segunda-feira, 27 de julho de 2026

Itamaraty se reúne hoje com embaixador da Argentina após ataques de Milei a Lula e Moraes

 

Javier Milei discursa em evento político em São Paulo
Javier Milei discursa na convenção do PL em São Paulo. Foto: Reprodução
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir nesta segunda-feira (27) com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, após o presidente argentino Javier Milei atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e instituições brasileiras em discurso na convenção do PL.

O governo brasileiro chamou Bitelli para consultas em Brasília neste domingo (26), medida considerada dura na diplomacia. O embaixador deve chegar ao Brasil na manhã desta segunda para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países depois da passagem de Milei por São Paulo.

O Itamaraty também convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para “transmitir a repulsa” do governo brasileiro e cobrar explicações sobre a atuação do presidente argentino em território nacional. A chancelaria classificou o episódio como “sem precedentes” e “lamentável”.

“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota. O texto também citou os “203 anos de amizade e cooperação” entre Brasil e Argentina e lembrou que o Brasil é o principal sócio comercial do país vizinho.

Fuga de eleitores: Flávio Bolsonaro herda 74% da votação de Jair em 2022, diz BTG/Nexus

O desempenho mostra que Flávio ainda não recompôs integralmente o eleitorado mobilizado pelo pai há quatro anos

Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa em Brasília – 04/10/2022
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Flávio Bolsonaro retém 74% dos eleitores que declararam ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. No campo adversário, Luiz Inácio Lula da Silva conserva 83% dos votos recebidos naquela eleição, segundo a 7ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27).

Entre os antigos eleitores de Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 6% cada. Somados, os três absorvem 18% desse grupo. Lula recebe 2%, Augusto Cury tem 2%, Cabo Daciolo marca 1%, e votos brancos ou nulos somam 2%.

O desempenho mostra que Flávio ainda não recompôs integralmente o eleitorado mobilizado pelo pai há quatro anos. Embora concentre quase três quartos desse contingente, uma parcela relevante se distribui entre três candidaturas situadas fora da disputa principal.

Lula apresenta retenção maior. Entre os eleitores que afirmam ter votado nele em 2022, 83% repetiriam a escolha no primeiro turno de 2026. Ronaldo Caiado recebe 5% nesse grupo, Renan Santos tem 2%, e Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Augusto Cury e Cabo Daciolo aparecem com 1% cada.

Os dados ajudam a explicar a diferença observada no cenário geral. Lula tem 42% das intenções de voto estimuladas, enquanto Flávio registra 33%. Além de preservar uma parcela maior do próprio eleitorado, o presidente enfrenta menor dispersão dentro de sua base de 2022.

A pesquisa entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre 24 e 26 de julho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O relatório não informa margens específicas para os grupos definidos pelo voto declarado em 2022. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01489/2026.

Flávio Bolsonaro depende mais do voto anti-Lula, mostra BTG/Nexus

No segundo turno, 32% de seus eleitores votam para derrotar Lula; entre os apoiadores de Lula, 14% citam rejeição a Flávio

Flávio Bolsonaro
Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Flávio Bolsonaro depende mais do voto motivado pela rejeição ao adversário do que Luiz Inácio Lula da Silva. Na simulação de segundo turno, 32% dos eleitores de Flávio dizem escolhê-lo para derrotar Lula, enquanto 14% dos apoiadores do presidente afirmam votar para impedir a vitória do senador, segundo a pesquisa BTG/Nexus.

Faria Lima torce pela desistência de Flávio Bolsonaro e mira apoio a Caiado

Mercado financeiro avalia que o senador perdeu confiança entre os representantes do setor

Flávio Bolsonaro
Crédito: Adriano Machado/Reuters

A resistência a Flávio Bolsonaro (PL) ganhou força entre agentes do mercado financeiro, especialmente na região da Faria Lima, em São Paulo. Embora o setor tenha apoiado Jair Bolsonaro em 2018 e 2022 por sua agenda liberal na economia, a avaliação predominante agora é que o senador e pré-candidato à Presidência não reúne as condições políticas e de confiança necessárias para liderar a direita na disputa de 2026. As informações são da Folha de São Paulo, que ouviu gestores, economistas e CEOs sob condição de anonimato.

Segundo os relatos, a maior parte dos interlocutores do mercado torce por um desembarque de Flávio Bolsonaro da corrida presidencial, o que abriria espaço para nomes considerados mais estáveis, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), em uma eventual composição com Gilberto Kassab (PSD).

Moro abre vantagem para eleições no 1° e 2° turno, diz Quaest


      O senador Sergio Moro. Foto: reprodução

A pesquisa Genial/Quaest no Paraná, divulgada nesta segunda-feira (27), mostra o senador Sergio Moro (PL) liderando a disputa pelo governo com quase 40% das intenções, mas 64% dos eleitores ainda podem mudar de candidato. Em publicações no X, Felipe Nunes (dono da Quaest), mostrou que estudo apontou o governador Ratinho Jr. (PSD) com aprovação de 81%.

Já no 2º turno, Moro vence Requião Filho (PDT) (48% x 29%). Para presidente, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 42% contra 24% de Lula (PT) no 1º turno, e venceria Lula no 2º (50% x 28%). Álvaro Dias lidera para o Senado (PL). Veja a análise de Felipe Nunes:

A nova Pesquisa Genial/Quaest no Paraná mostra Sergio Moro isolado na liderança da disputa pelo governo do estado. Ele aparece com percentuais entre 39% e 40% nos três cenários estimulados de 1º turno.

Mas a eleição para governador ainda está longe de estar definida. Apenas 35% dizem que a escolha é definitiva, enquanto 64% afirmam que ainda podem mudar de voto.

Lula abre 9 pontos sobre Flávio Bolsonaro, diz nova pesquisa BTG/Nexus


      Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O instituto Nexus, em parceria com o Banco BTG Pactual, divulgou nesta segunda-feira (27) uma pesquisa presidencial para 2026 em que Lula (PT) lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento também testou quatro simulações de segundo turno com Lula. Os confrontos contra Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado (PSD) ficam em empate técnico, enquanto o petista aparece numericamente à frente de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Primeiro turno tem Lula na frente nos dois formatos
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula registra 36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 27%. Renan Santos aparece com 4%, Ronaldo Caiado tem 2%, Romeu Zema marca 1%, outros somam 3%, brancos e nulos ficam em 8%, e 19% não sabem ou não responderam.

No cenário estimulado, abaixo de Lula e Flávio Bolsonaro aparecem Ronaldo Caiado, com 6%; Renan Santos, com 5%; Romeu Zema, com 3%; Augusto Cury (Avante), com 2%; e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Brancos e nulos somam 6%, e 2% não sabem ou não responderam.


No segundo turno, Lula marca 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro. Contra Ronaldo Caiado, o placar fica em 45% a 43% para o petista, resultado também tratado como empate técnico pela margem de erro do levantamento.

Nas outras duas simulações, Lula aparece com 46% contra 42% de Romeu Zema e com 47% contra 39% de Renan Santos. Os votos em branco, nulos ou nenhum variam de 9% a 13% nos quatro cenários testados.


Rejeição e dados técnicos da pesquisa
Na pergunta sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para presidente, Flávio Bolsonaro lidera a rejeição, com 50%, seguido por Lula, com 48%. Depois aparecem Cabo Daciolo, com 38%; Romeu Zema, com 32%; Ronaldo Caiado, com 29%; Renan Santos, com 27%; e Augusto Cury, com 26%.

O Nexus entrevistou 2.004 eleitores entre 24 e 26 de julho. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual, tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2 pontos percentuais e registro no TSE nº BR-01489/2026.

Fonte: DCM

domingo, 26 de julho de 2026

Milei envergonha Argentina ao atacar Lula e Moraes, diz governador de Buenos Aires: “Palhaçada”


       Lula e o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof

O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, repudiou neste domingo (26) os ataques do presidente argentino, Javier Milei, durante sua passagem pelo Brasil e afirmou ter sentido “vergonha” das declarações feitas pelo mandatário contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo brasileiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Em publicação nas redes sociais, Kicillof afirmou que Milei “não representa o sentir do povo argentino” e destacou que a Argentina deve preservar uma relação de respeito com o Brasil.

“Ontem vimos, com vergonha, o presidente Milei ofender e insultar o governo do Brasil, seu presidente e todo um país. Da província de Buenos Aires, afirmamos que a Argentina respeita as nações irmãs e aposta na integração regional”, escreveu.

“Não sabem onde ela está”: deputado italiano pressiona governo sobre paradeiro de Zambelli


   O deputado italiano Angelo Bonelli. Foto: Divulgação

O deputado italiano Angelo Bonelli questionou o governo da Itália sobre a situação da ex-deputada federal brasileira Carla Zambelli e afirmou que ainda não recebeu informações oficiais sobre o local onde ela estaria morando no país. A manifestação ocorre enquanto a Justiça italiana analisa um novo pedido de extradição apresentado pelo Brasil.

Em declaração divulgada sobre o caso, Bonelli afirmou que enviou um pedido formal ao ministro do Interior italiano para saber se as autoridades tinham conhecimento da residência de Zambelli. Segundo o parlamentar, que rebateu após a ex-deputada foragida afirmar que tem endereço conhecido, a solicitação foi feita antes da análise da Corte de Cassação da Itália sobre o pedido relacionado a uma condenação de cinco anos por ameaça com arma de fogo e porte ilegal de arma.

“Doze dias atrás perguntei ao Ministro do Interior italiano, com um pedido formal, se eles sabiam onde Carla Zambelli estava residente, considerando que o Supremo Tribunal de Cassação da Itália se pronunciará em 1º de julho sobre seu pedido de extradição para uma pena de cinco anos por ameaças com arma de fogo e porte ilegal de armas”, afirmou Bonelli.

Decisão do Brasil sobre as agressões infames de Milei ganha destaque na mídia argentina

Presidente repugnante da Argentina foi homenageado por Tarcísio de Freitas e o principal nome da candidatura fascista de Flávio Bolsonaro

Lula, à esq. (presidente da República), e Mauro Vieira (chanceler brasileiro)
Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil


O governo do Brasil decidiu chamar a consultas o seu embaixador na Argentina, Julio Bitelli, após considerar como uma “afronta” os insultos proferidos pelo repugnante presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante a Convenção Nacional do PL, em São Paulo, no sábado (25). O caso ganhou destaque na imprensa argentina.

VÍDEO – Tebet diz que Flávio “sente o cheiro da derrota” e já arma golpe: “Tal pai, tal filho”


       Simone Tebet no púlpito de convenção partidária em Campinas. Foto: Reprodução

A pré-candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) criticou neste sábado (25) Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo PL à Presidência, durante a convenção do PT em Campinas (SP). Sem citar o senador nominalmente, ela o chamou de “golpista de plantão” e afirmou: “Tal pai, tal filho”.

“Não podemos nos enganar. 2022 não passou. Estamos no ano de 2026 enfrentando os mesmos desafios do passado. O presidente Lula, Geraldo Alckmin e o Brasil enfrentam, do lado de lá, não um democrata, mas um golpista de plantão. Tal pai, tal filho”, disse Tebet no discurso.

A ex-ministra do Planejamento também relacionou a crítica às declarações recentes de Flávio sobre o sistema eleitoral. “Já começou questionando a segurança das urnas. Já sabe, já sente o cheiro da derrota em outubro. E já quer colocar em dúvida os resultados das urnas”, afirmou.

Na terça-feira (21), Flávio questionou a efetividade das urnas eletrônicas em uma reunião com diplomatas, usou informações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pediu que representantes estrangeiros enviassem o “máximo de observadores” para acompanhar as eleições brasileiras.

Veja o momento da fala:

VÍDEO: Tesoura de Flávio Bolsonaro quebra durante convenção do PL com Milei


Javier Milei ao lado de Flávio Bolsonaro no momento em que a tesoura cenográfica quebra, durante a Convenção do PL em São Paulo. Reprodução/X

A tesoura escolhida por Flávio Bolsonaro como símbolo de sua candidatura à Presidência quebrou em suas mãos durante a convenção nacional do PL, realizada neste sábado (25), no Pacaembu, em São Paulo. O objeto representa a promessa de cortes de gastos do bolsonarista e funciona como uma versão menos ameaçadora da motosserra usada por Javier Milei em sua campanha na Argentina.

Flávio empunhava a tesoura de utilidade cenográfica enquanto dividia o palco com Milei, principal convidado internacional do evento. Ao abrir e fechar o objeto durante o discurso do argentino, uma das partes se soltou, obrigando o candidato da extrema direita a tentar encaixá-la novamente diante do público. A alegoria do “tesouraço” que pretende aplicar no Brasil não resistiu sequer ao lançamento oficial da campanha.

Milei incentivava Flávio a “afiar a tesoura” para cortar o que chamou de “roubo de todos os delinquentes socialistas”. O argentino afirmou que o Brasil precisa mudar de rumo, classificou a esquerda como “lixo socialista” e “esquerdistas de merda” e acusou Lula de disseminar o comunismo na América Latina por meio do Foro de São Paulo.


O presidente argentino também chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” e disse confiar em Flávio para interromper a “palhaçada socialista” no país. Em outro momento, incentivou o coro de apoiadores que gritavam “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”, fazendo gestos para que a plateia aumentasse o volume.

VÍDEO: Apoiadores abandonam evento do PL antes de Flávio Bolsonaro subir ao palco


Flávio Bolsonaro oficializa candidatura à presidência em São Paulo
Imagem: Nelson Almeida/AFP

O lançamento da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Paulo começou com centenas de apoiadores e superlotação, mas perdeu público antes de o candidato subir ao palco para discursar. Com informações do Uol.

O ato ocorreu em um espaço fechado dentro do Pacaembu. Por volta das 9h, ônibus com apoiadores começaram a chegar ao local levando bandeiras de políticos, entre eles deputados e vereadores.

A maioria dos presentes não usava camisetas com foto ou nome de Flávio Bolsonaro. As peças exibiam referências a outros políticos, sinalizando que parte da mobilização vinha de grupos ligados a aliados.

Às 11h, o espaço estava acima da capacidade, com pessoas ocupando áreas de circulação e obstruindo escadas. Cerca de uma hora depois, aproximadamente metade do público já havia deixado o local.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, abriu os discursos por volta de 11h20. Às 12h50, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda falava; depois dele vieram o presidente da Argentina, Javier Milei, e Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio.



Público deixou o ato antes da fala do candidato

Flávio Bolsonaro começou a discursar quando já eram quase 14h. Nesse momento, a plateia em frente ao palco estava bem menor do que no início da programação.

A Folha de S.Paulo registrou, a partir do segundo andar do prédio, imagens de um grupo grande de apoiadores indo embora enquanto o senador fazia sua fala.

Paranaense Marcella Kozinski é eleita Miss Universe Brasil 2026


          Marcella Kozinski, eleita Miss Universe Brasil 2026. Foto: Fabio Bouças/Press FC

A modelo Marcella Kozinski, representante da Ilha do Mel (PR), venceu o Miss Universe Brasil 2026 na noite deste sábado (25), em São Paulo. Flávia Klemz, Miss Espírito Santo, ficou em segundo lugar, e Jaqueline Ciocci, da Chapada Diamantina (BA), completou o top 3.

A final reuniu 31 candidatas, número maior que o total de unidades da federação porque o concurso incluiu representantes de rotas turísticas. A seleção passou por top 20, top 12, top 6 e top 3 antes da definição da vencedora; entre as finalistas também estavam Triângulo Mineiro (MG), Ceará e Roraima, que voltou à disputa pelo voto popular.

Na etapa de perguntas, Marcella respondeu sobre como equilibrar a responsabilidade de representar milhões de mulheres com a liberdade de continuar sendo ela mesma. “Ser autêntica sempre vai ser o melhor caminho”, disse. O concurso voltou à TV aberta pela Record após sete anos e teve apresentação de Michelle Barros e Natália Guimarães; a vencedora representará o Brasil no Miss Universo 2026, em 24 de novembro, em Porto Rico.

A palhaçada de Milei no Brasil explica por que a Argentina é o país mais odiado do mundo hoje


     Milei e Flávio Bolsonaro na convenção do PL em São Paulo

Javier Milei veio ao Brasil para participar da convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e fez exatamente o que dele se esperava: transformou um evento partidário em um espetáculo de insultos contra as instituições brasileiras.

Durante meia hora de discurso, o fascista argentino chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “presidiário”, atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, xingando-o de “lixo careca”, estimulou o público a entoar gritos de “Lula ladrão” e apresentou Flávio Bolsonaro como o único político capaz de “parar o socialismo” no país.

A cena ajuda a explicar por que a imagem internacional da Argentina sofreu um desgaste sem precedentes, num processo que ganhou força durante a Copa do Mundo de 2026 e ultrapassou em muito os limites do futebol.

Milei e a seleção da Argentina estão irremediavelmente ligados num pacote de racismo, xenofobia, violência, arrogância e estupidez.

Milei é um jagunço de Donald Trump e de Benjamin Netanyahu. É o primo pobre, o otário que, por ser o mais baixo da hierarquia, é capaz das piores vilanias para agradar os tios valentões — que sabem que ele é uma “basura”, mas fingem que é da turma porque suja as mãos com gosto.

A derrota merecida para a Espanha na final apenas tornou tudo mais claro. Em vez de reconhecer o clima hostil criado ao longo da competição, Milei reagiu dizendo que “o mundo verá até onde pode chegar um país cheio de argentinos”.


Deputada aciona PGR contra vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA em convenção de Flávio


     Bonecos de Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro na convenção do PL. Foto: Reprodução

A deputada federal Dandara (PT-MG) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue a exibição de um vídeo feito com inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro em um evento de Flávio Bolsonaro (PL), que formalizou a candidatura presidencial do senador. A parlamentar aponta possível propaganda eleitoral irregular e crime eleitoral.

No vídeo exibido na convenção, a imagem e a voz simuladas de Jair Bolsonaro dizem: “Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz”.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e não pode dar declarações políticas. A presença simulada do ex-presidente no ato do PL levou Dandara a pedir que a PGR apure se a campanha de Flávio Bolsonaro violou regras eleitorais.

O ofício enviado pela deputada enquadra a exibição do vídeo como propaganda eleitoral irregular e cita crime eleitoral. A representação sustenta que a peça usou tecnologia para simular a participação de uma pessoa impedida de atuar politicamente.

Deputada argentina explica a diferença entre o estadista Lula e o repugnante Javier Milei

Lorena Pokoik afirma que o presidente brasileiro construiu um legado histórico de inclusão e soberania, enquanto acusa Milei de desmontar direitos e atuar em favor de interesses externos

Luiz Inácio Lula da Silva
Crédito: Ricardo Stuckert

A deputada argentina Lorena Pokoik publicou uma dura manifestação nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em forte crítica ao presidente argentino Javier Milei. Em resposta aos ataques dirigidos por Milei a Lula, a parlamentar afirmou que o líder brasileiro construiu um legado histórico que jamais poderá ser igualado pelo atual mandatário argentino.

Segundo Pokoik, antes de atacar Lula, Milei precisaria realizar algo que, em sua avaliação, nunca conseguirá: “deixar um legado ao seu povo”. A deputada contrapôs a trajetória política do presidente brasileiro à do chefe de Estado argentino, destacando o papel de Lula na redução da pobreza, no fortalecimento do Brasil e na integração latino-americana.

⦾ Trajetória de Lula é destacada

Na publicação, Pokoik recorda que Lula “surgiu do povo e do movimento operário”, foi eleito presidente da República por três vezes e promoveu profundas transformações sociais no Brasil.

Ela ressalta que os governos de Lula retiraram milhões de brasileiros da pobreza, projetaram o Brasil como um ator de peso na política internacional e impulsionaram a integração regional, com o objetivo de construir uma “Pátria Grande mais unida, soberana e independente”.

A deputada também relembra o período em que Lula foi preso, enfatizando que suas condenações foram posteriormente anuladas pela Justiça brasileira, permitindo que recuperasse seus direitos políticos e retornasse à Presidência por meio do voto popular.

⦾ Críticas a Milei

Ao comparar os dois presidentes, Pokoik afirma que Milei está promovendo um processo de destruição das conquistas sociais na Argentina.

Segundo ela, o governo argentino estaria desmontando políticas que garantem trabalho, dignidade, direitos e esperança à população — justamente os pilares que, em sua visão, marcaram os governos de Lula no Brasil.

A parlamentar também acusa Milei de agir como “marionete de poderes externos que buscam se apropriar da nossa soberania”, reforçando a crítica de que sua administração favoreceria interesses estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais.

Em artigo no Washington Post, Lula diz que Brasil não será derrotado pelas mentiras de Trump

Presidente reafirma soberania brasileira, aponta motivação ‘ideológica e eleitoral’ do tarifaço, defende o Pix e critica Trump: “ninguém nos derrotará com mentiras”

Lula reforça o plano Brasil Soberano
Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) publicou, neste domingo (26), um artigo de opinião nas páginas do jornal norte-americano The Washington Post, no qual rebate de forma contundente a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. No texto, o chefe do Executivo brasileiro condena o protecionismo unilateral de Donald Trump, aponta motivações político-eleitorais por trás da medida, defende a soberania nacional contra ingerências externas e faz um apelo por um “diálogo aberto e construtivo” entre os dois países.

A manifestação pública do presidente ocorre em um momento de acentuada tensão diplomática. Um dia antes da veiculação do artigo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) anunciou ter negado visto a dois altos funcionários do Departamento de Estado dos EUA. A decisão foi tomada após o próprio Washington Post revelar que a missão oficial dos diplomatas visava lançar suspeitas infundadas sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro.

Sem alianças e vice, Flávio Bolsonaro faz convenção “completamente fracassada”, afirma Lindbergh

Deputado do PT criticou o evento do PL, que lançou a pré-candidatura ao Planalto com discurso de Milei e uso de IA de Jair Bolsonaro

Lindbergh Farias (PT-RJ)
Crédito: Kayo Magalhães/Agência Câmara

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. O parlamentar classificou a cerimônia como uma “vergonha alheia” e afirmou que o ato político foi “completamente fracassado”, destacando a ausência de um candidato a vice-presidente na chapa e a falta de alianças partidárias.

Em vídeo publicado em sua conta no Instagram no sábado (25), o deputado petista avaliou os resultados do evento e apontou o isolamento do pré-candidato do PL no cenário político.

“Acabou a convenção nacional do PL. Gente, completamente fracassada. Flávio Bolsonaro isolado, não levou nenhum partido, não mostrou nenhuma aliança, não tem ainda candidato a vice-presidente da República. Único projeto é tirar o Jair Bolsonaro da cadeia”, declarou Lindbergh Farias na gravação.

Campanha de Flávio descarta punição por vídeo com IA de Bolsonaro em convenção

Jurídico do PL avalia que declaração explícita no início da simulação atende às normas do TSE e não viola cautelar do STF

Modelo de inteligência artificial de Jair Bolsonaro
Crédito: Reprodução/YouTube/Flavio Bolsonaro

 A equipe jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, discutiu os riscos de utilização de um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) de Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção nacional do partido, realizada no sábado (25) em São Paulo, e concluiu que o recurso não traz risco de penalização legal, segundo Jussara Soares, da CNN Brasil.

A avaliação feita pelos advogados da sigla é que a imagem de Jair Bolsonaro, criada via IA para pedir votos ao filho mais velho, respeita tanto as normas eleitorais vigentes quanto a medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ex-presidente de realizar manifestações de caráter político.

De acordo com o entendimento do departamento jurídico da campanha, a frase inicial do vídeo simulação oferece a segurança jurídica necessária para blindar contra eventuais punições tanto o ex-mandatário quanto o próprio comitê eleitoral. “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”, inicia a gravação com o discurso simulado de Bolsonaro.