Encontro antecede convenção nacional do PL e representa reunião da extrema-direita em meio a forte desgaste social de Milei na Argentina
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu na manhã deste sábado (25) o presidente da Argentina, Javier Milei, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, para a entrega da Medalha de Ordem do Ipiranga, a maior honraria concedida pelo estado.
O evento, realizado no Salão dos Pratos do palácio, foi precedido por uma reunião a portas fechadas na ala residencial entre Tarcísio de Freitas e o mandatário argentino. A imprensa foi convidada para acompanhar a cerimônia oficial, mas acabou barrada na entrada do hall nobre — localizado nos fundos do palácio —, podendo apenas registrar a chegada das autoridades. Para a recepção, foi estendido um tapete azul, em alusão à chamada “onda azul”, expressão utilizada por Milei para se referir à eleição de políticos de direita na América do Sul.
Após a agenda na sede do governo paulista, Tarcísio e Milei seguem para a convenção nacional do PL, realizada no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. O ato político vai selar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Também participam das agendas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o próprio Flávio Bolsonaro, entre outras lideranças políticas.
A viagem de Javier Milei ao Brasil representa um gesto explícito de apoio à extrema-direita brasileira e tende a aprofundar as tensões diplomáticas com o governo do presidente Lula (PT). Além do impacto nas relações internacionais, a visita ocorre em um momento em que o presidente argentino enfrenta forte impopularidade em seu próprio país, decorrente da destruição social e econômica provocada por suas políticas ultraliberais.
Rejeição e colapso social na Argentina
Pesquisas divulgadas em 2026 indicam que a desaprovação de Javier Milei já supera os 60% em alguns levantamentos nacionais. A imagem positiva do líder argentino, que chegou ao poder prometendo combater a chamada “casta política”, caiu para aproximadamente um terço do eleitorado. O desgaste reflete a insatisfação popular diante da perda acelerada do poder de compra, do aumento do desemprego, da precarização do trabalho e do surgimento de denúncias envolvendo integrantes do seu governo.

