segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Carluxo perde a linha e ataca aliados de Tarcísio: “Putinhas do sistema”

Carlos Bolsonaro. Foto: Reprodução

Carlos Bolsonaro perdeu a linha nas redes sociais ao atacar aliados de Tarcísio de Freitas neste domingo (7), em meio à turbulência gerada pela pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A crise se acentuou depois que Flávio admitiu que pode desistir da disputa e afirmou ter um “preço” para isso, alimentando a suspeita de que sua entrada no jogo serviria apenas como pressão pela aprovação da anistia aos golpistas — medida que beneficiaria Jair Bolsonaro, preso e inelegível.

A declaração acendeu um incêndio dentro do próprio clã. O irmão Carluxo reagiu com ataques a conservadores que criticaram Flávio, chamando-os de “putinhas do sistema”, e declarando que “o tempo” mostra quem está do lado verdadeiramente ou por conveniência.

“Os ‘isentões’ e os ‘limpinhos’, aqueles que diziam lutar pela ‘união da direita’, hoje já não querem mais união alguma. Por quê? Porque muitos se revelaram aquilo que sempre foram: putinhas do sistema”, declarou Carlos no X. “Estão mais uma vez sendo desmascarados – e ainda haverá mais revelações. O tempo mostra quem está do lado da verdade e quem apenas representava um papel conveniente”.


Flávio Bolsonaro. Imagem: reprodução

Já Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também interessado na disputa presidencial, mandou recado direto ao irmão: “Desistir não é opção! Para trás nem para tomar impulso, somente para frente!” A crise expõe, mais uma vez, o possível racha crescente na direita bolsonarista.


No Congresso, o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), chamou Flávio de “piada” e o acusou de protagonizar um “pastelão político”. Segundo ele, o senador tenta usar sua candidatura como chantagem para negociar a anistia com o Centrão. “‘Eu tenho um preço’ escancara o método da família: a chantagem. É um vexame”, disse.


Enquanto o clã troca farpas, o cenário eleitoral revela números ainda mais duros para Flávio. Pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (6), mostra que ele é o nome mais fraco do bolsonarismo para 2026: apenas 8% dos eleitores acham que ele deveria ser apoiado por Jair Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lidera com 22%, seguida por Tarcísio de Freitas (20%), Ratinho Jr. (12%) e Eduardo Bolsonaro (9%).

Além das disputas internas, os dados mostram um problema ainda maior: 50% dos brasileiros afirmam que não votariam em nenhum candidato apoiado por Jair Bolsonaro. O levantamento confirma que o bolsonarismo enfrenta sua fase de menor força eleitoral desde 2018 – e que o “balão de ensaio” lançado por Flávio pode ter estourado antes mesmo de ganhar altitude.

Fonte: DCM

Mercado corta previsões de inflação pela quarta semana seguida, diz Boletim Focus

Nova queda ocorre às vésperas da reunião do Copom que define o futuro da política de juros

          Sede do Banco Central em Brasília-DF - 29/10/2019 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (8), confirmou mais um movimento de alívio nas expectativas de inflação para 2025. Conforme os dados compilados semanalmente pela autoridade monetária a partir das estimativas do mercado financeiro, a mediana do IPCA projetado caiu de 4,43% para 4,40%, marcando a quarta redução consecutiva.

Também segundo o levantamento do Banco Central, o relatório mantém a estimativa de câmbio em R$ 5,40 por dólar e aponta melhora nas expectativas de crescimento da economia brasileira, com o PIB de 2025 passando de 2,16% para 2,25%. Já a taxa Selic prevista para o próximo ano permanece em 15% ao ano.

◎ Inflação segue trajetória de recuo

As projeções do IPCA para 2026 recuaram pela terceira semana consecutiva, passando de 4,17% para 4,16%. Para 2027, o índice permanece estável em 3,80% pela quinta semana seguida, enquanto 2028 segue ancorado em 3,50%, sem alterações recentes.

No caso do IGP-M, o relatório mostra queda contínua. A mediana para 2025 passou de –0,57% para –0,61%, acumulando 13 semanas de recuo. As projeções para 2026 e 2027 continuam em 4,00%, enquanto 2028 se mantém em 3,85%.

Os preços administrados, por sua vez, apresentaram variação distinta: a projeção para 2025 subiu de 5,18% para 5,25%, mantendo a tendência de alta há seis semanas. Em 2026, a estimativa caiu de 3,80% para 3,76%, marcando o primeiro recuo recente. Já 2027 teve redução de 3,65% para 3,60%, e 2028 segue estável em 3,50%.

◎ PIB tem melhora nas projeções para os próximos anos

As expectativas de crescimento econômico também registraram avanços. Para 2026, a mediana do PIB passou de 1,78% para 1,80%, em sua primeira elevação semanal. A projeção para 2027 subiu de 1,83% para 1,84%. Já para 2028, as estimativas permanecem firmes em 2,00% há 91 semanas, sinalizando estabilidade na visão de longo prazo do mercado.

◎ Câmbio segue sem mudanças

As previsões para o dólar continuam estáveis. O valor estimado para 2025 permanece em R$ 5,40 há três semanas. Para 2026, 2027 e 2028, o câmbio segue inalterado em R$ 5,50, com séries de estabilidade que variam entre seis e oito semanas.

◎ Selic mantém quadro estável para os anos mais distantes

No caso da taxa básica de juros, houve ajuste apenas para 2026, cuja projeção subiu de 12,00% para 12,25%, na primeira revisão de alta recente. As projeções para 2027 permanecem em 10,50% há 43 semanas, enquanto 2028 segue com mediana de 9,50% após atualização na última semana.

Fonte: Brasil 247

Fachin propõe criação de código de conduta para tribunais superiores

Presidente do STF defende regras mais rígidas de transparência e integridade, inspiradas no modelo alemão

      Edson Fachin (Foto: Gustavo Moreno/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, apresentou a ministros da Corte e dirigentes de outros tribunais superiores a proposta de criação de um código de conduta unificado voltado a reforçar padrões de transparência e integridade no Judiciário brasileiro. A iniciativa surge em meio a debates recentes sobre a participação de magistrados em eventos privados e a relação com atores que têm interesses em julgamento. As informações são do g1.

A proposta de Fachin se baseia no código de boas práticas adotado pelo Tribunal Constitucional da Alemanha, reconhecido internacionalmente por seu rigor e clareza quanto aos limites éticos de seus integrantes.

O interesse em revisitar as normas de conduta no Brasil ganhou força após vir a público que o ministro Dias Toffoli viajou em um jatinho pertencente ao empresário Luiz Oswaldo Pastore, de quem é amigo. Segundo informou a interlocutores, Toffoli confirmou o voo ocorrido durante a final da Libertadores, em Lima, entre Flamengo e Palmeiras. Ele afirmou que, à época, o advogado Augusto Botelho — que mais tarde representaria um cliente em ação no STF — ainda não havia ingressado com recurso na Corte.

A situação, no entanto, gerou questionamentos porque Toffoli havia sido sorteado em 28 de novembro como relator de um processo envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central sob acusação de fraudes. O recurso apresentado pela defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição, chegou ao STF em 3 de dezembro, quando o ministro decretou sigilo no inquérito e formalizou sua transferência da Justiça Federal para o Supremo.

● Regras rígidas como referência

O modelo alemão que inspira Fachin estabelece parâmetros claros para evitar conflitos de interesse. O texto determina que “os juízes podem aceitar remuneração por palestras, participação em eventos e publicações apenas se, e na medida em que, isso não comprometa a reputação do Tribunal nem gere dúvidas quanto à independência, imparcialidade, neutralidade e integridade de seus membros”. Também é exigido que qualquer renda extra seja divulgada.O documento ressalta ainda que “não há objeção se o organizador do evento cobrir despesas apropriadas de viagem, acomodação e alimentação”, além de estipular que presentes ou benefícios só podem ser aceitos em contextos sociais e quando não colocarem em risco a integridade e a autonomia do magistrado.

Se adotadas no Brasil, normas como essas reabririam a discussão sobre a possibilidade de ministros do STF utilizarem jatinhos de empresários ou participarem de eventos financiados por grupos que tenham ações em tramitação na Corte — especialmente quando tais processos se encontram sob a relatoria do próprio magistrado convidado.

● Independência, discrição e moderação pública

Outro trecho do código alemão reforça que os juízes devem exercer o cargo com total imparcialidade, sem qualquer influência de vínculos sociais, políticos ou econômicos. Ele destaca que, “em toda a sua conduta, zelam para que não surjam dúvidas sobre sua neutralidade no exercício do cargo em relação a grupos sociais, políticos, religiosos ou ideológicos”. O documento também aborda a postura pública dos magistrados, recomendando cautela em manifestações sobre decisões judiciais ou debates jurídicos que possam afetar processos em curso. Em outro trecho, explicita que “os juízes não emitem pareceres sobre questões constitucionais nem fazem previsões sobre o resultado de processos pendentes ou que possam ser decididos em futuro próximo”.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

José Trajano e Juca Kfouri anunciam programa na TV Brasil

Contratação dos jornalistas amplia foco esportivo da TV Brasil e movimenta cenário da comunicação pública

Juca Kfouri, José Trajano e André Basbaum (Foto: Reprodução / Redes sociais)

A Empresa Brasil de Comunicação confirmou novas contratações que movimentam o setor esportivo da TV Brasil. A informação foi anunciada pelo presidente da EBC, Andre Basbaum, que celebrou a chegada de Juca Kfouri e José Trajano às equipes da casa.

No comunicado publicado no Facebook, Basbaum descreveu os dois profissionais como “lendas” e afirmou que ambos aceitaram o convite para integrar o time. O dirigente, no cargo desde agosto, não detalhou o formato do projeto que será desenvolvido pelos novos contratados.

Trajano, entretanto, deu mais pistas em suas próprias redes sociais. Ele informou no Instagram que comandará um programa esportivo ao lado de Kfouri na TV Brasil e confirmou a participação do jornalista Lúcio de Castro na equipe. “As lendas Juca e Trajano. Estão convidados para fazer parte do time EBC. E aceitaram! Temos um plano!”, escreveu Basbaum ao oficializar a contratação. Kfouri, Trajano e Castro trabalharam juntos na ESPN Brasil e têm longa trajetória no jornalismo esportivo.

Fonte: Brasil 247

Kassab avalia cenário de 2026 e volta a articular candidatura de Ratinho Júnior

Segundo relatos de bastidores, Kassab e Ratinho conversaram ao longo do último fim de semana sobre o cenário eleitoral e a viabilidade do projeto

       O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, retomou as articulações para viabilizar uma candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), à Presidência da República em 2026, após o anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende disputar o Palácio do Planalto. As informações são da CNN Brasil.

Segundo relatos de bastidores, Kassab e Ratinho conversaram ao longo do último fim de semana sobre o cenário eleitoral e a viabilidade do projeto. O governador paranaense teria sinalizado disposição para entrar na disputa, mas ambos concordaram em evitar movimentos públicos bruscos até fevereiro, mês considerado estratégico para a formalização de qualquer anúncio.

A avaliação interna do PSD é que Flávio Bolsonaro tende a manter sua candidatura até o fim, como forma de preservar o protagonismo político da família Bolsonaro no campo da direita. Esse movimento, na visão de Kassab, praticamente inviabiliza uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e abre espaço para que Ratinho se apresente como alternativa competitiva fora do eixo bolsonarista mais duro.

Interlocutores próximos do dirigente partidário avaliam ainda que Ratinho Júnior teria vantagem por apresentar uma imagem considerada mais independente do bolsonarismo do que Tarcísio, o que poderia ampliar sua capacidade de diálogo com setores do centro político e do empresariado.

Além de Flávio e Ratinho, Kassab projeta a entrada de outros nomes fortes da direita na disputa nacional. Entre eles estão os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás. A leitura é de que a direita deve chegar dividida ao primeiro turno e, em seguida, buscar unificação em torno de um nome de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno.

Nesse desenho, o campo político também ficaria fragmentado entre os partidos de centro e direita. De acordo com essas projeções, Flávio Bolsonaro contaria com o apoio de PP e Republicanos; Caiado teria apenas o União Brasil; Zema disputaria pelo Novo; e Ratinho iniciaria o projeto exclusivamente com o PSD. Já o MDB tende, segundo a avaliação interna do partido de Kassab, a se alinhar com Lula.

Outro ponto avaliado nas conversas foi a importância do tempo de televisão. Apesar da tradicional disputa por siglas menores para ampliar o espaço na propaganda eleitoral, Kassab avalia que o peso das redes sociais tende a superar o impacto da TV na eleição de 2026.

O entusiasmo dos dois dirigentes foi reforçado pelos resultados recentes de pesquisas. O Datafolha divulgado neste fim de semana foi comemorado internamente pelo PSD e confirmou diagnósticos de levantamentos qualitativos conduzidos pelo partido, que apontam um bom posicionamento de Ratinho Júnior mesmo sem ele ter iniciado uma campanha de projeção nacional.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Governo do Estado divulga calendário de feriados e pontos facultativos de 2026

Ao todo, o calendário prevê 18 datas especiais, contando Carnaval, Páscoa, Natal e Ano-Novo. De acordo com a Casa Civil, os feriados declarados em leis municipais serão observados pelos responsáveis pelas pastas nas suas respectivas localidades.

Governo do Estado divulga calendário de feriados e pontos facultativos de 2026
Foto: Roberto Diziura Jr/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quinta-feira (4) o decreto 12.134/2025 , que institui o calendário oficial de 2026. Ele estabelece os feriados, os dias de recesso e de ponto facultativo para os órgãos e entidades da administração direta, indireta, e autarquias do Poder Executivo.

Ao todo, o calendário prevê 18 datas especiais, contando Carnaval, Páscoa, Natal e Ano-Novo. De acordo com a Casa Civil, os feriados declarados em leis municipais serão observados pelos responsáveis pelas pastas nas suas respectivas localidades.

Confira as datas:

I - 1º de janeiro, Confraternização Universal, feriado nacional;

II - 2 de janeiro, recesso;

III - 16 e 17 de fevereiro, ponto facultativo;

IV - 18 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas, ponto facultativo até as 14 horas;

V - 2 de abril, ponto facultativo;

VI - 3 de abril, Paixão de Cristo, feriado nacional;

VII - 20 de abril, ponto facultativo;

VIII - 21 de abril, Tiradentes, feriado nacional;

IX - 1º de maio, Dia do Trabalho, feriado nacional;

X - 4 de junho, Corpus Christi, ponto facultativo;

XI - 5 de junho, ponto facultativo;

XII - 7 de setembro, Independência do Brasil, feriado nacional;

XIII - 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional;

XIV - 2 de novembro, Finados, feriado nacional;

XV - 15 de novembro, Proclamação da República, feriado nacional;

XVI - 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, feriado nacional;

XVII - 21 a 31 de dezembro, recesso;

XVIII - 25 de dezembro, Natal, feriado nacional.

Fonte: AEN

Preços de alimentos e bebidas caem em todas as regiões do Paraná em novembro

O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) registrou, em novembro, uma queda de 1,33%, resultando na menor variação para o mês desde 2020. Cerca de metade dessa queda está relacionada ao subgrupo leites e derivados, seguidos por tubérculos, raízes e legumes.

    Foto: Ari Dias/AEN

O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) registrou, em novembro, uma queda de 1,33%, resultando na menor variação para o mês desde 2020. Com isso, o IPR acumulado entre janeiro a novembro de 2025 foi de 0,46% e o índice acumulado em 12 meses foi de 1,64%, o menor resultado para essa métrica desde maio de 2024. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Apenas em novembro, cerca de metade dessa queda está relacionada ao subgrupo leites e derivados, que influenciou o resultado mensal com -0,74 pontos percentuais (p.p.), seguidos por tubérculos, raízes e legumes com influência de -0,60 p.p. e cereais -0,09 p.p. Em termos de variação percentual, os preços médios de tubérculos, raízes e legumes apresentaram queda de 14,52% em novembro; enquanto leite e derivados caiu 5,29%.

Dentre os produtos pesquisados, a queda mais expressiva ocorreu em tomate (-31,38%), seguido por abobrinha (-24,14%), pepino (-19,50%), leite integral (-8,96%) e melão (-6,61%). A produtividade de tomate, abobrinha e pepino foi impactada pela elevação da temperatura, fator que contribuiu para o amadurecimento desses frutos, resultando em ampliação da disponibilidade ao consumidor e retração dos preços. No mesmo sentido, o preço do leite foi reflexo da expansão da oferta, acarretando em maior captação de leite.

Em novembro, a queda do IPR espalhou-se por todos os municípios pesquisados. A retração mais expressiva foi registrada em Cascavel (-1,64%), acompanhada por Maringá (-1,62%), Foz do Iguaçu (-1,47%), Curitiba (-1,38%), Guarapuava e Ponta Grossa (-1,28%), Londrina (-1,25%), Umuarama (-1,05%) e Pato Branco (-0,99%).

O subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou quedas de 17,18% em Cascavel, de 16,56% em Curitiba, de 16,19% em Maringá, de 15,43% em Foz do Iguaçu, de 14,72% em Pato Branco, de 13,73% em Ponta Grossa, de 13,54% em Guarapuava, de 13,25% em Londrina e de 9,89% em Umuarama. O preço do tomate caiu 37,07% em Cascavel, 35,72% em Maringá, 35,11% em Curitiba, 34,35% em Foz do Iguaçu, 33,17% em Pato Branco, 28,37% em Guarapuava, 28,09% em Londrina, 27,79% em Ponta Grossa e 21,30% em Umuarama.

Na contramão da tendência, houve aumento de 5,05% no preço da banana-caturra, de 4,67% em cebola, 4,09% em maçã e de 3,62% em óleo de soja. Esses reajustes se devem a menores volumes ofertados por conta de transição de safras das frutas e do bulbo e pela demanda aquecida por óleo de soja. Regionalmente, a carne suína registrou alta de 2,04% em Maringá e de 1,61% em Cascavel, enquanto óleo e gorduras sofreram reajustes de 2,49% em Foz do Iguaçu, de 1,86% em Guarapuava e de 1,81% em Umuarama.

ÚLTIMOS DOZE MESES A variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 1,64%. Em termos regionais, ficou em 2,56% em Guarapuava, 2,18% em Pato Branco, 1,96% em Cascavel, 1,94% em Foz do Iguaçu, 1,64% em Umuarama, 1,38% em Maringá, 1,17% em Curitiba, 1,05% em Ponta Grossa e 0,93% em Londrina.

Dois dos principais fatores que ajudaram a segurar os preços foram o subgrupo cereais, que apresentou queda de 30,68% em Ponta Grossa, de 29,17% em Cascavel, de 29,15% em Foz do Iguaçu, de 28,70% em Pato Branco, de 27,23% em Guarapuava, de 26,59% em Curitiba, de 26,56% em Umuarama, de 24,65% em Londrina e de 24,61% em Maringá, e a batata-inglesa, que apresentou retração de 49,41% em Curitiba, de 49,25% em Londrina, de 48,06% em Ponta Grossa, de 45,60% em Maringá, de 45,25% em Umuarama, de 44,77% em Cascavel, de 43,99% em Foz do Iguaçu e Guarapuava e de 40,57% em Pato Branco.

O café ainda tem a maior alta acumulada em 12 meses em seis municípios (Guarapuava, Pato Branco, Cascavel, Foz do Iguaçu, Umuarama e Ponta Grossa). Em outros dois (Londrina e Maringá) a abobrinha ocupa esse lugar. Em Curitiba o maior registro de alta foi a da cenoura.

Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN)

A projeção conquistada por Mauro Vieira após negociação com EUA

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos reposicionou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no centro da política externa do governo Lula (PT). Discreto desde o início do mandato, ele ganhou protagonismo ao conduzir negociações após Washington impor sobretaxa de 40% a produtos brasileiros e sanções a autoridades nacionais, justificando as medidas pelo tratamento dado pelo Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O movimento tirou Vieira da sombra de Celso Amorim, assessor especial do Planalto e histórico formulador da diplomacia petista, que havia assumido papel de destaque em temas como a guerra na Ucrânia e a eleição venezuelana.

Segundo Guga Chacra, do jornal O Globo, interlocutores negam qualquer disputa entre os dois e afirmam que Vieira e Amorim exercem funções complementares. Mas reconhecem que o chanceler vive seu momento de maior visibilidade desde janeiro de 2023.

A virada ocorreu quando ele assumiu a linha de frente do diálogo com o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, com quem já se reuniu duas vezes. Ao defender que as relações bilaterais não são “incondicionais”, Vieira passou a reafirmar publicamente a soberania do Brasil frente às pressões comerciais e políticas vindas de Washington.

Diplomatas avaliam que o ministro ganhou peso ao desempenhar a tarefa considerada mais complexa nesta crise: manter interlocução direta com Rubio, figura influente na gestão do presidente Donald Trump. A capacidade de transitar entre pressões externas e a agenda doméstica é vista como ativo raro.

Mauro Vieira e Marco Rúbio. Foto: Itamaraty
Desde que assumiu o Itamaraty, Vieira participou de mais de 530 reuniões de alto nível, mantendo conversas com mais de 140 chanceleres enquanto conduzia temas do Brics, do G20 e negociações delicadas com Argentina, Venezuela, México, Colômbia e União Europeia. Na escalada da crise no Oriente Médio, liderou as articulações brasileiras no Conselho de Segurança da ONU.

Ex-embaixador em Washington, o chanceler mobilizou uma operação sigilosa para monitorar reações nos EUA, acionando contatos na embaixada brasileira e enviando assessores ao país.

Segundo auxiliares, ele combina atuação de “pé no acelerador” com capacidade de falar apenas quando necessário — perfil visto como essencial em um dos períodos mais turbulentos da diplomacia recente.

Ainda assim, Amorim segue influente como conselheiro direto de Lula. Diplomatas destacam que, se Vieira é um executor habilidoso, Amorim permanece como formulador estratégico. Rubens Ricupero resume a divisão de papéis: “o ministro Mauro Vieira ocupa um lugar que um assessor jamais poderia ter”.

Para a professora Flavia Loss, do FESPSP, a estrutura lembra o primeiro mandato de Lula, mas com diferenças claras: “em crises como a atual com os EUA, porém, ele [Amorim] não é o melhor ator, por ser identificado demais com o PT”. Ela afirma que Vieira ascendeu por circunstância: “foi o nome necessário”.

Já o diplomata Paulo Roberto de Almeida pondera que o chanceler ainda opera “na sombra de Amorim”, lembrando que decisões chave da política externa seguem concentradas no Planalto. Ele aponta a existência de “uma diplomacia presidencialista, personalista, com improvisações que comprometem a credibilidade do país”.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

VÍDEO: Flávio nega divisão na direita e diz que Tarcísio é “principal nome do time”


      Flávio Bolsonaro em culto, na cidade de Brasília. Foto: Reprodução/

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, neste domingo (7), que exista qualquer divisão na direita após sua confirmação como pré-candidato à Presidência da República. Ele afirmou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi a primeira pessoa com quem conversou depois de receber o apoio público do pai, Jair Bolsonaro. Segundo o senador, a reação do governador foi “muito boa”, e Tarcísio segue sendo, na avaliação dele, “o principal cara do nosso time”. Flávio reforçou ainda que o paulista deverá disputar a reeleição com o apoio do grupo bolsonarista.

“A primeira pessoa que eu quis conversar foi o Tarcísio (…) foi muito boa a reação, um cara excepcional que se mostrou de peito aberto em uma conversa muito franca e sincera, como eu tive todas as vezes com ele. E, para mim, o Tarcísio é o principal cara do nosso time hoje, porque eu tenho a convicção de que a gente vai resgatar o Brasil”, disse à jornalistas.

A fala ocorre em meio à frustração de parte da direita, que via em Tarcísio um nome mais competitivo para herdar o espólio político de Jair Bolsonaro, preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após condenação por tentativa de golpe de Estado pelo STF. Mesmo assim, Flávio disse confiar que a direita sairá unida e que a vitória em 2026 começará por São Paulo, “com uma diferença maior de votos do que em 2022”.

Apesar de reafirmar sua pré-candidatura, Flávio admitiu que pode desistir da disputa caso seja atendido um “preço político”: a aprovação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, medida que pode beneficiar o ex-presidente. O senador afirmou que se reunirá nesta segunda-feira (8) com líderes de PL, União Brasil, PP e Republicanos – entre eles Valdemar Costa Neto, Antonio Rueda, Ciro Nogueira e Marcos Pereira – para discutir os próximos passos após o impacto interno do anúncio.

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim e eu tenho um preço para isso, que eu vou negociar. Eu tenho um preço, só que eu só vou falar para vocês amanhã”, afirmou. “Espero que a gente paute essa semana a anistia. Espero que os presidentes da Câmara e do Senado cumpram o que eles prometeram, que pautariam a anistia, e deixem o pau cantar no voto no plenário – que é o que a gente sempre quis”.



Em resposta às reações negativas do mercado financeiro ao seu nome, Flávio classificou as avaliações iniciais como “precipitadas”. Ele disse que terá tempo durante a campanha para mostrar um “Bolsonaro diferente”, “mais centrado”, que conhece Brasília e pretende trabalhar pela “pacificação do país”. Segundo ele, a exposição eleitoral ajudará a consolidar essa nova imagem.

O senador também destacou que vê na candidatura a chance de resgatar o projeto político iniciado pelo pai. Garantiu, porém, que não há fragmentação na direita e que seu diálogo com Tarcísio reforça essa unidade. “A gente vai ganhar a eleição começando por São Paulo”, afirmou.

Fonte: DCM

VÍDEO: Irmão de Chitãozinho e Xororó morre em acidente com van da equipe em SP


      Mauri Prudêncio de Lima. Imagem: reprodução

O cantor Mauri Prudêncio de Lima, 55, irmão da dupla Chitãozinho e Xororó, morreu neste domingo (7) em um acidente automobilístico após sair de um show em Curitiba (PR). Ele retornava com a equipe quando a van em que viajava se envolveu em uma colisão no km 373 da BR-116, em Miracatu (SP). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o motorista sofreu um mal súbito, perdeu o controle do veículo e bateu contra uma carreta; uma caminhonete também foi atingida.

Mauri estava no banco dianteiro e ficou preso às ferragens, morrendo no local. Outra pessoa da equipe também morreu, e cinco pessoas ficaram feridas. O estado de saúde do motorista não foi divulgado até o momento.

Em nota, a assessoria de Chitãozinho e Xororó informou que o irmão e parceiro musical de Mauri, Maurício, “está bem fisicamente e sendo assistido”. A família pediu privacidade neste momento de luto. Mauri, que vivia em Indaiatuba (SP), formava dupla com Maurício há 35 anos e era casado com a apresentadora Andrea Fabyanna.

Fonte: DCM

Congresso intensifica votações e prioriza segurança pública antes do recesso

Propostas do Executivo para área de segurança dominam a agenda enquanto Senado e STF enfrentam novos atritos

      Câmara dos Deputados, congresso Nacional (Foto: agência Brasil)

Segundo reportagem do UOL, duas matérias consideradas prioritárias pelo Executivo entram no centro das discussões desta semana.

Na Câmara dos Deputados, o relator Mendonça Filho deve apresentar na terça-feira (9) o parecer sobre a PEC da Segurança Pública. No Senado, cresce a expectativa para que o chamado PL Antifacção seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (10), com chances de seguir rapidamente ao plenário.

Ambos os textos foram enviados pelo governo federal, mas sofreram mudanças durante a tramitação. No caso do PL Antifacção, a principal crítica do Executivo recai sobre a retirada de recursos e atribuições da Polícia Federal. O debate ganhou força após a chacina da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes e reacendeu preocupações nacionais sobre o avanço do crime organizado.

Tensões entre Senado e Judiciário

Além das pautas de segurança, o Senado pode enfrentar novos atritos com o Poder Judiciário. Os parlamentares discutem alterações na lei do impeachment depois de o ministro do STF Gilmar Mendes ter decidido, na semana passada, que apenas a Procuradoria-Geral da República pode solicitar o afastamento de ministros da Corte.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também pautou para votação a PEC do Marco Temporal um dia antes de o STF retomar o julgamento do tema, movimento que promete ampliar o desconforto entre as instituições.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Brasil articula diplomacia para conter risco de ataque dos EUA à Venezuela

Planalto tenta evitar bombardeios, busca diálogo direto com Trump e avalia impactos regionais da escalada militar

  Donald Trump e Nicolás Maduro (Foto: Manaure Quintero/Reuters I Piroschka Van De Wouw/Reuters)

O governo do presidente Lula transformou a crise envolvendo Venezuela e Estados Unidos em sua prioridade número um na frente internacional. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, Brasília enxerga como iminente a possibilidade de bombardeios norte-americanos ao território venezuelano, o que acendeu um alerta diplomático, militar e humanitário no Palácio do Planalto.

Nas conversas internas, assessores informam que Lula trabalha em duas frentes: tentar evitar o ataque e, caso ele ocorra, atuar para impedir uma escalada que desestabilize toda a região. O presidente considera que o Brasil ainda pode ajudar a construir um entendimento entre Caracas e Washington, apesar do endurecimento das ações dos EUA.

Missão inicial: evitar o primeiro bombardeio

A avaliação do Planalto é que os Estados Unidos intensificaram os movimentos militares na direção de uma ofensiva. Navios norte-americanos já circulam no Caribe, entre eles o porta-aviões USS Gerald Ford, a maior embarcação da Marinha dos EUA. A frota opera em águas internacionais, mas muito próxima da Venezuela.

A escalada inclui ataques a embarcações que Washington afirma serem usadas por traficantes venezuelanos, deixando dezenas de mortos. Além disso, Donald Trump — atual presidente dos Estados Unidos — fez dois alertas públicos: determinou que todos considerem o espaço aéreo venezuelano “fechado” e orientou cidadãos dos EUA a deixarem o país.

Fonte: Brasil 247

Ciro Nogueira articula no Paraná retirada de Moro e aliança com Ratinho Júnior

Presidente do PP tenta conter debandada na federação União–PP e reorganizar palanque governista para 2026

       Ciro Nogueira (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), desembarca no Paraná nesta segunda-feira com uma missão política delicada: costurar a retirada de Sergio Moro da disputa pelo governo estadual e consolidar uma aliança da federação União Brasil–PP com o grupo do governador Ratinho Júnior (PSD). As informações são do jornal O Globo.

A articulação ocorre em meio a uma grave crise interna na federação, intensificada após o lançamento da pré-candidatura de Moro ao Palácio Iguaçu. Segundo dirigentes partidários, a movimentação do ex-juiz provocou uma divisão profunda no campo da centro-direita paranaense e acelerou a saída de quadros estratégicos da aliança.

Embora a agenda oficial de Ciro Nogueira preveja apenas reuniões com pré-candidatos locais, aliados próximos afirmam que a visita tem como objetivo principal formalizar o alinhamento com Ratinho Júnior. O plano em discussão inclui ainda a indicação do nome para vice-governador na chapa que deve ser encabeçada por Guto Silva (PSD), atual secretário de Cidades e escolhido pelo grupo governista como principal herdeiro político do governador.

Nos bastidores, a avaliação é que a permanência de Moro na disputa se tornou um fator de instabilidade. Levantamentos internos apontam que cerca de 60 prefeitos deixaram a federação União–PP nos últimos meses, movimento atribuído, em grande parte, à resistência regional ao nome do senador. Também se desfiliaram dois deputados federais: Filipe Francischini, que saiu do União Brasil, e Pedro Lupion, que deixou o PP e migrou para o Republicanos.Apesar de liderar pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, Moro enfrenta oposição direta de Ratinho Júnior, que não pretende dividir o protagonismo da sucessão com um adversário político de longa data. O histórico de tensão entre os dois tornou o projeto do ex-juiz cada vez mais difícil dentro do atual arranjo partidário.

Na tentativa de contornar o isolamento, Moro buscou negociar sua filiação ao Republicanos, mas a aproximação não prosperou. O partido mantém alinhamento com o Palácio Iguaçu, o que inviabilizou o avanço das tratativas e reduziu as opções do senador para viabilizar sua candidatura.Diante do cenário, dirigentes da federação passaram a defender uma estratégia de “estancar a sangria” e reconstruir pontes com o grupo do governador. A leitura interna é que insistir na candidatura de Moro poderia aprofundar o isolamento político do bloco e comprometer o desempenho das chapas proporcionais em 2026, especialmente para a Câmara e a Assembleia Legislativa.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

No entorno de Sergio Moro, porém, o clima é de cautela. Aliados afirmam que não há informação oficial sobre eventual retirada de sua pré-candidatura e dizem que o senador não foi comunicado formalmente sobre qualquer mudança de rota. Para esse grupo, o movimento ainda é tratado como especulação política.

Fonte: Brasil 247

Inquérito das fake news deve permanecer aberto por tempo indeterminado no STF

Ministros veem investigação como instrumento permanente de defesa das instituições e da democracia

18/11/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante o julgamento da Ação Penal 2696 referente ao Núcleo 3 da trama golpista (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O inquérito das fake news, instaurado em março de 2019 para apurar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a seus ministros, deve permanecer aberto por tempo indeterminado, às vésperas de completar sete anos de existência. A decisão vem sendo avaliada internamente por ministros da Corte, que consideram a apuração uma ferramenta estratégica de proteção institucional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em caráter reservado, ao menos três ministros confirmaram que a tendência é manter o inquérito em funcionamento contínuo, sem previsão de encerramento. Segundo interlocutores próximos do relator Alexandre de Moraes, a ideia é manter um instrumento formal ativo para agir rapidamente diante de novos ataques ao STF, às instituições republicanas ou à ordem democrática. Procurado por meio da assessoria, Moraes não se pronunciou.

Aberto por determinação do então presidente da Corte, Dias Toffoli, o inquérito se tornou o ponto de partida de uma série de outras investigações de grande impacto político. A partir dele foram desmembradas apurações sobre redes de desinformação, estruturas digitais organizadas e supostas tentativas de desestabilização da democracia. Entre os alvos das investigações estiveram blogueiros, empresários, parlamentares e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A manutenção do inquérito consolidou o protagonismo de Alexandre de Moraes em casos sensíveis. Por ser o relator do procedimento original, ele passou a conduzir também investigações derivadas, incluindo os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e às apurações sobre tentativa de golpe de Estado. Hoje, Moraes concentra a relatoria de algumas das principais investigações que envolvem o Judiciário e o sistema político.

Antes da invasão das sedes dos Três Poderes, havia no Supremo a expectativa de encerrar o caso. Naquele momento, a avaliação predominante era de que o ambiente institucional havia se estabilizado após a saída de Jair Bolsonaro da Presidência. Com a escalada de ataques em Brasília, porém, a leitura interna mudou de forma significativa.Dentro do tribunal, há divergências. Uma ala de ministros entende que o inquérito não deveria permanecer aberto indefinidamente. Em conversas reservadas, integrantes da Corte afirmaram que o encerramento poderia ocorrer após o término dos julgamentos relacionados à trama golpista.

O ex-presidente do STF Luís Roberto Barroso, que comandou a Corte até setembro deste ano, defendia o encerramento como forma de reduzir a tensão política no país. Apesar disso, reconheceu publicamente a importância do procedimento para a preservação institucional.“O inquérito foi atípico, mas, olhando em perspectiva, foi necessário e indispensável para enfrentar o extremismo no Brasil”, afirmou Barroso em entrevista no ano passado.

Na mesma ocasião, Barroso chegou a projetar o fechamento do caso até o fim de 2025. A avaliação atual dos ministros mais próximos de Moraes, entretanto, é de que o cenário político ainda não oferece condições de concluir a investigação sem riscos adicionais para a estabilidade institucional.Desde a sua origem, o inquérito é alvo de críticas e controvérsias. Ele foi aberto sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que foge ao rito tradicional, e teve o relator definido sem sorteio. As apurações também foram instauradas sob sigilo, condição que permanece até hoje.

Mesmo entre os ministros que defendem o encerramento em algum momento, há um consenso: sem o inquérito das fake news, o STF teria enfrentado muito mais dificuldade para reagir às ameaças, campanhas de desinformação e ataques direcionados à Corte e ao regime democrático nos últimos anos.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo