segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Cezinha de Madureira nega irregularidades após operação da Polícia Federal

 Defesa afirma que medidas de grande repercussão deveriam ser afastadas de circunstâncias políticas ou eleitorais

              Dep. Cezinha de Madureira  - Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) negou ter cometido irregularidades após ser alvo de buscas da Polícia Federal nesta segunda-feira (14). A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga uma suspeita de tráfico de influência junto a tribunais superiores.

Em nota assinada por sua defesa, Cezinha afirmou confiar na Justiça e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O parlamentar também questionou a realização de medidas de grande repercussão em período próximo a circunstâncias políticas ou eleitorais.

Segundo a defesa, “conforme a jurisprudência do STF estabelece, medidas de tamanha repercussão deveriam ter sido conduzidas com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral”.

“Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários”, afirma a nota.


A defesa acrescentou que o deputado espera ter acesso aos elementos da investigação e à íntegra do processo para exercer o contraditório. “O deputado está certo de que, assegurados o contraditório e o amplo acesso da defesa aos elementos da investigação e à íntegra do processo, os fatos serão devidamente esclarecidos no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidade foi cometida.”

Investigação da Polícia Federal

A operação autorizada por Flávio Dino apura a existência de uma “estrutura destinada à comercialização de influência” junto a ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Trechos do pedido apresentado pela Polícia Federal apontam que Cezinha teria despachado com ministros em conjunto com Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Ela é servidora da Câmara dos Deputados e foi assessora de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Casa.

Os autos mencionam conversas relacionadas a processos sob relatoria de Mendonça e de outros dois ministros do Supremo, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. A Polícia Federal ressalta, porém, que nenhum dos três magistrados é investigado e que a apuração não aponta suspeitas de irregularidades cometidas por eles.

A investigação apura possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal e em São Paulo. Valéria Linhares, esposa de Cezinha, também foi alvo da operação.

Fonte: Brasil 247

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