sábado, 5 de setembro de 2026

Lula lembra 716 mil mortos e diz que povo deve rejeitar o legado negacionista de Bolsonaro

 Em caminhada em Juazeiro do Norte, presidente lembrou os mortos na pandemia, criticou fake news e afirmou que seu único candidato ao governo cearense é Elmano de Freitas

Lula discursou ao lado de Elmano de Freitas, Cid Gomes e Luizianne Lins durante caminhada em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense
Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou uma caminhada em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, para vincular a campanha de Flávio Bolsonaro ao legado negacionista de Jair Bolsonaro durante a pandemia e reforçar seu palanque no Ceará. O presidente pediu votos para Elmano de Freitas ao governo estadual, Cid Gomes e Luizianne Lins ao Senado, além de candidatos aliados à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

As declarações foram feitas na noite de sexta-feira, 4, segundo informações divulgadas pelo Partido dos Trabalhadores. Lula discursou diante de apoiadores ao lado de Elmano e de aliados, pouco mais de um mês depois de ter participado da convenção que oficializou a candidatura do governador à reeleição.

Ao tratar da disputa presidencial, Lula acusou seu adversário de recorrer à desinformação e associou Flávio Bolsonaro às práticas do pai durante a crise sanitária. “O adversário nosso nessa campanha é uma pessoa que se utiliza de fake news, da mentira, para tentar enganar a sociedade brasileira, como foi feito pelo seu pai, que negou a vacina”, afirmou.


O presidente também lembrou as 716 mil mortes registradas no Brasil durante a pandemia de Covid-19 e disse que parte delas poderia ter sido evitada. Em seguida, retomou críticas às declarações de Jair Bolsonaro contra a vacinação. “É importante lembrar que eles negaram a vacina para nossos filhos, dizendo que o povo ia vir a Jacaré, que o povo ia vir a gay”, disse.

⦾ Lula pede voto em Elmano e tenta desfazer dúvidas sobre palanque

Lula foi enfático ao afirmar que, no Ceará, seu candidato ao governo é Elmano de Freitas. A fala ocorreu após o presidente ter mencionado, mais cedo, a existência de material eleitoral que tentava associar sua imagem à candidatura de Ciro Gomes, hoje no PSDB e apoiado pelo PL.

“Eu só tenho um candidato a governador no estado do Ceará: é o companheiro Elmano. Não tem dois candidatos”, afirmou. Lula também destacou a composição da chapa apoiada por ele no estado, que tem Gabriella Aguiar como candidata a vice e Cid Gomes e Luizianne Lins na disputa pelas duas vagas ao Senado.

“Eu só tenho dois senadores aqui e os dois estão aqui junto comigo, Cid e Luizianne. Eu só tenho um candidato a governador no estado do Ceará: é o companheiro Elmano. Não tem dois candidatos”, reforçou.

O presidente também pediu votos para deputados estaduais e federais de seu campo político. Segundo Lula, eleger uma base aliada é fundamental para dar sustentação a projetos dos governos federal e estadual.

⦾ Presidente orienta militância a responder fake news com diálogo

Durante o discurso, Lula pediu aos apoiadores que não entrem em confronto com adversários políticos. A orientação foi para que conversem com familiares, amigos e conhecidos, retomando o que ocorreu durante os anos anteriores, especialmente no período da pandemia.

“Eu queria que vocês não brigassem com os adversários. Eu queria que vocês tentassem convencer os adversários”, declarou.

O presidente também fez um apelo contra a desinformação nas redes sociais. “Não vamos acreditar em mentira da internet”, afirmou.

Ao falar sobre soberania nacional, Lula mencionou tentativas de interferência externa na política brasileira e adotou tom de enfrentamento. “Pode vir o americano que quiser, jamais ele ganhará de um pernambucano e de um cearense”, disse.

Na sequência, completou: “Quem decide o destino desse país é o povo brasileiro. Homens e mulheres, quem decide as coisas aqui somos nós. Portanto, o Brasil só tem um dono, e o dono se chama povo brasileiro”.

⦾ SUS, salário mínimo e obras no Nordeste entram no discurso

Além das críticas ao bolsonarismo e da defesa de sua chapa no Ceará, Lula fez um balanço de políticas públicas associadas a seus governos. Citou a expansão de universidades e institutos federais, o fortalecimento do SUS, o Samu, a Farmácia Popular, a valorização do salário mínimo e o programa Pé-de-Meia.

“É importante lembrar quem fez mais universidade, quem fez mais institutos federais, quem fez mais hospitais universitários, quem melhorou a qualidade do atendimento do SUS, quem fez o Samu, quem fez Farmácia Popular”, enumerou.

Ao falar para o público nordestino, o presidente também mencionou investimentos em segurança hídrica e infraestrutura, incluindo a chegada de água ao semiárido e as obras da ferrovia Transnordestina. Antes da caminhada em Juazeiro do Norte, Lula cumpriu agenda no Crato relacionada ao Cinturão das Águas do Ceará.

O presidente ainda destacou a retomada da política de valorização real do salário mínimo e o crescimento econômico acima de 3% nos primeiros anos de seu atual mandato.

Fonte: Brasil 247

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