terça-feira, 28 de julho de 2026

Motorista de Vorcaro visitou gabinetes de quatro deputados federais na Câmara

 Registros de portaria obtidos via LAI apontam idas do funcionário do ex-banqueiro do Master a parlamentares em fevereiro de 2024

Daniel Vorcaro na prisão  (Crédito: Reprodução)


Registros da portaria da Câmara dos Deputados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), apontam que um motorista do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, esteve no prédio da Casa legislativa pelo menos quatro vezes durante o mês de fevereiro de 2024. Sidney Santos, conhecido pelo apelido de “Kiko”, informou na recepção que se dirigia aos gabinetes dos deputados federais Geraldo Mendes, o “Homem do Chapéu” (União-PR); Benes Leocádio (União-RN); Pedro Westphalen (PP-RS); e Sanderson (PL-RS), segundo Andreza Matais, do Metrópoles.

Quaest: Marília Arraes e Humberto Costa lideram disputa ao Senado em Pernambuco

 Marília registra entre 19% e 21% das intenções de voto, a depender da simulação. Humberto varia de 12% a 14%

Crédito: Reprodução/Twitter/@MariliaArraes | Aldemir Barreto/Agência Senado

A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) aparece à frente na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28). O senador Humberto Costa (PT) ocupa a segunda colocação nos quatro cenários testados pelo instituto.

De acordo com o levantamento,Marília registra entre 19% e 21% das intenções de voto, a depender da simulação. Humberto varia de 12% a 14%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores pernambucanos de 16 anos ou mais entre 22 e 26 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é PE-09649/2026.

No primeiro cenário, Marília Arraes tem 19%, seguida por Humberto Costa, com 12%. Mendonça Filho (PL) aparece com 8%. Na sequência vêm Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União), ambos com 6%; Túlio Gadelha (PSD), com 4%; e Silvio Nascimento (PL), com 2%. Carlos Sant’Anna (Novo), Fernando Dueire (PSD) e Paulo Rubem Santiago (Rede) aparecem com 0%. Os indecisos somam 18%, enquanto 25% dizem votar em branco, nulo ou não votar.

Marília Campos lidera cenários para o Senado em Minas; Aécio Neves aparece em segundo, diz Quaest

 Petista vence os quatro cenários estimulados da pesquisa, enquanto tucano mantém alta rejeição apesar do elevado nível de conhecimento

Aécio Neves e Marília Campos
Crédito: Wesley Amaral/Câmara dos Deputados I Luiz Santana/ALMG

 A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) aparece na liderança da disputa por uma vaga no Senado Federal em Minas Gerais em todos os quatro cenários estimulados da pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28). O levantamento também mostra o deputado federal Aécio Neves (PSDB) na segunda colocação quando seu nome é incluído, embora o tucano ainda não tenha confirmado candidatura.

No principal cenário testado, Marília registra 18% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves, com 16%. Na sequência aparecem Carlos Viana (PSD), com 11%, Marcelo Aro (PP), com 10%, Domingos Sávio (PL), com 9%, e Eros Biondini (PL), com 8%. Os demais candidatos somam até 3% das preferências.

No segundo cenário, Marília amplia a vantagem e alcança 20%, enquanto Aécio permanece com 16%. Carlos Viana e Marcelo Aro aparecem empatados com 11%, seguidos por Domingos Sávio (8%) e Pastor Edésio de Oliveira (PL), com 5%.

Já no terceiro cenário, a petista registra 19%, contra 16% de Aécio. Marcelo Aro soma 12%, Domingos Sávio chega a 10% e Eros Biondini aparece com 8%.

O quarto cenário simula a disputa sem Aécio Neves. Nele, Marília Campos mantém a liderança, com 19%, enquanto Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio aparecem tecnicamente empatados, todos com 11%. Eros Biondini registra 8%.

Lula alcança 55% das intenções de voto em Pernambuco contra 21% de Flávio Bolsonaro, aponta Quaest

Presidente tem 34 pontos de vantagem sobre o senador no estado

Lula e Flávio Bolsonaro
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil

Levantamento Quaest divulgado nesta terça-feira (28) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial em Pernambuco, com 55% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 21%.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre 22 e 26 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03810/2026.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula tem 34 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Atrás dos dois principais nomes aparecem o escritor Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 1% cada.

Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP) registram 0%. Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Os indecisos somam 8%, enquanto branco, nulo ou eleitores que dizem não votar chegam a 10%.

Raquel Lyra marca 43% contra 37% de João Campos em Pernambuco, diz Quaest

 Levantamento mostra governadora à frente no 1º turno e vantagem numérica também em simulação de 2º turno

João Campos e Raquel Lyra  (Crédito: Divulgação)


A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), aparece numericamente à frente na disputa pelo governo estadual, com 43% das intenções de voto, contra 37% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Considerada a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão no limite do empate técnico.

O levantamento ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre 22 e 26 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-09649/2026.

No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel soma 43%, seguida por João Campos, com 37%. Camila Falcão (UP), Ivan Moraes (PSol) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Os indecisos são 11%, enquanto 6% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

Polymarket aponta Lula como favorito absoluto para vencer eleição presidencial de 2026


       O presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A plataforma de mercados de previsão Polymarket, uma das maiores do mundo no segmento de apostas sobre acontecimentos políticos e econômicos, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como amplo favorito para vencer a eleição presidencial brasileira de 2026.

Diferentemente de uma pesquisa de intenção de voto, a Polymarket funciona como um mercado financeiro em que usuários compram e vendem contratos baseados na probabilidade de um determinado evento acontecer. O preço de cada contrato reflete a expectativa dos investidores sobre o resultado, formando uma estimativa coletiva das chances de cada candidato.

No mercado aberto para a eleição presidencial brasileira, Lula aparece com 64% de probabilidade implícita de vitória, bem à frente do senador Flávio Bolsonaro, que tem 23,8%. Em seguida aparecem Renan Santos, com 9,4%, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com 2,1%.

Os demais nomes negociados no mercado têm menos de 1% de probabilidade, entre eles Jair Bolsonaro, Romeu Zema, Camilo Santana, Michelle Bolsonaro, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Tarcísio de Freitas, Tereza Cristina, Eduardo Bolsonaro, Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Aldo Rebelo e Helder Barbalho.

O mercado movimentou mais de US$ 116 milhões em negociações, um dos maiores volumes registrados para um evento político brasileiro na plataforma.

Colunista do La Nación afirma que Milei insulta Lula para mascarar sua fragilidade interna e tentar ser leal ao trumpismo

Carlos Pagni avalia que ataques ao presidente brasileiro fazem parte de uma estratégia para reforçar o alinhamento com Donald Trump em meio ao desgaste político e econômico do governo argentino

Milei agrediu o Brasil com apoio de Flávio Bolsonaro e Tarcisio de Freitas
Crédito: Brasil 247 / Dall-E

Os ataques do presidente argentino Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva refletem tanto a fragilidade política de seu governo quanto a tentativa de reafirmar sua fidelidade ao trumpismo. Essa é a avaliação do jornalista Carlos Pagni, em análise publicada pelo jornal argentino La Nación, na qual sustenta que a ofensiva verbal contra o Brasil não pode ser compreendida apenas como um episódio diplomático, mas como parte de uma estratégia política interna e de reposicionamento geopolítico.

Segundo Pagni, Milei voltou a insultar Lula ao participar de um ato em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, chamando o presidente brasileiro de “corrupto”, “ladrão” e “presidiário”. As declarações provocaram uma forte reação do governo brasileiro e ampliaram a crise diplomática entre os dois países.

Lula tem 30% e Flávio Bolsonaro 29% em Minas, diz Quaest

Pesquisa indica empate técnico na disputa pelo estado, mas presidente lidera na espontânea e vence Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno

Lula e Flávio Bolsonaro  (Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial em Minas Gerais, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28). O levantamento mostra Lula com 30% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Na pesquisa estimulada, Romeu Zema (Novo) aparece em terceiro lugar, com 12%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), o escritor Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram.

Na modalidade espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula amplia a vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O presidente registra 20%, enquanto o senador alcança 16%. Romeu Zema aparece com 2%, e Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 1% cada. Os demais nomes citados não ultrapassam 0%, enquanto 58% dos entrevistados disseram ainda não saber em quem votar.

Cleitinho lidera em Minas, seguido por Alexandre Kalil e Patrus Ananias, diz Quaest


Senador aparece à frente nos cenários de 1º e 2º turno

Cleitinho Azevedo
Crédito: Ton Molina/Agência Senado

Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da disputa pelo governo de Minas Gerais, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28). O senador fica à frente em todos os cenários em que seu nome é testado, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

O levantamento ouviu 1.482 eleitores de 16 anos ou mais entre 22 e 26 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número 03490/2026.

No principal cenário de primeiro turno, Cleitinho tem 35% das intenções de voto. Na sequência aparecem Alexandre Kalil (PDT), com 12%, Patrus Ananias (PT), com 10%, e Mateus Simões (PSD), com 6%. Gabriel Azevedo (MDB) marca 4%, enquanto Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) têm 2% cada. Maria da Consolação (PSOL) registra 1%. Jarbas Soares Júnior (PSB), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) aparecem com 0%. Indecisos somam 15%, e 13% dizem que votarão em branco, nulo ou não irão votar.

Flávio Bolsonaro depõe à PF por calúnia contra Lula


Flávio Bolsonaro em encontro com representantes do corpo diplomático internacional. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) irá prestar depoimento à Polícia Federal na tarde desta terça-feira (28) no inquérito que o investiga por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou a oitiva às 14h após a PF informar que não havia conseguido agendar um horário com a defesa do senador.

A investigação foi aberta em abril, a pedido do Ministério da Justiça, a partir de uma publicação de Flávio no X após o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro, pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos.

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu o senador na ocasião.

A PF concluiu a investigação e alegou que ficou “claro” que o parlamentar tentou vincular Lula aos crimes listados no texto. “Fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, diz o documento.

O post mentiroso de Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Versão de Jair Bolsonaro em IA entra no radar do TSE, enquanto campanha de Flávio adota cautela e cogita boneco de papelão

Após repercussão do vídeo exibido na convenção do PL, entorno do senador recomenda cautela sobre novas aparições virtuais do ex-mandatário

Flávio Bolsonaro – Jair Bolsonaro
Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado / REUTERS/Adriano Machado

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu adotar cautela no uso de inteligência artificial para reproduzir a imagem e a voz de Jair Bolsonaro após a repercussão jurídica provocada pelo vídeo exibido durante a convenção nacional do Partido Liberal. Enquanto aguarda uma definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o entorno do senador avalia recorrer a bonecos de papelão em tamanho real para manter a presença simbólica do ex-mandatário nos atos eleitorais.

Segundo o jornal O Globo, aliados de Flávio continuam sustentando que o vídeo apresentado na convenção não contrariou as normas eleitorais. Apesar disso, a orientação é evitar novas produções semelhantes até que a Justiça Eleitoral estabeleça parâmetros mais claros para o uso da tecnologia na campanha.

O caso chegou ao TSE após adversários de Flávio questionarem a utilização da inteligência artificial para representar Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, foi escolhido por sorteio como relator da ação e deverá analisar os limites da utilização de versões sintéticas do ex-mandatário durante o processo eleitoral.

Especialistas consultados apresentam avaliações divergentes sobre a questão eleitoral. Parte deles também considera que a participação de Bolsonaro por meio de uma versão sintética poderia gerar questionamentos relacionados às medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

TIM tem lucro ajustado recorde de R$ 1,04 bilhão no 2º trimestre

Alta de 6,2% no lucro ajustado da TIM acompanhou avanço da receita de serviços, ganho de margem e aumento de 10,1% no caixa livre


A TIM (TIMS3) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 1,036 bilhão, crescimento de 6,2% sobre igual período de 2025 e o maior resultado já registrado pela operadora para um segundo trimestre. Segundo o release divulgado pela companhia nesta segunda-feira (27), a receita de serviços avançou, a margem operacional aumentou e o fluxo de caixa livre cresceu 10,1%.

Sem os ajustes relacionados a efeitos não recorrentes, o lucro líquido reportado somou R$ 970 milhões, queda de 0,6% na comparação anual. A diferença entre os dois indicadores decorre principalmente de R$ 72,1 milhões em itens extraordinários registrados nos custos e nas despesas operacionais.

A receita líquida total alcançou R$ 6,965 bilhões entre abril e junho, alta de 5,5% em um ano. No primeiro semestre, o faturamento chegou a R$ 13,772 bilhões, com expansão de 6%.

O desempenho trimestral foi sustentado pela receita de serviços, que aumentou 5,7%, para R$ 6,785 bilhões. A operação móvel continuou como principal fonte de faturamento, enquanto os serviços fixos e as novas frentes empresariais apresentaram taxas mais elevadas de crescimento.

Moraes dá 5 dia para apurar se ‘Débora do Batom’ violou o monitoramento eletrônico


              Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para órgãos do sistema penitenciário de São Paulo explicarem falhas no GPS da tornozeleira eletrônica de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom.

Na decisão desta segunda-feira (27), Moraes determinou que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo esclareça se as ausências de sinal registradas em relatórios recentes resultaram de falhas operacionais técnicas ou de violações efetivas das medidas cautelares.

A defesa de Débora sustenta que os registros “sem sinal” não indicam tentativa de evasão. Os advogados afirmam que as ocorrências decorrem de instabilidades do sistema de monitoramento eletrônico.

Os defensores também argumentam que a caracterização de falta grave exigiria conduta voluntária e dolosa da condenada, o que, para eles, não ocorreu nos episódios apontados pelos relatórios.

O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
Moraes também cobrou informações da Penitenciária Feminina de Tremembé sobre os cursos “Reescrevendo minha história”, realizados por Débora do Batom. A unidade deve informar se as atividades têm convênio com o Poder Público e se integram o projeto pedagógico da penitenciária.

Felipe Nunes, CEO da Quaest: “Chance de reeleição de Lula subiu para 60%”


Em evento empresarial que reuniu líderes dos quatro maiores institutos de pesquisas do País, números apresentados são favoráveis a um novo mandato para o presidente

Felipe Nunes
Crédito: Felipe Cautella/LIDE

Por Marco Damiani, para o 247 – Nas contas do CEO do Instituto Quaest, Felipe Nunes, as chances de reeleição do presidente Lula deram um salto significativo desde o início do ano e estão em seu ponto mais alto até aqui. “No modelo que associa a aprovação do governo à probabilidade de reeleição, o presidente está em uma posição bastante competitiva”, afirmou o pesquisador nesta segunda-feira, 27, durante o evento Almoço Empresarial, do grupo Lide, em São Paulo. “No começo no ano, quando o governo tinha 43 por cento de aprovação, as chances de Lula se reeleger eram de 38%. Agora, com uma alta para 47 por cento neste quesito, a probabilidade de reeleição cresceu para 60 por cento.”

O evento do Lide reuniu, presencialmente, os responsáveis pelos institutos Datafolha, Atlas Intel e Paraná Pesquisas, diante de uma plateia de cerca de 400 líderes empresariais. Pela Quaest, Nunes falou via uma mensagem em vídeo, previamente gravada. Para ele, os eleitores independentes, não identificados diretamente com as correntes lulista e bolsonarista da sociedade brasileira, irão definir o pleito. “Nas nossas sondagens mais recentes, esses independentes passaram a rejeitar mais o candidato Flávio Bolsonaro do que Lula.”

Milei é denunciado na Argentina por usar dinheiro público em ato de Flávio Bolsonaro


      Javier Milei e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Os advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio denunciaram penalmente Javier Milei pelo uso de recursos públicos na viagem oficial que o presidente argentino fez ao Brasil para participar da convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

A denúncia atribui a Milei os crimes de suposta malversação de recursos públicos e descumprimento dos deveres de funcionário público. Os autores sustentam que a agenda não teve natureza institucional suficiente para justificar o financiamento com dinheiro público argentino.

O ponto central da acusação é a classificação da viagem como oficial. Para os advogados, o deslocamento ao Brasil serviu a um compromisso político, e não a uma missão de governo relacionada às funções do presidente argentino.

A participação no ato ligado ao campo de Bolsonaro sustenta a tese de que a agenda teve finalidade partidária. A denúncia afirma que esse enquadramento torna irregular o custeio da viagem pelo Estado.


Manuela D’Ávila denuncia violência política após Zucco usar adesivo com seu rosto como alvo

Candidata ao Senado pelo PSOL critica imagem usada pelo bolsonarista e diz que episódio remete ao histórico de ameaças e ataques sofridos por ela e sua família

Luciano Zucco e Manuela D’Ávila
Crédito: Reprodução Instagram @manueladavila / Paulo Pinto/Agência Brasil

A candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul Manuela d’Ávila (PSOL) denunciou um novo episódio de violência política de gênero envolvendo o deputado federal Luciano Zucco (PL), candidato ao governo gaúcho. Em publicação no Instagram, Manuela criticou uma imagem em que o bolsonarista aparece sorrindo enquanto usa no peito um adesivo com o rosto dela riscado em vermelho e a inscrição “Anti-Manu”.

Ao comentar a imagem de Zucco, Manuela relacionou o episódio ao histórico de ataques sofridos por ela e por sua família durante sua trajetória política.

“Eu fiquei seis anos longe da disputa eleitoral. Não foi segredo para ninguém a dimensão da violência que vivi, ao lado da minha família, na última década. Ameaças, ataques, mentiras, imagens do meu corpo mutilado circularam pelas redes como se fossem algo comum, ordinário”, escreveu.

Na sequência, a candidata descreveu sua reação ao encontrar a fotografia do adversário político usando o adesivo.

“Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com a foto sorridente de um candidato a governador usando, no peito, um adesivo com o meu rosto riscado em vermelho, transformado em alvo, acompanhado de um enorme ‘Anti-Manu’, em que o pronome feminino ‘ela’ aparece em destaque”, disse.

Manuela afirmou que a própria composição da imagem expressava a mensagem que motivou sua denúncia. “O adesivo fala por si. O sorriso do candidato fala por si. São tantas as violências presentes nessa imagem que me dou o direito de não descrevê-las. Vocês podem senti-las. Eu sei”, completou.

Lula ignora provocações de Milei e governo ironiza: “Candidato a gerente de Trump”


          Lula, presidente do Brasil, e Javier Milei, da Argentina. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não responder formalmente aos ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, proferidos durante a convenção do PL no último sábado (25), em São Paulo. De acordo com a colunista Mônica Bérgamo, da BandNews, a avaliação no Palácio do Planalto é que um “peso pesado” como Lula não pode entrar no ringue com um “peso pena”, como definem auxiliares próximos o mandatário argentino.

Milei ofuscou a convenção que oficializou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência ao proferir duras críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerando uma crise diplomática entre os dois países.

Segundo Bérgamo, o Itamaraty já adotou medidas sem precedentes na relação bilateral: o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, foi convocado para prestar esclarecimentos, e o embaixador brasileiro em Buenos Aires foi chamado a Brasília para consultas.

“Chamar um embaixador do Brasil em Buenos Aires à Brasília para consultas é algo sem precedentes na história dos dois países”, afirmou a jornalista.

Lula se reuniu com o chanceler Mauro Vieira após as falas de Milei e autorizou o Itamaraty a subir o tom pelas vias diplomáticas, mas determinou que ele próprio não entraria em confronto direto com o argentino.

“De acordo com auxiliares próximos de Lula, foi combinado que ele se preservaria, porque na visão do governo, um peso pesado não pode entrar no ringue com um peso pena. Assim é feita a avaliação. O Lula seria o peso pesado e o Milei, o peso pena. Integrantes do governo dizem ainda que o Lula não pode discutir com um candidato a gerente do Trump na América Latina”, explicou a jornalista.

Zema oficializa candidatura sem vice e promete indulto a Bolsonaro


             Romeu Zema na convenção do Partido Novo em Brasília. Foto: Reprodução

O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República em convenção realizada em Brasília, mas deixou para depois a definição do vice da chapa.

No discurso e em respostas a jornalistas, Zema prometeu conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso seja eleito. “Quero que o Brasil resolva injustiças cometidas em relação aos atos do 8 de Janeiro. Temos pessoas que não sabiam o que estavam fazendo e estão detidas. Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu. Precisamos passar uma borracha e olhar para o futuro. No que depender de mim, será feito [o indulto a Bolsonaro]”, afirmou.

A convenção confirmou o nome de Zema por aclamação, sem contagem de votos. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que a sigla lançará cerca de 150 candidatos pelo país, principalmente para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.

Ribeiro também defendeu a candidatura do ex-governador e atacou o PT. “A competência de Zema não se compara à de outros candidatos. […] Ele não deixou o PT voltar [em Minas Gerais]. Uma boa gestão com pessoas dedicadas, íntegras e corajosas enterra o PT. Vamos enterrar o PT como enterramos em Minas Gerais”, declarou.

Jornalista do Clarín afirma que insultos de Milei ao Brasil não têm paralelo e critica apoio de Tarcísio e Flávio Bolsonaro

Natasha Niebieskikwiat sustenta que viagem do presidente argentino a São Paulo rompeu protocolos diplomáticos, interferiu na campanha presidencial brasileira e não pode ser comparada à visita de Lula a Cristina Kirchner em 2025

Milei agrediu o Brasil com apoio de Flávio Bolsonaro e Tarcisio de Freitas
Crédito: Brasil 247 / Dall-E

A jornalista Natasha Niebieskikwiat, especializada em política internacional e colunista do jornal argentino Clarín, afirmou que a viagem do presidente Javier Milei a São Paulo para apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa um episódio sem precedentes nas relações entre Brasil e Argentina.

Em publicação nas redes sociais, a jornalista contestou as tentativas de equiparar a visita de Milei ao encontro que Lula manteve com a ex-presidente Cristina Kirchner durante sua prisão domiciliar, em julho de 2025.

Segundo ela, os dois casos ocorreram em contextos completamente distintos.

“Lula visitou Cristina quando a Argentina não estava em campanha eleitoral, ela não era candidata e o encontro aconteceu durante uma viagem oficial para a cúpula do Mercosul”, observou.

Pré-candidata bolsonarista é expulsa da própria casa e faz B.O.


  A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a pré-candidata a deputada Maria Amélia. Foto: Divulgação

A pré-candidata a deputada federal pelo PL Maria Amélia registrou ocorrência na 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, após o condomínio Mônaco, no Jardim Botânico, área nobre de Brasília, impedir sua entrada como moradora na quinta-feira (23). Ela mora no local com o marido há 16 anos, mas a síndica Juliana Porcaro afirma que o casal não apresentou documentação que comprove a titularidade do terreno.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Maria Amélia disse que o porteiro a informou de que ela só poderia entrar como visitante. A pré-candidata declarou que se sente “perseguida no condomínio em virtude de sua condição de pré-candidata” e afirmou que a síndica e outras pessoas vêm atacando sua honra no grupo de WhatsApp do condomínio “com o intuito de inviabilizar sua candidatura”.

"Não vamos abrir mão do contorno ferroviário de Apucarana", afirma Beto Preto


     Foto: Assessoria

Em audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta segunda-feira (27) para discutir o encerramento da concessão da malha ferroviária que corta o sul do país, o deputado federal Beto Preto (PSD-PR) reforçou a necessidade urgente de viabilizar o contorno ferroviário de Apucarana, retirando definitivamente os trilhos que atravessam o centro da cidade.

Durante sua fala, o parlamentar lembrou que o tema não é novo em sua atuação. Ainda em seu mandato, foi firmado um convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) destinado à elaboração de um estudo técnico-executivo para a retirada das linhas férreas do centro de Apucarana — instrumento que, segundo Beto Preto, já teve sua prestação de contas concluída e representa um passo concreto rumo à solução definitiva do problema.

"Continuo lutando por isso e vamos continuar defendendo esse assunto, sobretudo nesse momento, onde teremos uma nova concessão da malha ferroviária para os próximos 30 anos", afirmou o deputado, destacando que a discussão sobre o contorno ganha ainda mais relevância neste momento em que a ANTT estrutura as regras que vigorarão pelas próximas três décadas na região.

Itamaraty cobra Argentina sobre agressões de Milei e embaixador brasileiro não tem previsão de retorno a Buenos Aires

Mauro Vieira classificou as manifestações como “ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”

Mauro Vieira
Crédito: Carlos Cruz/MRE

O Itamaraty cobrou explicações da Argentina e decidiu manter no Brasil, sem previsão de retorno a Buenos Aires, o embaixador Julio Bitelli após os ataques de Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O chanceler Mauro Vieira comunicou ao representante argentino em Brasília que a conduta do presidente do país vizinho foi considerada inaceitável e sem precedentes.

Segundo informações da CNN Brasil, Vieira recebeu presencialmente o embaixador argentino Daniel Raimondi na noite de domingo (26), no Palácio Itamaraty. Durante a conversa, o ministro manifestou o repúdio do governo brasileiro às declarações feitas por Milei no sábado (25), durante a convenção nacional do PL em São Paulo.

Maioria dos brasileiros diz que amigos, família e redes sociais não influenciam no voto, diz Datafolha

Levantamento aponta que a maioria dos eleitores descarta interferência de pessoas próximas, imprensa, redes sociais e líderes religiosos na escolha para 2026

Urna eletrônica
Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A maior parte dos brasileiros afirma que opiniões de familiares, amigos, imprensa, redes sociais e líderes religiosos não deve interferir na escolha do candidato à Presidência da República em 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de São Paulo na sexta-feira (24).

O levantamento mostra que, em todos os grupos testados pelo instituto, a resposta “nenhuma influência” foi majoritária. O percentual mais baixo aparece entre jornalistas e profissionais da imprensa, citados por 58% dos entrevistados como sem impacto sobre o voto. No outro extremo, líderes religiosos foram apontados por 67% como sem influência na decisão presidencial.