A ex-governadora chega a 11% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Rio Marca 8%
Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A ex-governadora Benedita da Silva (PT) e o deputado federal e ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) aparecem à frente nos dois cenários testados pela Quaest para a disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Neste ano, cada eleitor escolherá dois nomes para representar o estado na Casa.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre terça-feira (21) e sábado (25). A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02671/2026.
No primeiro cenário, que inclui nomes como Márcio Canella (União) e Alessandro Molon (PSB), Benedita aparece com 11% das intenções de voto totais. Crivella vem em seguida, com 8%. Como a eleição para o Senado em 2026 terá duas vagas em disputa, a Quaest contabilizou a soma das duas escolhas feitas pelos entrevistados.
Carlos Portinho (PL) e Márcio Canella registram 4% cada. Alessandro Molon, Mônica Benício (PSOL), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos) aparecem com 3%. Marcos Dias (Podemos) e Sávio Neves (PSDB) têm 1% cada. Hélio Secco (Missão) não pontuou. Os indecisos somam 22%, enquanto 37% afirmaram que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.
No segundo cenário, sem Cláudio Castro (PL), atualmente inelegível, sem Márcio Canella, investigado por ligação com o crime organizado, e sem Alessandro Molon, Benedita amplia para 12%. Crivella também cresce e chega a 9%.
Carlos Portinho, Mônica Benício, Pedro Paulo e Waguinho aparecem empatados com 4%. Marcos Dias e Sávio Neves registram 1% cada. Hélio Secco novamente não pontuou. Nesse cenário, 23% se declaram indecisos, e 38% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão às urnas.
A pesquisa foi realizada cerca de dois meses depois de Cláudio Castro desistir da disputa ao Senado. Em 28 de maio, o governador do Rio abriu mão da candidatura após ser alvo de operações da Polícia Federal e ficar inelegível por oito anos, em decisão do TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Com a saída de Castro da disputa, o PL indicou o senador Carlos Portinho para ocupar o espaço do partido na corrida ao Senado.
O caso envolvendo Castro teve origem na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro ainda em 2022. O Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo, adversário do atual governador naquele pleito, apresentaram ações de investigação eleitoral contra Castro e o vice-governador Thiago Pampolha.
As acusações apontavam irregularidades na Fundação Ceperj e na Uerj. Os processos também envolveram Rodrigo Bacellar, ex-deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj.
Entre os pontos citados nas ações estavam o suposto desvirtuamento da atuação da Ceperj com finalidade eleitoral, o aumento expressivo do orçamento e dos valores empenhados pela fundação para projetos não previstos em lei, a criação de programas sociais fora do orçamento e a manutenção de uma “folha de pagamento secreta” com 18 mil pessoas contratadas sem concurso público.
Fonte: Brasil 247
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