segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VÍDEO: Líder do PL ignora “caminhada” de Nikolas e aparece em show sertanejo nos EUA


       Sóstenes Cavalcante durante show de Jorge & Mateus em Miami. Foto: reprodução

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, não participou do ato “Acorda Brasil”, organizado pelo colega Nikolas Ferreira (PL-MG) em Brasília no último domingo (25), e foi flagrado no mesmo período em um show da dupla sertaneja Jorge e Mateus, realizado em Miami, nos Estados Unidos. O registro em vídeo foi obtido com pelo site Brasília Capital e mostra o parlamentar em momento de lazer fora do país enquanto aliados mobilizavam apoiadores na capital federal.

A ausência de Sóstenes no ato chamou atenção por ocorrer em meio a uma mobilização liderada por integrantes do próprio PL, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de golpistas investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O pastor e deputado é uma das principais lideranças da legenda no Congresso e, nos últimos meses, ganhou destaque também por ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal.

Em dezembro de 2025, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão ligados ao parlamentar e encontraram R$ 400 mil em espécie em um endereço em Brasília. À época, Cavalcante afirmou que o valor “é recurso lícito de venda de imóvel de minha propriedade. Aparece lacrado, identificado. Quem quer viver de dinheiro de corrupção, bota em outro lugar”.



Longe do raio

Enquanto Sóstenes estava fora do país, a manifestação organizada por Nikolas Ferreira em Brasília terminou em confusão e deixou ao menos 34 pessoas feridas.

Durante o ato realizado na Praça do Cruzeiro, um raio atingiu um poste de iluminação em meio a uma forte chuva, provocando descargas elétricas em manifestantes que estavam próximos à estrutura. Segundo o Corpo de Bombeiros, várias vítimas sofreram choques elétricos e precisaram de atendimento imediato no local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou diversas ambulâncias para a praça. De acordo com relatos das equipes de resgate, houve dificuldade para acomodar todos os feridos, alguns deles desacordados, enquanto macas eram levadas em sequência para o atendimento emergencial.

Diante do risco de novos acidentes, a organização do ato determinou a retirada imediata do sistema de som e de guindastes usados para sustentar bandeiras do Brasil. A concentração fazia parte da chamada “caminhada” convocada por Nikolas no último dia 19.

Fonte: DCM

Pode rir: ex-ministro quer Temer concorrendo ao Planalto em 2026


              O ex-ministro Carlos Marun e o ex-presidente Michel Temer. Foto: Reprodução

O ex-ministro Carlos Marun afirmou que vai procurar Michel Temer (MDB) nesta semana para tentar convencê-lo a se candidatar à Presidência da República em outubro. Aliado do ex-presidente, Marun diz ver em Temer uma alternativa para romper a polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), conforme informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

“Isso parte de um desejo pessoal de ter quem me estimule a votar na eleição. Entre o Flávio [Bolsonaro] e o Lula, eu não tenho vontade de votar em nenhum”, afirmou Marun, que comandou a Secretaria de Governo em 2017 e 2018, durante a gestão Temer, e também foi deputado federal pelo MDB de Mato Grosso do Sul.

Marun afirma que não pretende votar em Lula por considerar que o petista mantém uma postura hostil em relação a Temer e a seu grupo político, reflexo do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. “De dois em dois meses, ele nos chama de golpistas”, disse.

Ao mesmo tempo, o ex-ministro reforça que não é bolsonarista. Ele criticou o fato de Flávio Bolsonaro ter ido a Israel no início da pré-campanha e disse ter posições críticas ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Descendente de libaneses, Marun afirma discordar da condução política do governo israelense.


Defesa do centro

Segundo Marun, “está na hora de o centro voltar a ter protagonismo”. Ele elogia os governadores Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS), mas avalia que o MDB reúne melhores condições para liderar uma candidatura centrista no cenário nacional.

Para o ex-ministro, Temer teria relevância eleitoral mesmo que não vença a disputa. “A candidatura do presidente Temer será consistente; se vai ganhar ou não é outra coisa. No mínimo, ele vai cumprir um grande papel”, afirmou.

Marun diz que Temer ainda não se manifestou sobre a possibilidade de disputar o Planalto, mas acredita que vale insistir. “Eu vejo os olhos dele brilhando quando fala de política, e ele está na plenitude de sua saúde física e mental. Vale a tentativa”, declarou.

O ex-ministro afirmou também que pretende conversar com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, sobre a proposta. Segundo ele, uma eventual candidatura de Temer poderia ajudar a unificar o partido, hoje dividido entre alas alinhadas ao lulismo e ao bolsonarismo.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Pesquisa revela convergência de eleitores contra privilégios a e-commerce estrangeiro

Levantamento indica ampla rejeição à concessão de vantagens fiscais a plataformas internacionais em detrimento de empresas brasileiras

Pesquisa revela convergência de eleitores contra privilégios a e-commerce estrangeiro (Foto: Reprodução | Freepik)

Uma pesquisa nacional realizada no fim de 2025 aponta um raro ponto de convergência entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL): a oposição a benefícios concedidos a empresas estrangeiras de comércio eletrônico em relação ao varejo e à indústria nacionais. O estudo analisou a percepção da população sobre a chamada “taxa das blusinhas”, criada em 2024, que estabeleceu um imposto de 20% sobre produtos importados vendidos por plataformas internacionais, majoritariamente asiáticas, e revelou forte resistência a qualquer política que favoreça o e-commerce estrangeiro em detrimento das empresas brasileiras, informa a Folha de São Paulo.

O levantamento foi conduzido pelo Instituto Locomotiva em dezembro de 2025 e ouviu 2,5 mil pessoas com mais de 18 anos, em todas as regiões do país. De acordo com os dados, 81% dos eleitores que votaram em Lula ou em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 afirmaram que não apoiariam um candidato favorável à concessão de privilégios a empresas estrangeiras em comparação às nacionais.

A pesquisa também analisou as respostas a partir da avaliação do atual governo federal. Entre os entrevistados que classificam a gestão Lula como ruim ou péssima, 87% concordam com a afirmação de que “o governo deveria promover medidas para desenvolver a indústria e o varejo do Brasil, não cobrando mais impostos das nossas empresas em relação às empresas estrangeiras”.

O mesmo entendimento aparece entre os que avaliam positivamente o governo. Segundo o estudo, 82% dos entrevistados que consideram a gestão ótima ou boa aprovam a frase, enquanto entre aqueles que classificam o governo como regular o índice é de 81%. Os números indicam que a defesa do fortalecimento do setor produtivo nacional, sem diferenciação tributária desfavorável frente a empresas internacionais, atravessa divisões ideológicas e avaliações políticas distintas.

Os resultados reforçam a percepção de que o debate sobre a tributação do comércio eletrônico internacional e a proteção da indústria e do varejo brasileiros tem potencial de mobilizar consensos amplos no eleitorado, independentemente de alinhamentos partidários ou preferências eleitorais anteriores.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Bolsonaro aposta em nova estratégia para conseguir prisão domiciliar; saiba qual


          O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. Foto: Reprodução

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) passaram a apostar em uma nova estratégia para tentar levá-lo à prisão domiciliar, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a submissão do ex-presidente a uma junta médica da Polícia Federal (PF), conforme informações da colunista Malu Gaspar, do Globo.

No entorno bolsonarista, a avaliação é de que o despacho abriu uma brecha para que a situação prisional seja revista com base em critérios de saúde.

A expectativa surgiu depois de Moraes ordenar a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”, e determinar que ele seja avaliado “imediatamente” por médicos da Polícia Federal para analisar seu “quadro clínico” e suas “necessidades para o cumprimento da pena”.

Entre aliados do ex-presidente, a leitura é de que o novo parecer médico — que deve ser anexado ao processo em até dez dias — pode embasar uma eventual reconsideração da prisão em regime fechado.

Moraes encaminhou à PF uma série de questionamentos, incluindo se a permanência de Bolsonaro na Papudinha representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” de suas doenças e se a prisão domiciliar seria a “melhor alternativa” para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”.

O entendimento no campo bolsonarista é de que essas perguntas indicam abertura para uma mudança futura na forma de cumprimento da prisão, dependendo das conclusões médicas.

Conversas reservadas com ministros do STF


Nos bastidores, interlocutores próximos a Bolsonaro intensificaram contatos com ministros do Supremo. Segundo relatos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e outros aliados conversaram pessoalmente ou por telefone com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e André Mendonça.

“Michelle conversou com Moraes com muita humildade, sem arrogância nem bravata”, afirmou um interlocutor ouvido reservadamente. “Houve um movimento mais forte, ordenado, coordenado e efetivo, uma força-tarefa mesmo para falar com os ministros.”

Entre os argumentos apresentados estão o estado de saúde de Bolsonaro e o temor de que um eventual agravamento do quadro dentro da Papudinha gere um “pior cenário”, com repercussões políticas e institucionais para o próprio STF.

Moraes e Gilmar receberam valores do Ministério Público - 21/03/2025 - Poder - Folha
Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Pedro Ladeira

Precedentes e comparação com Collor

Aliados também citam precedentes do próprio Moraes, como a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Fernando Collor. Na ocasião, o ministro afirmou que “a compatibilização entre a dignidade da pessoa humana, o direito à saúde e a efetividade da Justiça Penal indica a possibilidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”.

Collor foi condenado, em 2023, a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas obteve o benefício ao alegar problemas graves de saúde, como Parkinson e transtorno bipolar.

A defesa de Bolsonaro sustenta que o ex-capitão enfrenta um quadro ainda mais delicado, com crises recorrentes de soluço e vômito, além de sequelas das cirurgias realizadas após o atentado sofrido em 2018, em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaristas defendem “tratamento isonômico”, mas reconhecem uma diferença central em relação ao caso de Collor. Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro após violar as condições da prisão domiciliar ao danificar a tornozeleira eletrônica com o objetivo de rompê-la, o que pesa contra a concessão imediata do benefício.

Ainda assim, aliados seguem apostando que a avaliação médica determinada por Moraes será o principal instrumento para tentar levar Bolsonaro à prisão domiciliar.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Lula vê risco à ONU e avalia como recusar convite de Trump para Conselho da Paz

Governo brasileiro fechou entendimento de que o risco de enfraquecimento da ONU não pode ser tratado como secundário

        Lula e Trump durante reunião na Malásia (Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisa uma estratégia diplomática para recusar, de maneira cuidadosa, o convite feito por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para que o Brasil e o próprio Lula integrem um chamado “conselho de paz” criado pela Casa Branca. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a iniciativa representa um risco concreto de esvaziamento do papel das Nações Unidas como principal fórum multilateral de negociação internacional. As informações são do UOL.

O governo brasileiro fechou entendimento de que esse risco não pode ser tratado como secundário. A preocupação é que a criação de instâncias paralelas enfraqueça a ONU, justamente em um momento de intensificação de conflitos e disputas geopolíticas no cenário global.

Na última quinta-feira (22), Lula discutiu o tema em conversas com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Esses líderes, assim como seus países, não foram convidados por Trump a integrar o conselho, cuja primeira “missão” anunciada seria a reorganização do território da Faixa de Gaza, devastado após sucessivos ataques de Israel.

A estratégia em estudo no Planalto é ganhar tempo e adiar um posicionamento definitivo. A ideia é trabalhar com o fator temporal enquanto se constrói um discurso que reafirme a necessidade de reformas no sistema internacional, sem abrir mão da ONU como espaço legítimo e central para o debate geopolítico multilateral.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Flávio Bolsonaro tem dificuldades para viabilizar palanques no Nordeste

Pré-candidato do PL enfrenta resistência de lideranças estaduais que temem aumento de rejeição eleitoral na região

      Flávio Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, enfrenta dificuldades para estruturar palanques eleitorais competitivos nos estados do Nordeste. Nos principais colégios eleitorais da região, lideranças de centro-direita avaliam com reserva o custo político de uma associação direta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diante do histórico recente de vitórias da esquerda em disputas locais. As informações são da CNN Brasil.

A principal preocupação desses grupos é que o apoio a Flávio Bolsonaro seja explorado por adversários como fator de desgaste eleitoral. A avaliação é de que a vinculação ao bolsonarismo pode ampliar índices de rejeição e comprometer candidaturas aos governos estaduais em um cenário já desafiador para a direita na região.

No Ceará, o PL chegou a considerar uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). No entanto, nas últimas semanas, o próprio tucano passou a questionar publicamente os benefícios de um eventual apoio a Flávio Bolsonaro. Entre aliados de Ciro, ganhou força a leitura de que um alinhamento ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), traria menos riscos à imagem do ex-governador cearense.

Na Bahia, o tema também entrou no radar de discussões. Flávio Bolsonaro chegou a tratar do assunto com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que aparece bem posicionado nas pesquisas para o governo estadual. Dirigentes do partido, porém, têm demonstrado dúvidas sobre os efeitos de um apoio explícito ao pré-candidato do PL, avaliando que a associação pode gerar mais ônus do que ganhos eleitorais.

Em Pernambuco, o espaço para um palanque ligado a Flávio Bolsonaro é ainda mais restrito. Os dois principais nomes da disputa, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), concentram esforços na busca pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que praticamente inviabiliza uma aliança robusta com o PL no estado.

O mesmo quadro se repete em Alagoas, onde o ministro Renan Filho (MDB) conta com o respaldo de Lula. No estado, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, negocia sua saída do PL rumo ao PSB, enfraquecendo ainda mais a presença bolsonarista local.

No Maranhão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), líder nas pesquisas, mantém negociações com forças de esquerda. Já no Piauí, o senador Ciro Nogueira (PP) ainda não definiu se entrará na disputa pelo governo estadual, mantendo indefinido o cenário para eventuais alianças.

Na Paraíba, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que lidera as intenções de voto, já sinalizou a intenção de buscar apoio de Lula. O segundo colocado, Lucas Ribeiro (PP), também tem mantido diálogo com o PT, reduzindo o espaço político para Flávio Bolsonaro no estado.

Entre os estados nordestinos, Sergipe aparece como um dos poucos onde o cenário é relativamente menos adverso ao pré-candidato do PL. Há a possibilidade de o prefeito de Itabaiana, Valmir Francisquinho (PL), disputar o governo estadual, embora ele não figure como favorito nas pesquisas até o momento.

No Rio Grande do Norte, o quadro permanece indefinido. O senador Rogério Marinho (PL) tem sinalizado apoio ao prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), nome mais bem colocado nas pesquisas. Alysson, entretanto, tem evitado associar sua imagem à da família Bolsonaro, mesmo sendo oposição à governadora Fátima Bezerra (PT), mantendo cautela sobre um alinhamento formal com o bolsonarismo.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Lula teria dito a aliados que Toffoli deve sair do STF ou da relatoria do caso Master

Presidente acompanha inquérito do Banco Master, critica sigilo e teme desgaste institucional do Supremo com suspeitas de abafamento

               O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria manifestado irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do inquérito do Banco Master, chegando a dizer a auxiliares que o magistrado deveria deixar a Corte, por renúncia ou aposentadoria. Lula acompanha de perto o andamento do caso e as repercussões políticas e institucionais sobre a atuação do relator.

As informações foram relatadas pela Folha de S.Paulo, que afirma ter colhido depoimentos de interlocutores segundo os quais Lula, em conversas reservadas com ao menos três auxiliares, fez comentários considerados duros sobre Toffoli e sinalizou que não pretende defendê-lo diante das críticas que se acumulam contra o ministro.

⊛ Irritação no Planalto e cálculo político

De acordo com os relatos citados, Lula pretende chamar Toffoli para uma nova conversa sobre sua conduta no inquérito. Os dois já discutiram o assunto no fim do ano passado. Apesar do tom dos desabafos atribuídos ao presidente, colaboradores duvidam que Lula leve adiante a ideia de pedir formalmente ao ministro que se afaste do tribunal ou mesmo que abra mão da relatoria do caso.

O incômodo, segundo aliados, tem um componente institucional: Lula estaria preocupado com o desgaste do STF provocado por notícias que passaram a expor ligações envolvendo parentes do ministro e estruturas relacionadas a fundos que integram a teia do Banco Master. Na avaliação do presidente, a credibilidade do Supremo e a confiança pública no andamento da investigação entraram no centro da crise.

⊛ O sigilo e o temor de abafamento

Outro ponto que teria ampliado o desconforto no Planalto é o regime de sigilo imposto ao processo. Segundo a reportagem, Lula reclamou com auxiliares do “sigilo elevado” e demonstrou receio de que o caso seja abafado, alimentando a percepção de impunidade em investigações que envolvem cifras bilionárias e atores com trânsito político.

Na visão exposta por aliados, o presidente defende que as investigações avancem e que o governo sustente, de forma coerente, uma postura pública de combate a fraudes sem seletividade. A preocupação é dupla: evitar que a narrativa de blindagem se imponha e impedir críticas sobre supostas interferências do Executivo em apurações sob responsabilidade do Judiciário.

Em uma fala atribuída a Lula e reproduzida no texto-base, o presidente teria reforçado essa linha ao comentar o contraste entre o peso da punição sobre os mais pobres e a tolerância com fraudes em grande escala:

Lula: "Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões"

⊛ Um caso que pode atingir diversos campos políticos

A reportagem descreve ainda a avaliação, no entorno presidencial, de que a investigação pode atingir políticos de oposição e deve prosseguir mesmo que respingue em governistas. Nesse contexto, o Planalto enxerga risco político tanto na hipótese de estagnação das apurações quanto na de escalada do caso com novos nomes e conexões.

O texto aponta que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria ligações com políticos do centrão e também com aliados do governo do PT na Bahia. É mencionada, ainda, a relação do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com figuras do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, líder do governo.

⊛ A decisão de sigilo e a cronologia do desgaste

Segundo o relato, Lula monitora o inquérito desde o fim do ano passado e teria ficado intrigado com a decisão de Toffoli de colocar sob sigilo elevado um pedido da defesa de Daniel Vorcaro para levar as investigações ao STF. A medida, conforme descrito, ocorreu uma semana antes de o jornal O Globo revelar que o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tinha contrato mensal de R$ 3,6 milhões para defender interesses do Banco Master.

Ainda segundo o texto-base, um aliado teria resumido o sentimento do presidente como desconfiança de que o caso terminaria em “uma grande pizza”, expressão que traduz, no debate político brasileiro, a ideia de que escândalos acabam sem consequências proporcionais.

⊛ O almoço no Planalto e a cobrança por desfecho

Em dezembro, Lula teria convidado Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A conversa, descrita como amistosa, teria sido usada pelo presidente para reforçar que tudo o que o governo desvendasse deveria ser levado “às últimas consequências”, e para aferir se a disposição no Supremo seria a mesma mesmo após a decretação do sigilo.

De acordo com os relatos apresentados, Toffoli teria dito que nada seria abafado e que o sigilo era justificável. Lula, então, teria afirmado que o ministro faria a coisa certa. O texto também registra que Lula teria dito, segundo informação do colunista Lauro Jardim confirmada pela Folha, que a relatoria representaria uma oportunidade para Toffoli “reescrever sua biografia”.

⊛ As críticas ao relator e a resposta de Toffoli

O texto-base afirma que Toffoli está sob pressão por sua postura na supervisão do inquérito. As críticas incluem o regime de sigilo imposto ao caso, a viagem de jatinho com um dos advogados da causa e negócios que associariam familiares do ministro a um fundo de investimentos ligado ao Banco Master.

Segundo o relato, Toffoli teria dito a interlocutores que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam sua imparcialidade. Ele teria sustentado que nem a viagem na companhia do advogado nem a sociedade entre seus irmãos e o fundo de investimentos afetariam sua atuação como relator.

O texto também menciona que, historicamente, o STF só reconheceu impedimento ou suspeição de ministros em casos de autodeclaração, o que ajuda a explicar por que o relator resiste a qualquer movimento de afastamento.

⊛ Um vínculo antigo e frustrações acumuladas

A crise também é atravessada por um histórico político e pessoal. Lula foi responsável pela indicação de Toffoli ao STF e, segundo o texto-base, coleciona decepções com o ex-advogado do PT. Entre elas, é citado o episódio em que Toffoli impediu Lula de ir ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando o presidente estava preso em Curitiba.

A reportagem afirma que Toffoli pediu desculpas a Lula anos depois, em dezembro de 2022, após a eleição do presidente. Vavá morreu em janeiro de 2019.

⊛ O próximo passo e o impasse institucional

O cenário descrito aponta para um impasse: de um lado, Lula quer sinalizar compromisso com investigação e punição de fraudes, sem blindagens; de outro, precisa evitar que qualquer gesto seja interpretado como pressão indevida sobre o Supremo. Nesse equilíbrio delicado, a ideia de uma nova conversa com Toffoli aparece como tentativa de reduzir o dano institucional e, ao mesmo tempo, preservar a linha política do governo.

O foco do Planalto, conforme retratado no texto-base, é que a investigação avance com credibilidade, sem que o STF seja arrastado para uma crise de confiança ampliada. Para Lula, o custo maior não está apenas nas disputas em torno da relatoria, mas no risco de o país assistir, mais uma vez, a um caso de grandes cifras perder força no caminho, alimentando a sensação de que o sistema pune o andar de baixo e protege o andar de cima.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Polícia Federal começa a ouvir nesta segunda-feira investigados do caso Master

Depoimentos envolvem diretores, empresários e ex-executivos suspeitos de fraudes bilionárias no sistema financeiro

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira (26), uma nova fase da Operação Compliance Zero, com a oitiva de oito investigados no inquérito que apura possíveis irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Os depoimentos serão colhidos por videoconferência ou presencialmente na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, e estão programados para ocorrer das 8h às 16h, estendendo-se até a terça-feira, 27.

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo aponta que os investigadores devem concentrar os questionamentos em um conjunto de operações financeiras suspeitas, que envolvem a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas falsas. Além disso, também estão no centro da apuração operações com fundos e ativos supostamente inflados, que teriam sido estruturadas para elevar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essas operações, realizadas com a participação da gestora Reag DTVM, somariam outros R$ 11,5 bilhões, conforme apontado pelo Banco Central.

O Banco de Brasília anunciou, em 28 de março de 2025, a intenção de adquirir o Banco Master, com o objetivo de criar um novo conglomerado financeiro sob controle estatal. Em 3 de setembro, o Banco Central decidiu reprovar a operação, encerrando oficialmente o processo de compra.

A partir da negativa do BC, as investigações se aprofundaram e passaram a apontar indícios de que o Banco Master, sob o comando de seu proprietário, Daniel Vorcaro, teria estruturado uma série de operações irregulares, fraudulentas ou potencialmente enganosas. De acordo com os investigadores, o objetivo seria aparentar solidez financeira e viabilizar novos negócios, mesmo diante de um cenário de fragilidade patrimonial.

Nos últimos anos, o Banco Master apresentou crescimento acelerado, impulsionado pela emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rendimentos acima da média de mercado. A estratégia de captação era fortemente apoiada na divulgação da proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As apurações, porém, indicam que o balanço da instituição refletia ativos inflados artificialmente, por meio de fundos sob suspeita de manipulação e operações de crédito consignado consideradas frágeis, enquanto os passivos seriam significativamente superiores.

A primeira fase da Operação Compliance Zero resultou na prisão de Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, um dia antes de o Banco Central determinar a liquidação do Banco Master. Após a liquidação do Banco Master, o Banco Central também decretou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust, no dia 15, e do Will Bank, na última quarta-feira, 21, ampliando o alcance das medidas adotadas para conter os efeitos das irregularidades identificadas no sistema financeiro.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Acusado de importunação sexual, Pedro se interna em hospital psiquiátrico após deixar o BBB

 

Pedro, participante pipoca do BBB 26 – Reprodução/ Rede Globo
Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do Big Brother Brasil 26, está internado desde 21 de janeiro em um hospital psiquiátrico em Curitiba, no Paraná. A internação ocorreu três dias após ele desistir do reality show, depois de ser acusado de importunação sexual durante a primeira semana de confinamento. A informação foi confirmada pelo Hospital San Julian, que afirmou que o paciente está sob supervisão médica em uma unidade de tratamento supervisionado.

Segundo o hospital, Pedro foi encaminhado por um centro de saúde do Paraná e deu entrada acompanhado da mãe e de advogados. A instituição informou que o procedimento ocorreu dentro da normalidade, mas não divulgou o diagnóstico. O objetivo da internação, de acordo com a nota enviada à CNN Brasil, é a estabilização do quadro clínico do ex-BBB.

O caso ganhou repercussão após a participante Jordana Morais relatar aos colegas que Pedro tentou beijá-la sem consentimento na despensa da casa. No confessionário, ele admitiu a abordagem e afirmou ter interpretado a situação de forma equivocada. Fora do programa, Pedro Henrique Espíndola passou a ser investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, por suspeita de importunação sexual. A equipe que o representa declarou que não compactua com comportamentos que violem princípios básicos de respeito e convivência.

Fonte: DCM com informações da CNN Brasil

domingo, 25 de janeiro de 2026

Nikolas é diretamente responsável pela tragédia em Brasília

A extrema-direita brasileira, obcecada por gestos simbólicos picaretas e mobilizações de massa, cruzou uma linha perigosa neste domingo (25) na Praça do Cruzeiro, em Brasília

Marcha golpista liderada por Nikolas Ferreira. Foto: Divulgação

O que deveria ser o encerramento triunfal de uma caminhada de 240 quilômetros liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) transformou-se em um cenário de pânico e dor. A queda de um raio nas proximidades do evento deixou dezenas de feridos, expondo uma negligência organizacional que ignora não apenas os alertas da ciência meteorológica, mas a própria segurança básica do gado fanatizado.

Os números: 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 precisaram ser levadas ao Hospital de Base do DF (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito apresentavam quadro grave. Há registros de queimaduras nas mãos e no tórax, além de torções e casos de hipertermia ligados ao esforço físico e às condições climáticas.

A tragédia não foi um imprevisto. Desde a última sexta-feira, o Distrito Federal encontrava-se sob alerta laranja de perigo potencial para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Com previsões de tempestades severas e descargas elétricas, a manutenção de um ato político em campo aberto, utilizando estruturas metálicas como guindastes e grades, configura uma escolha deliberada pelo risco.

A descarga elétrica percorreu um guindaste que sustentava uma bandeira — funcionando como um para-raios improvisado no centro da multidão — e atingiu manifestantes que buscavam abrigo sob a chuva.


De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a operação de resgate foi imediata, mas a magnitude do dano reflete a gravidade da exposição ao risco.

A irresponsabilidade de Nikolas Ferreira e dos organizadores, como a deputada Bia Kicis (PL-DF), não se encerrou no momento do raio. Em seu discurso final, o parlamentar optou por ignorar solenemente as vítimas que, minutos antes, haviam sido socorridas por 25 viaturas dos bombeiros. Enquanto dezenas de seus apoiadores eram levados a hospitais com queimaduras e em estado de choque, o deputado focou sua retórica em ataques ao Supremo Tribunal Federal e em pautas eleitorais, como a “libertação do Nordeste”.

Ao convocar milhares de pessoas para uma jornada exaustiva sob condições climáticas adversas e manter a aglomeração mesmo diante de tempestades iminentes, a liderança política assume a responsabilidade direta pela integridade física de seus seguidores.

A busca por uma “chegada apoteótica” e o engajamento digital pesaram mais do que a vida dos “patriotas” que o deputado afirma defender.

Nikolas Ferreira não apenas liderou uma caminhada; ele conduziu seus eleitores para uma cilada diabólica.

Fonte: DCM

VÍDEOS: No fim do ato, Nikolas ataca Moraes e chama de Alcolumbre de “golpista”

Nikolas Ferreira, em discurso após chegar em Brasília (DF). Foto: Aline Rechmann/Gazeta do Povo


Neste domingo (25), o deputado federal Nikolas Ferreira discursou na Praça do Cruzeiro, em Brasília, ao fim da passeata golpista que promoveu desde a última quinta-feira (22). O ato marcou o encerramento da mobilização iniciada em Minas Gerais.

Durante a fala, Nikolas fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que o país não teme a atuação do magistrado. O discurso ocorreu sob forte chuva na capital federal.

Do alto de um carro de som, o parlamentar disse que havia perdido a expectativa de ver novas manifestações em Brasília, mas declarou ter recuperado a confiança após a adesão ao movimento. Segundo ele, a caminhada foi a maior já realizada no país nesse formato.

Nikolas afirmou que a mobilização não tinha como objetivo a tomada do poder, mas a reafirmação de quem o exerce. Pediu que os participantes não seguissem até a Esplanada dos Ministérios e que o ato fosse encerrado na própria praça, o que ocorreu após uma oração coletiva. No discurso, também atacou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem chamou de “golpista”.

Na véspera do ato, o Gabinete de Segurança Institucional cercou o Palácio do Planalto com grades, diante de preocupações com a segurança. A manifestação terminou sem a presença de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ato foi marcado por um incidente causado pela queda de um raio, que atingiu uma estrutura metálica montada na praça. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, e 13 precisaram ser encaminhadas a hospitais de Brasília.

A chamada Caminhada pela Liberdade começou na segunda-feira (19), em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais. O percurso teve cerca de 240 quilômetros até a capital federal, com atos e concentrações ao longo do trajeto.

Na concentração final, Nikolas afirmou que a mobilização teve como objetivo divulgar denúncias envolvendo autoridades e cobrar mudanças no país. Ele também confirmou que utilizou colete à prova de balas durante o percurso, após relatar ameaças à própria segurança, segundo orientação da Polícia Legislativa Federal.

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Fonte: DCM

Erika Hilton condena irresponsabilidade de Nikolas e se solidariza às suas vítimas

Deputada afirma que ato foi conduzido de forma irresponsável, expôs crianças a risco e priorizou ganhos eleitorais em meio a tempestade

        Nikolas Ferreira (círculo) e Erika Hilton (Foto: Agência Câmara)

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após pessoas ficarem feridas com a queda de um raio durante ato convocado pelo parlamentar. Em publicação nas redes sociais, Hilton classificou a condução do ato como “completamente irresponsável” e afirmou que os participantes foram colocados em risco em meio a uma tempestade.

“Minha solidariedade às pessoas feridas após a queda de um raio na caminhada ‘liderada’, de forma completamente irresponsável, pelo deputado Nikolas Ferreira”, escreveu Erika Hilton em sua página nas redes sociais.

Segundo ela, houve uma escolha deliberada entre preservar a segurança dos apoiadores e manter o cálculo político do evento. “Entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”, enfatizou.

Na publicação, a deputada destacou que registros divulgados pelo próprio Nikolas Ferreira indicariam a presença de crianças durante a caminhada, o que, para ela, agrava ainda mais a situação.

“Nikolas priorizou apenas sua chance de ouro de escantear a família Bolsonaro e roubar pra si seus eleitores. Hoje, esses eleitores estão no hospital”, enfatizou.

Hilton questionou a decisão de convocar a população para percorrer longas distâncias em condições adversas: “Quem convoca a população pra andar 200 quilômetros no acostamento de uma BR, o que já é um risco em si, precisa ter o mínimo de clareza mental para dialogar com autoridades, se atentar aos alertas de risco dos órgãos competentes, OLHAR PRA CIMA E VER AS CONDIÇÕES DO CÉU e, em caso de tempestade com raios, parar em um local protegido”, advertiu.

Erika Hilton também atribuiu responsabilidade a outros atores envolvidos no ato, além do deputado que o liderava. “E essa é uma responsabilidade que também recai, sim, sobre todos os outros políticos que acompanhavam a caminhada e os próprios manifestantes, principalmente os que levaram crianças. Pois é melhor uma responsabilidade na cabeça do que um raio", acrescentou.

E completou: “Mas, infelizmente, os políticos e manifestantes priorizaram mais a liberdade de um bandido do que a vida humana”.

Fonte: Brasil 247