sábado, 5 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro vai à cadeia visitar Filipe Martins, condenado por tentativa de golpe

 Filipe Martins foi condenado pelos crimes de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, organização criminosa e deterioração de patrimônio tombado

Filipe Martins  - Crédito: Artur Max/MRE

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) interrompe suas agendas públicas de campanha neste sábado (5) para visitar o aliado Filipe Martins na cadeia pública de Ponta Grossa, no Paraná. A visita ao ex-assessor especial da Presidência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), magistrado responsável pela execução da pena.

Condenado a 21 anos de prisão, o ex-integrante do governo de Jair Bolsonaro (PL) está detido por envolvimento e participação na trama que tentou viabilizar um golpe de Estado no país após o resultado das eleições de 2022.

Nas apurações do caso, Martins foi apontado como o responsável direto por elaborar a chamada “minuta do golpe”, documento normativo que previa uma série de medidas de exceção, entre as quais a prisão do próprio ministro Alexandre de Moraes e a convocação de novas eleições presenciais. O texto em questão foi entregue diretamente a Jair Bolsonaro.


Em julgamento na Primeira Turma do STF, Martins recebeu a condenação pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, organização criminosa e deterioração de patrimônio tombado. Jair Bolsonaro também foi condenado na mesma ação penal pelos mesmos crimes.

A ida ao estabelecimento prisional no Paraná será a única agenda pública de Flávio Bolsonaro ao longo deste fim de semana. O candidato retomará os compromissos políticos apenas na segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil.

Para a data festiva, o senador agendou uma mobilização com aliados e apoiadores na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. O ato político será realizado em meio à forte repercussão provocada pela quebra de sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF), que aponta contatos e relação de proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Fonte: Brasil 247


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