domingo, 6 de setembro de 2026

Planalto espera desfile de 7 de Setembro lotado em Brasília

 Governo quer dar demonstração de força política e mobiliza militância para o evento oficial na Esplanada

Brasília (DF), 07/09/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do desfile do Dia da Independência
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Palácio do Planalto está organizando uma mobilização com movimentos sociais e apoiadores do presidente Lula (PT) para lotar a Esplanada dos Ministérios no evento do 7 de Setembro, em Brasília, informa a Folha de São Paulo.

O governo federal pretende transformar o desfile em uma demonstração de força política na mesma data em que seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), planeja convocar atos contra a gestão de Lula e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Para evitar questionamentos ou problemas perante a Justiça Eleitoral em meio ao contexto eleitoral, o Planalto adotou uma série de precauções jurídicas. Nos convocatórios direcionados à militância, o governo tem enfatizado rigorosamente que é proibido realizar qualquer tipo de propaganda política. Ficaram expressamente vetados o uso e a distribuição de materiais como adesivos, santinhos e bandeiras.


O cuidado da atual gestão considera o histórico do evento de 7 de setembro de 2022, que foi um dos fatores centrais para que Jair Bolsonaro (PL) fosse declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após condenação por abuso de poder político e uso de campanha com dinheiro público.

O objetivo central do governo é preencher as arquibancadas da Esplanada, que registraram esvaziamento no ano passado. Os servidores públicos escalados para atuar na celebração foram orientados a vestir camisas do Brasil ou roupas com as cores da bandeira nacional.

A coordenação dos trabalhos e a articulação da militância para a campanha de reeleição de Lula estão sob o comando da Secretaria-Geral da Presidência, chefiada por Guilherme Boulos (PSOL), operando em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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