sábado, 19 de setembro de 2026
Jornalistas da RedeTV! se agridem após discussão política
Lula questiona rejeição do agronegócio e diz: “Nunca houve tanto dinheiro para a agricultura”
Presidente também afirmou que sua origem nordestina e sua condição de pobre podem explicar rejeição de parte do setor
Luiz Inácio Lula da SIlva - Crédito: REUTERS/Adriano Machado
O presidente Lula afirmou, durante discurso de campanha em Santa Catarina neste sábado (19), que o agronegócio deveria reconhecer os investimentos realizados pelo governo federal no setor e questionou as razões pelas quais parte dos produtores rurais mantém resistência política ao governo.
Lula dirigiu sua fala ao setor agrícola catarinense e levantou duas hipóteses para explicar a oposição política que atribuiu a setores do agronegócio. “O problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque eu sou nordestino e pobre. Porque se for depender de dinheiro do governo, eles deveriam se ajoelhar para mim. Nunca houve tanto dinheiro para o agro quanto agora”, destacou.
Ao comentar sua trajetória política, Lula afirmou que não se identifica como marxista ou comunista e destacou sua origem profissional. “Você sabe que eu não sou marxista, não sou comunista, eu sou torneiro mecânico”, disse.
Na sequência, o presidente fez uma referência a Marx e Engels para explicar a relação com um aliado político. “Você sabe que o Marx, que é cara rico que acompanhava o Marx chamava Engels. Esse cara é o meu Engels”, afirmou.
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Lula afirmou que Santa Catarina passou a ter acesso a 118 novos mercados durante seu governo. No conjunto do país, disse Lula, foram abertos 690 mercados em quatro anos.
Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou investimentos em crédito, expansão das exportações, educação, ciência e tecnologia durante discurso neste sábado (19), em Florianópolis (SC). Ao falar sobre a economia catarinense, Lula ressaltou a força das cooperativas e da integração entre empresas e produtores rurais e afirmou que a abertura de mercados internacionais ampliou as oportunidades para setores importantes do estado.
Segundo Lula, o governo abriu 34 novos mercados internacionais para aves e derivados e outros 25 para carne suína e derivados. Ele também citou a abertura de 37 mercados para bovinos e derivados e 22 para pescado. Somadas as quatro cadeias, o presidente afirmou que Santa Catarina passou a ter acesso a 118 novos mercados durante seu governo. No conjunto do país, disse Lula, foram abertos 690 mercados em quatro anos.
“Somando as quatro proteínas aqui em Santa Catarina, são 118 mercados que o Lula, aquele que eles não gostam, abriu para eles venderem o seu produto”, afirmou.
Mendonça diz que não consegue acessar celular de Vorcaro e pede ajuta à PF
Ministro afirma que dados entregues pela corporação permanecem indisponíveis e solicita verificação técnica da mídia fornecida
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à Polícia Federal que seu gabinete ainda não conseguiu acessar efetivamente a íntegra dos dados de um dos celulares apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi publicada neste sábado (19) pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, com base em ofício encaminhado pelo magistrado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
No documento, Mendonça relata que os dados armazenados na mídia entregue pela Polícia Federal não puderam ser consultados pelo gabinete. Segundo o ministro, a dificuldade pode estar relacionada tanto a questões técnicas e operacionais quanto a um eventual problema no próprio material fornecido pela corporação.
“Até o presente momento, seja por dificuldades de ordem técnica operacional, seja por algum tipo de defeito contido na mídia entregue, este Gabinete não logrou êxito em obter acesso efetivo ao material ali contido, permanecendo os respectivos dados e informações indisponíveis ao exame e análise deste juízo”, afirma Mendonça no ofício.
Diante do problema, o ministro solicitou que a Polícia Federal preste o suporte técnico necessário para permitir a leitura dos arquivos. Mendonça também pediu que a corporação confira a integridade do material encaminhado ao Supremo, numa tentativa de identificar a origem da dificuldade de acesso.
No pedido, o ministro requer à PF “auxílio técnico operacional necessário, bem como a conferência na higidez do material especificamente entregue” ao gabinete, “a fim de viabilizar a superação de qualquer óbice ao efetivo acesso ao referido material”.
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EUA preparam novas sanções contra alvos no Brasil ligados a PCC e CV
Investigações rastreiam dinheiro das facções e podem atingir pessoas, empresas e instituições brasileiras
Donald Trump – Símbolos do PCC e CV - Crédito: REUTERS/Evan Vucci / Reprodução / Divulgação
Pessoas, empresas e instituições brasileiras com supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) podem ser alvo de uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos nas próximas semanas. Autoridades estadunidenses vêm intensificando investigações financeiras sobre as duas facções e suas redes de atuação internacional.
As informações são da Folha de S.Paulo, que ouviu autoridades que acompanham o assunto sob condição de anonimato. Segundo a reportagem, Departamento do Tesouro, Departamento de Justiça e FBI participam do trabalho de rastreamento, que procura identificar a origem e o destino de recursos ligados ao PCC e ao CV nos Estados Unidos e suas conexões com pessoas e organizações instaladas no Brasil.
As possíveis sanções poderiam alcançar indivíduos, companhias e instituições cujos integrantes sejam associados pelas autoridades estadunidenses às facções. Até o momento, porém, não há uma relação pública de novos alvos nem anúncio oficial de que as punições serão efetivamente adotadas.
O trabalho de investigação vem sendo realizado há meses. Depois de mapear movimentações financeiras dentro dos Estados Unidos, investigadores passaram a cruzar informações para identificar conexões dos fluxos de dinheiro com residentes e estruturas existentes no Brasil.
Filho de Mário Covas apoia Lula e alerta: Flávio Bolsonaro é “muito pior” que o pai
Mário Covas Neto diz que eleição opõe democracia e “tirania” e repete gesto do pai em 1989
Mário Covas Neto, o Zuzinha (PSDB), filho do ex-governador de São Paulo Mário Covas, declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas a Flávio Bolsonaro. Ao justificar sua posição na disputa presidencial, o ex-vereador paulistano afirmou que o candidato do PL seria “muito pior” que Jair Bolsonaro.
Segundo o Painel, da Folha de S.Paulo, a adesão foi articulada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que foi vice-governador de Mário Covas. Zuzinha confirmou o apoio em um vídeo gravado antes do comício de Lula realizado em Guarulhos, nesta sexta-feira (18).
“Não pense que Flávio Bolsonaro é igual ao pai dele [Jair Bolsonaro]. Ele é muito pior. Ele vai transformar esse país num campo de batalha”, declarou Covas Neto.
O tucano enquadrou sua decisão como uma escolha em defesa do regime democrático, afastando a disputa da tradicional divisão ideológica entre esquerda e direita.
“Eleição não é esquerda contra direita. É democracia contra a tirania”, afirmou.
Por falta de público, vice de Flávio Bolsonaro cancela agenda na Bahia
Integrantes da legenda afirmam que havia receio de pouca presença de apoiadores em ato de Alfredo Gaspar; organização alegou condições inadequadas de pouso
Integrantes do PL na Bahia atribuem à baixa mobilização e à expectativa de público reduzido o cancelamento de uma agenda de Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), em Irecê, no interior baiano.
As informações são da coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles. Segundo dirigentes da legenda ouvidos pela publicação, havia preocupação de que o compromisso, marcado para a tarde de quinta-feira (17), registrasse uma presença de apoiadores inferior à esperada.
A versão apresentada oficialmente pela organização foi diferente. O cancelamento teria ocorrido por recomendação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em razão das condições para pouso no aeródromo de Irecê.
Emendas de Bilynskyj levam R$ 2,1 milhões à mesma empresa em sete cidades de SP
Seis municípios contrataram a EBTS sem licitação; no único pregão, concorrente contesta edital e aponta possível favorecimento
Recursos de emendas parlamentares do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) destinados a sete municípios paulistas acabaram direcionados à mesma empresa, a EBTS (Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas), para a compra de simuladores virtuais de tiro destinados às guardas municipais. As contratações somam mais de R$ 2,1 milhões.
Segundo reportagem do Metrópoles publicada neste sábado (19), seis das sete prefeituras contrataram a companhia sem licitação. Em São José do Rio Preto, único município que realizou pregão, uma empresa concorrente questionou formalmente o processo e alegou que o edital continha características que favoreceriam a EBTS. Bilynskyj e as administrações municipais negam irregularidades.
As emendas foram enviadas em outubro do ano passado para São Carlos, São Pedro, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Cordeirópolis, Araçatuba e São José do Rio Preto. As cinco primeiras cidades receberam R$ 297 mil cada, enquanto Araçatuba e Rio Preto ficaram com R$ 321.750 cada.
Em todos os sete casos, os recursos foram destinados à aquisição de simuladores de tiro fornecidos pela EBTS, empresa sediada em Curitiba.
O proprietário da companhia, Adolfo Jachinski Neto, também aparece em uma investigação, sob sigilo, relacionada à suspeita de fraude em uma licitação milionária da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, de acordo com o Metrópoles. A reportagem procurou a empresa e a defesa do empresário, mas não obteve resposta até a publicação.
Comparecimento às urnas vale como Prova de Vida automática no INSS
Governo estuda comprar e perdoar dívidas antigas com descontos de até 97%
Proposta prevê compra de débitos contraídos principalmente na pandemia e possível cancelamento das dívidas; inadimplência chega a 30% nas operações parceladas do novo Desenrola
O governo federal avalia criar uma nova etapa do Desenrola Brasil baseada na compra de dívidas antigas de famílias, sobretudo débitos contraídos durante a pandemia de Covid-19. A proposta em discussão prevê que os credores ofereçam descontos elevados, que podem chegar a 97%, e admite a possibilidade de cancelamento definitivo dos valores após a aquisição pelo poder público.
As informações foram publicadas neste sábado (19) pelo jornal O Globo, que também revelou dados do Fundo Garantidor de Operações (FGO) indicando inadimplência em cerca de 30% das operações parceladas realizadas na mais recente versão do Desenrola.
Segundo os dados obtidos pelo jornal, 5,54 milhões de dívidas foram renegociadas desde o lançamento dessa etapa do programa, em maio. Desse total, 2,25 milhões deram origem a novos empréstimos, enquanto as demais foram quitadas à vista após os descontos.
Entre as operações renegociadas, 30,34% aparecem como inadimplentes neste mês. Considerando o saldo ainda existente na carteira, R$ 1,25 bilhão de um total de R$ 3,3 bilhões deixou de ser pago, proporção equivalente a 37,4%.
O Ministério da Fazenda informou ao Globo que nenhuma operação foi, até agora, coberta pelo FGO. A pasta afirmou também que está verificando os números com as instituições financeiras participantes porque parte dos registros classificados como inadimplentes pode corresponder a operações posteriormente canceladas.
Isso ocorre quando o consumidor fecha a renegociação, mas não paga nem mesmo a primeira parcela. Nesses casos, o novo contrato é desfeito e a dívida original volta a existir.
Golpe continuado, agora, por dentro da Suprema Corte
É inadmissível que o STF vire lugar de disputas políticas, com ritos relativizados, investigações seletivas e a credibilidade da Corte submetida a interesses eleitorais
Supremo Tribunal Federal - Crédito: Antonio Augusto/STF
A crise que hoje mantém o STF na UTI, respirando por aparelhos, atinge em cheio o coração do processo eleitoral. A tentativa de desgastar a Corte com foco em Alexandre de Moraes, perseguido pelo campo bolsonarista, encontra forte eco em uma ofensiva política que ultrapassa as fronteiras do país. É incontestável a forte interferência dos EUA no processo eleitoral brasileiro. Este fato ganha veracidade diante de uma revelação que veio a público nesta quinta-feira, 17/09. Reportagens do Estadão e do Correio Braziliense, posteriormente repercutidas por outros veículos, mostram que o governo Trump apresentou ao Brasil, em outubro de 2025, um documento que exigia ingerências diretas na política e na economia do Brasil incluindo a garantia de participação de políticos específicos nas eleições, a compra forçada de aviões da Boeing por empresas nacionais, a intervenção no controle do Banco Central e repasse antecipado de informações estratégicas sobre mineração e preferência para licitações a empresas dos EUA. Considerada pelo Itamaraty uma tentativa de “bullying diplomático”, a proposta foi descartada antes mesmo de virar negociação oficial.
STF forma unanimidade para manter Eduardo Bolsonaro condenado por coação
Abin alerta Lula e TSE para risco crítico de interferência dos EUA nas eleições
Relatório enviado ao governo Lula e ao TSE aponta escalada da atuação de Washington e tentativa de influenciar o ambiente político brasileiro
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como de nível “crítico” o risco representado pela escalada da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil no contexto das eleições de 2026. O diagnóstico consta de um relatório confidencial encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça.
As informações foram reveladas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo o documento, a inteligência brasileira identifica uma “escalada de pressão sobre o Brasil” e uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”, dentro de um padrão mais amplo de influência de Washington sobre a região.
O relatório associa o movimento à política externa do segundo governo de Donald Trump, voltada à reafirmação da influência dos Estados Unidos na América Latina. Nesse contexto, Washington buscaria limitar o avanço de potências concorrentes, especialmente a China, sobre ativos estratégicos, infraestrutura e relações econômicas na região.
