domingo, 25 de janeiro de 2026

Mesmo em férias, MP Militar avança para expulsar Bolsonaro das Forças Armadas

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Sergio Lima/AFP
O Ministério Público Militar trabalha durante o recesso do Judiciário para concluir, nos próximos dias, pedidos de expulsão das Forças Armadas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de generais condenados pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na trama golpista. As representações devem ser encaminhadas de forma conjunta ao Superior Tribunal Militar, segundo apurações em Brasília. As informações são do Estadão.

O procurador-geral da Justiça Militar, Clauro de Bortolli, mantém equipes em trabalho remoto e presencial para finalizar as peças, mesmo em um período tradicionalmente esvaziado nos tribunais superiores. A expectativa é que os pedidos cheguem ao STM na próxima semana, dando início ao trâmite que avaliará se os condenados mantêm “idoneidade e dignidade” para permanecer nas fileiras militares.

O Procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli. Foto: MPM/Divulgação
Caso os pedidos sejam recebidos, o STM não reavaliará o mérito das condenações, já encerradas no Supremo. A Corte militar analisará apenas as consequências administrativas das sentenças, como a eventual perda de posto e patente. Entre os condenados estão Bolsonaro, capitão reformado do Exército, e oficiais-generais da reserva que integraram o núcleo central do plano de ruptura democrática.

Além do ex-presidente, foram condenados o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministros da Defesa; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Desses, Heleno é o único que atualmente cumpre pena em regime domiciliar humanitário.

No STM, cada representação será distribuída por sorteio a um relator e a um revisor, sem prazo definido para apresentação de votos. Durante o julgamento em plenário, qualquer ministro poderá pedir vista, o que pode adiar a decisão. Pela tradição da Corte, a presidente do tribunal não vota, exceto em caso de empate, quando o voto de desempate favorece o réu.

Os julgamentos serão inéditos na história do STM, que nunca analisou pedidos de perda de patente por crimes contra a democracia nem expulsou generais condenados. Levantamento recente indica que, nos últimos anos, a Corte acolheu 93% das solicitações do Ministério Público Militar para expulsar militares condenados, sobretudo em casos de corrupção, peculato e estelionato.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Crianças desaparecidas no Bacabal podem estar em São Paulo, diz polícia

Ágatha Isabelly e Allan Michael. Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo apura uma denúncia que aponta o possível paradeiro de duas crianças desaparecidas no Maranhão. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido vistos na tarde de sábado (24) em um hotel localizado no bairro da República, na região central da capital paulista.

Os irmãos desapareceram no início deste mês após saírem para brincar em Bacabal, município do interior do Maranhão. Desde então, o caso mobiliza autoridades locais e familiares, que buscam informações sobre o trajeto e eventuais deslocamentos das crianças para fora do estado.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil do Maranhão já foi comunicada sobre o relato. A apuração segue em andamento para verificar a veracidade da denúncia e confirmar se as crianças vistas no hotel são, de fato, Ágatha e Allan.

Fonte: DCM

Com camisa de Israel, Michelle chama Nikolas de “nosso líder”

Michelle Bolsonaro apoia caminhada do deputado Nikolas Ferreira e pede que apoiadores sigam sua liderança em ato contra decisões do STF

     Com camisa de Israel, Michelle chama Nikolas de “nosso líder” (Foto: Reprodução )

Vestindo uma camisa com a bandeira de Israel, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio público ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a manifestação realizada neste domingo (25), em Brasília, que marcou o encerramento da caminhada iniciada em Minas Gerais. Em fala direcionada aos apoiadores, Michelle pediu que o público seguisse as orientações do parlamentar mineiro, a quem se referiu como “nosso líder”.

“É um evento pacífico, ordeiro. Um evento conduzido por Deus. Então, por favor, sigam as orientações do nosso líder, o Nikolas. Quando vocês chegarem ali, depois cada um para a sua casa. Nós estamos aqui lutando pela libertação da nossa nação”, afirmou Michelle Bolsonaro, ao reforçar o caráter religioso e político do ato.

A manifestação encerrou a caminhada organizada por Nikolas Ferreira, que começou na última segunda-feira (19), no município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O grupo liderado pelo deputado chegou ao Distrito Federal na noite de sábado (24), após percorrer cerca de 240 quilômetros. A concentração final ocorreu na Praça do Cruzeiro, na zona cívico-administrativa da capital federal, onde estavam previstos discursos de lideranças da oposição.

As informações foram divulgadas inicialmente por veículos da imprensa nacional que acompanharam o ato e a chegada dos manifestantes a Brasília, além de declarações concedidas pelo próprio parlamentar a jornalistas ao longo da manhã deste domingo.

O ato teve como principal bandeira o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e críticas às condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas. Os manifestantes também protestaram contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os réus dos atos antidemocráticos.

Em conversa com jornalistas, Nikolas Ferreira afirmou que a mobilização já havia atingido seu propósito antes mesmo do encerramento formal da caminhada. “O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo... escândalo do Banco Master, contratos milionários com esposas de ministros, como a do Alexandre de Moraes... temos escândalo do INSS, mesadinha para filho de Lula, impostos em cima das pessoas”, declarou o deputado, listando temas que, segundo ele, motivaram a mobilização.

Nos últimos dias da caminhada, Nikolas passou a utilizar um colete à prova de balas. De acordo com a assessoria do parlamentar, a medida foi adotada de forma preventiva após ameaças recentes. A origem e a autoria dessas supostas ameaças não foram divulgadas, e o deputado não entrou em detalhes sobre o teor das mensagens recebidas.

A caminhada teve início em Paracatu e ganhou visibilidade nas redes sociais, o que resultou na adesão de outros parlamentares, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e eleitores do deputado mineiro. Segundo Nikolas, o gesto simbólico buscou pressionar o Judiciário e chamar atenção para o que ele considera excessos nas decisões do STF, especialmente nos processos relacionados aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O parlamentar também tem reiterado críticas à condenação de Jair Bolsonaro, que, segundo o próprio deputado, teria ocorrido por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O ex-presidente está preso no Complexo da Papuda, em Brasília, conforme mencionado pelo próprio Nikolas em declarações públicas anteriores.

Na véspera da manifestação, o Palácio do Planalto instalou grades de proteção ao redor da sede do Executivo. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a medida foi adotada “em virtude da possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial”, como forma de reforçar a segurança no fim de semana do ato.

A presença de Michelle Bolsonaro e o tom religioso de sua fala reforçaram o caráter político e simbólico da manifestação, que reuniu apoiadores do ex-presidente e aliados do deputado Nikolas Ferreira em mais um capítulo da mobilização da oposição contra o Supremo Tribunal Federal e o governo federal.

Fonte: Brasil 247

Sob chuva forte, raio atinge ato de Nikolas em Brasília e deixa pelo menos 34 feridos

Manifestantes da marcha golpista de Nikolas atingidos pelo raio sendo socorridos pelo SAMU. Reprodução

Um raio atingiu um poste de iluminação durante a manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, na Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25), deixando 34 pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

O ato ocorria sob chuva intensa quando a descarga atmosférica provocou choques elétricos em participantes que estavam próximos à estrutura atingida. Segundo relatos de equipes de resgate, várias vítimas sofreram descargas elétricas e precisaram de atendimento imediato.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou diversas ambulâncias ao local. Macas chegaram em sequência, enquanto bombeiros relataram dificuldade para acomodar todos os feridos, alguns deles desacordados.

Diante do risco, a organização do ato determinou a retirada imediata do sistema de som e de guindastes que sustentavam bandeiras do Brasil. A medida foi adotada como forma de reduzir novos acidentes durante o temporal que atingia a região central da capital federal no momento da manifestação.


A concentração fazia parte da chamada “caminhada” convocada por Nikolas Ferreira, anunciada pelo parlamentar no dia 19 de janeiro. A iniciativa foi apresentada como um protesto contra decisões judiciais e políticas que ele considera injustas, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O deputado classificou a mobilização como um gesto simbólico para “trazer luz” às pautas defendidas pelo grupo e, segundo ele, estimular novamente o engajamento político de seus apoiadores. A marcha teve início em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e seguiu em direção a Brasília ao longo de cerca de 240 quilômetros.

A caminhada chegou ao sétimo dia neste fim de semana em meio a alertas da Polícia Rodoviária Federal. A corporação informou ter notificado formalmente o gabinete do deputado sobre riscos operacionais identificados na BR-040, rodovia utilizada durante o trajeto, destacando a responsabilidade do parlamentar como organizador do ato.

Em nota, a PRF afirmou que o ofício enviado “destaca a necessidade de adoção de ações para mitigação de riscos à segurança”. A assessoria de Nikolas respondeu que recebeu um e-mail no qual o órgão “se colocou à disposição para atuar, caso necessário, com foco na segurança dos participantes”, e declarou manter contato com autoridades do Distrito Federal.

Além dos riscos elétricos e do tráfego rodoviário, participantes relataram uma série de ferimentos ao longo da caminhada. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pés inchados, bolhas, cortes e pessoas recebendo atendimento improvisado. O próprio Nikolas exibiu lesões nos pés após mais de 140 quilômetros percorridos.

Outros parlamentares que aderiram à marcha também relataram problemas físicos. O vereador paulistano Fernando Holiday afirmou ter lesionado o joelho e procurado atendimento médico. Deputados como Gustavo Gayer e André Fernandes relataram ferimentos nos pés e a necessidade de interromper temporariamente o percurso.

A mobilização também virou alvo de críticas e ironias de parlamentares alinhados ao presidente Lula. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou a marcha como uma encenação e afirmou que pediu à PRF a interrupção do ato. Outros políticos da base governista usaram as redes sociais para criticar o protesto e seus objetivos.

Confira os vídeos:



Fonte: DCM

Lula anuncia isenção de vistos a cidadãos chineses

Segundo a declaração do Palácio do Planalto, o objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático

CGTN – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (23) que o país implementará a política de isenção de vistos a algumas categorias de curta duração para cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção de vistos adotada pela China desde 2025 para cidadãos brasileiros. A data da implemantação da política ainda será divulgada.

Segundo a declaração do Palácio do Planalto, o objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Fonte: CMG

STF é acionado contra lei de governador bolsonarista que proíbe cotas raciais em SC


Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O Supremo Tribunal Federal foi acionado neste sábado (24) contra a Lei nº 19.722/2026, de Santa Catarina, que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em instituições de ensino superior públicas ou financiadas com recursos públicos. A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada pelo PSOL, pela União Nacional dos Estudantes e pela Educafro. As informações são do Globo.

Sancionada na quinta-feira pelo governador bolsonarista Jorginho Mello (PL), a norma veta políticas de reserva de vagas baseadas em critérios étnico-raciais. Permanecem autorizadas apenas exceções para pessoas com deficiência, critérios exclusivamente socioeconômicos e estudantes oriundos da rede pública estadual. A lei estabelece ainda multas, cancelamento de certames e corte de repasses públicos em caso de descumprimento.

Na ação, os autores pedem medida cautelar urgente para suspender os efeitos da lei. Sustentam que a proibição viola a Constituição ao afrontar o direito à educação, o princípio da igualdade material, a autonomia universitária e o repúdio ao racismo, além de representar retrocesso social frente a políticas afirmativas já consolidadas no país.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A petição também aponta que o STF possui precedentes que reconhecem a constitucionalidade das cotas raciais no ensino superior, com base na promoção da igualdade e na correção de desigualdades históricas. Segundo os autores, a lei catarinense contraria essa jurisprudência ao impor vedação ampla e genérica às ações afirmativas.

O relator do caso deverá abrir prazo para manifestação do governo de Santa Catarina e da Procuradoria-Geral da República antes da análise do pedido liminar. A tramitação seguirá o rito das ações de controle concentrado de constitucionalidade.

Dados anexados ao processo indicam que políticas afirmativas ampliaram o acesso de estudantes negros às universidades catarinenses sem prejuízo ao desempenho acadêmico. Caberá agora ao STF decidir, primeiro, sobre a suspensão imediata da lei e, no mérito, sobre sua compatibilidade com a Constituição.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Os animais e os insetos mais inteligentes do mundo; veja a lista

Macacos e golfinhos estão entre os animais mais inteligentes — Foto: Freepik e Bia Hetzel/Projeto Ilhas do Rio


Um levantamento divulgado pela National Geographic aponta que a inteligência animal vai muito além dos primatas e inclui aves, mamíferos e até insetos. Segundo a publicação, características como memória, emoções, capacidade de comunicação e resolução de problemas são observadas em diferentes espécies, desmontando a ideia de que apenas animais próximos dos humanos apresentam comportamentos complexos.

Entre os exemplos mais citados estão os corvos, considerados por pesquisadores como alguns dos animais mais inteligentes do planeta. Estudos indicam que essas aves são capazes de fabricar e usar ferramentas, além de resolver quebra-cabeças, habilidades que chegam a superar as de crianças pequenas. Golfinhos também aparecem no levantamento por possuírem cérebros grandes em relação ao corpo, aprenderem rapidamente, imitarem comportamentos e desenvolverem sistemas próprios de comunicação. Chimpanzés, por sua vez, conseguem utilizar centenas de símbolos para se expressar e compartilham cerca de 98% do DNA com os humanos.

A lista inclui ainda elefantes, reconhecidos pela memória avançada e pela capacidade de empatia dentro do grupo, além de cães, que desenvolveram uma inteligência social ligada à interpretação de gestos e palavras. Ratos também figuram entre os mais inteligentes por demonstrarem habilidade para resolver labirintos, memorizar rotas e adaptar estratégias. O destaque entre os insetos fica com as formigas, que ensinam caminhos umas às outras, aprendem coletivamente e executam tarefas coordenadas para garantir a sobrevivência da colônia. Veja a lista completa:

– Corvos
– Golfinhos
– Chimpanzés
– Elefantes
– Cachorros
– Ratos
– Formigas

Fonte: DCM

Institutos Federais oferecem 26 mil vagas extras para alunos da rede pública


Programa amplia acesso ao ensino médio técnico federal em 2026 com sorteio de vagas, bolsa mensal e foco em estudantes do 9º ano em vulnerabilidade

Programa Partiu IF promove Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Foto: Luís Fortes/MEC)

O Ministério da Educação (MEC) vai ofertar, neste ano, 26 mil vagas do Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, conhecido como Partiu IF. A iniciativa amplia o ingresso no ensino médio técnico federal e busca reduzir desigualdades educacionais entre adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Segundo informações do MEC, os editais de seleção estão sendo publicados pelas instituições que oferecerão o curso em 2026. Ao todo, participam 37 institutos federais, além do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. As vagas serão distribuídas por meio de sorteio público, conforme regras definidas em cada edital.

O Partiu IF disponibiliza vagas adicionais para cursos de ensino médio, além daquelas já previstas nos processos seletivos regulares de cada instituto federal. Em 2024, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica superou a marca de 1,5 milhão de matrículas, de acordo com dados do Censo Escolar, evidenciando a expansão do sistema e a demanda crescente por formação técnica integrada ao ensino médio.

Para se inscrever, o estudante deve acessar o edital no portal oficial da instituição de interesse. A lista completa das instituições participantes está disponível na página do programa. No documento, é possível consultar o local de inscrição mais próximo da residência do candidato e a data prevista para a divulgação do resultado do sorteio. As aulas estão programadas para começar em abril.

A inscrição é presencial e exige a apresentação de documentos comprobatórios, como RG ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência e declaração de matrícula em escola pública. Candidatos que pretendem concorrer às vagas reservadas às ações afirmativas — destinadas a estudantes de baixa renda, negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência — devem observar a documentação específica exigida no edital da instituição. Após a confirmação da inscrição, o candidato deve aguardar o resultado do sorteio e, se selecionado, realizar a matrícula.

O programa tem como objetivo facilitar o acesso ao ensino médio técnico da Rede Federal a adolescentes em situação de vulnerabilidade social, ao enfrentar desigualdades de aprendizagem em matemática, língua portuguesa e ciências da natureza. A proposta também busca mitigar os impactos da pandemia da covid-19 no processo educacional, oferecendo suporte pedagógico estruturado.

Além das aulas regulares, o curso prevê acompanhamento psicopedagógico, orientação acadêmica e oficinas de redação. A carga horária total é de 320 horas, distribuídas ao longo do período de formação, com foco no fortalecimento da base educacional dos estudantes.

O público-alvo do Partiu IF são alunos do 9º ano que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública e pertencem aos grupos prioritários definidos pela Lei de Cotas. Estão incluídos estudantes de famílias com renda per capita de até um salário mínimo, negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Os alunos matriculados receberão uma bolsa mensal de R$ 200 durante oito meses. O pagamento da ajuda de custo para permanência será realizado pelas instituições após o início das aulas.

Fonte: Brasil 247

Entidades empresariais de Minas divulgam nota em apoio à marcha de Nicolas

Documento conjunto afirma compromisso com a democracia, a Constituição e o Estado de Direito e defende manifestações pacíficas

   Entidades empresariais de Minas divulgam nota em apoio à marcha de Nicolas (Foto: Reprodução/X)

Entidades representativas do setor produtivo de Minas Gerais divulgaram, nesta semana, uma nota conjunta em apoio à marcha convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira. No documento, as organizações empresariais reafirmam compromisso com a democracia, com a Constituição Federal e com o Estado de Direito, apontados como pilares indispensáveis para a estabilidade institucional, o desenvolvimento econômico e a coesão social do país.

A nota foi publicada originalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e está disponível no site oficial da entidade. O texto é subscrito por diversas organizações empresariais mineiras, que destacam a importância das liberdades constitucionais e do engajamento cívico como elementos centrais do regime democrático.

“As entidades empresariais abaixo reafirmam seu compromisso inegociável com a democracia, com a Constituição Federal e com o Estado de Direito – fundamentos indispensáveis à estabilidade institucional, ao desenvolvimento econômico e à coesão social do Brasil”, afirma o documento.

Ao longo do texto, as entidades ressaltam o valor da liberdade, especialmente no contexto histórico e cultural de Minas Gerais. Segundo a nota, direitos como a liberdade de expressão, de reunião e de manifestação são componentes essenciais de uma nação plural e próspera, desde que exercidos de forma pacífica, ordeira e respeitosa.

“A liberdade é um valor alto – especialmente para nós, mineiros. Liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de manifestação são direitos constitucionais e componentes essenciais de qualquer nação que se pretenda civilizada, plural e próspera”, diz a nota, ao enfatizar que a mobilização social fortalece o país ao ampliar o debate público e estimular a participação cidadã.

As entidades empresariais também defendem que manifestações pacíficas não representam ameaça à democracia, mas, ao contrário, integram o seu funcionamento regular. No entendimento das organizações, esse tipo de mobilização contribui para dar visibilidade a temas relevantes, reforçar o respeito às regras institucionais e ampliar a consciência coletiva sobre a necessidade de vigilância permanente da sociedade.

“Entendemos que mobilizações pacíficas não são problema – são parte da solução”, destaca o texto. Para as entidades, a preservação do ambiente democrático depende de civilidade, diálogo e respeito aos ritos institucionais, valores reiterados ao longo do posicionamento conjunto.

No trecho final, a nota afirma que manifestações legítimas devem servir como um chamado à participação responsável da sociedade, sem estímulo à divisão, mas com foco na reafirmação de valores comuns. Entre eles, estão o respeito às instituições, a recusa da indiferença e a confiança de que o país avança quando a população participa de forma serena e firme da vida pública.

“Seguiremos sempre ao lado de toda iniciativa que respeite os princípios democráticos e os direitos garantidos pela Constituição, contribuindo para a construção de consensos, previsibilidade e segurança jurídica – condições essenciais para investir, produzir e gerar empregos”, conclui o documento, que encerra com a afirmação: “Desistir do Brasil não é uma opção”.

Assinam a nota conjunta a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), a Federaminas, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais (FETCEMG) e a própria FIEMG.

Fonte: Brasil 247

A rejeição do Centrão ao nome indicado por Eduardo Bolsonaro para o Senado em SP


        O ex-deputado Eduardo Bolsonaro – Reprodução

Lideranças do Centrão em São Paulo reagiram com resistência ao chamado “plano B” articulado por Eduardo Bolsonaro para a disputa ao Senado em 2026. Impedido de concorrer por estar nos Estados Unidos, o deputado passou a defender a candidatura do estadual Gil Diniz, conhecido como “Carteiro Reaça”, para ocupar uma das vagas. Com informações do Metrópoles.

Segundo interlocutores do bloco, o nome sugerido enfrenta objeções por ser visto como excessivamente ideológico. A avaliação é de que a chapa ao Senado precisaria ampliar pontes com o eleitorado e reduzir rejeições, sobretudo num cenário em que o outro candidato cotado é o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite.

Eduardo Bolsonaro tem reforçado publicamente a lealdade de Gil Diniz, compartilhando postagens nas redes sociais em que o parlamentar defende o ex-presidente Jair Bolsonaro e reproduz vídeos do próprio Eduardo. Nos bastidores, porém, a movimentação não empolgou dirigentes do Centrão, que defendem um perfil considerado menos radical.

Entre as alternativas citadas por caciques do grupo está a deputada federal Rosana Valle, vista como aliada próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e com trajetória avaliada como mais moderada dentro do PL.

O deputado estadual Gil Diniz (PL), conhecido como Carteiro Reaça. Foto: Alesp/Divulgação
Rosana chegou a ser cogitada, em 2022, como possível vice na chapa de Tarcísio de Freitas ao governo paulista, o que reforça sua aceitação entre setores que buscam uma composição mais ampla para 2026.

A reação fria ao plano de Eduardo evidencia a disputa interna sobre o desenho da chapa bolsonarista em São Paulo e indica que o Centrão tende a pressionar por nomes com maior capacidade de diálogo. A definição deve avançar conforme se afunila o calendário eleitoral e se consolidam as alianças no estado.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

VÍDEO: Comentário ao vivo expõe atraso de Ana Maria Braga na Globo


Ana Maria Braga e os apresentadores Cristina Ranzolin e Marco Matos. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Apresentadores de um telejornal da RBS, afiliada gaúcha da TV Globo, protagonizaram uma polêmica ao comentarem, ao vivo, um atraso no encerramento do programa “Mais Você”. O episódio ocorreu durante o “Jornal do Almoço”, exibido na sexta-feira (23), e envolveu os âncoras Cristina Ranzolin e Marco Matos.

A situação teve como alvo a apresentadora Ana Maria Braga, cujo programa terminou além do horário previsto, atrasando o início do noticiário local. Logo na abertura do jornal, os apresentadores mencionaram o início tardio da atração e atribuíram o atraso ao programa matinal.

Durante a transmissão, Marco Matos destacou que o telejornal começou depois do horário habitual, enquanto Cristina Ranzolin afirmou que o atraso estaria acontecendo com frequência. As falas foram feitas de forma direta e sem edição, chamando atenção do público.

A repercussão foi imediata nas redes sociais e também nos bastidores da emissora. Segundo informações apuradas pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, a Globo não teria aprovado a crítica pública feita por jornalistas contra um programa nacional da própria casa, e a afiliada teria sido procurada para tratar do caso.

Veja o vídeo:

Fonte: DCM com informação da coluna da jornalista Fábia Oliveira, do Metrópoles

Recaída? Zé Felipe reconhece copo com rosto de Ana Castela e se declara: “Sovaco lindo”


Zé Felipe reconhece à distância copo com rosto de Ana Castela, vê admirado e solta declaração inesperada — Foto: Reprodução/Instagram

Zé Felipe viralizou nas redes sociais após ser filmado durante um show em Quirinópolis, no interior de Goiás, na noite de sexta-feira. No vídeo, o cantor reconhece à distância um copo personalizado com o rosto da ex-namorada, Ana Castela, exibido por uma pessoa na plateia, e reage de forma espontânea, com sorriso e expressão de surpresa, o que rapidamente chamou a atenção do público.

As imagens mostram Zé Felipe interrompendo a apresentação por alguns segundos ao perceber o objeto, observando com atenção e demonstrando admiração antes de fazer um comentário que não foi totalmente audível no registro, mas que foi interpretado pelos fãs como uma declaração inesperada. A cena foi compartilhada em diferentes plataformas e passou a circular amplamente, impulsionada pela curiosidade em torno da relação passada entre os dois artistas.

A reação do cantor gerou intensa repercussão entre internautas, que passaram a especular sobre o significado do gesto e a relembrar o relacionamento entre Zé Felipe e Ana Castela. Até o momento, nenhum dos dois se manifestou oficialmente sobre o episódio, que segue sendo tratado como um momento espontâneo ocorrido durante o show.

Fonte: DCM

Camilo Santana defende que Haddad dispute eleição em São Paulo

Ministro da Educação afirma que chefe da Fazenda não pode decidir sozinho e diz que eventual candidatura faz parte de um projeto nacional liderado por Lula

       Camilo Santana defende que Haddad dispute eleição em São Paulo (Foto: © Luis Fortes/MEC)

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), não pode tratar como uma decisão estritamente pessoal a sinalização de que não pretende disputar cargos eletivos nas eleições deste ano. Segundo Santana, Haddad integra um projeto político mais amplo, conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e deve considerar esse contexto ao definir seu futuro político.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, divulgada neste domingo (25), e ocorre em meio às articulações do Palácio do Planalto para convencer Haddad a concorrer novamente ao governo de São Paulo, como mostrou a CNN. Em 2022, o atual ministro da Fazenda disputou o segundo turno contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas acabou derrotado.

“Haddad cumpriu um papel importante em 2022 e representa algo muito maior. Então não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual. Ele faz parte de um projeto de Brasil, que é liderado pelo presidente Lula”, afirmou Camilo Santana, ao comentar a resistência do colega em voltar às urnas.

O ministro da Educação reforçou que, no caso específico de São Paulo, o PT dispõe de poucos nomes com projeção eleitoral. “No caso de São Paulo, os dois grandes nomes são [Geraldo] Alckmin e Haddad. É questão de missão. Não é querer ou não querer. Muitas vezes precisamos nos colocar à disposição em nome do projeto nacional, independentemente se vamos ser vitoriosos ou não”, acrescentou.

Camilo Santana também indicou que decisões políticas nem sempre correspondem aos desejos individuais e que o compromisso com o projeto coletivo deve prevalecer. “A gente precisa cumprir missões que muitas vezes pessoalmente não quer”, disse. Ao final, demonstrou confiança de que Haddad pode rever sua posição: “Não tenho dúvida de que o Haddad vai se empolgar”.

Apesar da pressão de aliados e do próprio presidente Lula, Fernando Haddad tem reiterado publicamente que não pretende ser candidato em 2026. Na semana passada, o ministro declarou que sua prioridade é se dedicar a um debate mais amplo sobre o futuro do país, especialmente no cenário internacional.

“Disse a Lula, em todas as ocasiões, que não iria me candidatar em 2026, a todos os cargos. Tenho relação pessoal com Lula, o presidente convive com a minha família. Eu tenho ouvido o presidente. Começamos a conversar sobre a minha saída do governo na semana passada e levei as minhas considerações a ele”, afirmou Haddad em entrevista ao portal UOL.

Nos bastidores, segundo informações da CNN Brasil, interlocutores próximos ao presidente e ao ministro avaliam que pesa contra uma eventual candidatura a possibilidade concreta de derrota em São Paulo. Pesquisas de intenção de voto indicam que o atual governador, Tarcísio de Freitas, aparece como favorito à reeleição.

Mesmo diante das especulações e da insistência do Planalto, Haddad voltou a descartar planos eleitorais no curto prazo. “Não estou pensando em cargos políticos. Quero um tempo para discutir um projeto de país no cenário internacional”, reiterou o ministro da Fazenda.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo, CNN e UOL

Lula articula palanques estaduais para sustentar reeleição em 2026

Presidente concentra esforços nos grandes colégios eleitorais e pressiona aliados a disputar governos e o Senado para repetir desempenho decisivo de 2022

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura de contratos para construção de navios gaseiros, empurradores e barcaças. Rio Grande (RS) - Brasil (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se dedicado pessoalmente à montagem de palanques estaduais para dar sustentação à sua candidatura à reeleição, com foco em preservar ao menos a votação obtida em 2022. A estratégia envolve investir sobre potenciais candidatos e costurar alianças nos maiores colégios eleitorais do país.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Lula tem priorizado articulações no Sudeste e no Sul, sem descuidar do Nordeste, região em que tradicionalmente obtém vitórias mais amplas. A avaliação no Palácio do Planalto é de que o desempenho estadual foi decisivo para a vitória nacional na última eleição e voltará a ser central no próximo pleito.

Em São Paulo, o presidente está convencido de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve ser candidato ao governo estadual e pretende insistir nessa hipótese, embora Haddad sinalize não ter interesse em voltar a disputar eleições. Em conversa recente, Lula pediu que o ministro o acompanhe em uma viagem internacional antes de deixar o governo, ocasiões em que costuma tratar de projetos políticos. O presidente viajará ao Panamá no fim de janeiro e à Índia e à Coreia do Sul em meados de fevereiro.

Ainda com foco em São Paulo, Lula não descarta tentar convencer o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a disputar uma vaga no Senado. A cúpula do governo e do PT avalia que a evolução da votação presidencial no estado foi determinante em 2022: após Haddad ter obtido 7,2 milhões de votos no segundo turno de 2018, Lula alcançou 11,5 milhões quatro anos depois, desempenho que, apesar da derrota local, contribuiu para o triunfo nacional.

Aliados também consideram ideal uma coligação que inclua as ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente). Tebet, porém, é de Mato Grosso do Sul e precisaria transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, além de eventualmente mudar de partido, já que o MDB apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Lula deve levá-la em uma viagem para discutir seu futuro político.

Em Minas Gerais, segundo maior eleitorado do país, o presidente mantém a aposta em convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar o governo estadual. Lula já avisou a aliados que fará novo apelo, em articulação que pode envolver o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e chegou a sugerir que o MDB seria um bom destino partidário para Pacheco. Procurado, o senador não se manifestou.

No Rio de Janeiro, Lula conversou recentemente com o prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo, e a aliança está acertada. A deputada Benedita da Silva deve representar o PT na chapa, como candidata ao Senado, em um estado que possui o terceiro maior eleitorado do país, segundo dados divulgados em 2024.

Fora do Sudeste, o presidente acompanha com atenção a situação da Bahia e do Ceará, ambos governados pelo PT. Pesquisas indicam risco de derrota dos governadores Jerônimo Rodrigues (BA) e Elmano de Freitas (CE), cenário que Lula não aceita. Para reagir, acionou os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Camilo Santana (Educação) para garantir as vitórias; no Ceará, Camilo tenta fortalecer Elmano diante da ameaça representada por Ciro Gomes (PSDB), enquanto, na Bahia, o senador Jaques Wagner defendeu a reeleição de Jerônimo. “Essa ideia [lançar Rui Costa para governador], para mim, não existe. Nem é cogitada”, disse Wagner à Folha. “Sou pela naturalidade da política. A naturalidade da política é a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.”

Fonte: Brasil 247 com informações por meio de reportagem da Folha de S. Paulo

Michelle aposta em prisão domiciliar e se afasta dos filhos de Bolsonaro para fortalecer Tarcísio


Michelle Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) • Estadão Conteúdo/Saulo Cruz/Agência Senado/João Valério/Governo de São Paulo

A articulação de Michelle Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal em torno do pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro aprofundou o distanciamento entre ela e os filhos do ex-presidente e reacendeu a disputa interna sobre a sucessão do bolsonarismo para 2026. A movimentação passou a ser vista, nos bastidores, como tentativa de reabrir o debate eleitoral e recolocar Tarcísio de Freitas como alternativa ao senador Flávio Bolsonaro. As informações são do Globo.

Interlocutores relatam que Michelle avalia que uma eventual transferência de Bolsonaro para casa poderia alterar o centro de gravidade das decisões políticas, hoje concentradas em Flávio. A estratégia teria ganhado força após a ida do ex-presidente para a Papudinha e o recuo de Tarcísio de uma visita prevista, episódio que coincidiu com a intensificação das conversas da ex-primeira-dama com ministros do STF.

Michelle e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução
Entre os filhos, a leitura é de que Michelle tenta se firmar como porta-voz institucional do bolsonarismo, ampliando seu peso político ao costurar pontes e se associar a eventuais avanços no tratamento dado a Bolsonaro. A estratégia jurídica é descrita como escalonada, começando por pedidos de melhoria nas condições da prisão e avançando para a defesa da domiciliar por motivos de saúde.

Aliados de Flávio afirmam que o movimento tem impacto direto no desenho eleitoral e vai além da situação pessoal do ex-presidente. A avaliação é de que a ex-primeira-dama busca reorganizar a direita e viabilizar uma solução pragmática para 2026, com Tarcísio na cabeça de chapa e ela própria como vice, cenário visto como mais competitivo junto ao Centrão e a setores evangélicos.

O governador, por sua vez, tenta se manter distante do embate. Procurado, Tarcísio reafirmou publicamente que é candidato à reeleição em São Paulo, embora aliados admitam que ele evita definições antecipadas para preservar margem de manobra. O reagendamento de uma visita a Bolsonaro é visto como tentativa de afastar a leitura de rompimento.

A reação mais explícita aos movimentos de Michelle partiu de Carlos Bolsonaro, que publicou mensagens sugerindo disputas internas e tentativas de sabotagem ao projeto de Flávio. O episódio expôs fissuras no núcleo familiar e antecipou uma disputa que, embora ainda informal, já influencia as articulações do bolsonarismo para 2026.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo