sexta-feira, 24 de julho de 2026

Lindbergh pede à PF quebra de sigilos de escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro


Deputado questiona movimentações financeiras de escritório de advocacia ligado ao senador

Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro  (Crédito: Agência Câmara I Agência Senado)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que apresentou uma notícia de fato para pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirma que o escritório seria uma “empresa de fachada” utilizada para receber recursos, além de relacionar novas suspeitas ao empresário Daniel Vorcaro.

Na gravação, divulgada pelo próprio Lindbergh Farias, o deputado sustenta que o escritório não exerceria atividade jurídica regular e questiona pagamentos recebidos desde 2021. Segundo ele, o endereço da empresa funcionaria na residência de Flávio Bolsonaro, em Brasília, e não haveria funcionários, atendimento ao público ou presença digital.

“O escritório de advocacia pessoal dele era um escritório de fachada, só para receber dinheiro. Não tinha clientes. Sabe onde era a sede? Na mansão que ele mora em Brasília. Não tinha funcionários, não recebia pessoas, não tinha sítio eletrônico. Só que de 2021 para cá, ele emitiu 41 notas fiscais para receber dinheiro”, afirmou.

Lindbergh também citou empresas que, segundo ele, estariam ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e alegou que uma delas teria realizado um pagamento ao escritório de Flávio Bolsonaro.

“Você sabe de três que surgiu agora, que eram empresas de fachada do Daniel Vorcaro, a Copenhague e a Contabio Correia. Ele recebeu 500 mil reais dessa Contabio Correia. Agora, se ele não exercia atividade, se ele não tinha funcionários, se ele não atuava representando terceiros, o que ele fez com esses 500 mil reais? Era só para receber dinheiro? Era lavagem de dinheiro?”

Com base nessas alegações, o deputado afirmou ter solicitado a quebra dos sigilos do escritório.

“Por isso que estou entrando, com uma notícia de fato pedindo a quebra de sigilo do bancário fiscal, telefônico e telemático do escritório do Flávio Bolsonaro.”

⦾ Contador é citado pelo deputado

No vídeo, Lindbergh também menciona o contador Alexandre Caetano Reis, apontado por ele como responsável pela contabilidade do escritório de Flávio Bolsonaro. Segundo o parlamentar, Alexandre foi preso pela Polícia Federal e investigado por suposta lavagem de dinheiro.

“Sabe quem era o contador desse escritório? Um sujeito chamado Alexandre Caetano Reis. Quem era esse? Era também o contador do Careca do INSS. Esse cara foi preso pela Polícia Federal, era sócio do Careca do INSS, nas Ilhas Virgens Britânicas. E ele era investigado justamente por lavagem de dinheiro.”

O deputado acrescentou que Alexandre Caetano Reis é irmão de Letícia Caetano Reis, identificada por ele como sócia-administradora do escritório.

“Esse Alexandre Caetano Reis vem a ser irmão da Letícia Caetano Reis, que é a sócia administradora do escritório. É a única pessoa que trabalha nesse escritório do Flávio Bolsonaro.”

⦾ Pedido para ouvir envolvidos

Ao concluir o vídeo, Lindbergh classificou o caso como “uma história muito feia” e defendeu que a Polícia Federal também ouça Alexandre Caetano Reis e Letícia Caetano Reis no âmbito das apurações.

“Cada dia mais ele se enrola. Foi o dinheiro do Vorcaro lá para o Fundo Ravengate, é dinheiro pessoal para o Flávio Bolsonaro. O que a gente pede, além da quebra de sigilo, é que esse Alexandre Caetano dos Reis, que é uma espécie de Persefarias, parece que ele está por trás de tudo que é coisa que envolve lavagem de dinheiro, ele seja escutado pela Polícia Federal, assim como a administradora do escritório de advocacia, Letícia Caetano dos Reis.”

Fonte: Brasil 247

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