terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

VÍDEO: Peninha diz que “evangélicos não deveriam votar” e revolta bolsonaristas


      Eduardo Bueno, o Peninha. Foto: reprodução

Um novo vídeo do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, voltou a colocá-lo como alvo de bolsonaristas nas redes sociais. Um trecho do programa “Buenas Ideias”, publicado na última quarta-feira (28), viralizou no domingo após o youtuber defender, em tom jocoso, que religiosos, em especial evangélicos, não deveriam ter direito ao voto.

O comentário foi feito durante o vídeo “Com Mil Raios”, no qual Peninha ironiza um episódio ocorrido durante uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), quando um raio caiu nas proximidades do ato.

No trecho que provocou maior reação negativa, Peninha afirmou: “Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor! Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, etc?”. A fala foi interpretada por críticos como ataque direto à liberdade religiosa e aos direitos políticos garantidos pela Constituição.

A ironia com o episódio do raio não foi exclusiva do historiador. Perfis identificados com a esquerda também trataram a descarga elétrica, registrada no domingo (25), como uma suposta “resposta divina”. Ainda assim, as declarações de Peninha ampliaram a repercussão e reacenderam debates sobre limites do humor político e da crítica ideológica.

O escritor já havia enfrentado forte reação pública em 2024 ao comentar o ativista estadunidense Charlie Kirk. Na ocasião, afirmou: “É sempre terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto quando é o Charlie Kirk”. A frase levou ao cancelamento de palestras em Porto Alegre e na PUC-RS e provocou críticas inclusive de setores progressistas.

A sucessão de polêmicas resultou no encerramento do podcast “Nós na História”, que Peninha apresentava havia três anos, e em seu afastamento do Conselho Editorial do Senado Federal. À época, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que o escritor “deveria ter sido demitido no momento em que o vídeo chegou ao seu conhecimento”.

Antes disso, Peninha já havia se envolvido em outras controvérsias ao celebrar ou desejar a morte de figuras ligadas à direita. Em diferentes entrevistas e podcasts, comentou de forma elogiosa falecimentos de personalidades como Ronald Reagan, Henry Kissinger, Margaret Thatcher e Emilio Garrastazu Médici.

Sobre Olavo de Carvalho, afirmou: “Um cara que mata urso não merece viver neste planeta”. Entre pessoas vivas, citou o músico Roger Moreira e a deputada estadual Ana Campagnolo como exemplos de figuras que, segundo ele, “não deveriam viver”.

Fonte: DCM

 

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