Pesquisa Quaest aponta cenário aberto após confirmação de que senador do Republicanos não disputará o governo estadual
Alexandre Kalil e Patrus Ananias (Crédito: Reprodução/X | Kayo Magalhães/Câmara dos deputados)
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) não disputará o governo de Minas Gerais nas próximas eleições estaduais, alterando significativamente o cenário político no estado. A decisão foi confirmada pelo presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, após o parlamentar não comparecer à Convenção Estadual do partido em Minas Gerais, realizada no último sábado (25), evento onde sua candidatura deveria ter sido chancelada formalmente. Com a desistência, a legenda oficializou que apoiará a pré-candidatura do ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), ao comando do Executivo mineiro.
A saída de Cleitinho do páreo redesenha a corrida eleitoral, uma vez que ele aparecia na liderança das intenções de voto no levantamento divulgado pela Quaest na terça-feira (28). O senador figurava à frente em todos os cenários em que seu nome era testado pela pesquisa, tanto nas simulações de primeiro turno quanto no segundo turno.
Sem a presença de Cleitinho, a liderança numérica da disputa passa para o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). Em uma das simulações de primeiro turno testadas pelo instituto, Kalil surge com 15% das intenções de voto, seguido de perto pelo deputado federal Patrus Ananias (PT), que registra 13%. O atual governador Mateus Simões (PSD) pontua 9%, enquanto Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 6%. Flávio Roscoe (PL) marca 4%, Ben Mendes (Missão) soma 2% e Maria da Consolação (PSOL) tem 1%. Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) não pontuaram (0%). Nesse levantamento, os eleitores indecisos somam 27%, e os votos brancos, nulos ou de eleitores que declararam que não vão votar representam 23%.
Em uma segunda simulação de primeiro turno sem a presença de Cleitinho, Kalil mantém os mesmos 15% das intenções de voto e Patrus Ananias permanece com 13%. Mateus Simões aparece novamente com 9% e Gabriel Azevedo com 6%. A variação ocorre com a inclusão de Vittorio Medioli (PL), que aparece com 3%, seguido por Ben Mendes (2%) e Maria da Consolação (1%). Os indecisos chegam a 27%, enquanto brancos, nulos e abstenções chegam a 24%.
A pesquisa Quaest também simulou cenários de segundo turno sem a presença do senador do Republicanos. Em um confronto direto entre Mateus Simões e Alexandre Kalil, há um empate técnico: o pré-candidato do PSD registra 30% contra 29% do ex-prefeito da capital. Nesse cenário, os indecisos somam 19% e os votos brancos, nulos ou abstenções somam 22%. Em outro eventual segundo turno, Patrus Ananias e Mateus Simões surgem empatados numericamente, ambos com 30% das intenções de voto. O percentual de indecisos fica em 18%, e os brancos, nulos ou abstenções totalizam 22%.
O levantamento aferiu ainda o índice de rejeição dos pré-candidatos perante o eleitorado mineiro. Alexandre Kalil registra a maior taxa de rejeição, alcançando 39% — um avanço em relação aos 36% apurados em abril. Patrus Ananias aparece logo em seguida, com 35% de rejeição. Cleitinho Azevedo manteve 20% de rejeição, mesmo índice apurado na pesquisa anterior. Já Mateus Simões apresentou uma queda expressiva em sua rejeição, caindo de 20% em abril para 12% no levantamento atual.
Entre os demais nomes testados, Gabriel Azevedo e Maria da Consolação figuram com 13% de rejeição cada. Vittorio Medioli e Ben Mendes pontuam 11% de rejeição cada um, enquanto Flávio Roscoe registra 9%. Jarbas Soares Júnior e Túlio Lopes têm 8% de rejeição cada, e Rafael Duda fecha a lista com 7%.
A pesquisa realizada pelo instituto Quaest consultou 1.482 eleitores com 16 anos ou mais no estado de Minas Gerais entre os dias 22 e 26 de julho. O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa encontra-se devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob o número 03490/2026.
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