segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Fachin teme desgaste público e pode não levar embate Moraes x Mendonça ao plenário físico do STF

 Temor entre ministros é de que sessão pública leve a sangramento do tribunal e escale a crise interna na Corte

        Edson Fachin - Crédito: Victor Piemonte/STF

 Cresceu significativamente entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nos últimos dias, a aposta de que o presidente da Corte, Edson Fachin, evitará submeter ao plenário físico o impasse direto envolvendo os magistrados André Mendonça e Alexandre de Moraes, informa Igor Gadelha, do Metrópoles. A avaliação no tribunal é a de que Fachin deverá optar por tomar decisões individuais e dar os encaminhamentos regimentais sem expor o conflito em uma sessão presencial transmitida ao vivo.

A crise ganhou novos contornos na semana passada, quando André Mendonça enviou uma petição formal a Fachin solicitando a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. O pedido teve como base a veiculação de mensagens que expuseram a relação de Moraes com Daniel Vorcaro. Na petição, Mendonça requereu expressamente que o presidente do Supremo leve o caso para julgamento do conjunto dos ministros “de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado”.


A reação de Alexandre de Moraes ocorreu em seguida. O ministro também acionou o presidente do tribunal para pedir a instauração de uma investigação contra Mendonça, atribuindo ao colega os crimes de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e favorecimento a grupo político.

Diante da escalada nas cobranças mútuas, interlocutores da Corte sinalizam que o movimento de Fachin busca impedir que uma sessão do plenário físico se transforme em um processo de sangramento público para a instituição.

O receio manifestado nos bastidores é o de que, ao se ver encurralado durante o julgamento presencial, Moraes acabe expondo não apenas Mendonça, mas também outros integrantes do Supremo que tenham mantido algum tipo de relacionamento com Vorcaro ou com o Banco Master. Tal desdobramento aumentaria a tensão interna e aprofundaria as feridas institucionais da Corte perante a opinião pública. Por essa razão, a aposta consolidada no tribunal é a de que a presidência conduzirá os atos de maneira individual e reservada.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Nenhum comentário:

Postar um comentário