estende até 31 de dezembro de 2027.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos é responsável por julgar violações graves de direitos humanos cometidas por Estados-membros da OEA, desempenhando papel central no sistema regional de proteção aos direitos fundamentais.

Fonte: Brasil 247

Presidente do Republicanos diz que apoio da direita a Flávio não está certo

Marcos Pereira afirma que campo conservador está dividido e cita possíveis candidaturas de Caiado, Zema e Ratinho Jr

       Deputado federal Marcos Pereira (Foto: Agência Câmara)

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), afirmou que ainda não há definição sobre um apoio unificado da direita à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Segundo ele, o campo conservador segue fragmentado, com diferentes lideranças sinalizando interesse em disputar o Palácio do Planalto. As informações são do Metrópoles.

Marcos Pereira avaliou que o cenário eleitoral permanece aberto e distante de um consenso em torno do nome de Flávio Bolsonaro. “Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, afirmou o dirigente partidário.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de tensão entre lideranças da direita e partidos do chamado Centrão. Nos últimos dias, figuras ligadas ao Partido Liberal, como o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), intensificaram críticas ao Republicanos e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na semana anterior, Sóstenes Cavalcante declarou que Tarcísio não seria o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial e cobrou uma manifestação pública de apoio do governador paulista à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar das articulações, o senador tem, até o momento, apenas o respaldo formal de seu próprio partido, o PL, embora já tenha afirmado que pretende buscar apoio do Centrão nos próximos meses para fortalecer seu projeto eleitoral.

Marcos Pereira também reagiu a declarações feitas por Eduardo Bolsonaro sobre o governador de São Paulo. O ex-deputado afirmou: “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”.

Em resposta, o presidente do Republicanos classificou a fala como inadequada e elevou o tom da crítica. “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”, declarou Marcos Pereira.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Boletim Focus reduz projeção de inflação para 2026

Estimativas do mercado indicam IPCA em queda no médio prazo, estabilidade do crescimento e alta do dólar nas projeções mais longas

Vista aérea do Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília. O Banco Central do Brasil também conhecido pelas siglas BC e BCB ou pelo acrônimo BACEN é uma autarquia federal autônoma integrante do Sistema Financeiro Nacional sem vinculação a nenhum Ministério. Foto: Pedro França/Agência Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A mais recente edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (26), trouxe um novo ajuste para baixo nas expectativas de inflação em 2026. Ao mesmo tempo, as projeções para o crescimento da economia brasileira e para a taxa básica de juros permaneceram inalteradas, enquanto o câmbio mostrou estabilidade no curto prazo e elevação nas estimativas para os anos mais distantes.

De acordo com o relatório do Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 recuou pela terceira semana consecutiva, chegando a 4,00%. Para 2027, a mediana segue em 3,80%, patamar mantido há 12 semanas. As estimativas para 2028 continuam em 3,50% pelo mesmo período, enquanto a projeção para 2029 permanece em 3,50% há 21 semanas.

No caso do IGP-M, indicador amplamente utilizado para reajustes de contratos, a mediana para 2026 apresentou queda pela primeira vez em uma semana, passando para 3,87%. Para 2027, a projeção segue estável em 4,00% há 54 semanas. Em 2028, o mercado mantém a expectativa de 3,85% há oito semanas, enquanto para 2029 houve uma leve elevação, com a estimativa subindo para 3,71%.

Dentro do IPCA, os preços administrados também registraram revisão. Para 2026, a projeção avançou para 3,76%. Em 2027, a estimativa permanece em 3,71% há três semanas. Para 2028, segue em 3,50% há nove semanas e, para 2029, continua em 3,50%, nível mantido há 28 semanas.

No campo da atividade econômica, o Boletim Focus mostrou estabilidade nas expectativas para o Produto Interno Bruto. A projeção de crescimento do PIB em 2026 permanece em 1,8% pela sétima semana consecutiva. Para 2027, a mediana também segue em 1,8%, sem alterações há quatro semanas. Já para 2028, o mercado continua projetando expansão de 2,0%, patamar mantido há 98 semanas, enquanto para 2029 a expectativa segue em 2,0% há 45 semanas.

As estimativas para o câmbio indicam estabilidade no curto prazo e avanço gradual nos anos seguintes. Para 2026, a projeção do dólar continua em R$ 5,50, nível mantido há 15 semanas. Em 2027, houve leve alta, com a estimativa passando para R$ 5,51. Para 2028, o valor segue em R$ 5,52 há quatro semanas. Já para 2029, a projeção voltou a subir, alcançando R$ 5,58.

No que diz respeito à política monetária, a taxa Selic projetada para 2026 permaneceu em 12,25% ao ano pela quinta semana consecutiva. Para 2027, a mediana continua em 10,50%, estável há 50 semanas. Em 2028, a estimativa segue em 10,00%, enquanto para 2029 a projeção permanece em 9,50% ao ano, patamar mantido há 13 semanas.

Fonte: Brasil 247

PT alerta para risco de manipulação digital e denuncia "colonialismo" nas redes

Partido classifica atuação das big techs como ameaça à democracia, às eleições e à soberania nacional, com foco no pleito de 2026

          Éden Valadares (Foto: Vinícius Magalhães)

O PT avalia que o avanço da manipulação digital promovida por grandes plataformas de tecnologia representa uma ameaça direta à democracia, ao processo eleitoral e à soberania nacional. Segundo a legenda, o uso de algoritmos para impulsionar desinformação, discursos de ódio e narrativas falsas favorece a extrema direita e cria um ambiente de instabilidade política que exige reação firme e organizada. Diante desse cenário, o partido afirma que irá tratar o enfrentamento às big techs como uma verdadeira guerra política e comunicacional, sobretudo de olho nas eleições deste ano.

A preocupação, de acordo com a sigla, não se restringe ao debate interno partidário e é compartilhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem levado o tema ao centro das discussões internacionais. Para o PT, a atuação das plataformas digitais está longe de ser neutra e interfere de maneira direta na formação da opinião pública e nas disputas políticas contemporâneas.

“O presidente Lula tem chamado atenção para essa questão no cenário mundial e, aqui em âmbito interno, nós do PT temos denunciado as evidências de manipulação e de atuação política das plataformas. Não existe neutralidade das redes sociais”, afirmou o secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares.

Na avaliação da direção partidária, as grandes empresas de tecnologia operam com interesses próprios e se alinham a projetos políticos autoritários ao permitir a circulação massiva de conteúdos que atacam a democracia. “As big techs não são isentas e permitem que guerras virtuais derrubem democracias, manipulando a vontade popular por meio de algoritmos que ignoram a soberania nacional. É preciso regulamentar as redes sociais para garantir que a nossa soberania não seja atropelada enquanto consolidamos nossa autonomia tecnológica”, declarou Éden.

O tema ganhou destaque na mais recente resolução política do PT, que aponta a urgência de uma regulamentação efetiva das plataformas digitais. O documento sustenta que a soberania nacional, no século XXI, está diretamente ligada ao controle sobre dados, infraestrutura tecnológica e sistemas algorítmicos, hoje concentrados nas mãos de poucas corporações globais.

“A soberania nacional no século XXI depende, de forma decisiva, da soberania digital. A concentração inédita de dados, infraestrutura computacional e o poder do algorítmico inaugurou uma nova forma de poder global: o colonialismo digital. Empresas privadas controlam fluxos de informação, moldam comportamentos e influenciam diretamente a disputa política”, diz o texto aprovado pelo partido.

Para o PT, medidas como regulamentação, transparência e exigência de imparcialidade das plataformas são fundamentais para proteger a população da desinformação e impedir interferências deliberadas nos processos democráticos. “Na disputa política e cultural, a comunicação e a soberania digital assumem papel estratégico para disputar corações e mentes, bloquear a desinformação e proteger o processo eleitoral”, conclui a resolução.

Fonte: Brasil 247

PT critica caminhada de Nikolas por expor apoiadores a riscos de raios: “Irresponsabilidade”


Nikolas Ferreira segurando a Constituição Federal, na caminhada até Brasília. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Partido dos Trabalhadores criticou neste domingo (25) a caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a direção nacional da legenda do presidente Lula, a mobilização teve alcance restrito, caráter midiático e expôs apoiadores a riscos desnecessários, especialmente devido à alta incidência de raios em Brasília.

O ato percorreu cerca de 240 quilômetros ao longo da última semana e foi encerrado neste domingo. Em declaração à coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a manifestação reuniu apenas grupos extremistas e defensores da anistia para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

“Caminhada que só mobilizou extremistas e fundamentalistas, defensores da anistia para criminosos e impunidade para bandido. A pauta da caminhada não dialoga com o Brasil real, com o Brasil de fato. Qual foi a proposta defendida nessa ação midiática que não fosse defender eles próprios?”, questionou o dirigente.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares com o presidente Lula. Foto: Reprodução/PT.org
Valadares também acusou o parlamentar do PL de agir com irresponsabilidade ao manter o evento apesar dos alertas de autoridades ambientais e de segurança sobre os riscos climáticos na região. Segundo ele, o Centro-Oeste registra alta incidência de descargas elétricas nesta época do ano.

“Ainda vale chamar atenção para o grau de irresponsabilidade do deputado do PL: o Centro-Oeste é uma região com muita incidência de raios e, contrariando todos os apelos das autoridades ambientais e de segurança, ele não adiou o evento. Resultado: mais de 50 feridos leve e gravemente”, declarou.

De acordo com o PT, os casos de ferimentos ao longo do trajeto são consequência direta da decisão de manter a mobilização sem alterações no cronograma. Para a legenda, o episódio evidencia diferenças entre os projetos políticos em disputa.

Enquanto o governo Lula defende responsabilidade institucional, segurança coletiva e diálogo com as demandas concretas da população, ações como a caminhada liderada por Nikolas Ferreira são vistas pelo partido como desconectadas do Brasil real e voltadas mais à autopromoção do que ao interesse público.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

VÍDEO: “Chega de ordens de Washington”, diz Delcy Rodríguez

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante discurso a trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui, no leste do país. Foto: Reprodução


A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25) que está “farta” das ordens vindas de Washington, ao criticar a atuação dos Estados Unidos após o sequestro de Nicolás Maduro. A declaração foi feita em um discurso a trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui, no leste do país.

“Chega de ordens de Washington sobre os políticos na Venezuela. Deixemos que a política venezuelana resolva nossas diferenças e conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, disse Rodríguez, ao defender que os rumos do país sejam decididos internamente.


Depois da derrubada de Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo interino de Rodríguez estaria sob tutela americana. Segundo a Casa Branca, os EUA passaram a controlar o petróleo venezuelano. Naquele momento, Trump e a presidente interina chegaram a conversar por telefone.

“Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”, afirmou Trump. “E ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem.”

Apesar do tom inicial, o presidente norte-americano endureceu o discurso posteriormente. Em entrevista à revista The Atlantic, afirmou que Rodríguez poderá sofrer consequências severas caso não coopere com Washington. “Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, declarou.

Escolha considerada “aceitável”

De acordo com o jornal The New York Times, semanas antes da operação que resultou no sequestro de Maduro, autoridades dos EUA já avaliavam que o nome de Delcy Rodríguez seria “aceitável”, ao menos de forma temporária.

No plano interno, a manutenção de Rodríguez no cargo foi decidida pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela logo após a retirada de Maduro do poder. De acordo com a decisão, ela assumiu a presidência interina para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

Após o posicionamento do Supremo, as Forças Armadas venezuelanas também reconheceram Rodríguez como chefe do Executivo interino. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, confirmou em pronunciamento que ela permanecerá no cargo por 90 dias.

Fonte: DCM