quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sóstenes declara R$ 500 mil em dinheiro vivo ao TSE após ação da PF

 

Sóstenes Cavalcante
Sóstenes Cavalcante. Foto: Reprodução
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir R$ 500 mil em dinheiro vivo entre seus bens para disputar a reeleição. O patrimônio total informado pelo deputado soma R$ 600 mil.

Os dados do sistema DivulgaCand apontam que os R$ 500 mil em espécie correspondem à maior parte dos bens declarados. Sóstenes também informou um terreno no Jardim Botânico, em Brasília, avaliado em R$ 100 mil.

O deputado atribuiu a origem do dinheiro em espécie à venda de um imóvel. A Polícia Federal investiga se a explicação apresentada por ele corresponde à movimentação dos valores.

Em dezembro, uma operação da PF apreendeu R$ 468 mil em espécie em um endereço atribuído a Sóstenes. Os investigadores apuram suspeitas de ocultação ou alteração de provas em um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares da Câmara.

R$ 468 mil em dinheiro vivo encontrado com Sóstenes. Foto: reprodução

Patrimônio declarado cresceu em relação a 2022

Na eleição de 2022, Sóstenes declarou patrimônio de R$ 4.426,76, valor correspondente ao saldo de uma conta bancária. A nova declaração representa uma diferença de mais de R$ 595 mil em relação àquele total.

Em 2018, quando ainda era filiado ao Democratas, o parlamentar informou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 134.689,48. Naquela ocasião, o valor declarado incluía montante superior ao registrado quatro anos depois.

A investigação federal que alcançou o grupo ligado ao deputado concentra-se em suspeitas de desvio de recursos destinados ao exercício do mandato parlamentar. A apreensão de dinheiro em espécie levou a PF a examinar a procedência dos valores e documentos recolhidos na operação.

Sóstenes concorre à reeleição pelo PL do Rio de Janeiro, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração patrimonial permanece disponível no DivulgaCand, plataforma pública mantida pela Justiça Eleitoral.

Fonte: DCM

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