Paolla Oliveira em ensaio da Grande Rio. Foto: reprodução
Um vídeo da cirurgiã plástica Pamella Andrade analisando o corpo de Paolla Oliveira viralizou. Nele, a médica compara imagens da atriz de maiô, destacando a região pélvica. “E aí, pessoal, o que será que a Paolla Oliveira fez?”, questiona, sugerindo uma lipoaspiração no Monte de Vênus. Ela afirma que o procedimento é opção para quem se incomoda com a área.
A atriz respondeu nos comentários com humor e ironia. “(risos) Que maravilha! Tanto apreço pela minha região íntima, mas nem sabia que existia essa cirurgia. Um corte diferente de maiô ou uma foto sem o sol do meio-dia podem ajudar também. Beijos!”, escreveu Paolla. A reação desmontou a especulação de forma ácida.
Gesto surpreendeu o futebol saudita e provocou forte repercussão nos bastidores
Cristiano Ronaldo durante partida do Al-Nassr contra o Al-Taawoun pelo Campeonato Saudita (Foto: REUTERS/Ahmed Yosri)
Cristiano Ronaldo decidiu não entrar em campo na partida do Al Nassr contra o Al Riyadh, em um gesto que surpreendeu o futebol saudita e provocou forte repercussão nos bastidores do campeonato. De acordo com o jornal português A Bola, a ausência do atacante não teve relação com lesão ou problema pessoal, mas foi um protesto direto contra a condução do projeto esportivo do clube dentro da estrutura controlada pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF).
O episódio resultou no registro de um boletim de ocorrência por estelionato na delegacia
O ator contou que seguiu viagem acreditando que o preço estaria dentro do valor informado anteriormente (Foto: Reprodução)
O ator Thiago Domingues relatou ter sido deixado em uma estrada durante a madrugada após se recusar a pagar R$ 2.700 por uma corrida de táxi entre Campinas e São Paulo. O caso ocorreu depois de ele deixar o show da cantora Anitta no Sambódromo de Paulínia e foi divulgado nas redes sociais do próprio artista.
O episódio resultou no registro de um boletim de ocorrência por estelionato na Delegacia Eletrônica, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Jair Bolsonaro (PL) e os seis itens da marca suíça Chopard – Reprodução
As investigações sobre as joias presenteadas pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), abertas em 2023, seguem em ritmo lento nas esferas criminal, administrativa e fiscal. No âmbito tributário, a apuração já enfrenta risco concreto de prescrição, segundo alertas da Receita Federal. Com informações da Folha de S.Paulo.
O conjunto, formado por seis itens da marca suíça Chopard — relógio, caneta, anel, par de abotoaduras e rosário — entrou no Brasil em 2021 sem declaração às autoridades. No mesmo episódio, um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi flagrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos com outro kit de joias, que acabou apreendido pela Receita Federal.
A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor Henrique, da dupla Henrique e Juliano, foi presa em Orlando, na Flórida, na segunda-feira (2).
De acordo com registros oficiais, ela dirigia com a carteira de habilitação vencida e ignorou uma ordem de parada da polícia, mesmo com sirenes e luzes da viatura acionadas.
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, Amanda responde a duas acusações. A principal é a fuga de uma abordagem policial, enquadrada como crime grave de terceiro grau pela legislação da Flórida.
A decisão foi tomada depois de uma reunião emergencial da legenda, diante da repercussão do caso e da gravidade da denúncia
Partido dos Trabalhadores foi a legenda que mais cresceu nas câmaras municipais (Foto: Partido dos Trabalhadores/Divulgação)
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu suspender a filiação do suplente de deputado estadual Pedro Lobo após ele ser acusado de cometer importunação sexual no aeroporto de Juazeiro do Norte, no Ceará. A decisão foi tomada depois de uma reunião emergencial da legenda, diante da repercussão do caso e da gravidade da denúncia.
Procedimento apura incompatibilidade entre função na inteligência e atividade profissional nas redes sociais
Glauber Mendonça (Foto: Reprodução)
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) instaurou um processo administrativo disciplinar contra um de seus agentes após a identificação de uma atuação contínua em um canal no YouTube com milhões de seguidores. O caso envolve Glauber Mendonça, servidor que, segundo relatos internos, está afastado desde o início de 2025 por questões de saúde, mas mantém intensa atividade na plataforma digital. As informações são doG1.
O presidente é o tema do enredo da Acadêmicos de Niterói
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai comparecer ao desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí, em uma noite marcada pela homenagem que a Acadêmicos de Niterói fará ao chefe do Executivo. A programação prevê a presença do presidente em camarotes reservados no sambódromo, sem qualquer participação pública. As informações são doUOL.
Lula terá dois camarotes à disposição, sendo um deles destinado tradicionalmente a autoridades. O presidente estará acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), além de ministros, aliados políticos e da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que é pré-candidata ao Senado.
Segundo o documento, a decisão de antecipar a indicação de um possível corte foi tomada após a análise da “dinâmica recente da inflação”
Vista aérea do Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília. O Banco Central do Brasil também conhecido pelas siglas BC e BCB ou pelo acrônimo BACEN é uma autarquia federal autônoma integrante do Sistema Financeiro Nacional sem vinculação a nenhum Ministério. Foto: Pedro França/Agência Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
O Banco Central indicou que considera apropriado iniciar um ciclo de redução da taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para março, mas deixou claro que ainda não há definição sobre a intensidade ou a duração desse processo. A sinalização consta na ata da última reunião do colegiado, realizada na semana passada, quando a Selic foi mantida em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
Segundo o documento, a decisão de antecipar a indicação de um possível corte foi tomada após a análise de um “amplo conjunto de informações, incluindo a dinâmica recente da inflação e os sinais mais claros de transmissão da política monetária, considerando suas defasagens”.
Um novo vídeo do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, voltou a colocá-lo como alvo de bolsonaristas nas redes sociais. Um trecho do programa “Buenas Ideias”, publicado na última quarta-feira (28), viralizou no domingo após o youtuber defender, em tom jocoso, que religiosos, em especial evangélicos, não deveriam ter direito ao voto.
O comentário foi feito durante o vídeo “Com Mil Raios”, no qual Peninha ironiza um episódio ocorrido durante uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), quando um raio caiu nas proximidades do ato.
No trecho que provocou maior reação negativa, Peninha afirmou: “Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor! Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, etc?”. A fala foi interpretada por críticos como ataque direto à liberdade religiosa e aos direitos políticos garantidos pela Constituição.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução
O Ministério Público Militar deve pedir nesta terça-feira (3) ao Superior Tribunal Militar a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros militares condenados na trama golpista, mesmo após as sentenças já proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. As ações por “indignidade ou incompatibilidade para o oficialato” serão protocoladas na primeira sessão de 2026 do Superior Tribunal Militar (STM).
Os requerimentos serão apresentados pelo Ministério Público Militar (MPM) e têm como objetivo avaliar se os crimes pelos quais os militares foram condenados os tornam incompatíveis com a manutenção das patentes nas Forças Armadas. A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, convocou uma coletiva de imprensa para tratar do tema.
Cibelly Ferreira, de 29 anos, natural de Lavras, em Minas Gerais, e conhecida nas redes como professora Cibelly, apareceu entre as criadoras de conteúdo adulto que mais faturaram na plataforma Privacy. O ranking de 2024 colocou a mineira na sétima posição, atrás de nomes como Andressa Urach, Martina Oliveira e Pipokinha.
Nos últimos meses, Cibelly também passou a declarar publicamente que se converteu ao cristianismo e que atribui sua boa fase atual a uma orientação divina.
Antes de ganhar projeção como influenciadora, Cibelly atuava como professora de inglês e viralizou com vídeos em que aparece dançando com alunos durante as aulas. A repercussão impulsionou sua presença nas redes e ampliou a renda com conteúdos voltados a adultos, vendidos por assinatura.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet e o presidente Lula. Foto: Divulgação
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acertou com o presidente Lula a transferência do domicílio eleitoral para São Paulo, movimento ligado ao desenho da chapa estadual de 2026. A articulação prevê ela na disputa pelo Senado, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é apontado como possível candidato ao governo paulista.
O tema foi tratado durante viagem ao Panamá, onde Lula e Tebet participaram de evento do CAF. A ministra tem até 4 de abril para mudar o título eleitoral do Mato Grosso do Sul, estado onde já foi senadora, e ainda avalia se permanece no MDB ou migra para o PSB.
STF rejeita recursos finais, encerra processo e autoriza cumprimento definitivo da pena em casa sob medidas cautelares
Roberto Jefferson (Foto: Reprodução)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (2) o início do cumprimento definitivo da pena imposta ao ex-deputado federal Roberto Jefferson, após rejeitar os últimos recursos apresentados por sua defesa. Com a decisão, o processo transitou em julgado, encerrando a possibilidade de novas contestações judiciais.
Apesar de a pena ter sido fixada em regime fechado, Moraes autorizou que Jefferson cumpra a sanção em prisão domiciliar, mantendo as medidas cautelares já impostas anteriormente.
Representações devem ser apresentadas ao STM e podem resultar na perda de posto e patente após condenação por crimes contra a democracia
O ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília-DF - 14/09/2025 (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)
O Ministério Público Militar (MPM) deve encaminhar ao Superior Tribunal Militar (STM), ainda nesta semana, pedidos formais para a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros militares condenados no âmbito da chamada trama golpista. A expectativa é que as representações sejam protocoladas nesta terça-feira (3), data que marca a abertura dos trabalhos do Judiciário em 2026.
Caso o STM acolha os pedidos, a decisão resultará, na prática, na exclusão dos envolvidos das Forças Armadas. O julgamento desse tipo de ação costuma levar, em média, cerca de seis meses no tribunal militar.
Partido avalia que comissão na Câmara pode esvaziar CPMI articulada pela oposição
Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)
A bancada do PT na Câmara dos Deputados passou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes envolvendo o Banco Master. O requerimento para instalação do colegiado foi apresentado na segunda-feira (2) e recebeu o apoio de 42 dos 67 deputados do partido, incluindo o líder da legenda na Casa, Lindbergh Farias (RJ).
De acordo com a Folha de São Paulo, a ala majoritária do PT avalia que a CPI pode cumprir um papel estratégico ao evitar que a oposição concentre o debate sobre o caso e avance na criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.
Renúncia de Marco Lavagna ocorre oito dias antes da divulgação da nova metodologia de inflação, que altera a cesta de consumo e peso da moradia e serviços
Presidente do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia (Foto: Agência Brasil )
O presidente do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), órgão responsável por medir a inflação na Argentina, Marco Lavagna, renunciou nesta segunda-feira ao cargo que ocupava desde 2019. A informação foi confirmada por uma fonte do próprio organismo, sem detalhar os motivos da decisão.
A saída ocorre a apenas oito dias da divulgação do primeiro resultado do índice de inflação calculado com a nova metodologia liderada por Lavagna. A informação foi noticiada inicialmente pelo jornal La Nación, que ouviu representantes dos trabalhadores do instituto e acompanhou as mudanças promovidas no sistema de medição.
Militares cumprirão serviços, restrições e curso sobre democracia após acordo com a PGR
Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O Supremo Tribunal Federal homologou os acordos firmados entre a Procuradoria-Geral da República e dois militares investigados no âmbito da tentativa de golpe de Estado analisada na Ação Penal 2696. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, que concluiu que as medidas pactuadas são suficientes para a reprovação e a prevenção dos crimes apurados. Os acordos foram celebrados entre a PGR e os militares Márcio Nunes de Resende Jr. e Ronald Ferreira de Araújo Jr., integrantes do chamado Núcleo 3 da investigação.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu nesta segunda-feira (2) as declarações feitas pelo padre Ferdinando Mancilio, da Igreja do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sobre a realização da caminhada até Brasília (DF) e a defesa do porte de armas.
Em um vídeo gravado em uma missa ocorrida no domingo passado (25), o religioso afirmou que não adianta uma pessoa sem "nenhum projeto a favor do povo" realizar um ato que, de acordo com o pároco, tem apenas o objetivo de querer o poder.
Investigação aponta uso de redes sociais para articular ataques com bombas e coquetéis molotov. Operação também resultou em prisões no Rio de Janeiro
Polícia prende 12 suspeitos de planejar atentado na Av. Paulista (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo realizada nesta segunda-feira (2) resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar um grupo que planejava ataques com bombas e coquetéis molotov na avenida Paulista. Segundo as autoridades, as ações estavam previstas para ocorrer no próprio dia da deflagração da operação. De acordo com a pasta, os explosivos não foram localizados durante o cumprimento dos mandados, e a polícia segue investigando o paradeiro dos artefatos. As informações são da Folha de São Paulo.
Lula afirmou que os processos contra os golpistas, como aqueles que tentaram reverter o resultado eleitoral em 8/1, deixaram um claro recado à sociedade
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (2) que é momento de reafirmar o compromisso das instituições com a Constituição, a democracia e a soberania do Brasil. Ele disse que, em 2023, quando participou do mesmo evento, o país ainda estava "profundamente ferido" pelo "ataque frontal às instituições democráticas".
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu seus trabalhos para o ano de 2026 nesta segunda-feira (2), em cerimônia na Corte, iniciada pelo discurso do presidente do STF, Edson Fachin, ladeado dos líderes representantes dos outros Poderes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento, bem como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Apolo tem 28 anos e responde por incitação ao crime e associação criminosa no âmbito dos ataques de 8 de Janeiro de 2023. Ele foi identificado pela Polícia Federal dentro das sedes invadidas em Brasília a partir de vídeos encontrados em seu próprio celular e analisados por perícia.
As imagens mostram o arte-finalista usando boné branco, máscara improvisada com a bandeira do Brasil e camiseta azul enquanto circulava pelos prédios públicos depredados. Em alguns registros, segundo laudo do perito Jorge Ricardo Oliveira, “é possível ouvir frases como ‘tá invadido’, ‘tudo nosso’, ‘é nosso’ e ‘tudo invadido’”.
Apesar disso, Apolo foi preso apenas no dia seguinte, no acampamento montado em frente ao quartel-general do Exército. Essa circunstância impediu que ele fosse denunciado por crimes mais graves, como golpe de Estado, dano ao patrimônio e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
● Medidas judiciais e descumprimento
Após a prisão, Apolo passou a cumprir medidas cautelares determinadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, permanecer em casa, não deixar o país e entregar o passaporte.
A decisão também determinava que a Polícia Federal e o Itamaraty tomassem “todas as providências necessárias para obstar a emissão de quaisquer outros passaportes em nome do investigado”. O documento foi entregue em 18 de setembro de 2023 à Vara de Execuções Criminais de Uberaba (MG).
Em 10 de junho de 2024, porém, Apolo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu do Brasil com destino à Argentina. Em setembro daquele ano, foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Mandado de prisão do bolsonarista Apolo Carvalho da Silva está em aberto desde 2024. Foto: Reprodução
● Rota de fugas pela América Latina
Após deixar o país, Apolo se juntou a outros investigados pelos ataques aos Três Poderes que haviam se refugiado na Argentina. Meses depois, participou de nova fuga, passando por Peru e Colômbia. O grupo seguiu então para o México, e alguns integrantes conseguiram chegar aos Estados Unidos, onde acabaram presos.
Apolo permaneceu no México entre janeiro e dezembro do ano passado, estabelecendo-se no estado de Querétaro, a cerca de 200 km da Cidade do México, onde trabalhava como mecânico. Foi a partir dali que ele articulou sua terceira fuga.
Em 2 de setembro de 2025, Apolo foi à Cidade do México e registrou um boletim de ocorrência no qual afirmou ter “perdido” o passaporte. “Perdi meu passaporte no centro da Cidade do México. Eu me dei conta da falta do documento ao chegar ao hotel”, declarou. “Estava no México como turista.”
Com o boletim em mãos, ele reuniu a documentação exigida pelo consulado brasileiro: carteira de motorista original, segunda via da certidão de nascimento obtida pela internet, título eleitoral digital, comprovante de pagamento de multas por não ter votado nas eleições de 2024 e o número do CPF. Também informou um endereço falso para evitar ser localizado.
Mesmo com mandado de prisão em aberto e ordens judiciais expressas para impedir a emissão de documentos, nenhuma dessas informações foi verificada pelos funcionários do consulado brasileiro no México.
● Passaporte emitido e falha reconhecida
O novo passaporte foi emitido em 29 de setembro e assinado pelo vice-cônsul Gustavo Alexandre Magalhães, com a justificativa de ter sido “concedido em substituição a passaporte extraviado”. O consulado funciona na Cidade do México, onde também operam a Embaixada do Brasil e dois representantes da Polícia Federal, um delegado e um agente.
Passaporte novo do bolsonarista foi expedido por consulado no México em 2025. Foto: Reprodução/UOL
Ainda assim, ninguém identificou que Apolo era foragido da Justiça. O próprio Itamaraty reconheceu que houve “falha” e “concessão indevida de passaporte comum”. O documento só foi cancelado em 29 de janeiro. Em nota, o ministério afirmou que iniciou uma revisão das práticas de emissão de documentos de viagem “para evitar equívocos como o que lamentavelmente ocorreu no México”.
Após conseguir o passaporte, Apolo permaneceu no México por mais algum tempo, levantando dinheiro para comprar a passagem aérea. Em dezembro, embarcou para a Espanha, onde foi recebido por Oswaldo Eustáquio, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Já em território espanhol, procurou a polícia em Almería, a cerca de 540 km de Madri, e formalizou o pedido de “proteção internacional”. Ele vive atualmente na capital espanhola e deverá se apresentar no dia 16 de abril à brigada da Direção Geral da Polícia para a primeira audiência do processo.
● Defesa aposta em asilo político
Apolo é representado pelo advogado Fábio Pagnozzi, defensor da ex-deputada Carla Zambelli, que também está foragida e foi presa na Itália. A expectativa da defesa é repetir o desfecho obtido por Oswaldo Eustáquio, que conseguiu proteção na Espanha e não foi extraditado.
“A Espanha se mostrou muito receptiva às pessoas do 8 de Janeiro”, afirmou Pagnozzi. Segundo ele, o pedido equivale a asilo político e se baseia na alegação de “perseguição política” contra opositores no Brasil.
Em janeiro de 2024, Apolo recusou um acordo com o Ministério Público que encerraria o processo mediante confissão, pagamento de multa de R$ 20 mil, prestação de serviços comunitários e participação em um curso sobre democracia. A defesa sustenta que as acusações são genéricas.
Segundo Pagnozzi, o arte-finalista também teme que, ao retornar ao Brasil, o Ministério Público utilize a perícia da Polícia Federal em seu celular para pedir o agravamento da pena, incluindo acusações de golpe de Estado e dano ao patrimônio.
Direita tenta criar “front anti-Lula”, mas bastidores revelam estratégia de sobrevivência eleitoral
O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
A movimentação do PSD para 2026 ganhou novo peso com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido, ampliando a lista de nomes que se colocam como alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No discurso público, lideranças da direita tentam transmitir a ideia de unidade e evitar ataques internos no primeiro turno, enquanto, nos bastidores, o jogo é de cálculo e espera para medir quais candidaturas de fato se sustentarão. As informações são da jornalista Andréia Sadi, do G1.
A estratégia predominante entre os principais atores do campo conservador é aguardar prazos eleitorais e mudanças de cenário antes de qualquer definição mais rígida. A lógica, segundo a apuração, se aproxima de um “resta um”: todos se posicionam, mas observam quem terá fôlego para permanecer competitivo até a consolidação das chapas.
Com a chegada de Caiado ao PSD na semana passada, o partido passa a abrigar três figuras já colocadas como pré-candidatas: além do governador goiano, aparecem Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Esse trio compõe um novo bloco que se apresenta como “front anti-Lula”, ao menos no plano retórico e enquanto a disputa interna não se intensifica.
Ao mesmo tempo, a direita em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também busca vender uma imagem de trégua no primeiro turno, com a mensagem de “ninguém solta a mão de ninguém”. A apuração, porém, aponta que a convivência entre pré-candidatos e potenciais postulantes segue marcada por tensão controlada: oficialmente há pacto de não agressão “por ora”, mas, longe das câmeras, cada grupo testa caminhos para não ficar para trás.
A indefinição abre espaço até mesmo para hipóteses hoje tratadas como secundárias, como a eventual reabilitação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no debate presidencial. Embora ele tenha declarado que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, seu nome reaparece sempre que aliados cogitam mudanças bruscas no percurso, inclusive se houver algum revés envolvendo a candidatura de Flávio Bolsonaro.
No cálculo do senador, ataques concentrados a Lula no primeiro turno podem beneficiar quem estiver no campo adversário, elevando a rejeição do presidente e rearrumando o tabuleiro para a etapa decisiva da eleição. Ao tratar da importância de Tarcísio, Flávio afirmou: “Eu preciso de Tarcísio forte”.
Ministra é alternativa caso Fernando Haddad decida por não concorrer ao Palácio dos Bandeirantes
Simone Tebet e Raí (Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Reprodução/Instagram/@rai10oficial/@sciencespo)
O ex-jogador de futebol Raí passou a ser considerado como um possível nome para a vice em uma eventual candidatura de Simone Tebet (MDB) ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. A ideia vem sendo debatida nos bastidores políticos ligados à ministra e a setores do PSB, partido pelo qual Tebet pode vir a disputar o Palácio dos Bandeirantes, segundo Guilherme Amado, do PlatôBR.
De acordo com relatos de pessoas envolvidas nas conversas, tanto Simone Tebet quanto Raí demonstram receptividade à composição. A construção dessa possível chapa, no entanto, ainda depende do andamento das articulações do campo governista no estado de São Paulo, considerado estratégico por concentrar o maior colégio eleitoral do país
O cenário segue indefinido porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não sinalizou quem será o nome apoiado pelo governo federal na disputa paulista de 2026. A definição é vista como central para a reorganização das forças políticas alinhadas ao Planalto no estado.
Dentro do PT, uma ala do partido defende o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo paulista. Haddad, porém, tem manifestado resistência à ideia de voltar a concorrer ao cargo. O ministro avalia o risco de uma nova derrota eleitoral para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário que já enfrentou na eleição de 2022.
Enquanto as definições não avançam, a hipótese de uma chapa encabeçada por Simone Tebet, com Raí como vice, permanece em discussão como uma alternativa dentro do tabuleiro político que começa a ser montado para a disputa estadual de 2026.
Estratégia de MDB, União Brasil e PP prioriza controle de emendas e poder no Congresso em detrimento de alianças nacionais para o Planalto
Centrão foca em controlar emendas e deixa disputa presidencial em segundo plano (Foto: Abr)
Enquanto os principais nomes cotados para a corrida ao Palácio do Planalto começam a se movimentar, partidos do chamado centrão adotam outra prioridade para as eleições de 2026. A estratégia passa longe, ao menos por ora, da definição de um projeto presidencial unificado e concentra esforços na ampliação das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. As informações são do UOL, que ouviu parlamentares de MDB, PP e União Brasil.
As siglas planejam montar chapas robustas para deputado federal e senador, sem abrir espaço para concessões motivadas por alianças presidenciais. A lógica que orienta a movimentação é pragmática: tamanho de bancada significa poder político e maior acesso a recursos.
As decisões estratégicas devem ser tomadas de forma conjunta entre as executivas nacionais e os diretórios estaduais, com tendência de prevalecer a realidade local sobre acordos nacionais. Nesse contexto, cresce a possibilidade de neutralidade na disputa pelo Planalto, permitindo que cada partido maximize seu desempenho parlamentar sem amarras eleitorais.
O foco nas bancadas está diretamente ligado ao controle das emendas parlamentares. As emendas impositivas garantem valores fixos a cada congressista, independentemente da posição política, mas o montante total disponível cresce conforme o tamanho da representação partidária. No último ano, cada um dos 513 deputados teve direito a R$ 37 milhões, enquanto cada um dos 81 senadores contou com R$ 68 milhões.
Ampliar o número de cadeiras significa, portanto, aumentar a capacidade de irrigar bases eleitorais com recursos públicos, fortalecendo alianças locais e criando condições mais favoráveis para eleições municipais futuras, como as de 2028, quando estarão em jogo prefeituras e câmaras de vereadores.
Além das emendas individuais, entram na conta as emendas de comissão. Comissões permanentes, como as de Saúde, Educação e Agricultura, administram fatias relevantes do orçamento federal. A maior bancada tem prioridade na escolha das presidências desses colegiados, o que garante maior influência sobre a destinação dos recursos — especialmente em áreas tradicionalmente mais financiadas, como a saúde.
☉ PSD tenta equilibrar projeto presidencial e força no Congresso
Dentro desse cenário, o PSD busca uma estratégia híbrida. Na semana passada, o partido filiou seu terceiro pré-candidato à Presidência da República. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, sinalizou que desta vez a candidatura é para valer, diferentemente do recuo observado em 2022.
Mesmo assim, a prioridade parlamentar segue preservada. Um integrante do PSD afirmou ao UOL que a candidatura ao Planalto será usada como instrumento para ampliar a bancada no Congresso. A avaliação interna é que a presença de um presidenciável aumenta a visibilidade do partido, facilitando a memorização do número da legenda pelo eleitor no momento do voto para deputado e senador.
Esse mesmo dirigente destacou que o nome lançado à Presidência não pode ser meramente simbólico. A candidatura precisa “somar” e contribuir para fortalecer o partido como um todo, mantendo, inclusive, a posição do PSD como a maior bancada do Senado.
☉ Dificuldades para unificar a centro-direita
A opção do centrão por priorizar o Congresso impõe obstáculos à tentativa de unificação da centro-direita em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A família Bolsonaro defende uma aliança nacional ampla, mas a estratégia esbarra na resistência de partidos que não querem comprometer seus projetos regionais.
O próprio PSD ilustra essa dificuldade. A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adicionou um elemento de complexidade à equação. Com perfil ligado ao agronegócio, Caiado pode impulsionar candidaturas em estados com forte presença ruralista, mas enfrenta rejeição em regiões como o Nordeste, onde o eleitorado historicamente tende a votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante desse cenário, setores do partido passaram a defender a neutralidade. O senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Lula, manifestou publicamente a posição de que os diretórios estaduais deveriam ter liberdade para firmar alianças conforme seus interesses locais.
A resistência interna ajuda a explicar por que a indicação de Flávio Bolsonaro, formalizada em dezembro, ainda não se consolidou como um projeto nacional competitivo. A falta de coesão entre as siglas dificulta a formação de uma frente única para enfrentar Lula.
Do lado do PT, o movimento é visto com alívio. A avaliação no partido era de que o centrão dificilmente abraçaria o projeto de reeleição do presidente, mas havia preocupação com a possibilidade de os partidos transferirem tempo de televisão e estrutura para um adversário forte. A decisão de priorizar bancadas e manter a neutralidade acabou simplificando o cenário para o governo.
Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Carlos Moura/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, voltou a considerar a possibilidade de lançar o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao governo de Minas Gerais, em uma articulação que envolve partidos do centrão. A movimentação ganhou força nos últimos dias e foi debatida em conversas com dirigentes do União Brasil e do PP, que hoje atuam de forma federada. Interlocutores confirmaram as tratativas, que têm como pano de fundo a necessidade de um palanque robusto em um dos estados mais estratégicos do país, segundo a Folha de São Paulo.
De acordo com aliados, a viabilidade da candidatura de Nikolas está diretamente ligada à posição do atual governador Romeu Zema (Novo). O chefe do Executivo mineiro é cotado para compor como vice uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro, mas também se coloca como pré-candidato ao Planalto. Caso Zema mantenha essa ambição, o cenário em Minas se torna mais complexo para o PL, já que o vice-governador Matheus Simões (PSD) é apontado como herdeiro natural do cargo estadual.
Simões, que deve assumir o governo em março, já deixou clara sua posição sobre o alinhamento político no estado. “O presidente [do partido, Gilberto] Kassab foi muito claro. Em Minas Gerais, o palanque é do governador Romeu Zema, é assim que nós caminharemos”, afirmou ele em outubro do ano passado.
Dentro do centrão, a avaliação é de que Nikolas Ferreira seria um candidato altamente competitivo ao Palácio Tiradentes. O deputado é visto como favorito em uma eventual disputa, tanto pelo desempenho eleitoral quanto pela capacidade de mobilização. Minas Gerais é considerado decisivo nas eleições nacionais, já que os últimos presidentes eleitos também venceram no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, marcado por equilíbrio entre forças políticas.
Apesar do entusiasmo de parte das legendas, aliados relatam que Nikolas já manifestou, em outras ocasiões, resistência a disputar um cargo majoritário. Pessoas próximas a Flávio Bolsonaro afirmam que, no ano passado, o parlamentar foi consultado sobre a possibilidade e respondeu negativamente. Ainda assim, a avaliação interna mudou, e sua candidatura passou a ser tratada como estratégica para impulsionar o desempenho do PL em Minas.
Segundo interlocutores, haverá uma nova tentativa de convencê-lo. O deputado é apontado como um nome com forte apelo digital e presença em atos de rua, características que reforçaram sua projeção nacional. O partido avalia que a manifestação realizada em Brasília no último dia 25, contra a prisão de Jair Bolsonaro (PL), reforçou esse capital político.
Nikolas Ferreira foi o deputado federal mais votado do país em 2022, com 1,47 milhão de votos. No PL, a expectativa é que ele supere a marca de 2 milhões em 2026, impulsionado pelo alcance nas redes sociais e pelo papel de cabo eleitoral exercido na campanha municipal de 2024.
Procurado, o coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse não ter conhecimento das negociações, mas elogiou o deputado mineiro. “Não soube. Mas é um bom nome. Se ele tiver interesse, vamos respaldar, mas até agora não manifestou".
Caso Nikolas não aceite entrar na disputa, o PL precisará estruturar outro nome competitivo em Minas Gerais. Entre as alternativas citadas está o senador Cleitinho (Republicanos), identificado com pautas conservadoras, embora tenha protagonizado atritos com Jair Bolsonaro e sua família.
No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo mineiro. Diante da resistência do ex-presidente do Senado, o Planalto passou a trabalhar com opções alternativas. Aparecem como possíveis nomes o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.
Paralelamente às articulações eleitorais, Nikolas Ferreira também figura em um episódio recente envolvendo Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. A defesa de Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para visitas do deputado e de outros três parlamentares do PL: Sanderson (RS) e os senadores Carlos Portinho (RJ) e Bruno Bonetti (RJ). O ministro relator Alexandre de Moraes autorizou os encontros, que devem ocorrer individualmente nos dias 18 e 21 de fevereiro.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo