quinta-feira, 3 de julho de 2025

VÍDEO – Míriam Leitão desmente Andreia Sadi, que acusou Janja de afastar Xi Jinping

 

A jornalista Míriam Leitão na GloboNews. Foto: Reprodução

A jornalista Míriam Leitão, da GloboNews, desmentiu a colega Andréia Sadi, que culpou a primeira-dama, Janja da Silva, pela ausência do presidente da China, Xi Jinping, na Cúpula do Brics, marcada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro. Ela deixou claro que o líder do país asiático não virá ao país por ter agendas marcadas e que o presidente Lula já foi informado disso.

“O Xi Jinping disse para Lula que ele já veio [ao Brasil] há pouco tempo e tem outros compromissos. Isso não reduz o envolvimento da China com essa reunião e essa presidência do presidente Lula”, afirmou Míriam nesta quinta-feira (3), no “Conexão GloboNews”.

O chinês viajou ao Brasil em novembro passado e participou da Cúpula de Líderes do G20, além de uma visita de Estado a Brasília.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também participaria do encontro no Brasil, mas conversou com o presidente e comunicou que a viagem foi cancelada após seu território ser alvo de ataques de Israel e dos Estados Unidos no último mês.



Na quarta (2), Sadi insinuou que um episódio envolvendo Janja durante jantar em Pequim, em maio, teria pesado na decisão de Xi. “É muito difícil desvincular o que aconteceu naquela viagem com a ausência do presidente chinês na cúpula”, disse a jornalista.

Na ocasião, Janja pediu ajuda do governo chinês para combater os efeitos nocivos do TikTok, plataforma que pertence a uma empresa do país, como efeitos no comportamento de crianças e adolescentes e a disseminação de conteúdos de extrema-direita.

O governo chinês confirmou nesta quarta que Xi não virá ao Brasil para a cúpula e que o país será representado pelo primeiro-ministro Li Qiang. Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Abdel Fattah al-Sisi, do Egito, também comunicaram que não participarão do evento.

Fonte: DCM

Hugo Motta foge da imprensa em Lisboa após ser chamado de “inimigo do povo”

 

Hugo Motta, presidente da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), evitou a imprensa durante sua participação no 13º Fórum Jurídico de Lisboa, realizado nesta quarta-feira (3), segundo o Jornal Opção.

O parlamentar saiu pela porta dos fundos da Reitoria da Universidade de Lisboa logo após a mesa de abertura do evento, onde esteve ao lado de ministros do Supremo Tribunal Federal, como Luís Roberto Barroso. Jornalistas relataram que a assessoria de Motta havia confirmado uma coletiva de imprensa, com espaço e estrutura reservados, o que não se concretizou.

A ausência de explicações gerou mal-estar entre os repórteres que cobriam o fórum e amplia a repercussão negativa que o deputado vem enfrentando nas redes sociais. Motta está sendo chamado nas redes sociais de “inimigo do povo”, em razão de sua atuação recente no Congresso contra o povo brasileiro.

Ele liderou votações que impuseram derrotas ao governo Lula, como a derrubada do decreto que reajustava as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), gerando críticas de que estaria alinhado a interesses empresariais em detrimento da população mais pobre.

A estratégia de evitar perguntas da imprensa também ocorre em meio ao aumento da pressão sobre o Legislativo, acusado de operar pautas que beneficiam setores econômicos específicos. A expectativa era que Motta esclarecesse os próximos passos nas negociações com o governo sobre o novo modelo de tributação do IOF. Ele tem cobrado uma nova proposta do Planalto e chegou a dar prazo de dez dias para a apresentação de alternativas.

Enquanto cresce o desgaste político, a postura do presidente da Câmara em Lisboa é interpretada por aliados e adversários como sinal de que ele pretende manter a tensão institucional como ferramenta de barganha.

A ausência na coletiva reforçou a imagem de distanciamento e alimentou a percepção de que Motta evita o confronto público em um momento de alta cobrança por transparência e posicionamento claro.

Fonte: DCM com informação do Jornal Opção

Michelle enquadra líder do PL para garantir descanso de Bolsonaro


       O ex-presidente Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle. Foto: Isac Nóbrega

Após recomendação médica para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancele toda sua agenda em julho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entrou em contato com o líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), solicitando que os parlamentares evitem procurar o ex-mandatário durante o período de recuperação.

Cavalcante acatou o pedido e encaminhou uma mensagem ao grupo da bancada bolsonarista na quarta-feira (2), pedindo que nenhum colega convide Bolsonaro para viagens neste mês.

Os médicos diagnosticaram no ex-presidente uma “intensa esofagite com processo inflamatório”, além de “erosões da mucosa esofágica e gastrite moderada”, conforme boletim divulgado em suas redes sociais. Os problemas foram identificados por meio de uma endoscopia digestiva, e Bolsonaro precisou intensificar o tratamento medicamentoso que já vinha realizando.

Na terça-feira (1), ele havia cancelado compromissos públicos devido a crises de soluço e vômitos que, segundo ele, estavam afetando até sua capacidade de falar.

Fonte: DCM

Movimentos populares lançam carta e plebiscito por justiça tributária

Mais cedo, MTST ocupou a sede do banco Itaú, em São Paulo

        MTST ocupa o Itaú (Foto: X/Guilherme Boulos)

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo foram às ruas nesta quinta-feira (3), na região da avenida Faria Lima, considerado o coração financeiro da cidade de São Paulo, para exigir a taxação dos super-ricos. A informação foi divulgada pelo deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), nas redes sociais.

A manifestação culminou na ocupação do térreo do Itaú BBA, que fica no número 3500 da avenida. A vereadora de Belo Horizonte-MG pelo Psol postou vídeos da manifestação nas redes sociais:

Mais cedo, organizações sociais, movimentos populares, entidades estudantis e da sociedade civil lançaram uma carta defendendo, entre outros pontos, maior justiça tributária no país, com maior taxação dos super-ricos, fim dos supersalários no Judiciário e revisão das renúncias fiscais. Assinado por mais de 70 entidades, o documento defende a isenção do imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês com a cobrança de mais impostos de quem ganham mensalmente mais de R$50 mil. Um plebiscito popular sobre o tema também foi lançado.

Na avaliação das organizações, há uma ofensiva dos setores mais privilegiados da sociedade para obrigar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fazer cortes no orçamento de áreas sociais e reformas que retiram recursos da área da saúde, educação e da previdência.

“Querem obstruir medidas apresentadas pelo governo para tributar especuladores do mercado financeiro, que são privilegiados pelo nosso sistema de impostos que penaliza quem vive de salários e protege quem tem renda de mais de R$ 1 milhão por mês. Além disso, bloqueiam medidas para enfrentar os supersalários de juízes e desembargadores e a aposentadoria dos militares”, diz a carta.

Assinado, entre outros, pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Movimento Negro Unificado (MNU), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) o texto também denuncia que o Congresso Nacional age como “guardião dos privilégios”, das elites econômicas e políticas.

O documento aponta ações do parlamento para bloquear as tentativas de “construir um sistema tributário mais progressivo e de acabar com privilégios para distribuir melhor a riqueza e reduzir as desigualdades históricas que marcam o Brasil”.

Na carta, as organizações populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a União Brasileira de Mulheres (BM), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Central dos Movimentos Populares (CMP), pedem que o Congresso Nacional aprove medidas como tributação dos super-ricos, de transações financeiras, fundos de especulação e das empresas exportadoras, aumentando a taxação sobre altas rendas, capital e lucros.

A necessidade de revisão das renúncias fiscais dadas a diversos setores da economia é outro ponto apontado na carta. O documento afirma que as renúncias correspondem a 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Também é preciso, argumentam os movimentos signatários, restringir os gastos com emendas parlamentares, que estão na faixa de R$ 50 bilhões por ano. Além disso, é necessário defender recursos para a seguridade social, posicionam-se, rechaçando uma possível nova reforma da previdência e a desvinculação das aposentadorias do salário-mínimo. Outro ponto defendido é a manutenção dos pisos constitucionais da saúde e da educação.

A preservação das áreas sociais e as políticas públicas para moradia, reforma agrária, direitos das mulheres, igualdade racial e direitos humanos e a proteção dos serviços públicos e o atendimento aos cidadãos também são apontadas como importantes. As entidades rejeitam propostas de reforma administrativa que prejudiquem a população.

“É hora de pressionar o Congresso e exigir que o Orçamento Público sirva à maioria, não aos interesses de uma minoria privilegiada”, finaliza o documento.

Plebiscito

A proposta de escuta popular, batizada como “Plebiscito Popular Por um Brasil mais Justo”, vai perguntar a opinião da população sobre a isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil, a taxação de quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, e sobre o fim da escala 6×1. O plebiscito para ouvir a população vai até sete de setembro.

Uma cartilha foi lançada detalhando os eixos principais da mobilização, dos temas que serão votados e orientações para a realização da votação.

Assinam a carta

  • Frente Brasil Popular
  • Frente Povo Sem Medo
  • ADUFMS – Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • ADUFSJ – Associação dos Docentes da Universidade Federal de São João del-Rei
  • APUBH/UFMG – Sindicato dos Professores da Universidade Federal de Minas Gerais
  • Associação de Apoio aos Direitos Humanos do Alto Tietê
  • Associação Mulheres Evangélicas pela Igualdade de Gênero
  • Casa Laudelina de Campos Mello – Organização da Mulher Negra / Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras
  • Casa Marielle Franco Brasil
  • CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
  • CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
  • Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores/as da Região Metropolitana de Fortaleza
  • Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos
  • CMP – Central dos Movimentos Populares
  • CMP-MS – Central dos Movimentos Populares de Mato Grosso do Sul
  • CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores
  • DCE-UNIMONTES – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Montes Claros
  • DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
  • Diretório Acadêmico de Geografia da Universidade Federal de Alagoas
  • Evangélicos pela Justiça
  • FECOSUL- Federação dos Comerciários do Sul
  • FMPE – Fórum de Mulheres de Pernambuco
  • FMM – Fórum Maringaense de Mulheres
  • FNRU – Fórum Nacional de Reforma Urbana
  • Fórum Alagoano de Economia Solidária
  • Fórum da Amazônia Oriental
  • IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
  • IJF – Instituto Justiça Fiscal
  • INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos
  • Instituto Alziras
  • Instituto Soma Brasil
  • Instituto Vidas Amazônicas – Gênero, Democracia e Justiça Socioambiental
  • Iser Assessoria
  • Jubileu Sul Brasil
  • KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço
  • LabdadosBrasil
  • Levante Popular da Juventude
  • Marcha Mundial das Mulheres
  • MNCP-PE – Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas – Pernambuco
  • MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
  • MNU – Movimento Negro Unificado
  • Movimento Brasil Popular
  • Movimento Vaitegorda
  • MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
  • MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
  • N’ZINGA – Coletivo de Mulheres Negras de Minas Gerais
  • ONG Taramela ATAC
  • OXFAM – Oxfam Brasil
  • Panela de Expressão – Etnogastronomia, Gênero e Comunicação
  • Partido Comunista Brasileiro – Célula de Maringá/PR
  • Pastoral da Juventude Rural
  • Pastoral dos Grupos de Família
  • Plataforma dos Movimentos Sociais por Outro Sistema Político
  • Processo de Articulação e Diálogo entre Agências Ecumênicas Europeias e Parceiros Brasileiros
  • PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
  • PSOL-AL – PSOL Alagoas
  • PSOL – PSOL Maringá/PR
  • PÚBLICA – Central do Servidor
  • Rede Brasil Afroempreendedor
  • Rede da Agricultura Familiar
  • Rede de Desenvolvimento Humano
  • Rede Feminista de Saúde
  • Rede Quilombação
  • REDE SAPATÀ – Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde, Cultura e Direitos LGBTs
  • Negras
  • Resistência PSOL
  • Resistência/PSOL – Rio das Ostras/RJ
  • SASEAL – Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado de Alagoas
  • SEB – Sindicato dos Engenheiros da Bahia
  • Sempreviva Organização Feminista
  • SINDAEN – Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento
  • SINSEP/MS – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal de Mato Grosso do Sul
  • SOS CORPO – Instituto Feminista para a Democracia
  • Terra de Direitos
  • UBM – União Brasileira de Mulheres
  • UNE – União Nacional dos Estudantes
  • GRUPO CURUMIM
  • Coletivo Popular Direito à Cidade – Porto Velho – Rondônia
  • Sintracoop Maringá

Fonte: Brasil 247 com informações da Agência Brasil

Brasil assume presidência do Mercosul com foco em integração regional e desenvolvimento sustentável

Presidente Lula defendeu uma atuação que consolide o Mercosul como "um grande bloco econômico, político, cultural, científico e tecnológico"

     (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Durante a 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada nesta quinta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência pro tempore do bloco regional e comprometeu-se a impulsionar uma integração mais “ambiciosa e efetiva” entre os países sul-americanos.

Ao discursar, Lula defendeu uma atuação que consolide o Mercosul como um espaço de convergência política, econômica, cultural e tecnológica. “Vou me dedicar para que a gente possa avançar o máximo que pudermos, para que o Mercosul se transforme num grande bloco econômico, político, cultural, científico e tecnológico”, afirmou.

Segundo Lula, uma das metas do Brasil à frente do bloco é concluir os acordos comerciais com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. “Estou confiante de que, até o fim deste ano, assinaremos os acordos com a União Europeia e com a EFTA, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”, declarou.

O presidente também fez menção direta às críticas feitas por outros chefes de Estado durante o encontro, que abordaram a lentidão nos processos internos do bloco. “Ouvi com atenção as angústias que cada presidente colocou nas suas falas: a falta de rapidez nas decisões, a demora para executar o que muitas vezes já foi acordado. Quero me comprometer com cada um de vocês. Prometo que vou fazer a minha parte”, disse.

Lula reiterou a importância do Mercosul como mecanismo de integração regional e defendeu uma agenda voltada à ampliação de benefícios concretos para os cidadãos, como o reconhecimento de direitos previdenciários e a livre circulação de pessoas. O presidente também destacou que o Brasil trabalhará para ampliar articulações políticas e econômicas com outros países e blocos, dentro e fora do continente.

“Temos tudo: um povo generoso, conhecimento científico e tecnológico, experiência política. Cabe somente a nós decidir se seremos grandes ou pequenos, porque temos tudo para desempenhar um grande papel na construção de um mundo mais justo e sustentável”, afirmou.

A presidência brasileira do Mercosul, que se estende até o fim de 2025, será estruturada em cinco eixos principais:

  • Ampliação do comércio entre os países do bloco e com parceiros externos
  • Enfrentamento da mudança do clima e avanço na transição energética
  • Estímulo ao desenvolvimento tecnológico
  • Combate ao crime organizado
  • Promoção de direitos sociais e cidadania para os povos do Mercosul
De acordo com dados apresentados pelo governo, o intercâmbio comercial entre os países do bloco somou US$ 17,5 bilhões entre janeiro e maio de 2025. As exportações brasileiras chegaram a US$ 10,2 bilhões e as importações ficaram em US$ 7,2 bilhões, gerando um superávit de US$ 3 bilhões para o Brasil.

As importações brasileiras oriundas do Mercosul concentram-se em veículos automotores, trigo, centeio e energia elétrica. Já as exportações são compostas, majoritariamente, por automóveis de passeio, produtos industrializados e minério de ferro.


Fonte: Brasil 247

MTST ocupa sede do Itaú na Faria Lima em protesto contra super-ricos

Protesto teve como foco central a cobrança por uma taxação mais rigorosa dos mais ricos no país

         Manifestação pela taxação dos super-ricos (Foto: Reprodução/X/@GuilhermeBoulos)

Integrantes da Frente Povo Sem Medo e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizaram, na manhã desta quinta-feira (3), uma ocupação na sede do banco Itaú, localizada na Avenida Faria Lima, região de alto prestígio financeiro da cidade de São Paulo, informaram os Jornalistas Livres. O protesto teve como foco central a cobrança por uma taxação mais rigorosa dos mais ricos no país.

A escolha do local do ato tem caráter simbólico. A Faria Lima é o principal centro bancário do país. Segundo os organizadores, a ação pretende escancarar o contraste entre a riqueza concentrada e a ausência de políticas públicas que garantam justiça fiscal e inclusão social.

Nas redes sociais, os militantes afirmaram que a ocupação levou “faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento”. Em vídeos que circulam nas plataformas digitais, os manifestantes entoam palavras de ordem pedindo que os super ricos passem a contribuir proporcionalmente com o sistema tributário nacional.

Entre os dizeres nos cartazes, estavam frases como “é hora do milionário pagar imposto” e “o povo não vai pagar a conta”, em referência à desigualdade no modelo atual de arrecadação do Estado brasileiro.

A mobilização ocorre em meio à tentativa do governo Lula (PT) de impor maiores tributos à população mais rica do país, enquanto o Congresso Nacional oferece resistência.

Fonte: Brasil 247 com informação do Jornalistas Livres

Cristina Kirchner diz que visita de Lula foi um “ato político de solidariedade”: “também tentaram calá-lo”

A ex-presidente da Argentina compara sua prisão com a perseguição sofrida por Lula na Lava-Jato

      Lula abraça Cristina Kirchner (Foto: Redes sociais)

A ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, aproveitou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sua residência em Buenos Aires, nesta quinta-feira (3), para denunciar o que chamou de perseguição política e "deriva autoritária" no país. Cristina cumpre prisão domiciliar após ser condenada por corrupção, mas continua atuando politicamente e mantém apoio de uma parcela expressiva do peronismo.

O encontro entre os dois líderes ocorreu durante a passagem de Lula pela capital argentina, onde participou da cúpula do Mercosul e assumiu a presidência rotativa do bloco. A visita à residência de Cristina foi autorizada pela Justiça local, a pedido da defesa da ex-presidente. Lula chegou ao local por volta das 12h30, escoltado por seguranças e recebido com aplausos por apoiadores da ex-mandatária.

Em uma publicação feita após o encontro, Cristina deu o tom político da visita e fez duras críticas ao Judiciário argentino e ao governo do presidente Javier Milei. "Hoje recebemos o companheiro Lula na minha casa, onde estou sob detenção domiciliar por decisão de um Poder Judiciário que há muito tempo deixou de disfarçar sua subordinação política e se transformou em um partido político a serviço do poder econômico."

Cristina comparou sua situação à de Lula, que também foi preso em decorrência da operação Lava Jato e depois inocentado. "Lula também foi perseguido, também sofreu lawfare até ser preso, também tentaram calá-lo. Não conseguiram. Ele voltou com o voto do povo brasileiro e de cabeça erguida. Por isso, hoje sua visita foi muito mais que um gesto pessoal: foi um ato político de solidariedade", disse.

"Os olhos do mundo estão atentos para como a Argentina vive uma autêntica deriva autoritária nas mãos do governo de Milei; no que podemos identificar como terrorismo de Estado de baixa intensidade", completou

Cristina também denunciou prisões de manifestantes opositores, destacando ações da ministra da Segurança, Patricia Bullrich. "Ontem mesmo, pudemos ver como Bullrich mandou prender várias companheiras. Todas elas… mulheres, jovens e militantes. Ela o fez a pedido de José Luis Espert, para quem seus opositores só merecem ‘cadeia ou bala’, assim como vimos no dia 18 de junho, quando identificaram e hostilizaram pessoas que marchavam rumo à Praça de Maio", criticou.

A ex-presidente encerrou sua mensagem com um alerta sobre o risco de desmonte institucional. "Custou muito para construirmos a democracia argentina para que agora, passo a passo, a desmontem. No entanto, essa mesma democracia hoje está sendo esvaziada por dentro por um governo que se diz ‘libertário’… mas que só dá liberdade aos mais ricos", concluiu.

Fonte: Brasil 247

PT tenta reaglutinar a esquerda e propõe superfederação após derrotas no Congresso

Objetivo é atrair, além de PCdoB e PV, também PSB e PDT. O plano, porém, encontra resistência

                  Lula (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil | Pedro França/Agência Senado)

Diante de sucessivas derrotas no Congresso Nacional e da escalada de tensão entre os Poderes, o Palácio do Planalto decidiu reativar uma estratégia política de peso: a formação de uma superfederação com partidos do campo progressista. A proposta foi levada nesta semana a lideranças do PCdoB, PV, PSB e PDT, num esforço para fortalecer a base governista no Parlamento e se preparar para as eleições de 2026, informa o Metrópoles.

A ofensiva ganhou força após um revés emblemático: a derrubada do decreto presidencial que reajustava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), articulada pela Câmara dos Deputados, mesmo após o governo ter recuado da proposta inicial para evitar confrontos. A queda da medida marcou a primeira vez, desde Fernando Collor, que um decreto do Executivo é derrubado pelo Legislativo, evidenciando a fragilidade da articulação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com o espaço oferecido ao Centrão na Esplanada dos Ministérios.

★ Reações discretas, mas sem entusiasmo - A proposta de criar uma superfederação não causou rejeição entre os interlocutores partidários, mas tampouco despertou entusiasmo imediato. Entre os principais pontos de resistência, está a preocupação de partidos menores em perder protagonismo dentro de uma estrutura dominada pelo PT, maior força parlamentar entre os possíveis integrantes.

No caso do PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e responsável pelos ministérios da Indústria e Comércio e do Empreendedorismo, a aproximação com o PT enfrenta dificuldades. Dirigentes socialistas avaliam que uma aliança formal tornaria o partido ainda mais frágil diante da hegemonia petista. Além disso, já há uma negociação adiantada com o Cidadania para formação de outra federação, que deve ser oficializada em breve.

O PDT, por sua vez, enfrenta um distanciamento ainda maior. Após a exoneração de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, motivada por denúncias de irregularidades no INSS, a legenda rompeu com o governo e afastou sua bancada das deliberações governistas. Desde então, os pedetistas têm se aproximado de setores mais conservadores do Congresso, distanciando-se do eixo centro-esquerda que o Planalto tenta reunir.

Derrotas recentes acentuam crise com Legislativo - As dificuldades de articulação política do governo vieram à tona com maior intensidade em junho, quando o Executivo decidiu aumentar o IOF para reforçar a arrecadação em cerca de R$ 20 bilhões. A medida visava cumprir a meta fiscal de 2025, mas sofreu forte resistência do Congresso. Mesmo após um acordo inicial que previa o envio de uma Medida Provisória para recompor as perdas em caso de recuo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), surpreendeu ao colocar em votação — e aprovar — a anulação do reajuste antes do prazo combinado.

O resultado foi uma derrota acachapante para o Planalto, que obteve apenas 98 votos. A votação escancarou a falta de coesão da base governista, que em tese deveria garantir maioria confortável. Como resposta, o governo alertou para o risco de bloqueio de emendas parlamentares e cortes em programas sociais, caso a arrecadação planejada não seja viabilizada. Diante desse impasse, o Executivo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter o cenário, o que pode agravar ainda mais a tensão entre os Poderes.

★ Superfederação como saída estratégica - A criação de uma superfederação aparece como alternativa para reorganizar as forças progressistas em torno do projeto petista e garantir maior solidez no Congresso. Trata-se de uma aliança formal, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que obriga os partidos a atuarem como um só por quatro anos, incluindo definição conjunta de candidaturas e posições legislativas.

Por um lado, esse tipo de união fortalece o desempenho nas eleições proporcionais, aumentando o número de cadeiras no Parlamento. Por outro, limita a autonomia de cada legenda, especialmente nas disputas majoritárias — como prefeituras e governos estaduais — onde os interesses locais costumam se sobrepor ao projeto nacional.

Segundo aliados, Lula tem reiterado seu desejo de consolidar essa federação ampliada, e o nome de Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, cotado para assumir a presidência nacional do PT, é visto como peça-chave para tocar as articulações. Com trânsito entre setores da esquerda e perfil conciliador, Edinho poderá comandar as negociações e viabilizar o projeto que, se bem-sucedido, reposicionará o campo progressista diante do avanço da direita e da instabilidade legislativa.

Apesar da resistência de siglas como PSB e PDT, o Planalto aposta na construção de uma frente coesa, que vá além da federação já existente com PCdoB e PV. A tarefa, no entanto, é árdua: envolve cálculo político, disputas por espaço e desafios ideológicos. Em um Congresso que tem imposto derrotas ao governo mesmo com amplas concessões, Lula tenta reorganizar seu campo político para enfrentar o cenário de 2026 com mais solidez e menos surpresas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Lula apresenta as cinco prioridades do Brasil na presidência do Mercosul

Em discurso em Buenos Aires, presidente enfatiza fortalecimento do bloco, transição energética e combate ao crime organizado

       Luiz Inácio Lula da Silva - 02/07/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em discurso na Cúpula do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta quinta-feira (3), a importância do Mercosul como “refúgio seguro” diante da instabilidade global. “Estar no Mercosul nos protege”, afirmou, ao abrir a sessão que marcou o retorno do Brasil à presidência rotativa do bloco.

Ao longo de mais de trinta anos, lembrou Lula, o Mercosul “ergueu uma casa com bases sólidas”, acolhendo todos os países sul-americanos numa área de livre-comércio “baseada em regras claras e equilibradas”. Para o chefe de Estado, a robustez institucional do bloco o credencia “perante o mundo como parceiro confiável”, o que explica o crescente interesse de outros países e blocos em firmar acordos com os sócios do Cone Sul.

Cinco prioridades do semestre - Lula organizou seu plano de trabalho em cinco eixos:

☆ Comércio e integração produtiva – O presidente quer destravar a inclusão dos setores automotivo e açucareiro na união aduaneira, condição que considera estratégica para a produção de veículos elétricos e biocombustíveis. Ele defendeu a reativação do Fórum Empresarial do Mercosul, mais apoio a pequenas e médias empresas e um sistema de pagamentos em moedas locais “revigorado e moderno”, capaz de baratear transações digitais. “Nossa Tarifa Externa Comum nos blinda contra guerras comerciais alheias”, argumentou.

Lula saudou a conclusão das negociações com a EFTA e disse estar “confiante” na assinatura, ainda este ano, dos acordos com a União Europeia e com a própria EFTA. Também pretende avançar com Canadá, Emirados Árabes, Panamá, República Dominicana, Colômbia e Equador, além de “olhar para a Ásia”, aproximando-se de Japão, China, Coreia, Índia, Vietnã e Indonésia.

☆ Infraestrutura física e logística – O programa brasileiro Rotas da Integração Sul-Americana e a conclusão da Rota Bioceânica, que liga Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, são apontados como essenciais para reduzir em até duas semanas o tempo de viagem até a Ásia. O Brasil trabalhará na segunda etapa do Focem e pleiteará apoio do Fonplata, “que se consolida como banco da integração do Cone Sul”.

☆ Mudança do clima e transição energética – Lula sublinhou que estiagens e enchentes já castigam o Cone Sul e anunciou a meta brasileira de reduzir emissões entre 59% e 67% até 2035. O programa Mercosul Verde deverá harmonizar padrões de sustentabilidade e criar mecanismos de rastreabilidade agrícola. O governo proporá uma taxonomia sustentável para atrair investimentos em “transição justa” e pretende liderar um acordo sul-americano sobre minerais críticos, como lítio e cobre, “para que as etapas de beneficiamento ocorram em nossos territórios”.

☆ Desenvolvimento tecnológico e soberania digital – A parceria Brasil-Chile para modelos de inteligência artificial que reflitam a realidade latino-americana foi citada como exemplo a ser ampliado. Lula defendeu a instalação de centros de dados na região, produção local de hardware e proteção de dados. No campo da saúde, quer transformar o Mercosul num polo de produção de vacinas e medicamentos.

☆ Segurança, direitos e democracia – No combate ao crime organizado, o presidente propôs coordenar inteligência, restringir fluxos de armas e sufocar o financiamento das facções. Destacou a renovação do Comando Tripartite na Tríplice Fronteira e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia. Em paralelo, pretende fortalecer o Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos e o Instituto Social do Mercosul, retomar a Cúpula Social e realizar uma Cúpula Sindical para ouvir demandas da sociedade.

☆ Legado e próximos passos - Lula encerrou o discurso lembrando a perda de duas “referências do Cone Sul” — Pepe Mujica e o papa Francisco — e comprometeu-se a honrar “esse legado de integração solidária e sustentável”. A presidência brasileira do Mercosul, disse, será ocasião para “refletir sobre o lugar que almejamos ocupar no novo tabuleiro global” e para apresentar, em dezembro, resultados concretos aos chefes de Estado do bloco.

Fonte: Brasil 247

Michelle perde na Justiça ao tentar censurar vídeo em que é chamada de “ex-garota de programa”

 

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama – Foto: Reprodução


Michelle Bolsonaro sofreu uma derrota judicial após tentar retirar do ar vídeos publicados pela jornalista Theônia Pereira, integrante do podcast IELTV. A juíza Maria Cecília Batista Campos, do 6º Juizado Especial Cível de Brasília, negou o pedido de antecipação de tutela feito pela ex-primeira-dama, que pedia a remoção imediata das publicações no Instagram. A decisão também foi respaldada pela 1ª Vara Cível de Brasília, que reconheceu o direito à liberdade de expressão no caso.

Segundo o documento judicial, conteúdos que envolvem pessoas públicas devem respeitar a teoria da “proteção débil do homem público”, o que torna excepcional a remoção de vídeos e postagens na internet de forma liminar. “Há de ser dada preferência à liberdade de expressão”, destaca a juíza na decisão. O processo seguirá em tramitação, mas o conteúdo continua no ar até uma análise final da Justiça.

A publicação em questão traz a jornalista Theônia se referindo a Michelle como “ex-garota de programa”. A afirmação foi feita durante um episódio do podcast em que a jornalista analisava a imagem pública da ex-primeira-dama em comparação com Janja, esposa do presidente Lula (PT). A jornalista também mencionou supostos antecedentes policiais da mãe de Michelle.

No comentário, feito em 11 de junho, Theônia declarou: “A Michelle Bolsonaro é ex-garota de programa, todo mundo sabe. Mas ela vive uma postura de dama, dona da família. Incorporou um personagem que ela não vive”.


A fala repercutiu e levou Michelle a abrir uma queixa-crime por injúria e difamação, com agravantes por uso de redes sociais, na 2ª Vara Criminal de Teresina.

Apesar da repercussão, Theônia preferiu não comentar a decisão judicial. A defesa de Michelle afirma que houve ofensa à honra da ex-primeira-dama e insiste na responsabilização da jornalista pelo conteúdo divulgado.

Fonte: DCM