terça-feira, 2 de setembro de 2025

VÍDEO – Bolsonarista ataca manifestantes em condomínio e quase apanha


       Bolsonarista foi confrontado por grupo que protesta contra o ex-presidente. Foto: Reprodução

O clima em frente ao condomínio onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar ficou tenso nesta terça-feira (2), durante o julgamento do chamado núcleo crucial da trama golpista no Supremo Tribunal Federal. Manifestantes favoráveis e contrários ao ex-presidente trocaram gritos, xingamentos e chegaram a se encarar, quase partindo para agressões físicas.

O embate aconteceu no bairro nobre do Jardim Botânico, em Brasília, onde o ex-mandatário reside. Além de Bolsonaro, outros sete réus respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público.

Em um momento, é possível ver um bolsonarista gritando e colocando o dedo no rosto de um manifestante contrário ao ex-presidente. Na sequência, o extremista tenta puxar e rasgar uma faixa com a frase “Bolsonaro na cadeia”.

Aos gritos de “Bolsonaro na Papuda”, ele foi confrontado por um manifestante que usava camiseta do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e deixou o local. Veja:


A tensão se soma à mobilização iniciada no fim de semana. No domingo (31), apoiadores de Bolsonaro realizaram uma carreata em direção ao condomínio Solar de Brasília. O grupo se concentrou na Torre de TV, no centro da capital, antes de partir em cortejo para o local onde o ex-presidente está confinado.

Durante a carreata, foram exibidas bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. Faixas e cartazes também chamaram a atenção, com frases como “Fora Lula”, “Fora Moraes, buzine!” e “Anistia já”. O alvo principal dos protestos foi o ministro relator da ação contra o ex-presidente.

A manifestação chegou ao condomínio por volta das 10h20, horário em que Bolsonaro já recebia visitas de familiares. Os apoiadores estacionaram veículos em frente ao local e mantiveram discursos inflamados contra a Corte, pedindo perdão judicial aos réus do 8 de Janeiro.

Fonte: DCM

VÍDEO – “Salva meu pai, Trump”: Bolsonaro e Eduardo viram piada em protesto

O ex-presidente Jair Bolsonaro representado como presidiário em protesto em frente ao seu condomínio. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em frente à residência de Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, a disputa entre apoiadores e críticos do ex-presidente ganhou novos contornos nesta terça-feira (2). Enquanto ocorria o primeiro dia do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), opositores exibiram um ato carregado de ironia.

O grupo inflou um boneco que representava Bolsonaro como presidiário, com direito a tornozeleira eletrônica. A cena fazia referência à prisão domiciliar determinada pelo STF e foi acompanhada por faixas e gritos contra o ex-presidente.

A manifestação também mirou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Recentemente, ele apelou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar “salvar” o pai de uma possível condenação. Os opositores, então, ironizaram o gesto com um coro repetido: “Salva meu pai, Trump”.

O momento foi registrado em vídeo, que mostra os manifestantes críticos entoando as frases em frente ao condomínio. Ao fundo, era possível ouvir apoiadores de Bolsonaro reagindo com gritos em defesa do ex-presidente.

As manifestações paralelas refletiram o ambiente polarizado do julgamento no STF, que analisa a conduta de Bolsonaro e outros sete réus acusados de tentar abolir o Estado Democrático de Direito e articular um golpe. A sessão atraiu grupos dos dois lados desde as primeiras horas da manhã.

De um lado, apoiadores pediam anistia e exaltavam a inocência de Bolsonaro. Do outro, opositores buscavam satirizar a situação do ex-presidente e de sua família.


Fonte: DCM

Trump diz que EUA destruíram “barco carregado de drogas” na Venezuela


      Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (2) que militares dos Estados Unidos “destruíram” um barco que estaria saindo da Venezuela, supostamente carregado de drogas. “Nos últimos minutos, nós acabamos, literalmente, de destruir um barco carregado de drogas. Havia muitas drogas nesse barco”, disse Trump a repórteres no Salão Oval.

“Esse barco saiu da Venezuela, está saindo muita coisa da Venezuela. Muita coisa mesmo está vindo de lá. Então nós o destruímos, e vocês vão ver isso assim que essa reunião terminar”, acrescentou o presidente.

O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou o episódio. “As Forças Armadas dos EUA conduziram um ataque letal no sul do Caribe contra uma embarcação de drogas que havia partido da Venezuela”, declarou.

Até o momento, não há informações sobre o número de mortos, e o regime de Nicolás Maduro ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Navio dos EUA enviado ao mar venezuelano. Foto: reprodução

Direita venezuelana apoia Trump

Mais cedo, a oposição ao presidente venezuelano afirmou que mantém “contato permanente” com o governo Trump em meio à chegada de navios de guerra dos Estados Unidos à costa da Venezuela. Um membro da equipe de Maria Corina Machado, líder da oposição, disse ao G1 que “respeita e acompanha de perto” os anúncios do governo estadunidense e que “uma transição já começou” no país, sem detalhar mais informações.

A declaração ocorre em meio a uma crise crescente entre os EUA e o governo Maduro após o envio de oito navios de guerra, incluindo um submarino nuclear, para perto da costa venezuelana. As embarcações começaram a chegar no final da semana passada, elevando a tensão regional.

A justificativa oficial do governo Trump é combater o narcotráfico na região, ao mesmo tempo em que a Casa Branca acusa Maduro de liderar um cartel de drogas e promete usar “toda a força” contra o regime. Em contrapartida, Maduro afirmou que os Estados Unidos possuem 1.200 mísseis apontados para a Venezuela e prometeu “luta armada” caso ocorra um ataque.

A fala de um integrante da equipe de Maria Corina Machado reforça publicações recentes da líder opositora nas redes sociais, em que ela afirmou que uma transição está em curso no país e mencionou “uma nova era para a Venezuela”.

“Os cidadãos venezuelanos já estão prontos para o retorno da democracia e para um auge econômico e social nunca antes visto na história do nosso país”, disse Corina em publicação no X.

Em uma entrevista coletiva com jornalistas nacionais e internacionais na segunda-feira, Maduro declarou que os Estados Unidos buscam uma “mudança de regime na Venezuela e afirmou que o governo Trump teria prometido entregar o poder à oposição após sua saída da presidência, sem apresentar provas. A oposição não comentou a declaração do presidente venezuelano.

Fonte: DCM

VÍDEO – Cármen Lúcia enquadra advogado que pediu voto impresso: “Já é auditável”


A ministra Cármen Lúcia durante o julgamento da trama golpista nesta terça (2). Foto: Reprodução/TV Justiça

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia enquadrou o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que defende o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) durante o julgamento da trama golpista nesta terça (2). Ao defender seu cliente, ele citou o voto impresso e pediu “voto auditável” nas eleições.

Durante a sustentação oral, ele afirmou que Ramagem apenas era a favor do “voto auditável ou voto impresso”. Após o fim da argumentação, a magistrada confrontou o advogado e deixou claro que existe auditoria nas disputas eleitorais.

“Vossa senhoria sabe a distinção entre processo eleitoral auditável e voto impresso? O senhor repetiu como se fosse sinônimo, e não é, porque o processo eleitoral é amplamente auditável no Brasil, passamos por uma auditoria”, disse a ministra.

Ela afirmou que existe uma auditoria em diversas etapas no processo eleitoral. “Há auditoria desde 1996, quando foi criado o processo eletrônico. Ela é auditável e passa por várias fases”, completou.


O advogado ainda tentou argumentar, dizendo que usou os termos “voto auditável” e “voto impresso” para se referir ao que defendiam o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados em 2022. “É só em relação à defesa e ao que foi dito, não é que a defesa defende essa ideia”, alegou.

Ramagem é um dos 8 réus do chamado “núcleo central” da trama golpista e era o diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Bolsonaro. Ele responde por três crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa armada.

O julgamento do primeiro grupo teve início na manhã desta terça, com um resumo das investigações feito pelo relator, Alexandre de Moraes. Na sequência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, relembrou as provas elencadas na denúncia para justificar a condenação dos réus. Agora, os advogados de defesa têm feito as sustentações orais.

Fonte: DCM

Pesquisa aponta Beto Preto entre os favoritos ao Senado em 2026; veja a declaração do secretário

 

           Foto: Divulgação 


Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, realizado em Curitiba e na Região Metropolitana, mostrou o secretário de Estado da Saúde e deputado federal licenciado, Beto Preto, entre os nomes mais bem avaliados para a disputa ao Senado em 2026. Em cenários testados, ele alcançou cerca de 20% das intenções de voto, superando figuras como Filipe Barros e Renato Freitas.

Procurado, Beto Preto agradeceu o apoio recebido, mas reforçou que o foco neste momento é a gestão estadual.

“Recebo com gratidão esse reconhecimento, mas sei que a política é construída em equipe. O governador Ratinho Junior é o técnico que escala o time, e eu estou à disposição para contribuir onde for necessário. O meu trabalho hoje é estar na linha de frente da saúde, entregando hospitais, ampliando serviços e cuidando da vida das pessoas. Esse é o compromisso que assumi e que sigo honrando todos os dias”, afirmou.

Confira ois números:

Senador estimulada

cenário 1:

Não sabe/ não opinou 4,7%
Nenhum/ Branco/ Nulo 6,3%
Ratinho Junior 67,5%
Alvaro Dias 40,8%
Beto Preto 19,7%
Renato Freitas 12,6%
Filipe Barros 11,6%
Jeffrey Chiquini 6,8%
Zeca Dirceu 5,8%

Senador estimulada

cenário 2:

Não sabe/ não opinou 7,3%
Nenhum/ Branco/ Nulo 10,3%
Cristina Graeml 43,9%
Alexandre Curi 30,6%
Beto Preto 20,6%
Filipe Barros 15,5%
Renato Freitas 15,5%
Jeffrey Chiquini 8,0%
Zeca Dirceu 7,0%

Fonte: Assessoria

“Plano sinistro”: como a imprensa internacional repercute 1º dia do julgamento de Bolsonaro

 

Reportagem do NYT e Washington Post sobre 1º dia de julgamento de Bolsonaro — Foto: Reprodução
Reportagens dos jornais “The New York Times” e “The Washington Post” sobre o 1º dia de julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Foto: Reprodução

O início do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (2) repercutiu em veículos da imprensa internacional. A análise da tentativa de golpe de Estado de 2022 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi chamada de “plano sinistro” e descrita como um marco histórico para a democracia brasileira.

Bolsonaro, em prisão domiciliar, é julgado ao lado de outros sete réus apontados como parte do “núcleo central” do golpe. A sentença deve ser concluída até 12 de setembro.

Reportagens de diversos veículos como “The New York Times”, “The Guardian”, “The Washington Post”, “The Economist” e “BBC” descreveram o panorama da situação de Bolsonaro perante o STF.

O ex-capitão será julgado ao lado dos generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Também estão no processo o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens que firmou delação premiada.

A acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A pena pode ultrapassar 40 anos em caso de condenação.

The New York Times: “plano sinistro” e vasto conjunto de provas

Reportagem do jornal 'The New York Times', dos Estados Unidos, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. — Foto: Reprodução
Reportagem do jornal “The New York Times”, dos Estados Unidos, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. Foto: Reprodução


O New York Times publicou uma linha do tempo sobre as nove semanas entre a derrota eleitoral de Bolsonaro e os ataques de 8 de janeiro. O jornal disse que revisou “dezenas de horas de depoimentos e centenas de páginas de documentos” e concluiu que há “um vasto conjunto de provas” contra o ex-presidente.

A reportagem descreveu como Bolsonaro buscou desacreditar o resultado eleitoral, planejou o assassinato do presidente Lula (PT), Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, e partiu para os Estados Unidos enquanto seus apoiadores invadiam os prédios dos Três Poderes.

Segundo o jornal, o Brasil estaria fazendo algo que os EUA “não conseguiram”: levar um ex-presidente a julgamento por tentar se manter no poder após perder uma eleição.

The Guardian: o “velório político” de Bolsonaro

Reportagem do jornal 'The Guardian', do Reino Unido, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. — Foto: Reprodução
Reportagem do jornal “The Guardian”, do Reino Unido, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Guardian entrevistou o trompetista Fabiano Leitão, que viralizou ao tocar uma “marcha fúnebre” e o hino antifascista Bella Ciao após Bolsonaro se tornar réu.

Leitão declarou que está “fazendo o velório político” do ex-presidente e que estará na frente do STF durante o julgamento. “Vai ser algo alegre! Tem que ser algo alegre!”, disse ao jornal.

“Leitão está entre milhões de brasileiros progressistas que já têm o champanhe metafórico no gelo à espera da tão esperada condenação de Bolsonaro e de sete supostos co-conspiradores, cujo julgamento começa nesta semana”, afirmou a reportagem.

Para o Guardian, milhões de brasileiros progressistas aguardam a condenação de Bolsonaro, e especialistas projetam que o ex-presidente será condenado por golpe de Estado.

The Washington Post: Brasil encara Trump e seu passado autoritário


Reportagem do jornal 'The Washington Post', dos Estados Unidos, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. — Foto: Reprodução
Reportagem do jornal “The Washington Post”, dos Estados Unidos, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Washington Post destacou que, com o julgamento de Bolsonaro, o Brasil enfrenta seu próprio passado autoritário e também a pressão de Donald Trump, que tenta retaliar o país com medidas econômicas e diplomáticas.

O jornal afirmou que o processo “marca uma reviravolta significativa” para um país que historicamente prefere a conciliação a punições em casos de crimes contra o Estado.

“O julgamento de Bolsonaro também é o ápice de uma saga extraordinária que polarizou ainda mais o Brasil, testou a determinação do seu Judiciário e abriu um abismo cada vez maior com os EUA”, afirmou a reportagem.

The Economist: o “Trump dos trópicos”

Reportagem da Economist fala sobre julgamento de Bolsonaro — Foto: Reprodução
Reportagem da revista britânica “The Economist” fala sobre julgamento de Bolsonaro. Foto: Reprodução


Segundo a publicação, Bolsonaro “falhou por incompetência, e não por falta de intenção”, e seu julgamento ditará o ritmo da recuperação do Brasil após o populismo.

Em reportagem de capa, a revista afirmou que o Brasil dá uma lição de democracia aos Estados Unidos, já que mesmo sob pressões externas e sanções, a Justiça brasileira avançou para processar o ex-presidente.

BBC: julgamento entra na fase final

Reportagem do jornal 'BBC', do Reino Unido, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. — Foto: Reprodução
Reportagem do jornal “BBC”, do Reino Unido, sobre o início do julgamento de Bolsonaro. Foto: Reprodução

A BBC afirmou que o julgamento de Bolsonaro entrou na fase final nesta terça-feira e será decidido por cinco ministros da Primeira Turma do STF.

Segundo a emissora britânica, a “causa do ex-presidente foi abraçada” por Donald Trump, que classificou o julgamento como “caça às bruxas”, em referência ao processo contra seu aliado brasileiro.

Fonte: DCM

A rota de escape para ministros do STF em caso de ataques no julgamento de Bolsonaro

Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, os ministros da 1ª Tuma. Foto: reprodução

A Polícia Federal preparou um plano de emergência para retirada imediata de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) caso sua segurança seja ameaçada durante o julgamento de Jair Bolsonaro. O protocolo pode ser acionado em segundos e prevê a saída dos magistrados por rotas de escape seguras, acompanhados por agentes federais.

O plano será implementado em caso de invasão do Supremo por manifestantes ou suspeita de artefatos explosivos nas proximidades. Apesar do alerta máximo, a cúpula da PF acredita que o julgamento transcorrerá sem maiores problemas, já que monitoramentos não detectaram a chegada de ônibus de outras regiões do país.

A segurança na Esplanada dos Ministérios foi reforçada com varreduras nas casas dos ministros, restrição de acesso à praça dos Três Poderes e policiamento intensificado. Pessoas em grupo na área poderão ser abordadas, e mochilas com volume suspeito estarão sujeitas a revista

O STF requisitou cerca de 30 policiais de outros tribunais e utilizará todo seu efetivo da Polícia Judicial. Na manhã desta terça (2), cães farejadores realizaram nova varredura no tribunal antes do início do julgamento histórico.

Fonte: DCM

VÍDEO – Bolsonaristas oram no condomínio do ex-presidente durante julgamento


Bolsonarista faz oração durante protesto em frente ao condomínio do ex-presidente, em Brasília. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Nesta terça (2), apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram em frente ao condomínio do ex-presidente, no Jardim Botânico, em Brasília, em protesto contra o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre o ataque golpista de 8 de janeiro de 2023. O grupo pediu anistia aos condenados pelo episódio.

Durante o ato, uma apoiadora puxou uma oração pedindo perdão e proteção a Bolsonaro. “Ô Deus do poder! Nós necessitamos da tua urgência, senhor. Tenha olhar de bondade e misericórdia por aqueles que estão na prisão do dia 8 de janeiro de 2024 e por Bolsonaro”, disse Lili Carabina.

Camisetas e bandeiras foram distribuídas gratuitamente aos participantes, enquanto motoristas que passavam buzinavam em apoio. Segundo organizadores, uma nova manifestação em defesa de Bolsonaro está marcada para as 20h desta terça no mesmo local.

Na noite anterior, apoiadores já haviam feito uma vigília que contou com a presença de Carlos e Jair Renan Bolsonaro.

Fonte: DCM

VÍDEO: “Não punir tentativa de golpe fortalece o autoritarismo”, diz Gonet


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante a leitura de parecer no julgamento da trama golpista, na Primeira Turma do STF. Foto: Reprodução

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, abriu nesta terça (2) sua manifestação no julgamento da trama golpista afirmando que não punir a tentativa de golpe “recrudesce ímpetos de autoritarismo” e coloca em risco a vida democrática. A sessão ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuou entre o fim de 2022 e o início de 2023 para impedir a posse do presidente Lula e manter Bolsonaro no poder. “Não reprimir criminalmente tentativas dessa ordem recrudesce o autoritarismo e põe em risco o modelo de vida civilizada”, disse Gonet.


Em suas alegações ao STF, o procurador-geral apontou Bolsonaro como principal beneficiado e também como líder da organização criminosa que tentou subverter a democracia. Agora, no julgamento, reforçou que os denunciados colocaram em prática “planos de operação antidemocrática ofensiva ao bem jurídico tutelado”.

Ao detalhar a acusação, Gonet destacou que não é necessária uma ordem formal para caracterizar crime de golpe de Estado.

“Para que a tentativa se consolide, não é indispensável que haja ordem assinada pelo presidente da República para adoção de medidas estranhas à realidade funcional. A tentativa se revela na prática de atos e de ações dedicadas ao propósito da ruptura das regras constitucionais sobre o exercício do poder, um apelo ao emprego da força bruta, real ou ameaçada”, explicou.

Na mesma linha, acrescentou: “Constituição dispõe de meios para talhar investidas contra ela própria. Punir tentativa de ruptura é imperativo”. Para ele, os fatos analisados pelo STF representam risco direto à preservação das instituições.

Veja um trecho da fala:


O procurador também afirmou que todos os acusados tiveram participação, mesmo que em diferentes intensidades, no suposto plano golpista. “Ainda que nem todos os denunciados tenham atuado ativamente em todos os acontecimentos relevantes, todos colaboraram, na parte em que lhes coube, em cada etapa do processo de golpe, para que o conjunto de acontecimentos criminosos ganhasse realidade”, disse.

Segundo Gonet, o objetivo comum era manter Bolsonaro na Presidência, apesar da derrota eleitoral: “Todos convergiram, dentro do seu espaço de atuação, para o objetivo comum de assegurar a permanência do presidente da República na época na condução do Estado, mesmo que não vencesse as eleições, e mesmo depois de ter efetivamente perdido a preferência dos eleitores em 2022″.

Ele classificou os atos como de “grave” ameaça ao Estado democrático de direito. “A democracia do país assume sua defesa ativa contra tentativa de golpe com violência ameaçada e praticada. Nenhuma democracia se sustenta se não contar com efetivos meios para se contrapor a atos orientados à sua decomposição belicosa”, ressaltou.

Para o procurador-geral, não cabe relativizar o episódio. “Os atos que compõem o panorama espantoso e tenebroso da denúncia são fenômenos de atentado, com relevância criminal contra as instituições democráticas. Não podem ser tratados como atos de importância menor”, acrescentou.

Fonte: DCM

VÍDEO – Grupo infla boneco para pedir condenação de Bolsonaro: “Sem anistia”

Boneco anti-Bolsonaro em Brasília. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Um grupo de manifestantes do Comitê de Luta do Jardim Botânico reuniu-se nesta terça-feira (2) para cobrar a responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado. Na subida do Jardim Botânico, após a Ponte JK em Brasília, os ativistas inflaram um boneco gigante de Bolsonaro acompanhado de faixa com os dizeres “Sem anistia para golpistas”.

O protesto ocorre no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia o julgamento histórico dos 8 réus. Mais de 3,3 mil pessoas inscreveram-se para assistir presencialmente, mas apenas 150 vagas foram liberadas pela corte.

Entre os acusados estão os generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e Mauro Cid, que firmou delação premiada.

A Procuradoria-Geral da República aponta crimes como tentativa de golpe, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático e dano ao patrimônio. As penas podem ultrapassar 40 anos de prisão em caso de condenação.

Fonte: DCM

A revolta de Malafaia e Michelle durante o julgamento de Bolsonaro no STF

O pastor Silas Malafaia, o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia se revoltaram nas redes enquanto o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lia o relatório pedindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na mansão em Brasília onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Michelle acompanhava o julgamento ao lado do marido. Após uma série de postagens criticando o presidente Lula, a ex-primeira-dama compartilhou um trecho bíblico.

“Porque o senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração”, escreveu, citando os Salmos.
Post de Michelle Bolsonaro no Instagram. Foto: Reprodução


Já Malafaia divulgou um vídeo inflamado no qual prometia apresentar “provas” contra Moraes. “Como disse o senador Magno Malta, é o dia da vergonha. Bolsonaro já foi julgado nessa farsa política de pura perseguição, comandada pelo ditador da toga, Alexandre de Moraes”, afirmou.

O pastor acusou o Supremo de politizar decisões e comparou o caso ao de Lula. De forma distorcida, Malafaia afirmou que não havia presença da Polícia Federal quando o petista se entregou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em 2018.

Ao contrário do que diz o religioso, Lula deixou o sindicato em São Bernardo do Campo escoltado por uma comitiva da PF, em cumprimento à ordem de prisão determinada por Moro. Apesar disso, Malafaia insistiu em usar o episódio como paralelo ao julgamento de Bolsonaro.

O pastor voltou a atacar a atuação policial, agora no caso do ex-presidente. “Agora, olha a covardia com Bolsonaro. Colocar a polícia federal dentro da casa, no quintal da casa de Bolsonaro. É uma violação da intimidade”, mentiu, já que agentes têm ficado apenas no terreno do imóvel para evitar fuga.

Bolsonaro já tentou se abrigar na Embaixada da Hungria e tinha uma carta de pedido de asilo pronta para enviar ao presidente argentino, Javier Milei. Esses antecedentes levaram o STF a adotar medidas de contenção.

Veja o vídeo de Malafaia:

Fonte: DCM

“Impunidade e covardia não são opções para a pacificação”, diz Moraes em julgamento de Bolsonaro


O ministro Alexandre de Moraes durante julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (2) que “a impunidade, a omissão e a covardia não são caminhos para a pacificação”. A declaração foi feita no início do julgamento da ação penal sobre a trama golpista, que definirá o destino de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus.

Antes de iniciar a leitura do relatório do caso, Moraes destacou que não faltará coragem ao tribunal para enfrentar tentativas de golpe de Estado. “A História nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação”, disse.

“Existindo provas, acima de qualquer dúvida razoável, as ações penais serão julgadas procedentes e os réus serão condenados. Assim se faz a Justiça. Esse é o papel do Supremo Tribunal Federal, julgar com imparcialidade e aplicar a justiça a cada um dos casos concretos. Independentemente de ameaças ou coações, ignorando pressões internas ou externas. Lamentavelmente, no curso”, afirmou.

Moraes também frisou que pacificação não pode ser confundida com complacência diante de ataques à democracia.

“A pacificação do país depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade e desrespeito à Constituição Federal. E mais: significa incentivo a novas tentativas de golpe de Estado”, declarou.

Sem citar diretamente as sanções impostas pelo governo de Donald Trump contra ele, Moraes criticou o que classificou como “tentativas de obstrução de Justiça” e reforçou que isso não afetará a atuação do STF.

“O STF sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional e em seu compromisso com a democracia, o Estado de Direito e os princípios constitucionais brasileiros”, afirmou.

O relatório apresentado pelo relator tem a função de contextualizar o processo, resumindo os fatos, argumentos e provas reunidas, além de dar transparência ao andamento da ação penal que marca um dos julgamentos mais importantes da história do Supremo.

Bolsonaro será julgado ao lado dos generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Também estão no processo o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens que firmou delação premiada.

A acusação feita pela PGR aponta crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A pena pode ultrapassar 40 anos em caso de condenação.

Fonte: DCM