Levantamento mostra empate técnico entre a governadora e o prefeito de Ananindeua
A disputa pelo governo do Pará aparece aberta na nova pesquisa Genial/Quaest, com a atual governadora Hana Ghassan (MDB) numericamente à frente, com 24%, e Dr. Daniel Santos (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua, com 20%. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre terça-feira (21) e sábado (25). O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PA-04548/2026.
No cenário estimulado de primeiro turno com todos os nomes apresentados, Hana aparece com 24%, seguida por Daniel Santos, com 20%. Mário Couto (DC) soma 11%. Araceli Lemos (PSOL), Cleber Rabelo (PSTU) e Raquel Brício (UP) registram 2% cada. Os indecisos chegam a 26%, enquanto 13% dizem que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.
A Quaest também testou um segundo cenário de primeiro turno, sem Mário Couto. Nessa simulação, Hana Ghassan marca 25%, contra 23% de Daniel Santos. Cleber Rabelo aparece com 5%, Araceli Lemos tem 4% e Raquel Brício registra 2%. Os indecisos somam 27%, e 14% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão às urnas.
O dado que reforça a indefinição da eleição é a volatilidade do voto. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados afirmam que a escolha para governador ainda pode mudar. Outros 30% dizem que a decisão já é definitiva.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois principais nomes testados, o empate técnico se mantém. Hana Ghassan aparece com 36%, enquanto Dr. Daniel Santos registra 35%. Os indecisos são 18%, e 11% declaram voto branco, nulo ou dizem que não pretendem votar.
A pesquisa também mediu o grau de conhecimento e rejeição dos pré-candidatos. Hana Ghassan é conhecida e teria o voto de 25% dos entrevistados; 53% dizem não conhecê-la, e 20% afirmam que a conhecem, mas não votariam nela. Daniel Santos tem 26% de eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele; 58% afirmam não conhecê-lo, e 16% dizem que o conhecem, mas não votariam.
Mário Couto tem o maior índice de rejeição entre os nomes testados: 36% dizem que o conhecem, mas não votariam nele. Outros 15% afirmam que o conhecem e votariam, enquanto 49% dizem não conhecê-lo. Cleber Rabelo é desconhecido por 75% dos entrevistados; Araceli Lemos, por 84%; e Raquel Brício, por 88%.
Outro ponto central do levantamento é o peso político do ex-governador Helder Barbalho. Para 57% dos eleitores ouvidos, Helder “merece” eleger um sucessor ao governo do Pará. Outros 36% dizem que ele não merece, e 7% não souberam ou não responderam.
A Quaest também perguntou sobre o tipo de alinhamento político desejado para o próximo governador. Para 34%, o ideal seria eleger um aliado do presidente Lula (PT). Outros 26% preferem alguém aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 36% defendem um político independente. Os que não souberam ou não responderam somam 4%.
Na avaliação dos principais problemas do estado, a saúde aparece isolada na primeira posição, citada por 32% dos entrevistados. Infraestrutura vem em seguida, com 12%, seguida por violência, com 8%, e desemprego, com 7%. Corrupção foi mencionada por 4%; economia, educação, enchentes e pobreza/desigualdade aparecem com 2% cada. Outros problemas somam 14%, mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam.
Hana Ghassan foi vice de Helder Barbalho e assumiu o governo do Pará. Antes disso, foi secretária de Planejamento e Administração do estado e também liderou a comissão estadual responsável pela organização da COP 30 em Belém.
Dr. Daniel Santos, do Podemos, foi prefeito de Ananindeua e aparece como o principal adversário da atual governadora nas simulações testadas pela Quaest. Mário Couto, por sua vez, iniciou a trajetória política após presidir o antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, exerceu quatro mandatos como deputado estadual, presidiu a Assembleia Legislativa do Pará e foi senador entre 2007 e 2015.
Entre os demais nomes, Cleber Rabelo, do PSTU, é operário da construção civil e ajudante de ferreiro, além de já ter disputado eleições para a prefeitura de Belém e para o governo estadual. Araceli Lemos, do PSOL, é historiadora, professora, ex-deputada estadual e presidente estadual do partido no Pará. Raquel Brício, da UP, é militante desde os 15 anos e ribeirinha do Médio Rio Moju, mas o partido anunciou no fim de semana que ela será candidata a vice-presidente da República; com isso, Gal Leite deve assumir a candidatura da legenda ao governo do Pará.
Fonte: Brasil 247
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